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sábado, 5 de março de 2005

Seca faz Portugal depender em 86,7 por cento das centrais térmicas

Publico O custo médio de produção de energia eléctrica cresceu 10 por cento por causa do recurso a mais carvão, "fuel" e gás natural Lurdes FerreiraO encarecimento do custo médio de produção eléctrica em 10 por cento é o principal efeito da seca que atinge o país, já dependente em 86,7 por cento da produção térmica. O bolso dos portugueses sentirá directamente os efeitos dentro de um ano.Para o presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), José Penedos, entidade responsável pela gestão do sistema eléctrico e pelo transporte de alta tensão - a partir da qual todo o país é alimentado -, a "maior preocupação" neste momento não é com a resposta do sistema, que "está a portar-se bem", mas com o facto de o "mix" de produção "ficar fortemente dependente de combustíveis fósseis". A produção térmica valia 56 por cento do consumo no final de Fevereiro do ano passado, quando no fim Fevereiro do ano em curso já pesava 86,7 por cento. Com o recurso a mais carvão, fuelóleo e gás natural, para compensar a quebra das hidroeléctricas e o fraco contributo das centrais eólicas, o custo médio de produção aumentou 10 por cento em relação a 2004, de acordo com José Penedos. Este acréscimo de custos deverá repercutir-se já nas tarifas dos clientes de alta tensão, a corrigir dentro de alguns meses, e nos consumidores domésticos, no próximo ano.No último dia de Fevereiro, o nível médio de armazenamento das albufeiras portuguesas para produção hidroeléctrica encontrava-se em 38 por cento da sua capacidade, um dos valores mais baixos dos últimos 50 anos, assegura José Penedos, com duas delas já abaixo de 20 por cento, Tabuaço e Cabril. Duas das maiores a nível nacional, Alto Lindoso e Castelo de Bode, rondavam, respectivamente, os 31 e 61 por cento.
O meu amigo Octavio diz e com muita razão:
Enquanto os responsáveis, - os que foram eleitos ou que têm estatuto, posição e competência para decidir -, nada fizerem para lançar urgentemente uma campanha de poupança geral de água, não conseguimos dormir descansados

No entanto, a RTP e outros canais de TV "adormeceram" muitos portugas com futebol e Vaticano e polémicas de um padre "inquisidor", em vez de promover debates e foruns a sério à procura das razões e causas deste flagelo e que soluções se apontam ( e que não são nada boas- privatização da água e mais barragens) ...Portugal quo Vadis??

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Transcrição de uma entrevista do autor completa no Contactos

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