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sexta-feira, 20 de março de 2026

Also - Cold Room



"Cold Room" é uma das faixas mais emblemáticas dele. Na verdade, em 2014, ele lançou uma coletânea remasterizada intitulada Locked In A Cold Room 1990-2001, que serve como uma antologia do trabalho da banda ALSO 

Cold Room
(Alexander Dust)

[Verso 1]
Inside the cold room
Nothing to feel
The walls are moving
Nothing is real
I’m waiting for something
That I’ve never seen
Lost in the shadows
Of where I have been

[Refrão]
Locked in a cold room
Frozen in time
Watching the rhythm
Of a life that's not mine
Locked in a cold room
Nowhere to go
Waiting for secrets
I already know

[Verso 2]
The silence is screaming
Inside of my head
Counting the words
That I never said
The light is fading
Outside the door
I don’t want to feel
This way anymore

[Ponte / Final]
Just a cold room...
Just a grey room...
Where the shadows dance
And the memories bloom.

A canção "Cold Room", de Alexander Dust, é uma exploração profunda da estagnação emocional e do isolamento melancólico, servindo como uma metáfora perfeita para um estado de depressão ou de desorientação psicológica. Ao descrever um "quarto frio" onde as paredes se movem e nada parece real, o autor transporta-nos para um espaço mental onde o indivíduo se sente desconectado da realidade. O ponto fulcral da letra reside na sensação de despersonalização, visível quando o eu lírico afirma estar a observar o ritmo de uma vida que já não sente como sua, como se fosse um mero espectador da própria existência, paralisado e "congelado no tempo".

O segundo verso introduz uma angústia mais ativa, onde o silêncio se torna ensurdecedor e as palavras que ficaram por dizer pesam na consciência. Há um desejo de fuga — um cansaço de sentir este vazio — mas a música termina com uma aceitação sombria: o quarto cinzento é o lugar onde as sombras dançam e as memórias, embora dolorosas, são as únicas coisas que ainda "florescem". 

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