O pensamento de John B. Cobb Jr. (nascido em 1925, Japão) representa uma das sínteses mais ambiciosas dos séculos XX e XXI entre a espiritualidade, a ciência e a economia. Como principal expoente da Teologia do Processo, Cobb baseou a sua visão de mundo na filosofia de Alfred North Whitehead (1861–1947), rejeitando a ideia de um universo estático composto por objetos isolados. Para ele, a realidade é um fluxo contínuo de eventos interconectados, onde cada ser é constituído pelas suas relações com os outros. Esta perspetiva alterou radicalmente a compreensão de Deus: em vez de um monarca onipotente e imóvel, o Deus de Cobb é uma presença sensível que sofre e se alegra com a criação, influenciando o mundo não pela coerção, mas pela persuasão em direção ao bem, à beleza e à vida.
Essa fundamentação filosófica levou Cobb a tornar-se um pioneiro da teologia ecológica. Ao compreender que o bem-estar humano é indissociável da saúde da biosfera, passou a criticar severamente o modelo de desenvolvimento industrial. A sua colaboração mais famosa neste campo ocorreu com o economista
Além de Daly, outros colaboradores foram fundamentais para a expansão deste sistema. Charles Hartshorne (1897–2000) forneceu o rigor lógico necessário para definir a natureza dipolar de Deus no processo, enquanto David Ray Griffin (1939–2022) trabalhou ao lado de Cobb na fundação do
- Localismo: comunidades mais pequenas e autossuficientes.
- Respeito biocêntrico: leis que protegem o ecossistema acima do lucro corporativo.
- Educação integrada: ensinar as crianças que a sua identidade é, antes de mais, "terrestre".
É fascinante notar como Cobb influenciou até políticas públicas na China, onde o conceito de "Civilização Ecológica" foi adotado oficialmente.[em março de 2018]
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