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domingo, 14 de outubro de 2007

Destruir a Escola Rural... ou refundá-la?

Uma boa causa - crónica de António Pina sobre o novo Estatuto do Deputado publicado em Julho no DR, informação obtida via Sardera

De regresso à escola- análise mordaz e bem-humorada, via Ponte do Sor

Venda de livros escolares usados- informação via Kaska&Deskaska.Os meus parabéns a Patric Figueiredo, jovem de 16 anos, pela excelente iniciativa!

A realidade Portuguesa longe do belo filme Ser e Ter, 2002

As imagens da inauguração em Resende não mostraram o exterior da Escola....foi pena, porque quase aposto que não tem fonte de energia fototérmica e que se ignoraram outros requisitos de uma ecoconstrução, prevenindo gastos de energia.A descentralização energética a todos os níveis é possível e permitiria até vender à rede nacional.Noutro plano, te(re)mos o avanço de hiperprojectos imobiliários e hoteleiros em nome dos PIN (vide o que se passa em relação ao Alqueva), ou junto a (novas) barragens desnecessárias(Rio Sabor), com a criação de mais campos de golfe....e deste modo, além de um Allgarve,teremos um ALLinterior. Como José Marques refere no seu texto, que reproduzo abaixo,a escola rural é o núcleo central de ligação de famílias à aldeia, se queremos o interior vivo, preservado nas suas componentes socioambientais, sem vedar às populações rurais o mesmo conforto e o mesmo plano tecnológico.Por tudo atrás exposto, entendo que é urgente refundar a escola rural.
Destruir a Escola Rural... ou refundá-la?
Por: José Carlos Marques
Qua, 12 de Set de 2007
Os nossos governantes lançam foguetes porque, em vez de umas quantas escolas más que fecharam (maldades que cabia ao poder ter evitado ou reparar), abrem agora uma com mais de vinte salas e mais de duzentas crianças da idade primária.Mas continuará a ser uma escola... ou irá a caminho de ser uma caserna? Não bastaria o exemplo das escolas secundárias com dois e três mil alunos que destroem qualquer possibilidade de uma comunidade escolar real? Ora, mais de duzentos alunos em idades que incluem muitas crianças de apenas 6 ou 7 anos é, creio, mais do que aconselha uma transição gradual do ambiente da família para o ambiente social alargado, que caberia fazer aos primeiros anos de escolaridade obrigatória.Com excepção dos casos mais extremos, as justificações pedagógicas para o encerramento de milhares de escolas rurais são poeira para os olhos.Distribuído pelo jornal Público neste Inverno, o filme Ser e Ter (Être et Avoir, na versão original), que teve retumbante êxito em França, e que é real e não ficção, mostra bem como uma escola rural de 13-14 crianças com idades desde os 4 aos 10-11 anos, pode ser uma excelente escola.O poder está apostado em destruir a escola rural, em muitos lugares ainda a única âncora que segura tenuemente as famílias à terra. Esse fecho, como aliás o de outros serviços, é uma clara opção política na concentração da população, na sua expulsão subreptícia dos lugares rurais ainda não inteiramente urbanizados. Hoje Resende, amanhã o Porto, Aveiro ou Lisboa,depois de Amanhã a Espanha, a Suíça, a Austrália.

Numa política de revalorização do espaço rural seria a viabilização e não a destruição da escola rural a opção. Há décadas que em

França existe um movimento no sentido da refundação e valorização da escola rural, que bem preciso seria em Portugal.

Outros sítios

Le Collectif pour la Défense de l'École Publique de Proximité
Conférence des Écoles




A todos os professores,alunos, encarregados de educação e funcionários desejo um bom início de ano!

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