segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Shelley Sacks on Art, Social Sculpture and Creating a Sustainable World


We'll explore with Shelley Sacks how socially engaged artistic processes can help individuals and communities find new ways new ways of engaging with the world to create a more sustainable future. Plus, we'll find out more about two of her key projects -- University of the Trees, and Exchange Values.

Shelley Sacks works internationally in connective practices and social sculpture, exploring the relationship between imagination and transformation, the individual and community, and rethinking responsibility as an ability-to-respond. She leads a master’s and doctoral program in social sculpture at Oxford Brookes University, where she is Professor of Social Sculpture and Interdisciplinary Arts, and Director of the Social Sculpture Research Unit.

She is the co-author of the recently released Atlas of the Poetic Continent: Pathways to Ecological Citizenship.

Outros Projectos de Shelley Sacks
Shelley Sacks (Página Oficial)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Genomas de 3000 variedades de arroz tornados públicos

Há quem goste dele branco, outros cozinham-no com tomate ou feijão e há ainda quem prefira o chau-chau. Cultivado em quase todos os cantos do mundo, necessita de água em abundância. Agora, a equipa internacional de cientistas do Projecto 3000 Genomas do Arroz sequenciou, como o nome indica, os genomas de 3000 variedades de arroz, de 89 países, e divulgou os resultados numa base de dados de acesso livre a todos, associada à revistaGigaScience.

Grãos de diversas variedades de arroz INSTITUTO INTERNACIONAL DE INVESTIGAÇÃO DO ARROZ
Mais de 1/8 da população mundial vive em condições de extrema pobreza e fome e a população mundial continua a crescer (somos hoje mais de 7000 milhões e estima-se que sejamos 9.600 milhões em 2050), pelo que os cientistas procuram fazer melhoramentos nas plantas alimentares, tornando-as, por exemplo, mais resistentes à seca e às pragas. “Por volta de 2030, a produção de arroz mundial terá de aumentar pelo menos em 25%, para acompanhar o crescimento populacional global e a procura [de alimentos]”,diz o artigo científico que acompanha os 3000 genomas.

É neste contexto que se insere o Projecto 3000 Genomas do Arroz, uma colaboração entre a Academia Chinesa de Ciências Agrárias, o Instituto Internacional de Investigação do Arroz e o BGI (um grande instituto chinês dedicado à genética) e que foi financiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China e pela Fundação Bill e Melinda Gates.

A primeira descodificação do genoma do arroz data de 2005, no âmbito de um projecto internacional: utilizou-se a subespécie de arroz Oryza sativa japonica. Agora ao olhar para tantas variedades desta planta, o seu retrato fica mais completo. “[Estes dados] servem para compreender a diversidade genética da Oryza sativa em grande pormenor. Com a divulgação dos dados da sequenciação, o projecto apela à comunidade ligada ao arroz para tirar partido desta informação e criar uma base de dados global e pública sobre a genética do arroz e melhorar as tecnologias de cultivo”, lê-se no artigo.

Neste projecto, recolheram-se amostras de cada uma das 3000 variedades da espécie Oryza sativa e depois os seus genomas foram sequenciados. A colocação gratuita desta informação na base de dados GigaDB pretende contribuir para melhorar a segurança alimentar a nível global, especialmente nas zonas mais pobres do mundo, e ainda reduzir o impacto ambiental das práticas agrícolas no ambiente, sublinha um comunicado de imprensa da revista.

Os dados obtidos confirmam que, na espécie Oryza sativa, as variedades se podem agrupar em cinco grandes grupos do ponto de vista genético: índica, “aus/boro”, “basmati/sadri”, japónica tropical e japónica temperada.

“O arroz é o alimento básico para a maioria dos povos asiáticos e o seu consumo está a aumentar em África”, refere Zhikang Li, director do projecto na Academia Chinesa de Ciências Agrárias. “Com a diminuição dos recursos (água e terra), a segurança alimentar é – e será – é o maior desafio nesses países, tanto agora como no futuro”, acrescenta.

“O acesso às sequências de 3000 genomas de arroz vai acelerar tremendamente a capacidade dos programas de cultivo para superar os obstáculos principais que a humanidade enfrentará no futuro próximo”, reforça Robert Zeigler, director geral do Instituto Internacional de Investigação do Arroz.

Texto editado por Teresa Firmino

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fábrica em Famalicão produz botões à base de borra de café

Botões à base de borra de café são a mais recente inovação de uma fábrica em Famalicão líder mundial naquele sector e que se prepara para mostrar em Xangai aquele seu novo produto ecológico, informou hoje o administrador. 
Em declarações à Lusa, o administrador da Louropel, Avelino Rego, explicou que a borra de café constitui 70 por cento do botão, sendo o restante uma resina reciclada de poliéster polimerizado, que serve de cola e que dá consistência à peça. "O botão fica, naturalmente, com cheiro a café", acrescentou. 
Nesta fase inicial, a borra está a ser recolhida apenas em "quatro ou cinco cafés" da região. "Em vez de ir para o lixo, como acontecia até aqui, a borra é guardada e depois utilizada na produção de botões", acrescentou Avelino Rego. Disse ainda que a Louropel já foi contactada por uma empresa que se manifestou interessada em fornecer "grandes quantidades", se tal se justificar. Os botões à base de borra de café já estão a ser "dados a (a)provar a clientes e estilistas, mas a "grande rampa de lançamento" poderá estar numa feira que decorrerá a partir de 20 de outubro em Xangai, na China. 
A Louropel produz atualmente 12 milhões de botões por dia, sendo que os botões ecológicos já representam 25 por cento do total. Nesta produção ecológica, a empresa já incorpora produtos naturais e reciclados como papel, farinha de sêmola, algodão, pó de corozo, leite em pó, pó de corno natural, serradura de madeira, folha de madeira natural, fécula de batata, cânhamo, cortiça e outros vegetais. 
Marcas e estilistas do mundo da moda internacional como Giorgio Armani, Valentino, Hugo Boss, Zara, Massimo Dutti, Ralph Lauren, Lacoste, Adolfo Dominguez, Shicha, Kenzo, Ted Baker e Tommy Hilfiger figuram entre os clientes da Louropel, cujos botões são vendidos em 25 países. A empresa tem como principais mercados a Europa e os Estados Unidos da América, mas também exporta para a Ásia, Brasil e Austrália. Em 2013, faturou 14 milhões de euros. Tem perto de 250 trabalhadores, sendo a carga salarial mensal de cerca de 250 mil euros. [Fonte: SIC Notícias]

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cronobiologia

A descrição escrita de ritmos biológicos data, pelo menos, da Antiguidade Clássica. As primeiras descrições dizem respeito a plantas, que ora levantam as folhas, ora as deixam cair, ora abrem a corola, ora a fecham, ora emitem odores, ora não, de acordo com as horas. Quanto aos animais, são seguramente muito antigas, também, as observações de ritmos de comportamento, sendo um dos mais evidentes a alternância sono/vigília, mas também a alternância de períodos férteis/inférteis e a migração em certas épocas do ano.

Estas e muitas outras constatações, incluindo dados da nossa própria experiência pessoal, eram altamente sugestivas da existência de relógios nos nossos organismos (relógios endógenos). A descoberta destes relógios, e conhecimento dos respectivos mecanismos, só pôde ser feita nas últimas décadas, com a disponibilidade das metodologias e conhecimento biológico adequados. Consistem, em geral, na oscilação na expressão de certos genes que, aumentando, leva ao aumento da concentração da respectiva proteína que, por sua vez, ao atingir determinado valor leva à frenação da actividade do gene; deixa de se sintetizar a proteína que, ao ser degradada, a certa altura permite, de novo, a actividade do gene. E repete-se o ciclo.

Assim, sabemos que temos efectivamente relógios endógenos, em vários tecidos do organismo, havendo um relógio central, que tenta manter a sintonia do conjunto, no sistema nervoso central (núcleo supraquiasmático, no hipotâlamo). Na realidade, todos os seres vivos na terra estão adaptados aos ciclos correspondentes aos movimentos da terra em torno do seu eixo, que marcam o dia de 24 horas, com a sucessão dia-noite (ritmos circadianos).

Outros fenómenos fisiológicos relacionam-se com o movimento da lua em torno da terra, que marca o mês lunar, e da terra em torno do sol, que marca as estações do ano. Os relógios endógenos permitem aos seres vivos anteciparem a necessidade de preparação para determinadas actividades, as que as condições do ambiente vão permitir. Este poder de antecipação tem também vantagens económicas, pois permite a activação de sistemas (enzímicos, celulares, organísmicos) quando vão ser necessários, restando num nível de actividade muito mais baixo fora desses períodos.

Um aspecto muito interessante e importante do funcionamento dos relógios biológicos é o que diz respeito ao seu acerto por sinais externos, um dos sinais mais importantes sendo a luz (solar, que indica o dia), mas também, por exemplo, a ingestão alimentar. Sem qualquer informação do ambiente (quando se põem as pessoas numa cave sem luz natural, sem relógios, e sem qualquer indicação do que se passa lá fora), a duração dos ciclos vai-se alongando: em cada dia as pessoas adormecem cerca de uma hora mais tarde, e a certa altura estão completamente fora do ciclo habitual. Ou seja, os relógios que marcam o ritmo circadiano (de circa diem – cerca de um dia) são diariamente acertados pelos sinais do ambiente.

Até há relativamente pouco tempo, o Homem, tal como ainda acontece com a generalidade dos seres vivos, teve o seu tempo em sincronia com o tempo natural: de noite dormia, pois não via o suficiente para trabalhar, e de dia andava lá fora (a procurar comida, parceiro, a passear). A conquista tecnológica foi criando condições para se sair desse ritmo natural.

Mas a organização social e, também, as opções das pessoas, levaram a que, neste momento, muita gente viva sem qualquer respeito pelas necessidades temporais biológicas. São exemplo disso as deslocações frequentes ao longo de vários fusos horários (provocando o que se designa por “jet-lag”), o trabalho por turnos oscilando frequentemente entre turnos diários e turnos nocturnos, a prática de horários completamente desadequados ao cronotipo de cada um (há, como todos sabemos, os madrugadores e os noctívagos). O cronotipo pode variar com a idade (os adolescentes raramente são madrugadores). E enquanto perturbações agudas dos ritmos causam mal-estar (tipo “jet-lag”: sono e cansaço quando se está a trabalhar, dificuldade em dormir quando se quer dormir), os efeitos deste tipo de práticas, ao longo do tempo, podem ser muito nocivos para a saúde.
*Directora do serviço de Bioquímica da Faculdade de Medicina e ex-vice-reitora da Universidade do Porto 

domingo, 2 de novembro de 2014

Perfume Genius - 'Queen' (Official Video)


Impressionante a quantidade de boa música com origem em Seattle. Para quem não conhece, recomendo Mike Hadreas,conhecido na indústria musical como Perfume Genius… 

Obrigado, António Almeida

sábado, 1 de novembro de 2014