terça-feira, 30 de setembro de 2014

E-Livro: Atlas Mundial de Mortalidade e Perdas Económicas do Tempo, Clima e de Extremos Hídricos


O “Atlas Mundial de Mortalidade e Perdas Económicas do Tempo, Clima e de Extremos Hídricos”, recém-lançado pela Organização Meteorológica Mundial revela que entre 1970 e 2012 aconteceram 8.835 desastres ambientais que causaram 1,94 milhão de mortos e US$ 2,4 triliões de perdas económicas, resultado de secas, enchentes, furacões, ciclones, temperaturas extremas, deslizamentos de terra e incêndios florestais, ou por epidemias de saúde e infestações de insectos directamente ligadas a condições meteorológicas e hidrológicas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

World peace? These are the only 11 countries in the world that are actually free from conflict


Fonte: Independent

With the crisis in Gaza, the rise of Islamist militants in Iraq and Syria and the international stand-off ongoing in Ukraine, it can sometimes feel like the whole world is at war.

But experts believe this is actually almost universally the case, according to a think-tank which produces one of the world’s leading measures of “global peacefulness” – and things are only going to get worse.

It may make for bleak reading, but of the 162 countries covered by theInstitute for Economics and Peace’s (IEP’s) latest study, just 11 were not involved in conflict of one kind or another.

Worse still, the world as a whole has been getting incrementally less peaceful every year since 2007 – sharply bucking a trend that had seen a global move away from conflict since the end of the Second World War.
The UK, as an example, is relatively free from internal conflict, making it easy to fall to thinking it exists in a state of peace. But recent involvement in foreign fighting in the likes of Afghanistan, as well as a fairly high state of militarisation, means Britain actually scores quite poorly on the 2014 Global Peace Index, coming 47th overall.
Then there are countries which are involved in no actual foreign wars involving deaths whatsoever - like North Korea – but which are fraught by the most divisive and entrenched internal conflicts.

The IEP’s findings mean that choices are slim if you want to live in a completely peaceful country. The only ones to achieve the lowest score for all forms of conflict were Switzerland, Japan, Qatar, Mauritius, Uruguay, Chile, Botswana, Costa Rica, Vietnam, Panama and Brazil 
And even those countries are not entirely exempt from other problems that, the IEP says, could lend to conflict further down the line.
In Brazil and Costa Rica, for instance, the level of internal conflict may be the lowest possible – but civilian access to small arms and the likelihood of violent demonstrations are worryingly high.
Switzerland is famously detached when it comes to any external conflict, and has a very low risk of internal problems of any kind – but loses a number of points on the overall index because of its proportionately huge rate of arms exports per 100,000 of the population.

The IEP says that for a country to score at the lowest level for all its indicators for conflict, it must not have been involved in any “contested incompatibility that concerns government and/or territory where the use of armed force between two parties, of which at least one is the government of a state, results in at least 25 battle-related deaths in a year”.


Harder still, analysts from the Economist Intelligence Unit must be satisfied that it has “no conflict” within its borders. This rating on civil unrest cannot even include “latent” conflict involving “positional differences over definable values of national importance”.
The Global Peace Index measures the latest data up to the end of the year before – meaning that the state of international conflict right now is actually even worse than the study suggests. With the protests over the World Cup still vivid in collective memory, for instance, Brazil might find itself off the list of peaceful countries by 2015.

Speaking to The Independent, the director of the IEP Camilla Schippa warned that the state of peace in our time has been “slowly but steadily decreasing” in recent years.“Major economic and geopolitical shocks, such as the global financial crisis and the Arab Spring, have left countries more at risk of falling into conflict,” Ms Schippa said.“In the last year we have seen a large increase in terrorist activity, a resurgence of conflict in Gaza, and no resolution to the crisis in Syria and Iraq.“Outside of the Middle East, civil unrest in Ukraine has turned into armed rebellion, and there has been increasing violence in South Sudan and the Democratic Republic of the Congo.”She added: “Continuing global unrest means that there is unlikely to be a reversal of this trend in the short run.”

To explore the 2014 Global Peace Index in full, visit the IEP’s website here

Dossier Bioterra relacionado
Paz e Não Violência

domingo, 28 de setembro de 2014

Musica do Bioterra: Poésie Noire- Earth


The day the four horsemen ride, the black soil will turn red.
The oasis will turn to mud, and grass will grow on my face.

Gardeners will be unemployed in the desert of lawnmowers
Mum, what have they done to you?
I can't even return to you.


They've taken everything and gave you nothing in return
the hill I used to stand on 's disapperad in the rubbush.
And tell me how much longer can you take it before we finally break you.
Raping your belly!
Killing your children!
Crushing your hopes and ours!
I am an orphan of the earth... the earth I lay upon.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Lisboa e o trabalho do LxCras para a conservação das aves



Uma curta metragem documental sobre a biodiversidade da cidade de Lisboa e o trabalho que o LxCras tem vindo a desenvolver enquanto centro de recuperação de animais selvagens.


Para saber mais e o que fazer se encontrar um animal ferido ou debilitado:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Afinal sempre há almoços grátis


Um restaurante em Leeds, no norte da Inglaterra, oferece um menu preparado exclusivamente com alimentos que iriam ser deitados fora. Mas os alimentos não são propriamente apanhados do caixote do lixo.
O fundador do projecto, Adam Smith, estabeleceu parcerias com diversas empresas e supermercados da cidade, que oferecem produtos com data de validade ultrapassada, catalogados de forma incorrecta ou que, por algum outro motivo, seriam descartados.
Com estes produtos, Smith montou um restaurante comunitário, o Real Junk Food Project Cafe, onde os clientes pagam o que querem, em dinheiro ou com o seu tempo.

E se o cliente não quiser ou puder pagar?
No problem. Os empregados do Real Junk Food Project Cafe são todos voluntários e a comida custou zero, de qualquer forma.
Smith diz à BBC que quer “alimentar o mundo – ou pelo menos, provar que os alimentos com data de validade expirada não estão necessariamente estragados, podem ser reaproveitados e consumidos sem risco”.
Até agora, mais de 3.000 pessoas já foram atendidas no Real Junk Food, e uma tonelada e meia de alimentos que ia a caminho do lixo foi reaproveitada.

Sempre ouvimos dizer que there is no such thing as a free lunch. Mas parece que afinal há almoços grátis.
Veja ainda o vídeo da mesma reportagem aqui.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Encontros Improváveis: Goethe e Tom Kramer- Elements of Nature


Todos Pensam de Forma Diferente, e Muitas Vezes Efémera 

"Cada indivíduo vê o mundo - e o que este tem de acabado, de regular, de complexo e de perfeito - como se se tratasse apenas de um elemento da Natureza a partir do qual tivesse que constituir um outro mundo, particular, adaptado às suas necessidades. Os homens mais capazes tomam-no sem hesitações e procuram na medida do possível comportar-se de acordo com ele. Há outros que não se conseguem decidir e que ficam parados a olhar para ele. E há ainda os que chegam ao ponto de duvidar da existência do mundo. Se alguém se sentisse tocado por esta verdade fundamental, nunca mais entraria em disputas e passaria a considerar, quer as representações que os outros possam fazer das coisas, quer a sua, como meros fenómenos.


Porque de facto verificamos quase todos os dias que aquilo que um indivíduo consegue pensar com toda a facilidade pode ser impossível de pensar para um outro. E não apenas em relação a questões que tivessem uma qualquer influência no bem estar ou no sofrimento das pessoas, mas também a propósito de assuntos que nos são totalmente indiferentes. "

Johann Wolfgang von Goethe, in 'Máximas e Reflexões'

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Os morcegos de Portugal continental estão a voar no seu primeiro atlas

O morcego-rato-grande (Myotis myotis)
ANA RAINHO
São animais nocturnos que metiam medo, associados até à bruxaria, e que as pessoas expulsavam das suas casas e das igrejas à vassourada. Muito mudou entretanto, agora são protegidos e, nos últimos dois anos, muita gente tornou-se voluntária de um projecto que deu origem ao Atlas dos Morcegos de Portugal Continental, apresentado ontem e com edição do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Este projecto partiu da ideia de um grupo de voluntários que pretendia aglutinar, pela primeira vez, toda a informação dispersa sobre morcegos em Portugal continental. Era importante “conhecer melhor os seus abrigos, para termos mais informação e actuarmos na conservação das espécies”, diz a bióloga Luísa Rodrigues, técnica do ICNF envolvida no projecto, com coordenação nacional de Ana Rainho, também do ICNF.

O primeiro trabalho publicado sobre os morcegos de Portugal continental remonta a 1863, quando o naturalista José Vicente Barbosa du Bocage apresentou a primeira lista de espécies no país. Na década de 1960 houve publicações pontuais, mas foi na década de 1970 que a equipa do biólogo Jorge Palmeirim começou a fazer a recolha sistematizada de informação sobre morcegos.

O trabalho do atlas surgiu integrado no Ano do Morcego, uma campanha que começou 2011 e terminou em 2012 e incluiu ainda dados de 2010. Participaram 159 pessoas, desde biólogos, técnicos e, também, cidadãos voluntários que desenvolveram trabalho no terreno. Houve ainda quem ajudasse através da Internet, dando informações ou pistas sobre a localização de morcegos.

Muitas destas suspeitas resultavam de relatos antigos sobre o paradeiro de morcegos, que mais tarde, com este trabalho, até se confirmaram. Para quem pouco sabia de morcegos, fizeram-se cursos sobre estes animais e os sons que emitem. No fundo, apenas era necessário “ter o gosto e esforçar-se”, diz a bióloga.

Sabe-se que existem 25 espécies de morcegos em Portugal continental (nos Açores e na Madeira, além dessas espécies, há mais duas). Durante o projecto, detectaram-se 24 espécies no Continente: ficou por encontrar o morcego-arborícola-grande (Nyctalus noctula), espécie cuja presença tinha sido registada no Norte do país.

Consoante a espécie, os morcegos podem alimentar-se de fruta, néctar e pólen das flores, peixe, carne e, claro, sangue. Podem caçar alimentos do chão ou efectuar voos a grandes altitudes, acima da copa das árvores e, nas cidades, indo para lá da altura dos prédios, como é o caso do morcego-rabudo (Tadarida teniotis).

Quanto ao peso, os morcegos portugueses têm entre cerca de cinco gramas (como um pacote de açúcar do café) e, no máximo, 45 gramas.

Para compilar toda a informação do atlas, que custa oito euros, os participantes observaram morcegos que se encontravam tanto em abrigos como em voo. Nos abrigos, registava-se o número de indivíduos, o número de machos e de fêmeas, o número de fêmeas com crias, a temperatura ambiente e a humidade, se existia alguma ameaça e se era preciso tomar medidas a curto prazo. Quanto aos que estavam a voar, assinalavam-se coordenadas geográficas, mas também características do terreno.

Apesar de terem uma grande longevidade — podem viver até 30 anos —, como têm apenas uma cria por ano constituem o “grupo mais ameaçado da nossa fauna”, frisa Jorge Palmeirim, da Faculdade de Ciências da Universidade Lisboa. As mais ameaçadas são as espécies cavernícolas que habitam, por exemplo, grutas ou minas abandonadas: é o caso do morcego-rato-pequeno (Myotis blythii) e do morcego-ferradura-mediterrânico (Rhinolophus euryale).

As ameaças podem ser intencionais mas, também, inadvertidas. Ter visitantes numa gruta com morcegos no período de hibernação ou de maternidade é logo uma perturbação para eles. Mas, em geral, os morcegos estão em risco se os obrigarmos a despender energia em excesso na altura da hibernação, forçando-os a voar, se lhes destruirmos as florestas onde vivem ou se lhes provocarmos alterações na alimentação.

Os pesticidas podem ser também um factor de risco, ao diminuírem o número de insectos disponíveis como fonte de alimento e ao comerem animais contaminados. “Não há dados concretos. De vez em quando, encontramos muitos morcegos mortos e calcula-se que os pesticidas sejam a causa”, diz Luísa Rodrigues.

O desaparecimento dos morcegos teria consequências para nós próprios. Como diz Jorge Palmeirim, eles são importantes para a “manutenção do equilíbrio dos ecossistemas naturais e humanizados”.

A percepção actual das pessoas sobre os morcegos mudou muito nos últimos 30 anos e perseguição directa já não ocorre com tanta regularidade. Jorge Palmeirim conta, entre gargalhadas, que antigamente, quando dizia às pessoas que trabalhava com morcegos, elas perguntavam-lhe se era bruxo. “Já muita gente tem simpatia por morcegos. A televisão tem mudado a percepção das pessoas. Apesar de tudo, os morcegos continuam a ter uma imagem negativa.”

A este propósito, Luísa Rodrigues diz que são cada vez mais as pessoas que telefonam para o ICNF a contar que têm morcegos em casa, que cuidam deles e que querem ter mais. E há ainda quem não os tenha em casa e deseja tê-los. “Começa a haver uma aceitação das espécies e do respeito que devemos ter pelos seres vivos.”

Esta fotografia dos morcegos de Portugal continental vai agora permitir fazer comparações e ver o que está a acontecer às suas populações.

Texto editado por Teresa Firmino

sábado, 20 de setembro de 2014

Música do Bioterra: OUM - Hna


HNA (Ici)




La paupière ferme,
Le désir ouvre son palais.
Dans la ruelle des amants,
L'oranger diffuse son essence.
La nuit se fige,
Le pouls se hâte,
La raison s'égare; et retombe en enfance.

Ici, les oiseaux aiment voler, virevolter
Au dessus de ce puits où demeure le secret
Ici, l'humeur embellit

Ici, mes yeux ont vu la grâce
Ici, l'oiseau a fredonné entre toi et moi
Ici, nous, on trouvait la paix
Ici, l'éden où l'on s'est perdus.

Ici, on s'est perdus.