segunda-feira, 30 de junho de 2014

Excelente documentário: Quando a Europa salva os bancos, quem paga?


Excelente documentário do canal Arte de Junho de 2013 sobre os beneficiários dos resgates bancários na Europa - não, não foram os países nem sequer os cidadãos que com os seus impostos pagam estes regates. Trata-se de um documentário extremamente sóbrio e objectivo. Inclui entrevistas a vários ministros das finanças europeus, a ex-administradores de bancos (os actuais não dão entrevistas), a activistas, etc. Mostra quem realmente beneficiou dos resgates e mostra também as profundas consequências destes resgates.

Dossiê Austericídio foi actualizado.

domingo, 29 de junho de 2014

Macro Timelapse por Daniel Csobot


Daniel Csobot é um incrível cineasta e fotógrafo que conseguiu capturar estas lindas imagens mostrando a completa germinação de sementes. É um verdadeiro show da natureza! Seu trabalho foi, basicamente, tirar milhares de fotos, dia após dia, e juntá-las, formando o impressionante vídeo.

sábado, 28 de junho de 2014

Ou mudamos ou morremos, por Leonardo Boff

Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos também Terra (homem vem de humus=terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que não podemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construimos o princípio de auto-destruição. Não é fantasia holywoodiana. Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve a alguns e deixa perecer os demais. O destino da Terra e da humanidade coincidem: ou nos salvamos juntos ou sucumbimos juntos.
Agora viramos todos filósofos, pois, nos perguntamos entre estarrecidos e perplexos: como chegamos a isso? 
Como vamos sair desse impasse global? Que colaboração posso dar como pessoa individual?

Em primeiro lugar, há de se entender o eixo estruturador de nossas sociedades hoje mundializadas, principal responsável por esse curso perigoso. É o tipo de economia que inventamos. A economia é fundamental, pois, ela é responsável pela produção e reprodução de nossa vida. O tipo de economia vigente se monta sobre a troca competitiva. Tudo na sociedade e na economia se concentra na troca. A troca aqui é qualificada, é competitiva. Só o mais forte triunfa. Os outros ou se agregam como sócios subalternos ou desaparecem. O resultado desta lógica da competição de todos com todos é duplo: de um lado uma acumulação fantástica de benefícios em poucos grupos e de outro, uma exclusão fantástica da maioria das pessoas, dos grupos e das nações.

Atualmente, o grande crime da humanidade é o da exclusão social. Por todas as partes reina fome crônica, aumento das doenças antes erradicadas, depredação dos recursos limitados da natureza e um ambiente geral de violência, de opressão e de guerra.
Mas reconheçamos: por séculos essa troca competitiva abrigava a todos, bem ou mal, sob seu teto. Sua lógica agilizou todas as forças produtivas e criou mil facilidades para a existência humana. Mas hoje, as virtualidades deste tipo de economia estão se esgotando. A grande maioria dos países e das pessoas não cabem mais sob seu teto. São excluidos ou sócios menores e subalternos, como é o caso do Brasil. Agora esse tipo de economia da troca competitiva se mostra altamente destrutiva, onde quer que ela penetre e se imponha. Ela nos pode levar ao destino dos dinossauros.

Ou mudamos ou morremos, essa é a alternativa. Onde buscar o princípio articulador de uma outra sociabilidade, de um novo sonho para frente? Em momentos de crise total precisamos consultar a fonte originária de tudo, a natureza. Que ela nos ensina? Ela nos ensina, foi o que a ciência já há um século identificou, que a lei básica do universo, não é a competição que divide e exclui, mas a cooperação que soma e inclui. Todas as energias, todos os elementos, todos os seres vivos, desde as bactérias e virus até os seres mais complexos, somos inter-retro-relacionados e, por isso, interdependentes. Uma teia de conexões nos envolve por todos os lados, fazendo-nos seres cooperativos e solidários. Quer queiramos ou não, pois essa é a lei do universo. Por causa desta teia chegamos até aqui e poderemos ter futuro.

Aqui se encontra a saida para umo novo sonho civilizatório e para um futuro para as nossas sociedades: fazermos desta lei da natureza, conscientemente, um projeto pessoal e coletivo, sermos seres cooperativos. Ao invés de troca competitiva onde só um ganha devemos fortalecer a troca complementar e cooperativa, onde todos ganham. Importa assumir, com absoluta seriedade, o princípio do prêmio de economia John Nesh, cuja mente brilhante foi celebrada por um não menos brilhante filme: o princípio ganha-ganha, onde todos saem beneficiados sem haver perdedores.
Para conviver humanamente inventamos a economia, a política, a cultura, a ética e a religião. Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da competição que gera o individualismo. Esse tempo acabou. Agora temos que inaugurar a inspiração da cooperação que gera a comunidade e a participação de todos em tudo o que interessa a todos.
Tais teses e pensamentos se encontram detalhados nesse brilhante livro de Maurício Abdalla, O princípio da cooperação. Em busca de uma nova racionalidade.
Se não fizermos essa conversão, preparemo-nos para o pior. Urge começar com as revoluções moleculares. Começemos por nós mesmos, sendo seres cooperativos, solidários, com-passivos, simplesmente humanos. Com isso definimos a direção certa. Nela há esperança e vida para nós e para a Terra.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Documentário imperdível- "David versus Monsanto"


Imagine-se que um temporal afectou o seu jardim. E você sabe que sem o seu consentimento ,caíram sementes que são geneticamente modificados no seu pomar. Um par de dias mais tarde , os representantes vêm de uma casa comercial, reivindicar os seus legumes e apresenta-lhe uma multa de 20.00,00 € para utilizar sementes geneticamente modificadas que estão patenteados. O senhor contesta e além disso a justiça lhe deu razão! Mas você luta ... 

Esta pequena história não é uma utopia , é a triste realidade em todo o mundo . É também a realidade de Percy Schmeiser no Canadá e Louise - vencedores do Prémio Nobel Alternativo, que lutam desde 1996 contra química e fabricante de sementes Monsanto. Aproximadamente três quartos da produção mundial de plantas geneticamente modificadas são dos laboratórios da Monsanto. Um grupo da indústria que EUA inventou o DDT, PCB e agente laranja que dizem que é sua propriedade. Para ganhar o domínio do campo ao prato , não tem medo de nada. Também agricultores Troy Rush, David Runyon e Marc Loiselle teve de ouvir sobre isso, como milhares de outros agricultores em todo o mundo . Eles e Schmeisers não são os únicos a lutar contra a Monsanto, assim como para assegurar a sua existência como agricultores e defender a liberdade de expressão e o direito à propriedade. Mas, principalmente, interceder para o futuro de seus filhos e netos , para que eles também tenham a oportunidade de crescer em um mundo sem alimento que é geneticamente manipulados. Esta filme mostra a coragem e dá coragem. Coragem para as pessoas que o temem, de que uma pessoa é impotente contra a política ou um conglomerado económico. " David contra Monsanto " prova o contrário.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Documentário - Portugal Terra - A Natureza em Portugal



Um documentário sobre a Natureza de Portugal que pretende levá-lo numa viagem que vai desde o Gerês a Montesinho, passando pelos picos mais altos da Serra da Estrela e pelos fantásticos rios que percorrem o nosso território. Descubra também o Montado e as Planícies Alentejanas, desça até à Ria Formosa e atravesse o Atlântico para encontrar as Ilhas dos Açores e da Madeira. Neste documentário ficará a conhecer um pouco melhor algumas das espécies mais icónicas da fauna e flora do nosso país. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Somos poeira estelar

Somos poeira estelar. Literalmente...

O ser humano médio tem cerca de 100 milhões de células e cada célula é feita de, aproximadamente, 100 triliões de átomos, cada um dos quais foi originalmente criado no centro de uma estrela.
Os átomos que estão nas suas mãos podem ter sido criados numa estrela diferente da que originou os átomos dos seus pés. Então, por definição, somos seres galácticos, porque as próprias estruturas que compõem os nossos corpos vêm de toda a galáxia.

Via Láctea tem 100 milhões de planetas habitáveis, numa estimativa calculada por pesquisadores.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Uma governança global da pior espécie: dos mercadores

Rio Sabor
"Uma economia que se autonomizou de tal maneira que somente ela conta, anula a soberania dos países, se apropria da Terra como um todo e a transforma num imenso empório e mesa de negócios. Tudo vira mercadoria: as pessoas, seus órgãos, a natureza, a cultura, o entretenimento e até a religião e o céu. Nunca se toma em conta a possível reacção massiva da sociedade civil que pode, enfurecida e com justiça, se rebelar e pôr tudo a perder."

Fonte: Leonardo Boff

domingo, 22 de junho de 2014

Encontros improváveis: The Cure e Fernando Pessoa


Aceita o Universo

Aceita o universo 
Como to deram os deuses. 
Se os deuses te quisessem dar outro 
Ter-to-iam dado. 

Se há outras matérias e outros mundos
Haja.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"