A modernidade líquida – um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível – em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos, um amor líquido. Zygmunt Bauman, um dos mais originais e perspicazes sociólogos em actividade, investiga nesse livro de que forma nossas relações tornam-se cada vez mais “flexíveis”, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em “redes”, as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade – e frequentemente sem que isso envolva nenhum contacto além do virtual –, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, esse livro é um alerta: não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afretados, mas também a nossa capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada. Como exemplo, o autor examina a crise na atual política imigratória de diversos países da União Europeia e a forma como a sociedade tende a creditar seus medos, sempre crescentes, a estrangeiros e refugiados. Com sua usual percepção fina e apurada, Bauman busca esclarecer, registar e apreender de que forma o homem sem vínculos — figura central dos tempos modernos — se conecta.
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quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Amor Líquido- Sobre a Fragilidade dos Laços Humanos
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quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Encontros Improváveis: Adbusters e Robin Guthrie, Harold Budd – A Minute, A Day, No More
We are paying a very high price for losing touch with the real world: the world of sensations, bodies, animals, trees, rocks.
~Adbusters
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Estudantes criam parede que promete substituir ar condicionado
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| Fonte: Olhar Digital |
A hidrocerâmica é composta de bolhas de hidrogel que são capazes de reter até 400 vezes o seu volume em água.
Aparelhos de refrigeração e climatização são comuns em muitas casas em empresas. Estes equipamentos, que ajudam a amenizar o desconforto das altas temperaturas, são responsáveis por grande parte do consumo de energia elétrica, além de contribuírem para a chamada “pegada de carbono”, que mede a quantidade de CO2 produzida diariamente por cada pessoa.
Pensando nisso, estudantes do Instituto de Arquitetura (IAAC), na Espanha, criaram um protótipo de parede que promete resfriar o ambiente sem a necessidade destes eletrodomésticos.
O material recebeu o nome de hydroceramics (hidrocerâmica) e é composto de bolhas de hidrogel que são capazes de reter até 400 vezes o seu volume em água. Graças a essa propriedade, as esferas absorvem a água e, em dias quentes, evaporam, resfriando o ambiente.
Basta um dia de chuva para que a bolinhas sejam reabastecidas e fiquem prontas para reiniciar o processo, dispensando energia elétrica e garantindo um uso limpo e sustentável.
Confira no vídeo o conceito do novo produto:
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Art warning the world - video
"Art warning the world" is a global artwork for freedom defense created by the french visual artist
Klaus Guingand in collaboration with 201 visual artists living in 200 different countries.
"Art warning the world" it's 202 artists, 200 countries, 202 flags, 202 videos, 202 photos and a warning
translates into 135 National languages.
Together these 202 artworks are a masterpiece of art engaged which is for every human.
For more detailed information please visit our Website
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sábado, 12 de setembro de 2015
Novos Rurais E Novos Urbanos, por João Soares
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domingo, 23 de agosto de 2015
ΕΙΡΗΝΗΝ ΕΙΠΕΝ Ο ΧΡΙΣΤΟΝ - KEMANETZIDIS BABIS
PAZ- PEACE- PACO- PACE- PAIX- SHALOM- SALAAM- SHANTY- SELAM VREDE- PAKE- HETEP- RAHU - ASHTE- IRINI- HEIWA- SULH- MIR
PHYONGH'WA- EMIREMBE- PACI- FRED- SULA- POKOJ- PASCH- MIERS- UKUTHULA
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quinta-feira, 23 de julho de 2015
Yorgos Papaioannou- School of the Sun
Acredito no mundo cheio de Fantasia e Biologia. A Biologia é por si só uma magia. Desperta em nós o enigma e o brilho da descoberta!! Vejam este teledisco/ animação. É maravilhoso!
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quinta-feira, 25 de junho de 2015
Assista ao documentário Bed Peace, sobre o protesto de John e Yoko em 1969
A artista Yoko Ono disponibilizou no seu canal no YouTube o documentário que retrata o protesto pacífico realizado por ela e John Lennon no ano de 1969. Na ocasião, ambos passaram uma semana deitados numa cama, recebendo visitas e tocando músicas. O acto do casal foi realizado no auge da Guerra do Vietnam.
A artista disponibilizou o vídeo pela ocasião da onda de protestos que varreu a Inglaterra nos últimos dias de Setembro 2013.
Tem ainda mais actualidade quando na União Europeia cresce novamente a xenofobia, desinteresse "aparente" dos governantes em relação aos protestos mais que justos das suas populações, onde partidos conservadores insistem no primado capitalista e hegemónico em relação a outros povos e acentuaram-se os conflitos entre crescimento económico e a precariedade dos trabalhadores.
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terça-feira, 16 de junho de 2015
Noruega- “Um país com muito poucos pobres e muito poucos ricos”
"Vivemos em contacto com a natureza e beneficiamos da força do trabalho de homens e mulheres. Tomamos decisões políticas para dividir a riqueza gerada por toda a população. Assim, temos muito poucos ricos e muito poucos pobres, todos estão no meio. Penso também que encontrámos um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Quando tudo isto se soma explicam-se os nossos resultados elevados nos índices. "
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terça-feira, 9 de junho de 2015
Sobre o Dia do Excesso da Terra
HIPOTECAR O FUTURO
O conceito do Dia do Excesso da Terra foi primeiro desenvolvido pelo think tank britânico “new economic foundation” e pela organização não-governamental Global Footprint Network (GFN). Mathis Wackernagel, presidente da GFN, estabelece um paralelismo entre a actual absorção de recursos naturais e o nível de consumo acima das possibilidades económicas: “A pressão sobre recursos é semelhante aos gastos financeiros excessivos, e pode tornar-se devastadora. À medida que o défice de recursos cresce e o seu preço se mantém elevado, os custos para os países tornam-se insuportáveis.”
No ranking dos 149 países analisados, entre os que sobrecarregam o ecossistema (60, no total) estão o Qatar, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos. De acordo com o GFN, só para absorver os 11,68 hectares globais por habitante em emissões de dióxido de carbono de que o Qatar é anualmente responsável seriam necessários cinco planetas. Susana Fonseca, da Quercus, defende que “se tivéssemos uma relação equilibrada com o planeta, este problema não se colocaria. Poderia haver uma situação pontual, mas não com a magnitude que hoje se apresenta”.
“Estamos a hipotecar a nossa própria existência enquanto espécie, no futuro, ao não procurarmos o maior equilíbrio com a nossa fonte de vida”, explica Susana Fonseca. Pelo caminho, a população mundial já perdeu biodiversidade (30%, entre 1970 e 2008) e qualidade de vida, e as consequências são claras: “Se dependemos de recursos que estão a desaparecer ou que estão a ficar mais caros, arriscamo-nos a ficar sem bens fundamentais de que precisamos para proporcionar uma vida de qualidade à população, e arriscamo-nos a prejudicar a nossa economia e orçamentos nacionais, porque não podemos suportar o nível de consumo a que nos habituámos”, explica Kyle Gracey, investigador do GFN.
ACIMA DO LIMITE
Há mais de 40 anos que ultrapassámos a fasquia da sustentabilidade. Uma situação que, segundo o investigador, só tem sido possível com recurso a três soluções: “Importamos recursos produzidos em anos anteriores; usamos recursos que não pertencem a nenhum país – como a pesca em mares profundos; enviamos para a atmosfera o lixo que a natureza não consegue absorver, sob a forma de dióxido de carbono.” O problema, mais uma vez, é que estas são soluções a prazo, e num futuro que já foi distante, mas que agora estamos a experienciar, as consequências voltam a fazer sentir-se, através da sobreexploração de recursos obtidos em anos anteriores e do efeito de estufa que prejudica as actuais produções agrícolas.
A solução, defende Susana Fonseca, é “dar o passo mais difícil, fazendo entrar no discurso do dia-a-dia o conceito de suficiência: sermos felizes com menos”. E a realidade actual é, para Kyle Gracey, “absolutamente reversível”. Como? “Tornando-nos mais eficientes com os recursos que usamos, desenvolvendo formas de usar os recursos que melhores condições oferecem à população, ao mesmo tempo que se reduz o recurso a matérias que são prejudiciais ao ambiente ou que mais contribuem para o efeito de estufa, e certificando-nos de que a redução de obtenção de recursos está integrada no processo de decisão dos governos”, enumera o investigador.
Nos últimos anos, o GFN colaborou com mais de 50 países, junto dos quais procurou difundir a mensagem de que uma mudança de paradigma é necessária. Desses, “17 reviram a contribuição que davam para a pegada ecológica. Nove países e territórios adoptaram formalmente a Pegada Ecológica e usam-na na elaboração das suas estatísticas nacionais e/ou para dar conta das decisões políticas que tomam”, refere Kyle Gracey.
“Se queremos manter a estabilidade social e a produtividade, não podemos sustentar um fosso crescente entre o que a natureza pode oferecer e o quanto a nossa infra-estrutura, economia e estilo de vida requerem”, resume o presidente da GFN.
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segunda-feira, 8 de junho de 2015
Fotopoema- Hoje é o dia de amanhã
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| Mario Cataneo |
Não importa que hoje seja qualquer coisa triste,
um cedro, areias, raízes,
ou asa de anjo
caída num paul.
O navio que passou além da barra
já não lembra a barra.
Tu o olhas nas estranhas águas que ele há-de sulcar
e nas estranhas gentes que o esperam em estranhos portos.
Hoje corre-te um rio dos olhos
e dos olhos arrancas limos e morcegos.
Ah, mas a tua vitória está em saber que não é hoje o fim
e que há certezas, firmes e belas,
que nem os olhos vesgos
podem negar.
Hoje é o dia de amanhã."
~Fernando Namora
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sexta-feira, 8 de maio de 2015
A educação que temos rouba dos jovens a consciência, o tempo e a vida
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| Claudio Naranjo |
- O problema da educação não é de forma alguma o que os educadores pensam que é. Acreditam que os alunos não querem mais o que eles tem a oferecer. Aos alunos vão querer forçar uma educação irrelevante e estes se defendem com distúrbios de atenção e com a desmotivação. Eu acho que a educação não está a serviço da evolução humana, mas sim a produção ou socialização. Esta educação serve para adestrar as pessoas de geração em geração, a fim de continuar a ser mais um manipulado pelos cordeiros da mídia. Este é um grande mal social. Você quer usar a educação como uma maneira de embutir na mente das pessoas uma maneira de ver as coisas que irá atender ao sistema e a burocracia. Nossa maior necessidade é evoluir na educação, para que as pessoas sejam o que elas poderiam ser.
A crise da educação não é uma crise entre as muitas crises que temos, uma vez que a educação é o cerne do problema. O mundo está em uma profunda crise porque não temos uma educação para a consciência. Nós temos uma educação de uma forma que está roubando as pessoas de sua consciência, seu tempo e sua vida.
O modelo de desenvolvimento econômico de hoje tem ofuscado o desenvolvimento da pessoa"
Ler toda a entrevista aqui
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quinta-feira, 7 de maio de 2015
Escolas de Paz
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| Teresa Lamas Serra – Desenhos dos + pequeninos. Tema da Paz – Fev.2013 |
Sonho com uma escola de amor, onde o foco é aprender, aprender a ser, aprender a estar, aprender a dar, aprender a amar, aprender a respeitar, aprender a escutar, aprender a crescer com conhecimento, valores e princípios.
Sonho com uma escola de paz, onde a partilha é um bem comum, e a competição não é cultivada, onde os desempenhos de cada um, só a cada um dizem respeito, onde a subjectividade é premiada e a diferença cultivada, onde não há prémios para os melhores e rótulos para os piores.
Sonho com uma escola onde não há piores nem melhores, apenas crianças diferentes, que aprendem de forma diferente, nem melhor nem pior.
Sonho com uma escola que questione, que interrogue, que esteja aberta à mudança, a programas adequados à idade das suas crianças.
Sonho com uma escola que veja a criança como criança, e não como um adulto.
Sonho com uma escola de cores, onde a criatividade é alimentada, explorada, e fomentada.
Sonho com uma escola onde as abraços são ensinados, e o diálogo a única forma de resolver conflitos.
Sonho com uma escola que dê voz, às vozes que dela fazem parte.
Sonho com uma escola que acolha o erro como parte integrante de qualquer aprendizagem.
Sonho com uma escola onde aqueles que ensinam sabem que a qualquer aprendizagem deve anteceder a conquista afetiva daqueles a quem se quer ensinar.
Sonho com uma escola onde os adultos que a modelam, são adultos de paz e amor, com a missão clara do seu papel de educadores.
Sonho com uma escola de silêncio, de meditação e de educação para a vida e para o amor.
Sonho com uma escola imperfeita, onde todos desejam aprender e crescer, onde a missão é o florescimento humano.
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
Vinicius de Moraes & Baden Powell- Canto de Xangô
Eu vim de bem longe
Eu vim, nem sei mais de onde é que eu vim
Sou filho de Rei
Muito lutei pra ser o que eu sou
Eu sou negro de cor
Mas tudo é só amor em mim
Tudo é só amor para mim
Xangô Agodô
Hoje é tempo de amor
Hoje é tempo de dor, em mim
Xangô Agodô
Salve, Xangô, meu Rei Senhor
Salve, meu orixá
Tem sete cores sua cor
Sete dias para a gente amar
Mas amar é sofrer
Mas amar é morrer de dor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô meu Senhor!
Mas me faça sofrer
Mas me faça morrer de amor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô Agodô!
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quinta-feira, 30 de abril de 2015
Sonhar é...
"SONHAR é...um momento forte de esperança e de imagens que tecem contos com cheiros e cores; um silêncio interior e privado sem fronteiras de racionalidade; um raio lacrimal de sofrimento longo porque algo ainda estará por falar, pintar, musicar, cozinhar...agir; é uma miscigenação; é borboletear e romancear e conjecturar, cuidar, julgar, pensar, presumir, prever e supor; é o mais biológico mecanismo de ansiar, de cuidar, de almejar"~ Joao Soares, 31.03.15
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sexta-feira, 20 de março de 2015
Campanha: "O amor não tem rótulos"
Enquanto a grande maioria das pessoas considera-se sem preconceitos, muitos de nós não intencionalmente fazemos julgamentos precipitados sobre as pessoas com base no que vemos, seja de raça, idade, sexo, religião, sexualidade ou deficiência. Esta pode ser uma razão para que muitos se sintam discriminados. Subconsciente "viés implícito" chamado preconceito -com profundas implicações para o modo como vemos e interagir com outras pessoas que são diferentes de nós. Isso pode dificultar a capacidade de uma pessoa para encontrar um emprego, garantir um empréstimo, alugar um apartamento, ou chegar a um julgamento justo, perpetuando as disparidades na sociedade. A campanha “Love has no labels” (O amor não tem rótulo) desafia-nos a abrir os olhos para o nosso preconceito e trabalhar para pará-lo em nós mesmos, nossos amigos, nossas famílias e nossos colegas. Repense o seu preconceito em love has no labels
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sexta-feira, 13 de março de 2015
O corpo amoroso é o corpo onde mora um jardim (Rubem Alves)
Há terapeutas que dizem àqueles que os procuram: “é preciso que se ame mais a si mesmo…”. E o pobre entrega-se, então, à impossível tarefa de se tornar objecto de amor para si mesmo. Esse foi o terrível erro de Narciso… Só há uma forma de nos amarmos a nós mesmos: quando perdemos a consciência de nós mesmos por estarmos totalmente cheios com a beleza do mundo. ~Rubem Alves
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quinta-feira, 5 de março de 2015
A praga da violência colectiva por Ladislaw Dowbor
As minhas leituras - Fonte: Leonardo Boff
Nunca subestime o poder de pessoas estúpidas em grandes grupos
Um aluno um dia me perguntou o que eu achava do homem: naturalmente bom mas pervertido pela sociedade, na linha do “bom selvagem” de Rousseau, ou esta desgraça mesmo que vemos por aí, em estado natural? Na realidade, não acho nem uma coisa nem outra. Acho que temos todos imensos potenciais para o bem e para o mal, para o divino e a barbárie. Cabe a nós, que trabalhamos com o estudo da sociedade e em particular das instituições, pensar o que faz a balança pender mais para um lado ou para outro. Pois deixando de lado alguns traumas e deformações individuais, domínio dos psiquiatras, aqui nos interessa a misteriosa bestialidade coletiva de grandes grupos sociais.
Muitos dizem que a solução está na educação e na cultura. Tenho minhas dúvidas, pois sou de família polonesa, e vi refletido nas angústias dos meus pais o que tinham vivido frente ao nazismo. Ninguém irá pensar que os alemães eram um povo de baixo nível educacional ou cultural. E no entanto, com que entusiasmo vestiram as botas e as camisas negras ou marrons, com que elevado sentimento de dever cumprido matavam pessoas por serem diferentes, por um critério real ou imaginário. Cerca de 50% dos médicos alemães aderiram ao partido nazista. Isto é que é realmente preocupante. Estupidez é uma doença que pega.
Poder dar vazão ao que há de mais podre dentro de nós, de mais escuro em termos de ódio contido, de mais baixo em termos humanos, em nome de elevadas aspirações éticas, parece ser muito satisfatório. Os nazistas agiam em nome da pureza da raça. E erguiam bem alto a bandeira do “Gott mit uns”, Deus está conosco. Tornar-se de certa maneira o braço executivo da cólera divina parece ser profundamente agradável. Há gente disposta a morrer por esta satisfação.
Quem não leu O Martelo da Feiticeira, manual de interrogatório dos inquisidores católicos perdeu uma importante fonte de conhecimento sobre os nossos lados escuros. O manual recomenda, por exemplo, que os religiosos encarregados de torturar as possíveis feiticeiras as torturassem nuas, pois se tornam mais frágeis, e de costas para os torturadores, pois a era tal a perversidade destas mulheres que de frente para os torturadores poderiam comovê-los com suas súplicas e expressões de desespero. Eram religiosos, e o faziam em nome de Cristo.
Somos hoje mais civilizados? Sinto-me profundamente abalado, chocado, pelo bárbaro assassinato dos jornalistas do Charlie Hebdo, em Paris, por profissionais da morte que matam em nome de Deus, e que claramente mostraram nos seus gritos que se sentiam como justiceiros que haviam cumprido o seu dever. São monstros? Se fossem, seria muito mais simples compreender e prevenir. Mas são seres humanos em torno dos quais se construiu uma muralha de valores que os protege de qualquer crítica. Se sentem pertencentes a uma comunidade que os apoia e recompensa, ou seja, praticam a barbárie em nome do bem. Podemos matar os terroristas, mas transformar a dinâmica que os forma é bem mais complexo.
Podemos tratar um psicopata, e proteger a sociedade dos riscos individuais. E uma sociedade doente? Quem não viu Os fantasmas de Abu-Ghraib, veja, é profundamente instrutivo. O documentário é montado a partir de selfies e de filmagens por celular de práticas de tortura no Iraque por jovens americanos, contra supostos inimigos. Tortura praticada no Iraque em nome da defesa dos direitos humanos, por um exército invasor, e por funcionários de empresas privadas de segurança terceirizadas para esta tarefa. Estes jovens são monstros? As imagens das torturas e dos risonhos rapazes circulam em todo o mundo islâmico. Com que impacto e efeito multiplicador?
Hoje temos tortura sistemática aplicada pelo sistema repressivo (Mossad, Shin Bet e outros) em Israel. Em Guantánamo quando os prisioneiros tentam morrer para escapar ao sofrimento se lhes introduz à força alimento pelo nariz ou pelo anus, tudo em nome do bem, como em nome de Deus os fanáticos do ISIS decapitam prisioneiros ou os do Boko Haram raptam crianças.
A maldade não está essencialmente nas pessoas, mas nos sistemas de organização social que a transformam em ódio coletivo e organizam a sua expressão em nome da justiça, de Deus, da pátria, da pureza racial ou o que seja.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Abraços podem deixar o corpo mais resistente a doenças
Uma das receitas para evitar doenças é algo bem simples “abrace mais”. Esta é a conclusão de um grupo de pesquisadores da Carnegie Mellon University, na Pensilvânia, EUA. Segundo eles, este ato tem o poder para proteger o organismo contra o estresse e infecções.
O trabalho dos pesquisadores rendeu um estudo oficial. Durante o período de pesquisas e entrevistas, os cientistas perceberam que, quanto maior a interação social, menores seriam os riscos de infecções, principalmente aquelas ocasionadas em consequência do estresse.
Segundo o pesquisador-chefe, Sheldon Cohen, o estudo reforça conclusões anteriores de que pessoas estressadas e em conflitos permanentes com a família e amigos, tendem a estar mais vulneráveis a gripes e outros vírus.
Conforme informado pelo site Mother Nature Network, para que a pesquisa fosse feita, a equipe recrutou 404 adultos saudáveis e pediu que preenchessem questionários sobre seus níveis de estresse, bem como o apoio social que eles haviam recebido. Durante 14 dias, essas pessoas foram analisadas quanto às suas relações interpessoais e quantidade de abraços recebidos. Ao final, eles foram expostos a um vírus de resfriado comum e monitorados em quarentena, para que tivessem os sinais de infecções avaliados.
Depois do experimento, os participantes que relataram maior integração social, tiveram menos probabilidade de serem afetados pela doença. Além disso, o estudo mostrou que os abraços foram responsáveis por cerca de um terço deste efeito protetor. A conclusão foi de que, quanto mais abraços, menores são as chances da pessoa contrair infecções. Isso também reduz os níveis de estresse, deixando o corpo mais forte e menos exposto aos vírus. [Fonte: Ciclo Vivo, 06.01.15]
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Ecoartivismo- Francis Bacon
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