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quinta-feira, 31 de março de 2011

Filmes sobre Resíduos: Garbage Dreams



"Garbage Dreams" é passado no Egipto  com os catadores de lixo chamados Zaballeens que reciclam cerca de 80% dos resíduos do imenso Cairo, enquanto que a introdução dos modernos camiões de recolha de resíduos por empresas estrangeiras demonstrou que a reciclagem  não passava além dos 20% indo os restantes resíduos atulhar os aterros com a agravante de colocar em situação muito difícil a sobrevivência já precária dos Zaballeens (cerca de 60.000). O documentário aborda também a estratégia adoptada por este grupo ao propôr recolha selectiva porta a porta e a sua experiência nessa área.
É m filme tocante que aborda todas as questões sociais, ecológicas e económicas das sociedades de consumo em países em vias de desenvolvimento.



Aqui está o contacto: http://www.garbagedreams.com/

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Documentário da semana: "Fabricados para não durar"




Ver también:  Especial  Comprar, tirar, comprar en RTVE.es


Baterías que se 'mueren' a los 18 meses de ser estrenadas, impresoras que se bloquean al llegar a un número determinado de impresiones, bombillas que se funden a las mil horas... ¿Por qué, pese a los avances tecnológicos, los productos de consumo duran cada vez menos?
La 2 de Televisión Española y RTVE.es emiten  "Comprar, tirar, comprar" un documental que nos revela el secreto: obsolescencia programada, el motor de la economía moderna.

Rodado en España, Francia, Alemania, Estados Unidos y Ghana, Comprar, tirar, comprar, hace un recorrido por la historia de una práctica empresarial que consiste en la reducción deliberada de la vida de un producto para incrementar su consumo porque, como ya publicaba en 1928 una influyente revista de publicidad norteamericana, "un artículo que no se desgasta es una tragedia para los negocios".
El documental, dirigido por Cosima Dannoritzer y coproducido por Televisión Española, es el resultado de tres años de investigación, hace uso de imágenes de archivo poco conocidas; aporta pruebas documentales y muestra las desastrosas consecuencias medioambientales que se derivan de esta práctica. También presenta diversos ejemplos del espíritu de resistencia que está creciendo entre los consumidores y recoge el análisis y la opinión de economistas, diseñadores e intelectuales que proponen vías alternativas para salvar economía y medio ambiente

Una bombilla en el origen de la obsolescencia programada
Edison puso a la venta su primera bombilla en 1881. Duraba 1500 horas. En 1911 un anuncio en prensa española destacaba las bondades de una marca de bombillas con una duración certificada de 2500 horas. Pero, tal y como se revela en el documental, en 1924 un cártel que agrupaba a los principales fabricantes de Europa y Estados Unidos pactó limitar la vida útil de las bombillas eléctricas a 1000 horas. Este cártel se llamó Phoebus y oficialmente nunca existió pero en Comprar, tirar, comprar se nos muestra el documento que supone el punto de partida de la obsolescencia programada, que se aplica hoy a productos electrónicos de última generación como impresoras o iPods y que se aplicó también en la industria textil con la consiguiente desaparición de las medias a prueba de carreras.

Consumidores rebeldes en la era de Internet

A través de la historia de la caducidad programada, el documental pinta también un fresco de la historia de la Economía de los últimos cien años y aporta un dato interesante: el cambio de actitud en los consumidores gracias al uso de las redes sociales e Internet. El caso de los hermanos Neistat, el del programador informático Vitaly Kiselev o el catalán Marcos López, dan buena cuenta de ello.

África, vertedero electrónico del primer mundo
Este usar y tirar constante tiene graves consecuencias ambientales. Tal y como vemos en este trabajo de investigación, países como Ghana se están convirtiendo en el basurero electrónico del primer mundo. Hasta allí llegan periódicamente cientos de contenedores cargados de residuos bajo la etiqueta de 'material de segunda mano' y el paraguas de una aportación para reducir la brecha digital y acaban ocupando el espacio de los ríos o los campos de juego de los niños.
Más allá de la denuncia, el documental trata de dar visibilidad a emprendedores que ponen en práctica nuevos modelos de negocio y escucha las alternativas propuestas por intelectuales como Serge Latouche, que habla emprender la revolución del 'decrecimiento', la de la reducción del consumo y la producción para liberar tiempo y desarrollar otras forma de riqueza, como la amistad o el conocimiento, que no se agotan al usarlas.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Filmes sobre resíduos - Love Canal






"Love Canal" é um documentário acerca de uma urbanização construída sobre um aterro de resíduos industriais, nos EUA dos finais da década de 70 do sec.XX, que se tornou um símbolo do falhanço do sentido de consideração pelas gerações futuras.


*Love Canal* is a neighborhood in Niagara Falls, New York which became the subject of national and international attention, controversy, and eventual environmental notoriety following the discovery of 21,000 tons of toxic waste that had been buried beneath the neighborhood by Hooker Chemical.
Love Canal officially covers 36 square blocks in the far southeastern corner of the city, along 99th Street and Read Avenue. Two bodies of water define the northern and southern boundaries of the neighborhood: Bergholtz Creek to the north and the Niagara River, one-quarter mile (400 m) to the south. In this area, Grand Island is situated on the south shore of the Niagara River.
Hooker Chemical sold this site to the Niagara Falls School Board with a deed explicitly detailing the danger contained within the site, and including a liability limitation clause about the contamination. The construction efforts of housing development, combined with particularly heavy rainstorms, released the , leading to a public health emergency and an urban planning scandal. Hooker Chemical was found to be negligent in their disposal of waste, though not reckless in the sale of the land, in what became a test case for liability clauses. The dumpsite was discovered and investigated by the local newspaper, the Niagara Gazette, from 1976 through the evacuation in 1978.
Potential health problems were first raised by reporter Michael H. Brown in July 1978.Ten years after the incident, New York State Health Department Commissioner
David Axelrod stated that Love Canal would long be remembered as a "national symbol of a failure to exercise a sense of concern for future generations."
The Love Canal incident was especially significant as a situation where the inhabitants "overflowed into the wastes instead of the other way around."

terça-feira, 8 de junho de 2010

Comemore o Dia Mundial do Oceano!




A vida começou no mar há mais de 3,5 biliões de anos.

A maioria das principais formas de vida vivem no oceano.

A maior parte da actividade vulcânica ocorre no oceano.

Existem mais de 6.000 espécies conhecidas de coral no oceano.

A Grande Barreira de Coral é a maior estrutura viva na Terra e pode ser vista do espaço.

O fundo do mar é o maior habitat da Terra.

O Oceano Ártico cobre mais de cinco milhões de milhas quadradas.

Mais de 71% da superfície da Terra é oceano.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Alain Badiou - de que real é esta crise o espectáculo?


Aula de Alain Badiou sobre Democracia, Política e Filosofia na European Graduate School. Continua, depois, nas partes 2, 3, 4 e 5




Texto completo em Carta Maior

Tal qual nos é apresentada, a crise planetária das finanças parece-se com um desses maus filmes produzidos pela fábrica de sucessos pré-fabricados que chamamos hoje de cinema. Nada falta, incluindo as aparições que aterrorizam: é impossível impedir a sexta-feira 13, tudo desmorona, tudo vai desmoronar... Deixemos ao filme-crise, assim revisto, a sua força didática. Podemos ainda ousar, face à vida das pessoas que o assistem, nos vangloriar de um sistema que remete a organização da vida colectiva às pulsões mais baixas, à cobiça, à rivalidade, ao egoísmo? Fazer o elogio de uma "democracia" onde os dirigentes são tão impunemente os empregados da apropriação financeira privada que espantaria o próprio Marx, que já qualificava esses governantes, há 160 anos, como funcionários do poder do capital? Afirmar que é impossível tapar o buraco da segurança social, mas que devemos tapar, com biliões, o buraco dos bancos?

A única coisa que podemos desejar nesta questão é que descubramos o poder didático nas lições que podem ser tiradas para os povos, e não para os banqueiros, para os governos que os servem e para os jornais que servem aos governantes, em toda essa cena sombria. Eu vejo dois níveis articulados deste retorno do real. O primeiro é claramente político. Como o filme tem mostrado, o fetiche "democrático" não passa de um serviço solícito aos bancos. O seu verdadeiro nome, o seu nome técnico, como proponho há muito tempo, é: capital-parlamentarismo. Convém, pois, como múltiplas experiências começaram a fazer nos últimos vinte anos, organizar uma política de natureza diferente. Ela é e estará - por muito tempo ainda, sem dúvida - distante do poder do Estado, mas pouco importa. Ela começa, na base do real, pela aliança prática das pessoas mais imediatamente disponíveis para inventá-la: os novos trabalhadores vindos da África ou de outros lugares, e os intelectuais herdeiros das batalhas políticas das últimas décadas.

Ela vai ampliar-se em função do que houver a fazer, ponto por ponto. Não manterá nenhuma espécie de relação orgânica com os partidos existentes e o sistema, eleitoral e institucional, que os mantém vivos. Ela inventará a nova disciplina daqueles que não têm nada, a sua capacidade política, a nova ideia do que seria sua vitória.

O segundo nível é ideológico. É preciso inverter o velho veredicto segundo o qual estaríamos vivendo "o fim das ideologias". Vemos hoje, muito claramente, que essa pretensão não tem outra realidade do que a expressa pela palavra de ordem "salvemos os bancos". Nada é mais importante que reencontrar a paixão das ideias e pôr ao mundo tal qual é uma hipótese geral, a certeza antecipada de um outro curso de acontecimentos totalmente distinto. Ao espectáculo maléfico do capitalismo, nós opomos o real dos povos, da existência de todos no movimento próprio das ideias. A motivação de uma emancipação da humanidade não perdeu em nada a sua força. A palavra comunismo, que durante muito tempo nomeou essa força, foi certamente aviltada e prostituída.

Mas, hoje, a sua desaparição só serve aos mantenedores da ordem, aos actores febris do filme-catástrofe. Nós iremos ressuscitá-la, na sua nova clareza. Que é também a sua antiga virtude, expressa quando Marx dizia, a propósito de comunismo, que ele rompia da forma mais radical com as ideias tradicionais e que fazia surgir uma associação onde o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos. Ruptura total com o capital-parlamentarismo, política inventada a partir do real popular, soberania da ideia: tudo está aí para nos tirar do filme da crise e remeter-nos à fusão do pensamento vivo e da acção organizada.

Alain Badiou é filósofo, escritor e editor. Artigo publicado no jornal Le Monde (17/10/2008)

sábado, 15 de abril de 2006

O Dia Nacional da Conservação do Solo



O Dia Nacional da Conservação do Solo é comemorado anualmente em 15 de abril.

Esta data foi criada com o intuito de desenvolver um pensamento crítico na população sobre a importância da correta utilização do solo, como um recurso natural para a produção de alimentos.

O combate e conscientização sobre o que provoca a poluição do solo é outro ponto de destaque debatido durante este dia.

Qualquer tipo de deposição, disposição, descarga, infiltração, acumulação, injeção ou enterramento de substâncias e produtos poluentes, em estado líquido, gasoso ou sólido, nos solos e subsolos deve ser combatido.

Existem ainda outras datas destinadas a celebração do solo, como o Dia Internacional do Solo (5 de dezembro) e Dia Internacional da Mãe Terra (22 de abril).
Origem do Dia da Conservação do Solo

A escolha do dia 15 de abril é uma homenagem ao conservacionista norte-americano Hugh Hammond Bennett (1881 – 1960), considerado o “pai da conservação do solo” nos Estados Unidos e um modelo para todas as outras nações.

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

A relação entre conflitos armados e o controlo de recursos naturais

A PAZ. Eis um grande tema e que vejo que está a crescer o debate aqui no Bioterra. Ainda bem. Pois sempre houve conflitos mas esquecemos muitos deles também se prendem com questões ambientais ou de posse de recursos naturais.
Não podemos ficar quietos e entregarmo-nos novamente a sentimentos de alienação e que tipos sem escrúpulos queiram governar as nossas vidas, se acharmos que o que estão a fazer a outros povos, nações e à Natureza não são exemplo de ética, paz e harmonia.
Como comprova este excelente resumo e retrato dessa relação entre conflitos armados e o controlo de recursos naturais, o meu amigo Nuno Quental, recolheu neste seu trabalho, uma série de números assustadores desse ciclo extremamente destrutivo. Nas suas palavras conclui que este ciclo se autoalimenta e é caracterizado pela venda desses recursos em troca de armas, que por sua vez são usadas no controlo de territórios ainda mais vastos e aterrorizar as populações locais.Deste processo resultam violações sistemáticas aos direitos humanos e uma destruição ambiental ruinosa.
Podem descarregá-lo aqui (39 Kb).

Para esclarecer melhor o que está em questão reproduzo aqui a introdução do artigo:

Entre 1900 e 1995, o mundo viu sucumbir 109,7 milhões de pessoas, grande parte das quais civis, enquanto no período decorrido entre 1990 e 2000 eclodiram 118 conflitos armados responsáveis pela morte de aproximadamente 6 milhões de vidas (Brown et al, 1999).
Para além de eliminar vidas, a guerra também destrói culturas agrícolas, florestas, sistemas hídricos e vários outros recursos naturais. Durante a Guerra do Golfo, por exemplo, foram derramados no Golfo Pérsico e no Mar Arábico entre 6 e 8 milhões de barris de crude que provocaram a morte de 15 000 a 30 000 aves marítimas e contaminaram florestas de mangais e bancos de coral. Décadas passadas sobre a Guerra do Vietname, ainda são visíveis os estragos provocados pela desfoliação de 325 000 hectares de floresta que a utilização de Agente Laranja acarretou (World Resources Institute, 2003).
A guerra também destrói ou enfraquece as instituições que estão na base dos processos de decisão, facilitando o aparecimento de grupos rebeldes e autoritários e da corrupção. A maior parte das guerras actuais desenvolve-se dentro das fronteiras nacionais e não entre as nações, mas os seus efeitos estendem-se, por norma, aos países vizinhos. Entre a variedade de motivações para a guerra encontra-se a competição por recursos naturais valiosos, quer existam em abundância ou sejam raros. Quando são abundantes, os recursos em causa são normalmente não-renováveis; quando a competição é por recursos escassos, estes por regra não são comercializáveis nem pilháveis (caso da água e de solos agrícolas).

O APELO À PAZ E AMPLIAÇÃO DA SUA MENSAGEM É VITAL NESTE SÉC.XXI!!

No entender de muitos autores especialistas e pessoas de bem a grande força que poderá efectiva e duradouramente combater o tráfico de armas e a associada pilhagem e comercialização de recursos naturais é uma sociedade empenhada, consciente, movida por valores éticos e exigente no seu respeito.

VARIA LITERATURA ( também referida no artigo)


BROWN, L.; FLAVIN, C.; FRENCH, H. (1999). State of the World 1999. Worldwatch
Institute, New York.
KALDOR, M. (1999). New and Old Wars: Organized Violence in a Global Era. Stanford
University Press, Stanford.
LE BILLON, P. (2001). The Political Ecology of War: Natural Resources and Armed
Conflicts. Political Geography, no. 20, pp. 561-584.
RENNER, M. (1997). Small Arms, Big Impact: the Next Challenge of Disarmament.
Worldwatch Paper 137. Worldwatch Institute, Washington.
RENNER, M. (2002). The Anatomy of Resource Wars. Worldwatch Paper 162.
Worldwatch Institute, Washington.
ROSS, M. (2001). Extractive Sectors and the Poor. Oxfam America, pp. 7-9.
SACHS, D. e WARNER, A. (1995). Natural Resource Abundance and Economic Growth.
Development Discussion Paper no. 517a. Harvard Institute for International Development,
Cambridge, Massachusetts.
WORLD RESOURCES INSTITUTE (2003). World Resources 2002-2004. World Resources
Institute, Washington.

AJUDEM A DIVULGAR
COM ESSE GESTO TAMBÉM ESTÃO A CONTRIBUIR PARA A REFLEXÃO E INTERIORIZAÇÃO MAIS EFICAZ DO VALOR DA PAZ E DA ECOSSOLIDARIEDADE
TODOS SOMOS POUCOS

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Um exemplo de ONG autosustentavel

Recebi um testemunho por mail que reproduzo e que é demonstrativo de que qualquer Organização pode ser autosustentavel,exercendo as suas actividades tentando minimizar os efitos da sua actividade no ambiente. Mais feliz ainda fiquei em saber que essa ONG é a prestigiada Royal Society for the Protection of Birds - RSPB, BirdLife no Reino Unido.

Ola Joao Soares,
Em relacao a reciclagem de telemoveis, informo que na minha organizacao (aRoyal Society for the Protection of Birds - RSPB, BirdLife no Reino Unido) temos um programa de reciclagem de telemoveis velhos (e tambem de tinteirosde impressoras). Estabelecemos uma parceria com uma empresa especializada, erecebemos uma pequena quantia por cada item enviado. Esta ser feita umapromocao activa deste programa junto dos nossos socios (mais de um milhao!). Nos nossos escritorios e em 22 das nossas reservas naturais no Reino Unidoexistem tambem "collection boxes".
Para alem dos obvios ganhos ambientais que a reciclagem e/ou correcta gestao destes residuos traz, esta iniciativa e tambem geradora de uma receita nao negligenciavel - no primeiro ano de operacao (2005), estimamos que estainiciativa resulte numa receita de 50,000 Euros, que sera depois canalizadapara o nosso programa de conservacao.


Mais detalhes em Recyclingappeal

Jose Pedro Tavares
Country Programmes Officer for Portugal, Greece and Turkey RSPB International Division

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Telemóveis prejudicam o Ambiente

Procurei o parecer de vários técnicos e recebi boas respostas. Reproduzo (reservando o direito algumas ligeiras modificações) os esclarecimentos dados por Pedro Carteiro, Fátima Teixeira, Adelaide e Cátia Rosas, a quem agradeço profundamente terem respondido prontamente às dúvidas e o seu apoio ao uso mais ecológico deste aparelho.

1- Há reciclagem de telemóveis? Onde é feita? Existe em Portugal?

Em Portugal existe uma empresa devidamente licenciada para a reciclagem de telemóveis e outros resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos. De uma forma genérica, a reciclagem dos telemóveis passa por uma descontaminação (recuperação dos cristais do visor) depois uma trituração e separação dos metais. A empresa é a Interecycling
A AMI lançou uma campanha em Portugal de recolha de tinteiros e telemóveis, para reciclagem, já neste ano de 2005, contando com o apoio de uma empresa de reciclagem nacional que procederá à recolha desses materiais.
Quanto aos operadores licenciados para tratamento de telemóveis, pode consultar a
lista actualizada do Instituto de Resíduos

2-Qual (is) os recursos naturais gastos na sua fabricação?

Relativamente aos recursos naturais gastos, é uma indústria que exige extracção com custos ambientais e sociais elevados. Primeiro porque os componentes constituintes dos telemóveis (bateria, carregador, visor, teclado, cartão telemóvel, embalagem do telemóvel e "caixa" - onde assenta o teclado, o visor, o cartão,...) são diferentes em natureza e transformação. Segundo, a sua maioria depende, sobretudo de:

- petróleo (para fabrico do plástico dos telemóveis)
- água (gasta no processo de fabricação dos componentes)
- solo (espaço para fabricação dos componentes e deposição dos resíduos)

3- Pode-se chamar trocas de telemóveis por um novo como um acto de reutilização?


A troca de um telemóvel velho por um novo não é um acto de reutilização. Se nós adquirimos um produto novo não estamos a reutilizar. Reutilização seria se eu recebesse um telemóvel velho e fizesse uso dele, desde utilizá-lo como telemóvel num todo (para a função como telemóvel ou qualquer outra função que invente ou crie com esse objecto) como aproveitando algumas das peças para usar noutro telemóvel - isso sim, é reutilização.

4- Nessas trocas, quais os reais benefícios- para a operadora ou para o ambiente?

As campanhas de recolha de telemóveis velhos são supostamente realizadas para assegurar a correcta deposição (para aterro ou reciclagem) dos telemóveis (os telemóveis contêm baterias constituídas por metais pesados, que devem ser devidamente tratados antes de serem depositados em aterro). O benefício dessa troca é para o ambiente (deposição adequada dos resíduos), podendo também ser para a operadora (se conseguir aproveitar algumas das peças dos telemóveis, para sua reciclagem, por redução de custos de fabrico de novos componentes).

Podem ler um pouco mais sobre


reutilização e reciclagem e

alguns exemplos de como fazer redução, reutilização e reciclagem de objectos


domingo, 14 de novembro de 2004

Ó Finisterra,varanda da infinitude, será que estou cego e só vejo crude?

Fez ontem dois anos depois da tragédia do Prestige, nos mares galegos.Além de imensas praias pintadas de crude, tresandando a petróleo,milhares de aves morrerão,entre arões, corvos-marinhos e gaivotas. Há um livro co-autoria de poemas do Carlos Tê e de fotografia de Paulo Gaspar Ferreira, "Penso Sujo" que eu aconselho vivamente a sua leitura e audição ( pois tem um CD incluído,que tem a captação das "Ondas de Vigo") , das Edições In-Líbris, ano 2003. Também é um bom documento pedagógico para dizer aos nossos políticos e lobies que temos muitos alunos, filhos e netos que lhes pedem " por favor nos deixem em paz com a cotação do barril de brent".Alguém notou alguma diferença esta semana nos noticiários senão a morte de Arafat e que mesmo assim decorreu o massacre de Fallujah? Sabiam que se comemorou a Semana Mundial do Desarmamento?Passou memso ao lado, não foi??? Quem o bem lembrou foi o cartoonista Luís Afonsoa, na sua secção "sociedade recreativa,na Pública de hoje....
A poucos dias do Dia Mundial do Mar, 16 de Novembro,este livro pedagógico demonstra com os textos sarcásticos e quase factuais de Carlos Tê, invade no leitor aquela inquietação e alerta de que o Mar não é essa fonte aparentemente inesgotável e é atacado impunemente pelo Homem.Num próximo post falarei do "inventário" de asneiras a que submetemos os oceanos!Começando pelo que juntamos à agua dos esgotos!!

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Semana da (I)Mobilidade 16-22 Setembro

O número de autarquias aderentes ao Dia Mundial Sem Carros tem diminuído desde que a iniciativa europeia começou há 3 anos. Da Semana pouco se fala...isto é demais!!Se os nossos governantes e autarcas fossem criativos e apostassem em apoiar iniciativas menos poluentes, como estão a fazer aderindo à campnha da separação dos residuos, penso que os portugueses iriam aderir bem. Contudo, teimam em importar os modelos económicos errados...há é muita IMOBILIDADE, vontade endógena para remendar o estrago da nação...

CanalKids- Meio Ambiente (Brasil)