Mostrar mensagens com a etiqueta Reportagem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reportagem. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Óleo de palma ilegal chega às grandes marcas, denuncia relatório


O óleo de palma proveniente de áreas de florestas tropicais ilegais na Indonésia chegou às grandes marcas de consumo, diz um novo relatório. As companhias de óleo de palma Royal Golden Eagle (RGE), Wilmar, Musim Mas Group e Golden Agri Resources venderam óleo de 21 fábricas "contaminadas" para mais de uma dúzia de marcas globais, incluindo a Nestlé e a Unilever, segundo o relatório feito pela Eyes on the Forest (EoF), uma coligação de organizações não-governamentais de cariz ambiental, incluindo a WWF-Indonésia.

Em verificações pontuais desde 2011, o EoF usou rastreamento GPS para seguir o transporte das plantas para fábricas. Algumas das plantações, de onde os camiões saíra, situam-se no interior Parque Nacional Tesso Nilo e em áreas protegidas de Bukit Tigapuluh, na região central de Sumatra. "Todas as empresas compraram directa ou indirectamente a pelo menos uma das 21 fábricas envolvidas" na aquisição do fruto das palmeiras que depois dá origem ao óleo, segundo o relatório.

A cobertura florestal na ilha de Sumatra, na Indonésia, lar de tigres ameaçados, orangotangos e elefantes, diminuiu em mais de metade para 11 milhões de hectares em 2016 dos 25 milhões de hectares em 1985, conforme o óleo de palma e outras plantações expandiram e invadiram áreas protegidas. 

A Nestlé, numa resposta por e-mail, declarou que está "comprometida em combater" o desmatamento. Um porta-voz da empresa disse que a empresa está a trabalhar com parceiros para transformar a indústria de óleo de palma. Por seu lado, a Unilever, também numa resposta por e-mail, divulgou os fornecedores e detalhes da fábrica e declarou estar comprometida em aumentar a rastreabilidade na cadeia de fornecimento de óleo de palma.

Fonte: Público, 19/07/18

Quando possível, verifique se é Óleo de Palma Sustentável Certificado (em 2016, 17% da produção foi certificada). O símbolo é este:

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Chá de grafeno extrai metais pesados da água

Texto e imagem aqui
Parecido com pacotinhos de chá, um novo produto desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA), que contém óxido de grafeno, é capaz de descontaminar água com metais tóxicos como o mercúrio.

Os estudos demonstraram que, com apenas dez miligramas de óxido de grafeno por cada litro de água, contaminado com 50 microgramas de mercúrio, foi possível remover, ao fim de 24 horas, cerca de 95% desse metal perigoso para o sistema nervoso central.

“Não existe no mercado um produto que apresente as características deste”, garante a coordenadora da equipa, Paula Marques, do Departamento de Engenharia Mecânica (DEM), em comunicado da UA. “Foi já efectuada uma experiência comparativa com carvão activado, o material mais comummente usado para este tipo de aplicações, tendo o óxido de grafeno mostrado uma eficiência muito superior.”

Apresentado no final de Junho na Semana Internacional do Grafeno 2015, em Manchester, o produto já está patenteado e suscitou o interesse de algumas empresas portuguesas, segundo o comunicado. Além da elevada eficiência na remoção da água de metais que põem em risco a saúde humana, a principal vantagem deste produto é a sua facilidade de síntese e o baixo custo de produção. Obtido a partir da exfoliação química da grafite, o óxido de grafeno pode ser produzido em grande escala.

O sistema desenvolvido pela equipa – que, além de Paula Marques, inclui Gil Gonçalves e Mercedes Vila, também do DEM, e Bruno Henriques e Maria Eduarda Pereira, do Departamento de Química – permite a aplicação em locais sem infra-estruturas específicas para descontaminar águas com metais, como o mercúrio, o cádmio e o chumbo. Basta colocar os saquinhos e retirá-los puxando pelo fio quando a limpeza estiver concluída.

O


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Procuram-se voluntários para testar contaminação por glifosato

A Plataforma Transgénicos Fora está a promover, até dia 21, a recolha de amostras de urina para testar o nível de contaminação por glifosato, um herbicida considerado potencialmente cancerígeno e utilizado em Portugal.
Texto e imagem aqui

Análises realizadas em 2016, noutra ação daquela plataforma, revelaram "níveis de contaminação 20 vezes superiores à média de outros países da União Europeia (UE)", refere Margarida Silva, uma das coordenadoras do grupo.

As análises serão enviadas para um laboratório em Bremen, na Alemanha, e os resultados deverão ser conhecidos até final de setembro. Cada análise custa 73,20 euros, a que acrescem cinco euros para custos de envio. "É caro, mas a Plataforma não tem como suportar os custos", por isso, apela a que as pessoas façam um esforço ou se juntem em grupos, associações, bairros e comunidades, para suportar as despesas de mandar testar uma amostra de cada região. Para já estão inscritas 23 pessoas, mas a Plataforma Transgénicos Fora gostaria de chegar às 50, tocando todas as regiões do continente e arquipélagos.

A intenção é conseguir "um grupo alargado e o mais representativo possível do país, para termos uma espécie de mapa da contaminação em Portugal" e, dessa forma, a comprovarem-se elevados valores de contaminação, "exigir junto de autarquias e governo que o uso de glifosato seja drasticamente reduzido e progressivamente substituído por alternativas que não prejudiquem a saúde e o ambiente", explica Margarida Silva. Este será, diz, "o primeiro estudo científico sobre um problema invisível e silencioso de saúde pública".

Em 2016, a Plataforma Transgénicos Fora conseguiu reunir donativos para pagar as análises. Na ocasião foram analisados 26 voluntários (22 da região do Porto e quatro de Tomar). Os resultados acusaram uma contaminação 20 vezes superior à média de outros países da UE, mas não se encontraram explicações para os valores. "Ninguém sabe porque estamos tão contaminados, pode ser dos alimentos, da água ou outra coisa. Mas também não parece haver pressa e interesse em saber", estranha Margarida Silva.

Os interessados em participar devem preencher o formulário online. O resultado de cada análise será comunicado individualmente, juntamente com uma explicação e sugestões de descontaminação.

Pesticida para agricultura é legal

O glifosato é um pesticida que pode ser utilizado legalmente na agricultura e também para pulverizar passeios e arruamentos, se outras ações se revelarem infrutíferas para eliminar as ervas. Já foi, no entanto, proibido junto a escolas e outros espaços considerados sensíveis.

Em 2015 foi classificado como "carcinogéneo provável para o ser humano e carcinogéneo provado para animais de laboratório" pela International Agency for Research on Cancer, entidade que integra a Organização Mundial de Saúde. No entanto, há quem questione o estudo.

A discussão sobre o seu uso é longa. Em novembro de 2017, a licença do uso do glifosato foi renovada por mais cinco anos na União Europeia. Portugal absteve-se na discussão.

A Plataforma Transgénicos Fora e outros ambientalistas dizem que Portugal é o país europeu que mais utiliza glifosato. Um estudo realizado há poucos anos e publicado na revista académica "Science of the Total Environment" encontrou níveis elevados de glifosato em amostras de solos agrícolas em Portugal. 53% das 17 amostras tinham o herbicida, valores que ultrapassam largamente o segundo país mais contaminado (a França).

sábado, 14 de julho de 2018

We cannot survive without insects, by Dave Goulson

Não conseguimos sobreviver sem insectos! Os insectos estão a desaparecer a um ritmo alarmante, principalmente devido ao sistema de agricultura industrial baseado em pesticidas.
"A polinização é provavelmente o exemplo mais conhecido daquilo que os insectos fazem pelas pessoas. Às vezes são abelhas, outras vezes são as moscas, escaravelhos ou outro insecto. A maioria dos frutos e legumes que gostamos de comer, e também coisas como café e chocolate, nós não teríamos sem os insectos" afirma o biólogo britânico Dave Goulson. Leia aqui a entrevista completa a este especialista.
Texto e muitas imagens aqui
Many people see insects as annoying pests. But British biologist Dave Goulson cautions: A world without insects is a dull place without coffee and chocolate — and with dead animals and cow patties piling up.
Deutsche Welle: How many insects are there in the world?
Dave Goulson: Insects are the dominant lifeform on the planet. We've named well over a million species of insects, and there could be 5 or 10 million. As for the number of individuals, it's safe to say that there are many more insects than anything else (excluding microorganisms like bacteria).
Why are insects disappearing?
Most people agree that it's a combination of factors, primarily associated with the way farming has changed in the last hundred years. We've moved to this kind of industrial farming system with very big fields with monocultures of crops that are treated with lots of pesticides. It's very difficult for most insects to survive in.

Why should we care about the insect die-off?
People should be jumping up and down and be concerned over this, because we cannot survive without insects. Pollination is probably the best-known example of what insects do for people. Sometimes it's bees, sometimes it's flies, beetles or whatever. Most of the fruits and vegetables we like to eat, and also things like coffee and chocolate, we wouldn't have without insects.

Insects also help to break down leaves, dead trees and dead bodies of animals. They help to recycle nutrients and make them available again. If it weren't for insects, cow pats and dead bodies would build up in the landscape.
Sounds like a dystopia. What a world without insects look like?
Pollination is necessary for most wild flowers. So if we lose most of our insects, then we're going to lose our wild flowers, which means that anything else that likes to eat wild plants will disappear. Insects are at the heart of every kind of ecological process you can think of. Without them, we would live in a sterile, dull world where we eke out a boring existence of eating bread and porridge.

What about pests like mosquitoes? Do they also have an ecological purpose?
All insects are doing something. They are either food for something, or they pollinate something or whatever. But not every organism has to have a purpose. It may be the case that one or two insect species go extinct and it wouldn't have any noticeable effect on anything. The concern is that if we if we lose more and more of them, ecosystems will slowly unravel.

Researchers found that insects in a nature reserve in Germany declined more than 75 percent. But that hasn't necessarily affected us and our crops, right?
The biggest crops grown in Europe don't depend upon insect pollination; wheat, for example, is wind-pollinated. Other parts of the world are starting to see the impacts of the loss of pollinators: In parts of China, they now hand-pollinate their apple and pear trees because they don't have enough bees left to do it.
So you are saying, we haven't experienced the full impact of the insect die-off?
That's right. We've got a growing human population trying to grow more and more food, and we've got a rapidly declining population of pollinators. Those two things are going to crash into each other. It can't be more than 10 years away, and probably less would be my guess.
Why are particularly bee colonies in such bad shape?
Intensification of farming has resulted in a landscape with very few flowers, and when there are flowers, they're very likely contaminated with pesticides. That has made life pretty difficult for bees. Moreover, we've accidentally spread a whole bunch of bee diseases around the planet with moving domestic honeybees around. If you're a bee and you are sick and poisoned and hungry all at the same time, then it is not surprising you might die.

Will the ban on the open-air use of neonicotinoids in the European Union save the bees?
No. Some people wrongly believe that neonicotinoids are the main problem that bees face. Neonics do harm bees, and stopping using them is a wise and sensible thing to do. But we currently use about 500 different pesticides in Europe. Banning three of them, probably the worst three, is a good start — but there's still an awful long way to go. If you withdraw one pesticide, the farmer just wants to know which pesticide he can use instead. We really need to look at this whole system of farming and find a way to massively reduce pesticide use.

Which insects will suffer most from climate change?
Bumblebees are a classic example. They are big furry insects that are well adapted to cold climates, to cool wet temperate conditions, and they are really going to struggle as it gets warmer. There are predictions that many of our European bumblebees will disappear by the end of this century.
Will some species of insects also benefit from climate change?
Certainly some insects. The ones that can breed fast, that have big populations, that are adaptable. Those tend to be the ones that are pests, the ones that we don't want. Whereas butterflies, dragonflies and bumblebees breed much more slowly, they're less adaptable. So we do run the risk exterminating most of the beautiful and important insects that we love. And being left with lots of flies and cockroaches.
That's a dark vision. Which insects do you find most amazing?
There are these really beautiful South American bees called orchid bees, which are mostly metallic green, quite large. They look like kind of flying emeralds. The males visit orchids, not to drink the nectar but to gather the floral scents. They have big hollow hind legs and they stuff them full of the sense of orchids and create a kind of personal perfume. And then when they find a female orchid bee, they waft their legs at her and hope that she likes the scent that they've created. If she likes it enough, she'll mate with him.
I recently saw a viral web video about praying mantises. The females eat the males but the males can even fertilize the eggs after they're dead.
Yeah, actually they mate more energetically minus their head, which is an interesting trick. But then, they've got nothing to lose at that point.

Dave Goulson is a professor of biology at the University of Sussex in the United Kingdom.
Sonya Angelica Diehn conducted the interview, which has been shortened and edited for clarity.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Casa a Granel: uma mercearia contemporânea que nos recorda como era antigamente



As lojas a granel estão de volta e são uma opção que permite lutar contra o desperdício alimentar e evitar o uso desnecessário de embalagens descartáveis de plástico.

O UniPlanet falou com os criadores da Casa a Granel de Lisboa que nos apresentaram este projeto.


UniPlanet (UP): Como nasceu a Casa a Granel?

Desde cedo, os dois sócios fundadores (marido e mulher) dedicaram parte do seu tempo e formação ao estudo de como conciliar dois vetores:
  1. a paixão pela comida saudável, por um lado;
  2. a sustentabilidade económica, social e ambiental, por outro lado.Não sendo a venda a granel um conceito novo, os sócios viajaram e analisaram o que de melhor se faz na Europa e pelo Mundo neste campo. Depois de bastante estudo, planeamento e aplicando as melhores práticas, nasce em 2015 a Casa a Granel, aplicação que consideramos a melhor resposta para a conjugação dos 2 fatores supra referidos.


UP: Que tipo de produtos podemos comprar na Casa a Granel?

A Casa a Granel assume-se sem qualquer constrangimento como uma verdadeira Mercearia de Antigamente, mas com o toque de modernidade e cumprimento de todas as regras de segurança e higiene atuais.
Como tal, tem desde leguminosas secas, frutos secos, diferentes tipos de sal, massas, grãos de cereais e farinhas, até especiarias, cereais de pequeno-almoço (artesanais), bolachas (artesanais), chocolates, frutas desidratadas, chás, ervas medicinais e superalimentos.

UP: É também uma loja de bairro, não é verdade?
É essencialmente uma loja de bairro com todo o bairrismo em que isso se traduz. A Casa a Granel prima pela proximidade e por, de forma natural, converter a relação comprador-vendedor numa relação de partilha de vivências, numa relação de amizade.

UP: Dão importância à proximidade e à origem dos produtos?

A Casa a Granel desde o início da sua abertura (há cerca de 3 anos) privilegia a produção nacional de qualidade. Desde a abertura da loja que a Casa a Granel tem produtos de vários “cantos” deste nosso Portugal.
Sob o mesmo critério – a qualidade do produto -, a origem natural dos produtos é fundamental na escolha do parceiro. Ou seja, se o mirtilo se dá naturalmente na zona de Sever do Vouga, o nosso mirtilo desidratado é de Sever do Vouga; se o pistacho reputado como sendo de melhor qualidade é do Irão (por deter as condições de solo e de clima naturalmente propícias aos seu crescimento), os nossos 5 tipos de pistacho são do Irão; se não existe pinhão comparável ao pinhão nacional, pois o nosso pinhão (com a categoria de 1ª qualidade) é de Alcácer do Sal; outro exemplo de que nos orgulhamos é a nossa farinha de alfarroba: é 100% alfarroba e 100% nacional, do Algarve.
A sazonalidade é importante e a proximidade com o produtor (para conhecimento do seu projeto) é igualmente importante. Todavia, apesar de defendermos e apoiarmos a produção nacional naquilo que somos fortes (caso do pinhão, amêndoa, frutas) também valorizamos o que de melhor se produz internacionalmente de forma natural e sustentável. Para melhor explicar e desmistificar este ponto, exemplificamos: não vamos encontrar uma verdadeira banana da madeira produzida na Inglaterra, assim como não vamos encontrar uma verdadeira castanha do Brasil produzida em Portugal. Se houver a produção da banana da Madeira em Inglaterra, certamente o produto não terá a mesma qualidade pois foi produzido num ambiente não natural sendo necessário recorrer a artifícios qualquer que seja o método produtivo – ainda que em modo de produção biológica.
Adicionalmente, a Casa a Granel orgulha-se de ter parceiros que promovem e participam no Comércio Justo, projeto que temos vindo a acompanhar de perto com responsabilidade, empenho e determinação.



UP: Está a decorrer o desafio “julho sem plástico”. Que conselhos daria a quem quer participar, mas não sabe por onde começar?

Consideramos existirem dois pontos essenciais no problema do plástico:
  1. a utilização desnecessária, por um lado;
  2. a resposta a dar ao plástico que já temos, por outro lado.A Casa a Granel segue uma máxima neste campo:
  3. »Simplificar: Um problema não se resolve criando novos problemas.

O que significa isto? Sensibilizando para o problema, convidamos as pessoas a adotarem o compromisso pessoal e social de se preocuparem com a saúde do meio ambiente como sendo um problema seu, um problema familiar, e não apenas como sendo um problema político, económico ou futuro. Convidamos as pessoas a começarem por gestos simples: a utilização de sacos reutilizáveis no transporte de compras é um bom início. Existem imensas soluções no mercado, bastante acessíveis e de vários tamanhos, o que faz com que seja fácil trazê-los consigo.
Para a compra de produtos, a venda a granel é uma excelente solução: o consumidor pode levar os seus frascos ou embalagens de casa e evita a colocação de novo plástico em circulação. Caso não tenha as suas embalagens consigo, pode optar por sacos de papel para o transporte – chegando a casa, pode passar para as suas embalagens e garantir uma melhor conservação.
Para produtos embalados, já existem algumas alternativas plastic free, como os tradicionais frascos, embalagens de cartão, ou plástico vegetal compostável.
Se tiver muitas embalagens de plástico (toda a gente tem), não entre em histerias – tente reutilizá-las ao máximo. Não vale a pena ir a correr para descartar tudo o que tem em casa. Vá trocando aos poucos o que der para trocar ou o que já não der para reutilizar. Acima de tudo, privilegiamos a reutilização das embalagens que já causaram pegada ecológica; ao reutilizar-se essas embalagens está-se já a dar um passo fundamental na redução ou menorização da pegada ecológica.
Neste ponto é interessante ver como muitos dos nossos clientes chegam mesmo a reutilizar os próprios sacos de papel. Lembre-se que ser amigo do ambiente não deve significar um encargo para si, mas sim uma poupança para todos. É errado quando o negócio se sobrepõe ao conceito.
Por fim, quando descartar um plástico, garanta que o faz de forma correta, enviando-o para reciclagem. O maior problema do plástico está na forma como é descartado sendo que grande parte fica nos solos ou vai parar aos recursos hídricos de todos nós!

UP: Que produtos estão proibidos por lei de serem vendidos a granel em Portugal?

A venda a granel é bastante abrangente. No campo de produtos alimentares secos, destacamos os seguintes:
  1. Farinhas de cereais;
  2. Arroz para alimentação humana da classificação Oryza sativa  (engloba a maioria dos arrozes comuns em Portugal).

A Casa a Granel respeita e cumpre as regras existentes, pelo que não vende qualquer desses produtos a granel.
Informamos cada um dos nossos clientes quanto a este ponto – isto é, o porquê de não termos esse tipo de produtos à venda no nosso estabelecimento -, dessa forma também lhes garantindo que a Casa a Granel prima pelo escrupuloso cumprimento da legislação existente.
Consideramos que não concordar com algumas das leis revistas recentemente não nos confere qualquer direito de violar as mesmas.
Respeitamos a legislação existente e respeitamos os nossos clientes, assim legitimando a confiança dos mesmos quanto a tudo o que se faz no nosso estabelecimento.
Ou seja, a Casa a Granel não sobrepõe o interesse comercial ao (in)cumprimento das obrigações legais.
Sem embargo, porque se considera um interveniente ativo na área, a Casa a Granel tem vindo a diligenciar esforços no sentido de sensibilizar a classe política para a descontextualização de muita da legislação existente nesta matéria, desta forma expectando que o legislador abra os olhos para o que deve ser alterado em consonância com a própria Europa.

UP: Que regras seguem para salvaguardar a segurança e higiene alimentar?

A Casa a Granel tem implementado o sistema de HACCP auditado por uma empresa Autorizada e Certificada. Anualmente são efetuadas várias auditorias nos dois campos: segurança e higiene alimentar. A Casa a Granel orgulha-se de cumprir todos os requisitos legais bem como recomendações e boas práticas sugeridas pelos auditores, sugestões essas que vão além do que é exigido legalmente.

UP: Que tipo de embalagens levam os clientes para adquirirem os vossos produtos?

As embalagens mais comuns trazidas pelos nossos clientes são frascos de vidro e sacos de pano. Alguns trazem embalagens de plástico, garantindo a sua reutilização enquanto der. Caso não tragam embalagem, temos as tradicionais saquetas de papel na loja.

UP: Para terminar, onde podemos encontrar mais informação sobre a Casa a Granel?

A Casa a Granel tem Facebook e Instagram usados como meios de partilha de conhecimento, sugestões e experiências com os produtos.
Tendo aparecido em várias publicações e reportagens, a Casa a Granel assume-se como mercearia de proximidade e orgulha-se de receber clientes de várias zonas que procuram produtos de qualidade a preços competitivos.
Destacamos a nomeação para os Prémios Mercúrio 2017 na categoria Comércio Alimentar e a participação na reportagem “Contas Poupança”.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia Mundial de Combate à Obesidade

Texto e imagem aqui
Num país onde, de acordo com os dados do Inquérito Nacional de Saúde (2014), mais de metade da população (52,8%) com 18 ou mais anos, ou seja, qualquer coisa como 4,5 milhões de pessoas, tem excesso de peso ou é obesa, não há nenhum fármaco para a obesidade com comparticipação do Estado. “A obesidade é uma doença com um grande impacto na saúde pública e nos sistemas de saúde. Mas apesar de termos um novo fármaco, este não é comparticipado. Aliás, nunca houve nenhum que o fosse no nosso país”, refere Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade que, a propósito do Dia Mundial de Combate à Obesidade, chama a atenção para um problema que considera ter de ser olhado “numa perspetiva mais global, uma vez que ainda há muitos doentes que são tratados pelas doenças associadas, como a diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, apneia do sono, entre outras, sem que se resolva aquilo que as causa, ou seja, a obesidade”.
Sobre a inexistência de comparticipação dos medicamentos destinados ao combate à obesidade, a especialista defende que, apesar de os medicamentos não serem um “milagre” capaz de erradicar a doença, “são muito importantes para o seu combate. E perdas de peso da ordem dos 5 ou 10% traduzem-se em melhoria ou mesmo reversão das comorbilidades associadas à obesidade, como a diabetes, hipertensão arterial, apneia, problemas articulares, etc. Claro que é preciso que haja sempre, por parte do doente, uma alteração do estilo de vida. Por isso acho que deveria haver uma comparticipação condicionada por esta mudança”.
Numa altura em que tanto se tem falado sobre a população infantil, também ela vítima do flagelo que é a obesidade, confirmada pelos números - o mais recente estudo da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI), realizado junto de uma amostra de 17.698 crianças, no ano letivo 2016-2017, mostra que 28,5% das crianças no nosso país, com idades entre os 2 e os 10 anos, têm excesso de peso e, destas, 12,7% são obesas, o que nos torna um dos países da Europa onde os números da obesidade infantil são mais elevados -, a presidente da SPEO considera que é preciso fazer mais. “As crianças são muito recetivas a novas ideias. Penso que, aqui, se poderia fazer mais, muito mais, nomeadamente na educação para a saúde. Existem já vários projetos, iniciativas, mas falta ainda muito trabalho na promoção de uma ação global de educação para a saúde para todas as faixas etárias.”
Paula Freitas aproveita também o Dia Mundial de Combate à Obesidade para chamar a atenção para outra falha, neste caso a de nutricionistas e fisiologistas do exercício físico nos centros de saúde, capazes de prescrever quer o plano alimentar, quer o exercício certo para cada doente, tal como se faz com a terapêutica medicamentosa. “Os médicos aconselham os doentes a fazer caminhadas, a inscrever-se no ginásio, etc. Mas todos deveriam ter acesso a um fisiologista do exercício físico, de modo a ter uma prescrição de exercício à medida da sua condição física e das doenças concomitantes”
A prevalência da obesidade tem vindo a aumentar em todo o mundo, de tal forma que a Organização Mundial de Saúde lhe atribui mesmo a designação de epidemia global. Trata-se de um problema grave de saúde pública, uma das principais causas de doença e morte prematura, sendo um fator de risco para várias doenças, como as cardiovasculares, a diabetes e vários tipos de cancros. É, no entanto, possível de prevenir, graças a uma mudança nos estilos de vida, que passa por uma alimentação saudável e a prática regular de de exercício físico.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Num só ano, desapareceu uma área de floresta equivalente ao Nebraska (em 2015)

In nature nothing exists alone” ~ Rachel Carson
"Come with me" por Ellie Davies

Cerca de 20 milhões de hectares de florestas desapareceram em todo o mundo em 2015, principalmente na América do Norte e nos trópicos, refere um relatório da Global Forest Watch, publicado em 17 de Julho de 2017 (aqui, aqui e mapa aqui). As causas principais estão relacionadas com incêndios e expansão desmesuarada das plantações de óleo de palma

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Figos e vespas sobrevivem juntos- fruto e insecto dependem juntos há 100 milhões de anos (com animação)

Os figos contêm um ou mais insectos mortos, machos, uma vespa, todas da família Agaonidae.


Mas sobrevivem juntos e apesar da história biológica e é fascinante conhecer o interior desta história e profundidade esta relação vital para as figueiras, as vespas, seres humanos e para os seres que delas dependem .
As figueiras nativas são muito importantes nas florestas. 

De acordo com uma investigação Rodolfo Antônio de Figueiredo, publicada depois no artigo Ciência Hoje, 1995 os figos são importantes para um grande número de espécies de animais, além das vespas polinizadoras. Outras espécies de vespas não polinizam as figueiras, mas também utilizam os figos para pôr seus ovos e criar suas larvas. Alguns artrópodes predadores, como besouros, libélulas e aranhas, alimentam-se das vespas que saem dos figos. Algumas espécies de formigas invadem o figo, após a saída das vespas fêmeas, para se alimentarem dos machos mortos. Ainda verdes, os figos são comidos pelos chamados predadores de sementes, como o periquito ruim e o macaco bugio (várias espécies do género Alouatta).
Os figos maduros são consumidos por várias espécies de aves, como tucanos, sabiás, sanhaços e bem-te-vis. Entre os mamíferos, os consumidores mais importantes são várias espécies de morcegos, o bugio e o macaco-prego (várias espécies do género Cebus). 

Chamam-lhe por isso muitos botânicos as árvores raínha (aqui podem assistir ao filme completo.The Queen of the Trees )

No Brasil, há cerca de 90 espécies de figueiras, porém cerca de 30% estão em riscos de extinção. Para complicar ainda mais cada espécie de figueira é polinizada por uma determinada espécie de vespa.
E tudo começou numa coevolução que agora é um fenómeno de  mutualismo obrigatório  entre uma vespa e o figo.  Vamos saber porquê pela leitura de uma Jovem Repórter para o Ambiente e concluo a postagem com uma animação muito educativa pelos Alunos de Ecologia da Universidade de British Columbia.
Aqui um extracto do filme The Queen of Trees (sinopse no IMDb)


Inside the fruit of the sycomore fig, a complex drama plays out in miniature. Male fig wasps cut down the flowers that have budded inside. Then, the females pack the pollen from the flowers into special pockets on their breast. As the females work, the males tunnel outward to the surface of the fig, creating an escape route for the females who will carry the pollen to other trees. Without this help from the wasps, the sycomore fig would not survive.

Texto completo da Jovem Repórter para o Ambiente, Susana Silva 12ºA AEDAH, em 2016
"Lembra-se daquele último figo delicioso que saboreou? Pois bem, debaixo da doçura desse e muitos outros figos há um ciclo de vida algo temível para quem aprecia estes frutos. Uma pista? Envolve vespas. Muitas vespas!
Este conhecido fruto, que na verdade é um pseudofruto (não se forma a partir do ovário, mas de diferentes partes de uma ou mais flores), é bastante consumido, no entanto, o que muita gente não sabe, é que para ficarem com aquela cor tão viva e sabor inigualável passam por um processo de polinização com vespas. Sendo que estas acabam por ficar dentro do pseudofruto. Sim! Existem vespas mortas que ficam dentro dos figos durante a polinização! Figos comestíveis têm pelo menos uma vespa morta dentro deles. Porém, não é possível ver o corpo do inseto inteiro dentro do fruto porque, quando ele morre, uma enzima especial transforma a carcaça em proteína. Por outras palavras, o figo “come” a vespa e transforma-a numa parte de si. Inclusive, alguns agricultores compram sacos do inseto para controlar a quantidade de insetos que cada planta “come”.
A relação figo-vespa apenas existe porque ambos não são bons reprodutores. Como já foi referido antes, o figo é um pseudofruto formado por inflorescência, ou seja, é uma flor invertida. Por esta mesma razão, os insetos polinizadores não conseguem alcançar o pólen. Sem os polinizadores seria impossível a polinização e, como tal, a figueira estaria incapacitada de dar frutos ou sementes. No entanto, e felizmente, existem as vespas. Sem este processo de polinização, tanto as figueiras como as vespas, não se poderiam reproduzir.
Mas afinal o que é isso de polinização?
De um modo geral, a polinização das flores é consequência da busca de alimento pelos animais. Neste caso, a relação figo-vespa é algo mais complexa. Sendo que, o figo é o único substrato em que as vespas põe os seus ovos. Uma vez dentro do figo, os descendentes da vespa “fundadora” colocam o ferrão debaixo do estilete para depositar o ovo. Enquanto isto, a “fundadora” espalha o pólen que trouxe do figo onde nasceu, fecundando as flores femininas e garantindo a produção de frutos e sementes e, consequentemente, a sobrevivência das figueiras. Tendo terminado a polinização, o figo começa a amadurecer e a mudar de cor.
Uma vez alcançada a maturidade, as vespas fêmeas deixam o fruto do figo no qual elas se criaram, e saem à procura de figueiras para polinizar. Devido à sua curta expetativa de vida e a longa jornada para encontrar uma árvore, apenas algumas vespas conseguem polinizar uma figueira. As fêmeas reconhecem uma figueira pronta para a polinização pelo sinal químico que as árvores libertam. Para alcançar a flor, a vespa precisa de entrar pelo poro do fruto e alcançar a sua cavidade. Estas vespas são chamadas de “vespas do figo” por serem as únicas capazes de polinizarem o fruto. São da família dos agaonídeos.
Para terminar, não se deixe afetar caso tenha feito esta pequena descoberta. Apesar de puder considerar esta relação de simbiose algo repugnante e talvez soturna, lembre-se que ela é necessária para a sobrevivência de ambas as espécies e para que este ciclo da cadeia alimentar não termine."

ANIMAÇÃO- Mutualism- A Fig and Wasp Story

terça-feira, 20 de junho de 2017

Tragédia de Pedrógão Grande: "Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?"



Por
Nos momentos em que escrevo estas linhas está a desenrolar-se uma das maiores tragédias florestais em Portugal, senão mesmo a maior. E estas notas não terão a ver directamente com o caos dos incêndios que nesta altura atacam o centro do nosso país mas têm indirectamente. E a resposta está no telefonema que me foi feito, a meio da manhã, pelo Prof. Jorge Paiva da Universidade de Coimbra, que me dizia desesperado: “Estás a ver no que dá terem acabado com os Serviços Florestais?”

Numa primeira abordagem, esta tragédia de hoje deveu-se a um conjunto de situações atmosféricas que seriam imprevisíveis, e sobretudo porque, ao acontecerem perto da noite, inviabilizaram a intervenção dos meios aéreos de combate aos incêndios.

Mas alguém garante que na grande extensão e propagação do fogo não estavam como causa também as más condições de limpeza das matas? Alguém garante que não foi o barril de pólvora que está contido nas falta de limpeza do sub-bosque das matas? O Comandante Jaime Soares em poucas palavras, numa entrevista a Victor Gonçalves da RTP, disse o que muitos de nós andamos a dizer há décadas: a montante destas tragédias está a falta de uma politica florestal correcta, de ordenamento, limpeza e vigilância das matas.

Chamemos as coisas pelos seus nomes: foi num Governo PS que foi extinto o Corpo de Guardas Florestais que existia nos Serviços Florestais e os seus efectivos foram integrados na GNR. Erro crasso, naquela perspectiva neo-liberal de “menos Estado para melhor Estado”.

Está-se mesmo a ver, não está ?

Os guardas florestais não eram polícias, eram actores fundamentais da vigilância das matas, integrados numa cadeia de comando especializada que ia dos velhos Mestres Florestais aos Administradores Florestais e até aos Chefes de Circunscrição. Eles não têm que ser comandados por sargentos ou tenentes. têm de ser comandados por quem sabe dos problemas das florestas,

Depois desta asneira socialista, o Governo PSD/CDS pela mão do sábio e secretário de Estado do queijo limiano, e perante a apatia da ministra do CDS e dos sociais-democratas (que tinham obrigação, pelo seu historial , de serem mais competentes em matéria ambiental) acabou de vez com os serviços florestais e integrou-os no Instituto da Conservação da Natureza. Cereja em cima do bolo da asneira!!

É preciso ter bom senso e acabar de vez com esta situação anómala de sermos talvez o único país do mundo com tanta área florestal e não termos Serviços Florestais nem um Corpo de Guardas Florestais.

Perdeu-se a grande sabedoria do velhos Mestres Florestais, senhores das serras e das matas que eles conheciam como as suas próprias mãos; mas ainda há na GNR umas centenas de antigos guardas florestais que podem ser o embrião de um novo corpo especializado.

Tenham vergonha de dar a mão a palmatória e façam aquilo que desfizeram, reponham os Serviços Florestais no Ministério da Agricultura e Florestas (chamem-lhe Instituto, chamem-lhe o que quiserem), com a dignidade que eles nunca deviam ter perdido, reponham a funcionar a quadrícula de casas e postos florestais que são quem pode assegurar a vigilância permanente das serras do país, dêem a esses postos as novas tecnologias e os novos meios de comunicação e dêem de novo aos guardas florestais a capacidade legal de continuarem a vigiar as matas, de obrigarem os proprietários a limpar e a ordenar as matas.

Também acabaram com os guarda-rios e nunca mais as margens e leitos da maior parte das ribeiras foram limpas, como eram quando esses agentes obrigavam os proprietários marginais das linhas de água a limparem as margens dos seus terrenos.A terrível tragédia que nos aflige, que ao menos sirva de aviso para o que pode acontecer este Verão, com tanta área de pastos secos debaixo de temperaturas cada vez mais quentes, já que ninguém liga aos avisos dos cientistas, portugueses e internacionais, sobre as alterações climáticas graves que estão em curso e que afectarão muito em especial o Mediterrâneo e a nossa Península. Lá que o Trump não acredite nisso, é lamentável mas para quem é poucochinho não se pode exigir mais. Mas a governos responsáveis temos de exigir muito mais.

A minha voz não tem peso político nem público, mas tem a experiência de muitos anos embrenhados nestes problemas. Ouras vozes com maior ressonância certamente me darão razã

Ex-Administrador Florestal, fundador e 1º Presidente do SNPRPP

Mais Leituras
1. "O que é que falhou neste sábado?" Público, 18 de Junho de 2017
2. Estudo científico Grandes incêndios florestais em Portugal Continental. Da história recente à atualidade, por Flora Ferreira-Leite, António Bento-Gonçalves e Luciano Lourenço

terça-feira, 6 de junho de 2017

As 24 cidades que vão desaparecer em Portugal por causa de aquecimento global (com video)

Não há como negar e as evidências são cada vez maiores! O aquecimento global está a provocar o degelo do Ártico e a subida do nível médio da água do mar. Sendo Portugal um país com uma frente marítima imensa e com a população a concentrar-se especialmente no litoral, são muitas as cidades em risco de ser inundadas, em maior ou menor escala, total ou parcialmente.
A situação é bem mais grave e séria do que se pensa. O degelo do Ártico está a avançar a um ritmo mais rápido do os cientistas calcularam inicialmente. Uma subida de 3, 4 ou 5 ºC causada pelo aquecimento global pode levar a um aumento de até 7 metros no nível da água do mar.
As imagens apresentadas neste artigo foram feitas tendo como previsão um aumento de 7 metros, algo que pode acontecer até 2050.

Confira 24 cidades que irão desaparecer por causa do aquecimento global:



1. Vila Real de Santo António
2. Faro
3. Olhão
4. Portimão
5. Lagos
6. Tróia
7. Setúbal
8. Costa da Caparica
9. Barreiro
10. Moita
11. Montijo
12. Peniche
13. Nazaré
14. Figueira da Foz
15. Montemor-o-Velho
16. Ovar
17. Espinho
18. Aveiro
19. Matosinhos
20. Vila do Conde
21. Póvoa de Varzim
22. Esposende
23. Viana do Castelo
24. Caminha

Fonte: Vortex Magazine, Dezembro, 2016

terça-feira, 23 de maio de 2017

Dossiê ContamiNações, por TVI


Milhares de lisboetas (con)vivem paredes meias com substâncias químicas altamente nocivas e até cancerígenas.

O Parque das Nações não é só uma das zonas mais caras de Lisboa, com apartamentos de luxo necessariamente caros. É ainda e sobretudo uma área contaminada com resíduos particularmente perigosos para a saúde. A reconversão da zona oriental da capital foi elogiada dentro e fora do país, mas os produtos tóxicos continuam ali duas décadas depois.

E este não é um caso isolado. A expansão do Hospital CUF Descobertas está a ser feita em terrenos contaminados no Parque das Nações. No mesmo sítio onde está a ser construído o novo edifício do hospital, existiu durante décadas a refinaria de Cabo Ruivo. Naquele lote ficava, nada mais, nada menos, que a lagoa da refinaria. Não admira que haja ali produtos derivados do petróleo.

A refinaria não era a única “inquilina” daquela zona no século passado. Ali perto houve um matadouro, um depósito de material de guerra, um aterro sanitário e até uma lixeira municipal. Foco de contaminação atrás de foco de contaminação.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Absurdo: há apenas 60 anos, pessoas negras eram exibidas em zoológicos humanos na Europa


"Zoológico Humano". fonte Jornal Ciência

É fato que o racismo ainda é uma ferida aberta em todo o mundo e difícil de ser curada.

A discriminação racial, por menor que seja, ainda existe. Dessa forma, há apenas 60 anos, em pleno regime do Apartheid – período de segregação racial vigente entre 1948 e 1994 na África do Sul – a Europa e América do Norte disseminavam uma prática conhecida como “exposição etnológica”. Nela, as “vilas de negros” ou “zoológicos humanos” exibiam pessoas, especialmente vindas da África, em confinamentos semelhantes a jaulas de animais.

Assim, elas eram visitadas continuamente por famílias brancas, especialmente crianças. Algumas delas, no entanto, nunca haviam feito contato com negros antes e chegavam a levar pães e doces para alimentá-los e, assim, chamar sua atenção.

Neste cenário, recentemente, a foto de uma menina negra sendo alimentada e observada por um grupo de pessoas, foi vista circulando nas redes sociais.

Logo, segundo o jornal Extra, ela é verdadeira e foi feita em Bruxelas, na Bélgica, em 1958. O registro fotográfico mostra a criança separada por uma cerca e “desfilando” diante de pessoas brancas.

Segundo informações publicadas pelo site Museu de Imagens, a exposição em que ela foi registrada, de acordo com os expositores, mostrava uma jaula identificada como uma “autêntica família de um vilarejo no Congo”.

Mais imagens e reportagem mais aprofundada no Diário de Biologia

segunda-feira, 15 de maio de 2017

terça-feira, 9 de maio de 2017

O que é que o poder faz às pessoas? - um estudo científico por uma investigadora Portuguesa

Há um lado negro do poder. Uma investigadora portuguesa da University College de Londres analisou vários estudos feitos nos últimos 15 anos para perceber como são e o que fazem as pessoas que chegam ao poder.
Fonte: Público
São geralmente as primeiras pessoas a falar num grupo, falam mais, falam mais alto, muitas vezes interrompem os outros, são confiantes, dominadoras, podem ser egocêntricos e reagir de forma agressiva quando ameaçados. Definem metas, correm mais riscos, agem e decidem depressa. Em determinadas circunstâncias podem ser corrompidos e corromper, trair e negligenciar as necessidades de terceiros. Conhece alguém assim? Este é o retrato resumido (e simplificado) de uma pessoa com poder, segundo um artigo publicado na edição deste ano da revista Annual Review of Psychology.

Ana Guinote é professora de psicologia experimental na University College de Londres e publicou o estudo com o título: “Como o poder afecta as pessoas: Accionar, Procurar e Definir Metas”. A investigadora analisou diversos artigos publicados nos últimos 15 anos de várias áreas, desde a psicologia às neurociências, passando pela gestão. No artigo há vários exemplos de experiências realizadas. Há por exemplo um inquérito feito a deputados do Parlamento inglês, que revelou que a capacidade de decisão de um primeiro-ministro é mais valorizada do que a honestidade. A investigadora fala também de estudos que associaram o exercício de poder à activação de circuitos cerebrais relacionados com a recompensa, o que se reflecte na libertação do neurotransmissor dopamina.



O artigo de revisão faz cair algumas máscaras do poder. Exemplos? Mais importante do que ser verdadeiramente inteligente, revela, será mesmo só parecer inteligente. A investigadora nota que a inteligência foi inicialmente considerada como um bom indicador para prever uma posição de poder mas os estudos indicam, que, afinal, a relação entre uma coisa e outra é fraca. Basta a reputação de inteligente – que se consegue através da extroversão e comportamentos confiantes – para ser um candidato mais forte a ocupar uma situação de poder.
E o mesmo vale para a competência. “No contexto social, as pessoas dominadoras são assertivas e decididas. Esta assertividade cria a impressão de competência, mesmo quando elas não são necessariamente mais competentes e a competência (ou apenas a sua aparência) é o factor-chave para chegar até um lugar de poder.”
A relação entre testosterona e poder também tem o que se lhe diga. “Ao nível hormonal, a testosterona tem sido associada a personalidades dominadoras”, refere o artigo esclarecendo, no entanto, que a relação entre a hormona masculina e o poder também é frágil. O que terá mais peso são factores como a produção da hormona cortisol em resposta a situações de stress. Por outro lado, nota a investigadora, a relação seria sempre recíproca porque ter poder também pode aumentar os níveis de testosterona.

terça-feira, 25 de abril de 2017

25 de Abril- A liberdade está na procura do bem (com documentário da Herdade Freixo do Meio)


A liberdade está na procura do bem
O nome liga-o a Álvaro Cunhal, líder carismático do Partido Comunista Português. Mas a família deste Cunhal, Alfredo, é fundadora do BCP, o maior banco privado do país. Nasceu nesta contradição e apenas quer ser um agricultor consciente, que prescinde do lucro. Alfredo diz que a sua liberdade está na procura do bem. Ver a reportagem da SIC Notícias da história de Alfredo Cunhal e o seu projecto de agricultura biológica e que conta uma das formas de se ser livre 40 anos depois da queda da ditadura. Filmado e dirigido por Serena Aurora em 2015, procurando a internacionalização do belo exemplo do projeto Herdade do Meio e manter um sistema vivo e sustentável.


Freixo do Meio is the project of a man that became a sustainable reality for many beings. It is a big organic farm and organism, integrating with the sourrounding Montado, a typical ecosystem from Alentejo, Portugal. The presence of human beings here wants to be a peaceful cooperation which welcome and arouse biodiversity. In this visual summery, Alfredo, manager of this ecosystem, starts explaining his philosophy which lays as a basis on his way of farming. In this open view, a circle of people works in the puzzle of nature, in a balance which allows production without exploitation of resources (agroecology). In the video we see people and their various skills, Cooperation, ecofunctionality, managing the risks, as well as a biodinamic approach. The production of the farm flows to Alfredos farm shop in Lisbon, to allow a honest economy which grant the workers to be paid. Alternative projects are included: beekeeping, permaculture, medicinal garden, and a horse-riding school. In the end it´s shown how Sorraias horses (indigenous ancient breed) are respected and kept wild in their ecosystem. This video is an example of how man can act in a sensitive way, contributing with local production and environment protection.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Mudanças no próximo ano lectivo? Virtudes e Riscos do que aí vem.


"adequar o ensino às necessidades dos alunos no século XXI" (...) "O sucesso do projecto-piloto depende quase integralmente da capacidade de adaptação dos professores ao trabalho colaborativo (articulação entre colegas), à leccionação das matérias num contexto de transversalidade e, portanto, diferente daquele em que têm prática (inovação pedagógica), e à sobrecarga de horas de trabalho acrescidas de novos deveres de preparação de aulas temáticas."

Transição da competição "só porque sim" para cooperação!

Toda a reportagem no "Observador"

sexta-feira, 24 de março de 2017

Obsolescência Programada no Programa Biosfera (2011)

Obsolescência programada trata-se de uma prática empresarial de reduzir deliberadamente a vida de um produto para aumentar seu consumo porque, como publicado em 1928, uma publicidade influente revista dos EUA " um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios"

terça-feira, 14 de março de 2017

Chip que devolve a capacidade de andar a pessoas paralisadas é inventado na Suíça

Há pouco tempo, foi inventado um dispositivo que ajudará as pessoas com algum tipo de paralisia a voltar a andar. Nós, do Incrível.club, ficamos muito impressionados com esta invenção e achamos interessante divulgar detalhes sobre este dispositivo tão pequeno capaz de mudar o destino de tantas pessoas.
A invenção se chama ’interface da medula’, e é um implante super pequeno que contém dois chips. A interface foi inventada por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça. Eles conseguiram reestabelecer a habilidade de caminhar em macacos paralisados. Após duas semanas da lesão, eles já estavam correndo.

Como funciona?

Todos os movimentos são impulsos nervosos. Quando queremos nos levantar, nosso cérebro envia um sinal através da medula espinhal para os músculos e eles dão a ’ordem’ para que nos levantemos.
A paralisia é o resultado de um trauma da medula espinhal e dos nervos. Isso não significa que os sinais não possam ser transmitidos do cérebro ao resto do corpo (por exemplo, as pernas). Quando mais alta for a lesão na coluna, maior a paralisia.   
Na pesquisa com os macacos (que foi publicada na respeitada revista Nature), foi usado um dispositivo cuja interface contém dois chips. O primeiro fica na parte motora do cérebro, justamente onde são tomadas as decisões sobre o movimento.
Nas pessoas com paralisia, o cérebro continua enviando sinais para os músculos, mas eles nunca chegam. É como se alguém tivesse cortado o cabo de eletricidade de uma televisão. O cabo ainda poderia transmitir a corrente elétrica, mas isso não acontece.
O primeiro chip serve como receptor destes sinais. Em seguida, por meio de uma rede inalâmbrica os sinais são enviados ao segundo chip, localizado na área da lesão. Ou seja, onde o sinal não passa em função da lesão. O sinal de um chip ao outro passa através de um computador que o codifica e o envia aos nervos. Esta interface reestabelece o trabalho do sistema nervoso e a transmissão de um sinal nervoso, que permite o movimento.

Os pesquisadores dizem que a nova invenção será muito mais barata que as usadas até hoje em dia. "Estamos esperando com muita ansiedade o momento em que possamos provar o nosso trabalho em milhares de pessoas que sofreram algum tipo de acidente que as tirou a capacidade de serem fisicamente ativas", dizem os cientistas da EPFL

segunda-feira, 13 de março de 2017

Mais de oito mil portugueses produzem luz para autoconsumo

Fonte: Publico 20 de Fevereiro de 2017
O que têm em comum o apartamento de um engenheiro electrotécnico em Carnaxide, a biblioteca municipal de Águeda, ou uma produtora de queijos de Loures? Quase nada, a não ser a produção de energia eléctrica para autoconsumo. Trocado por miúdos, em todos estes locais, foram (ou estão a ser) instalados painéis fotovoltaicos para produção de electricidade para consumo próprio ao abrigo do novo regime do autoconsumo introduzido pelo anterior Governo PSD-CDS e em vigor desde Janeiro de 2015.

Foi este diploma que abriu a porta a que os consumidores pudessem tornar-se produtores, pondo a tónica na poupança, ou seja, na redução da factura da luz, e não na venda de electricidade à rede com tarifas administrativas (ainda que essa possibilidade continue a existir), como era obrigatório com as unidades de micro e minigeração, cujo enquadramento legal foi substituído pelo novo regime.
Se em 2015 foram instaladas cerca de 3500 unidades de produção de electricidade para autoconsumo (UPAC), ao longo de 2016 este número subiu para 6067 instalações, aproximando-se agora das dez mil no conjunto dos dois anos, com uma potência instalada total de 50.393 kW, de acordo com os dados disponibilizados ao PÚBLICO pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
À semelhança do que ocorreu em 2015, no ano passado a grande maioria das instalações necessitou apenas de uma comunicação prévia à DGEG (através da plataforma digital SERUP) por se tratar de sistemas entre os 200 Watts a 1500 Watts e sem injecção na rede eléctrica, que variam entre um e seis painéis. Neste último caso, trata-se de um investimento que poderá rondar os três mil euros, tendo em conta que o preço dos painéis oscila entre 500 a 700 euros, mas que pode ficar muito mais caro, se a solução incluir uma bateria para armazenamento da energia.
Em 2015 houve 3280 meras comunicações prévias, número que subiu para 5488 no ano passado. Por estarem em causa instalações dimensionadas para consumos pequenos, é possível concluir que a esmagadora maioria das quase 8700 comunicações prévias registadas nos dois anos primeiros anos do novo regime do autoconsumo (que no conjunto representam uma potência de 7022 kW) se refere a clientes residenciais.

Poupanças até 50%

As casas são alimentadas pelas UPAC quando a energia produzida é suficiente e pela rede pública quando a produção não chega. É que, ao contrário do que sucede nas empresas, em que o maior consumo se regista durante o dia, coincidindo com a produção solar, nas casas particulares os picos ocorrem logo cedo e ao final do dia. Dependendo do consumo e das soluções adoptadas, podem conseguir-se reduções de entre 20% a 50% na factura eléctrica, disse ao PÚBLICO o presidente da Apisolar — Associação Portuguesa da Indústria Solar, João Carvalho.
Se os consumidores optarem por instalar um painel até 200 Watts, não têm sequer de o comunicar à DGEG, o que significa que ficam fora dos números oficiais.
É o caso de Nuno Martins. Foi “a facilidade de não ter de realizar qualquer comunicação”, misturada com alguma “curiosidade profissional” e a possibilidade de “ficar com a consciência mais tranquila” por consumir electricidade de fonte renovável, que levou a que, no final do ano passado, este engenheiro electrotécnico aproveitasse a sua “varanda virada a sul” para instalar um painel no gradeamento.
Com ele, Nuno Martins consegue compensar o consumo constante do ar condicionado, dos aparelhos em stand-by e, “em certas alturas, até do frigorífico”, com uma redução de dois euros/mês na factura.
Embora reconheça que a instalação vertical (em vez da instalação horizontal, como num telhado) não permite retirar o rendimento máximo do painel (comprado em segunda mão, por “cerca de 300 euros”), pelas suas contas, “ao custo actual da energia, serão precisos entre seis a oito anos” para obter o retorno.
Um tempo que considera “longo” e que o leva a dizer que estes sistemas “ainda são mais para curiosos”.

Factor de competividade

Para as empresas o tema vai muito além da curiosidade, garante João Carvalho. Mas se todas vêem com bons olhos a possibilidade de reduzir a factura eléctrica, muitas ainda “esbarram na falta de instrumentos” de financiamento.
Nem todas têm capacidade para suportar investimentos que podem andar na casa dos 90 mil euros (para cerca de 100 kW) com retornos a seis ou sete anos, exemplifica. Calculando que existam cerca de 15 megawatts de capacidade instalada para autoconsumo no segmento empresarial (que no ano passado movimentou “entre 20 a 25 de milhões de euros”), o presidente da Apisolar diz que “o potencial de crescimento é muito grande”, mas são precisas “soluções de financiamento adequadas em prazo e em custo”.
Como o retorno do investimento se mede “por aquilo que a empresa deixa de pagar e isso depende das tarifas que tem”, o presidente da Apisolar sublinha que é fundamental que a instalação esteja “bem dimensionada e alinhada com o perfil de consumo”. “O perfil teórico ideal” para retirar o máximo retorno destes projectos seria “um consumo diurno, sete dias por semana”, porque a energia que não é consumida é vendida à rede por um preço inferior ao preço médio grossista, o que não é rentável.
Uma vez que não é possível “apagar” o sol quando as fábricas estão fechadas (como ao fim-de-semana), as contas têm de ser bem feitas para que as empresas não acabem a perder dinheiro. Por isso, João Carvalho garante que o sector, “que é muito competitivo”, faz “uma aposta grande na formação” dos seus técnicos.
Depois de um período de crise marcado pela descida das tarifas de venda à rede (que desincentivou o investimento de particulares e empresas) e pelo vazio legal que antecedeu a publicação do actual regime do autoconsumo, a indústria solar começou a reanimar-se em 2014, mas “ainda tem muito caminho para andar”, diz João Carvalho. “As empresas perceberam que estes são investimentos que já valem por si” e “não precisam de subsidiação”, mas sim de resposta adequada por parte da banca, insiste.
O regime de autoconsumo prevê ainda a possibilidade de instalação de unidades de pequena produção (UPP) com potência de ligação à rede igual ou inferior a 250 kW, que vendem o total da produção com tarifas fixas conseguidas em leilão, mas que têm, segundo João Carvalho, “uma expressão muito pequena”.
A Montiqueijo, fabricante de queijos do concelho de Loures, tem uma das licenças “mais antigas” do regime do autoconsumo (foi na inauguração desta UPAC que o antigo ministro da Energia Jorge Moreira da Silva veio assinalar oficialmente a nova legislação) e está a produzir desde o Verão de 2015.
A empresa investiu cerca de 140 mil euros numa central com 460 painéis, com potência de 115 kW, “na fronteira entre o médio e o grande”, como adiantou ao PÚBLICO Maria João Rodrigues, consultora para a gestão de energia desta firma fundada em 1963. Contas feitas, a Montiqueijo conseguiu no ano passado reduzir a factura eléctrica em cerca de 20% e conta recuperar o investimento em sete anos.

À espera das baterias

Uma poupança anual de 30 mil euros é quanto espera o município de Águeda com a instalação de UPAC em 11 edifícios públicos, incluindo várias escolas, a biblioteca, o estádio municipal e uma incubadora de empresas, revelou ao PÚBLICO o director-geral da Sunenergy, Raul Santos. A empresa ganhou o concurso público de 145 mil euros lançado pela autarquia para a instalação de 540 painéis fotovoltaicos e “está neste momento a finalizar o projecto”. Recentemente, a Sunenergy também concluiu a instalação de 850 painéis no edifício-sede da distribuidora de medicamentos Plural, em Coimbra. A Plural não quis divulgar o valor do investimento, mas Raul Santos afirma que “o retorno é esperado em quatro a cinco anos”.
A EDP Comercial, que lidera o mercado liberalizado da electricidade, com mais de quatro milhões de clientes, não tem descurado o interesse crescente dos portugueses no solar fotovoltaico para autoconsumo como estratégia de fidelização. A empresa tem vindo a apostar na oferta de soluções solares “chave na mão” para os seus clientes e diz que já instalou “mais de dez mil soluções solares, a que corresponde uma quota de 85% do total dos sistemas em operação”. Este é um número que, segundo a EDP, inclui sistemas instalados antes de 2015, ou seja, antes de ter entrado em vigor o novo regime do autoconsumo.
A EDP Comercial dá aos clientes a possibilidade de instalação de sistemas solares com pagamento em 36 mensalidades para sistemas até seis painéis. Para “clientes típicos” com uma potência contratada de 6,9 kVA e com dois painéis, as mensalidades atingem 36 euros, mas podem chegar aos 64 euros com sistemas de quatro painéis e uma potência contratada de 10,5 kVA, exemplifica a empresa. Este segmento “continua a ser uma prioridade do grupo”, como adiantou fonte da EDP Comercial ao PÚBLICO.