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sábado, 29 de outubro de 2016

Pequeno Documentário: A Thousand Suns


O filme documentário "A Thousand Suns" conta a história do povo das 'terras altas' do Gamo, no Vale do Rift Africano, e da sua visão única do mundo. Eles vivem numa área que permaneceu isolada da civilização ocidental, encontrando-se notavelmente intacta tanto biológica como culturalmente há cerca de 10.000 anos. Trata-se de uma das regiões rurais mais densamente povoadas de África, onde as pessoas praticam ainda uma agricultura sustentável milenar. 


O filme evidencia duas ameaças inter-relacionadas para os Gamo: a substituição da espiritualidade e da governança ancestral pela igreja protestante, que possui aspirações de evangelização geral do povo com a sua visão antropocentrada; e a introdução no Continente das tecnologias americanas de produção alimentar, nomeadamente pela AGRA, com a utilização de OGM, pesticidas e fertilizantes. A insustentabilidade do mundo moderno que cria a ilusão da separatividade e do domínio do Homem sobre a Natureza em contraste com a visão harmoniosa de um mundo interconectado característico dos Gamo. 


Uma excelente reflexão sobre o modo como agimos no mundo...

Dossiês BioTerra relacionados

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Livres pensadores, por Leo Tolstoi

Foto: Sepultura de Tolstói na Rússia

"Livres-pensadores são aqueles que estão dispostos a usar suas mentes sem preconceito e sem medo para entender as coisas que se chocam com seus próprios costumes, privilégios ou crenças"~ Tolstoi

Tudo sobre Leo Tolstoi
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sábado, 27 de agosto de 2016

Música do BioTerra: Peter Murphy- Your Face (Live) - This track is just gorgeous.

"Sempre se deve antes escolher paz do que guerra, principalmente quando na guerra é tão certa a ruína" - Padre António Vieira

Síria‬ ‪‎Turquia‬ ‪Curdistão‬ ‪‎Iraque‬ ‪Irão‬ ‪Jordânia‬ ‪Afeganistão‬ ‪Iemen‬ ‪‎Arabia Saudita‬ ‪‎Israel‬ ‪Palestina‬ ‪‎Egipto‬ ‪Etiopia‬ ‪‎Nigeria‬ ‪Mali‬ ‪Sudão‬ ‪Saara Ocidental‬ ‪Tunísia‬  Líbia Marrocos Paquistão...


Peter Murphy in a Live performance of Your Face at the 2009 self knowledge and global responsibility symposium. Recorded at The Beshara School Chisholme House.
With
  • the Vastearth Orchestra and guitarist John Andrews.
  • Backing Vocal : Kirsten Morrison
  • Strings arranged by Chris Brierley of VEO. Violins: Chris Brierley. Cello: Doris Earthling
Rroads, ruins , revolutions , rain Video shot in Turkey on the Beshara School Turkey trip in December 2009. Directed and edited by Aaron Cass.

Chagal Peace Window in the United Nations building, New York

Water Lily freedom
Where does the spirit lay?
Freedom, lying in shadows of light and clay

I trace your feet like transparent thrones
I dream of your clinging, I am not alone
I glide with you, draw you with kole
You paint the river, I am not alone

That lover in the crash
That scent lingers now
Your face
Your face

domingo, 17 de julho de 2016

Documentário "Califa" e o Golpe na Túrquia


O "Califa", título original "The Caliph - The story of over 1300 years of Islamic history" é um documentário muito interessante da Aljazeera acerca do Califado, da sua origem em 632 até 1924 (período durante o qual obviamente sofreu várias mutações). Muito pertinente para perceber melhor o mundo em que vivemos. Dividido em 3 partes, o último episódio está previsto para 29 de Julho.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Biografia de Mokiti Okada

"Buscar a própria felicidade com o sacrifício alheio é criar infelicidade para si mesmo." - M.Okada
Mokiti Okada nasceu no Japão, no bairro de Hashiba, extremo leste de Tóquio, em 23 de Dezembro de 1882. Faleceu em 10 de Fevereiro de 1955, deixando prontas as bases para a construção de um mundo espiritual e materialmente evoluído, denominado por ele “Paraíso Terrestre”, expressão que significa a concretização do mundo ideal. Um mundo onde o pensamento, as palavras e as ações do ser humano se fundamentam na Verdade da Lei da Natureza, ou seja, no Grande Ordenamento Jurídico Universal, que submete, regula e harmoniza toda a Criação.

Ele realizou estudos sobre diversas áreas do conhecimento humano, como política, medicina, educação, filosofia, economia, entre outras, mas, sobretudo, dedicou-se ao estudo da religião, das artes e da agricultura, apresentando propostas viáveis para um desenvolvimento social integrado. [ler com mais detalhe a postagem "Agricultura Orgânica e Biológica- principais mentores"]

Incentivou a prática do altruísmo e a apreciação do Belo, como formas para a elevação da sensibilidade e a aplicação de um método agrícola sustentável, que preserva o meio ambiente e promove a saúde de produtores e consumidores, oferecendo alimentos puros e saborosos.

Toda sua filosofia foi estabelecida com base nas Leis da Natureza, alicerçada nos princípios da Verdade, Bem e Belo. Embora tenha sido escrita nas décadas de 30 a 50 do século passado, parece ter sido feita para os dias actuais, pela sua perfeita aplicabilidade na vida quotidiana do homem contemporâneo.

Mokiti Okada faleceu em 1955, deixando para a humanidade três grandes obras como protótipos do mundo ideal nas cidades de Hakone, Atami e Kyoto, Japão, e dois museus de arte (nas cidades de Atami e Hakone), conceituados internacionalmente, e ainda, dos arranjos florais que ele mesmo fazia, nasceu o estilo Ikebana Sanguetsu, divulgado pela Fundação que leva o nome de seu patrono.

Para saber mais
Meishu-sama

segunda-feira, 11 de abril de 2016

2016- Ano Internacional da Misericórdia (discurso ecuménico do Papa Francisco)



A maioria dos habitantes do planeta declara-se crente.
Isto deveria ser motivo para o diálogo entre as religiões.
Não devemos deixar de rezar por isso e colaborar com quem pensa de modo diferente.

Confio em Buda.
Creio em Deus.
Creio em Jesus Cristo.
Creio em Deus, Alá.

Muitos pensam de modo diferente, sentem de modo diferente,  procuram Deus ou encontram Deus de muitos modos.

Nesta multidão, nesta variedade de religiões, só há uma certeza que temos para todos: somos todos filhos de Deus.

Creio no amor.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Deleuze fala do verdadeiro charme de uma pessoa: “seus traços de loucura”


Gilles Deleuze nasceu na França e viveu de 1925 a 1995. Notável filósofo e professor de Filosofia em diversas Faculdades, publicou estudos sobre pensadores como Nietzsche, Kant e Spinoza, sendo apontado como um dos responsáveis pelo crescente interesse pela obra de Nietzsche. Habituado a ler e a espreitar de perto esses grandes pensadores, Deleuze tem como certo que “todos nós somos meio dementes” e que não se pode se apaixonar por uma pessoa quando não se percebe, nela, um essa “demência”, que é o seu “charme”.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Satish Kumar- Precisamos reacender a chama da nossa relação com a Natureza

“Precisamos reacender a chama da nossa relação com a Natureza. Talvez seja preciso mais do que apenas amizade, precisamos de nos voltar a apaixonar pela natureza, namorar com a Natureza. E a melhor maneira de compor esta relação é estar com a Natureza, sentado debaixo de uma árvore, trabalhando uma porção de terra, caminhando numa clareira – ser um peregrino e não um turista na Terra. Em face de todos os problemas ambientais do mundo, como podemos agir enquanto peregrinos da Terra? O primeiro passo é identificarmo-nos verdadeiramente com o ensinamento sábio de Gandhi - "ser a mudança que queremos ver“ (…) O segundo passo é despertar os outros para as bênçãos desta nova relação. E o terceiro é organizarmo-nos com os outros para alcançar a mudança de forma mais eficaz. Ter coração. Ser um peregrino da Terra não requer nenhum treino, cursos universitários ou livros. Simplesmente requer voltar a ter a compreensão da interdependência de tudo”~ Satish Kumar


Outras leituras já postadas no Bioterra
O problema não é a matéria mas o “materialismo”

quarta-feira, 9 de março de 2016

Encontros Improváveis- José Tolentino Mendonça e Arcana - The New Light (Full Compilation)


Os amigos
"Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura
Um dia acordamos tristes da sua tristeza pois o fortuito significado dos campos explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria de uma maneira que nem se consegue e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor."
José Tolentino Mendonça

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Jacques Ellul - é absolutamente necessário reaprender a escolher.

Esquerda e direita dividem-se aparentemente porque a primeira quer "sempre mais para todos" e a segunda "sempre mais para alguns", mas ambas concordam que há que querer "sempre mais" e esse é o verdadeiro problema. Porque querer "sempre mais" é querer sempre mais para o ser humano à custa da Terra e dos demais seres vivos. E isso não é possível, como a crise climática e ambiental mostra. Querer "sempre mais" está a levar a ter "sempre mais" problemas e a ter "sempre menos" biodiversidade e qualidade de vida. Decrescimento económico e austeridade voluntária impõem-se. E isso só é possível por uma R-evolução da consciência, por uma vida menos ávida e mais contemplativa.

Sem espiritualidade (que não é necessariamente religião) a economia e a política serão sempre parte do problema e nunca da solução. “Na verdade, é absolutamente necessário reaprender a escolher. Não entre a direita e a esquerda, entre o governo e a oposição, o que não é uma verdadeira escolha, mas entre os elementos constitutivos da nossa sociedade, da nossa maneira de viver, é necessário aprender o exercício da liberdade a este nível (e não no das lutas eleitorais), sabendo que é uma mentira dizer e uma tolice acreditar que se pode ter tudo, que se pode acumular todas as vantagens, que se pode aumentar todos os salários e trabalhar menos e consumir mais e suprimir o desemprego, etc.

É necessário escolher: e se escolhemos por exemplo a liberdade, esta implica sempre uma menor eficácia, um menor crescimento de consumo, uma redução dos poderes públicos (mesmo que sejam ocupados pela esquerda!), uma autodisciplina e uma certa ascese, uma certa austeridade. A liberdade não é o amolecimento na facilidade, no bem-estar e no consumo” ~ Jacques Ellul (1978), in “Penser globalement, agir localement”, 2007.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Joanna Macy- As quatro formas de olhar para o mundo

Joanna Macy fala de “quatro formas de olhar para o mundo”, transversais a todas as culturas e tradições, que condicionam o nosso modo de vida, em termos exteriores e interiores: 

1) o mundo como campo de batalha, entre o bem e o mal, a luz e as trevas, ou os capazes e os incapazes, onde nos inscrevemos de forma militante no primeiro dos lados a combater, intelectual, moral e/ou fisicamente, os que estão no outro, os “inimigos”, até à sua conversão ou destruição e vitória final dos “bons”, nós e os “nossos”; 

2) o mundo como armadilha, um lugar mau, seja o próprio corpo, a sociedade ou a natureza, que há que dominar para dele nos libertarmos o mais rápido possível, procurando algo que o transcenda e onde finalmente estejamos bem e em paz; 

3) o mundo como amante, um(a) companheiro(a) vital com o qual dançamos enamorados, numa sedução e encanto mútuos; 

4) o mundo como nós próprios, o que pode surgir do aprofundamento da experiência anterior, sentindo-nos entrelaçados com todos os seres e coisas, numa perfeita harmonia entre a unidade e a multiplicidade.


De qual destas formas de ver e experimentar o mundo nos sentimos realmente mais próximos neste preciso momento? É interessante verificar isso e qual a consequência que está a ter na nossa vida. É interessante ver como isso condiciona também as nossas sociedades e a nossa civilização... Haverá outras formas a acrescentar a estas?

(Joanna Macy, World as Lover, World as Self, 2007)

Obrigado, Paulo Borges

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Encontros Improváveis- Florbela Espanca e Sisters of Mercy- Knocking On Heavens Door


Amo as pedras, os astros e o luar
Que beija as ervas do atalho escuro,
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.

Amo a hera que entende a voz do muro
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.

Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!

Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!...


[Florbela Espanca, Voz que se cala]

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Grande entrevista a Chomsky: o mundo que nossos netos herdarão?


Entrevistado pelo jornalista David Barsamian, o professor Noam Chomsky, explica as raízes do Estado Islâmico (ISIS) e porque os EUA e seus aliados são responsáveis pelo grupo. Particularmente, argumenta, a invasão do Iraque em 2003 provocou um divisão sectária que desestabilizou a sociedade iraquiana. Solo fértil para os sauditas estimularem grupos radicais.

A entrevista também toca no massacre israelense na faixa de Gaza, destacando o papel vital de Israel no tabuleiro político norte-americano. Chosmky conta, por exemplo, como Telaviv foi usada por Washington para fornecer, ao exército a Guatemala, as armas que permitiram o massacre contra comunidades maias. Era a época do governo Ronald Reagan; o Congresso havia proibido tal assistência militar — Israel prontificou-se a ser solução. 

Por fim, Chomsky compartilha seus pensamentos sobre o crescente movimento pela justiça climática e porque acha que essa é a questão mais urgente hoje.


O Oriente Médio está em chamas, da Líbia até o Iraque. Existem novos grupos jihadistas. O foco atual é o ISIS. O que dizer sobre ISIS e as suas origens?

Há uma interessante entrevista que só apareceu há alguns dias atrás, com Graham Fuller, um ex-agente da CIA, um dos principais fontes da inteligência e dos analistas mainstream sobre o Oriente Médio. O título é “Os Estados Unidos criaram o ISIS”. Aparentemente, seria mais uma das milhares de teorias da conspiração que rondam o Oriente Médio.

Mas trata-se de algo diferente — que vai direto ao coração do establishmentnorte-americano. Fuller apressa-se em frisar que sua hipótese não significa dizer que os EUA decidiram dar existência ao ISIS e, em seguida, o financiaram. Seu — e eu acho que é algo acurado — é que os EUA criaram o pano de fundo em que o ISIS cresceu e se desenvolveu. Em parte, apenas devido à abordagem devastadora padrão: esmagar aquilo de que você não gosta.

Em 2003, os EUA e a Grã-Bretanha invadiram o Iraque, um crime grave. A invasão foi devastadora. O Iraque já havia sido virtualmente destruído, em primeiro lugar pela década de guerra com o Irã — no qual, aliás, Bagdá foi apoiado por os Washington — e depois pela década de sanções econômicas e políticas.

Tais sanções foram descritas como “genocidas” pelos dois respeitados diplomatas internacionais que os administravam e, que, por esse motivo, renunciaram em protesto. Elas devastaram a sociedade civil, fortaleceram o ditador, obrigaram a população a confiar nele para a sobrevivência. Essa é provavelmente a razão pela qual ele não seguiu o caminho natural de todos os outros ditadores que foram derrubados.

Por fim, os EUA simplesmente decidiram atacar o país em 2003. O ataque é comparado por muitos iraquianos à invasão mongol de mil anos atrás. Muito destrutiva. Centenas de milhares de pessoas mortas, milhões de refugiados, milhões de outras pessoas desalojadas, destruição da riqueza arqueológica e da riqueza do país da época suméria.

Um dos efeitos da invasão foi instituir imediatamente divisões sectárias. Parte do “brilhantismo” da força de invasão e de seu diretor civil, Paul Bremer, foi separar os grupos — sunitas, xiitas e curdos — uns dos outros, e instigá-los uns conta os outros. Após alguns anos, houve um conflito sectário brutal, deflagrado pela invasão.

Você pode enxergar isso se olhar para Bagdá. Um mapa de Bagdá de, digamos, 2002, revela uma cidade mista: sunitas e xiitas vivem nos mesmos bairros e casam entre si. Na verdade, às vezes nem sabiam quem era sunita, e quem era xiita. É como saber se seus amigos estão em um ou outro grupo protestante. Existiam diferenças, mas não eram hostis.

Na verdade, durante alguns anos ambos os lados diziam: nunca haverá conflitos sunitas-xiitas; Estamos muito misturados na natureza de nossas vidas, nos locais onde vivemos, e assim por diante. Em 2006, houve uma guerra feroz. Esse conflito se espalhou para todo o Oriente Médio — hoje, cada vez mais dilacerado por conflitos entre sunitas e xiitas.

A dinâmica natural de um conflito como esse é que os elementos mais extremos comecem a assumir o controle. Eles tinham raízes. Estão no mais importante aliado dos EUA, a Arábia Saudita, com a qual Washington está seriamente envolvidos desde a fundação do Estado nacional. É uma espécie de ditadura da família. O motivo é sua uma enorme quantidade de petróleo.

Mesmo do domínio dos EUA, a Grã-Bretanha sempre preferiu o islamismo radical ao nacionalismo secular, no mundo árabe. E quando os EUA passaram a ser hegemônicos no Oriente Médio, adotaram a mesma posição. O islamismo radical tem seu centro na Arábia Saudita. É o estado islâmico mais extremista, mais radical no mundo. Faz o Irã parecer um país tolerante e moderno, em comparação — e os países seculares do Oriente Médio árabe ainda mais, é claro.

A Arábia Saudita não é apenas dirigida por uma versão extremista do Islã, os salafistas wahhabistas. É também um Estado missionário. Usa seus enormes recursos petrolíferos para promulgar suas doutrinas em toda a região. Estabelece escolas, mesquitas, clérigos, em todo o lugar, do Paquistão até o Norte de África.

Uma versão extremista do extremismo saudita foi assumida pelo ISIS. Este grupo cresceu ideologicamente, portanto, a partir da forma mais extremista do Islã — a versão da Arábia Saudita — e dos conflitos engendrados pela invasão norte-americana, que quebraram o Iraque e já se espalharam por toda a região. Isso é o que Fuller argumenta, em sua hipótese.

A Arábia Saudita não só fornece o núcleo ideológico que levou ao extremismo radical do ISIS (e de grupos semelhantes que estão surgindo em diversos países), mas também o financia e lhe oferece apoio ideológico. Não é o governo deRIAD que o faz — mas sauditas e kwaitianos ricos. O ataque lançado à região pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha é a fonte, onde tudo se origina. Isso é o que significa dizer os EUA criaram ISIS.

Pode ter bastante certeza de que, à medida que esses conflitos se desenvolvem, eles se tornarão mais extremistas. Os grupos mais brutais tenderão a assumir o controle. É o que acontece quando a violência se torna o meio de interação. É quase automático: em favelas ou nos assuntos internacionais. As dinâmicas são perfeitamente evidentes. É este o papel do ISIS vem. E se for destruído, surgirá talvez algo ainda mais extremo.

Continua…

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Entrevista ao realizador Orlando Von Einsiedel, realizador do filme "Virunga"


Entrevista ao realizador Orlando Von Einsiedel

Virunga“, documentário de 2014 distribuído pelo Netflix foi indicado ao Oscar. Apesar dos gorilas serem o assunto de início, o documentário se desenrola por diversos braços, mostrando como a situação naquele país é delicada, e em pleno século XXI, países ricos ainda enxergam a África como uma terra sem lei, onde com meia dúzia de espelhos eles podem fazer o que bem entenderem com a cultura local, a fauna e flora.


Para saber mais e ver o doc (quem tiver conta no Netflix)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação


Por carta de 6 de Agosto passado, o Papa Francisco instituiu também na Igreja Católica o "Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação" que, a partir do ano corrente será celebrado a 1 de Setembro – como já ocorre há tempos na Igreja Ortodoxa


Descarregue aqui a Encíclica "Laudate si" (versão portuguesa)

Carta do Papa Francisco por Ocasião da Instituição do "Dia Mundial De Oração Pelo Cuidado Da Criação" [1° de Setembro]

Aos Venerados Irmãos

Cardeal Peter Kodwo Appiah TURKSON
Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz
Cardeal Kurt KOCH
Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos

Compartilhando com o amado irmão o Patriarca Ecuménico Bartolomeu as preocupações pelo futuro da criação (cf. Cart. Enc. Laudato si’, 7-9), e acolhendo a sugestão de seu representante, o Metropolita Ioannis de Pérgamo, um dos convidados na apresentação da Encíclica Laudato si’ sobre o cuidado da casa comum, desejo comunicar-vos que decidi instituir também na Igreja Católica o "Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação" que, a partir do ano corrente, será celebrado no dia 1° de Setembro, assim como já ocorre há tempos na Igreja Ortodoxa.

Como cristãos, queremos oferecer a nossa contribuição para a superação da crise ecológica que a humanidade está vivendo.
Por isso devemos, antes de tudo, buscar no nosso rico património espiritual as motivações que alimentam a paixão pelo cuidado da criação, lembrando sempre que para aqueles que crêem em Jesus Cristo, Verbo de Deus que se fez homem por nós, «a espiritualidade não está desligada do próprio corpo nem da natureza ou das realidades deste mundo, mas vive com elas e nelas, em comunhão com tudo o que nos rodeia» (ibid., 216).
A crise ecológica chama-nos, portanto, a uma profunda conversão espiritual: os cristãos são chamados a uma «conversão ecológica, que comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus» (ibid., 217).
De facto, «viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa» (ibid.).

Anualmente, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação oferecerá a cada fiel e às comunidades a preciosa oportunidade para renovar a adesão pessoal à própria vocação de guardião da criação, elevando a Deus o agradecimento pela obra maravilhosa que Ele confiou ao nosso cuidado, invocando a sua ajuda para a protecção da criação e a sua misericórdia pelos pecados cometidos contra o mundo em que vivemos.
A celebração deste Dia, na mesma data, com a Igreja Ortodoxa, será uma ocasião profícua para testemunhar a nossa crescente comunhão com os irmãos ortodoxos.
Vivemos num tempo em que todos os cristãos enfrentam idênticos e importantes desafios, diante dos quais, para ser mais credíveis e eficazes, devemos dar respostas comuns.
Por isto, é meu desejo que este Dia também possa envolver, de alguma forma, outras Igrejas e Comunidades eclesiais, e ser celebrado em sintonia com as iniciativas que o Conselho Mundial de Igrejas promove sobre este tema.

domingo, 23 de agosto de 2015

ΕΙΡΗΝΗΝ ΕΙΠΕΝ Ο ΧΡΙΣΤΟΝ - KEMANETZIDIS BABIS



PAZ- PEACE- PACO- PACE- PAIX- SHALOM- SALAAM- SHANTY- SELAM VREDE- PAKE- HETEP- RAHU - ASHTE- IRINI- HEIWA- SULH- MIR

PHYONGH'WA- EMIREMBE- PACI- FRED- SULA- POKOJ- PASCH- MIERS- UKUTHULA

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Encontros Improváveis- Júlio Henriques e Dead Can Dance- The Carnival is Over

Júlio Henriques, notável cientista e Professor da Universidade de Coimbra, foi pioneiro do Darwinismo em Portugal. “Parece pois que na especie humana tem completa applicação a theoria de Darwin. A muitos desagradrá a ideia de que o homem é um macaco aperfeiçoado. Mas se Deus nos deu a razão, se hoje o progresso e desenvolvimento intellectual nos colloca tão longe do restante do mundo animal, que importa a origem? Que receio pode infundir uma theoria, cujas consequencias são em geral a consecução de um maior gráu de perfeição? E termina dizendo: “O mundo marcha: deixemo-nos ser levados nesse movimento de progresso” (“As espécies são mudáveis?” Dissertação para o Acto de Conclusões Magnas. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1865)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Cientistas revelam: DNA possui funções mediúnicas: telepatia, irradiação e contato interdimensional!

“Nosso DNA é um biocomputador”, dizem cientistas russos.

Pesquisas científicas estão explicando os fenômenos como a clarividência, a intuição, atos espontâneos de cura e autocura e outros.

Quando os cientistas começaram a desvendar o mundo da genética, compreenderam a utilidade de apenas 10% do nosso DNA.

O restante (90%) foi considerado “DNA LIXO”, ou seja: sem função alguma para o corpo humano.

Porém, este fato foi motivo de questionamentos, pois alguns cientistas não acreditaram que o corpo físico traria algum elemento que não tivesse alguma utilidade.

E foi assim que o biofísico russo e biólogo molecular Pjotr Garjajev e seus colegas iniciaram pesquisas com equipamentos “de ponta”, com a finalidade de investigar os 90% do DNA não compreendido.

E os resultados apresentados são fantásticos, atingindo aspectos antes considerados “esotéricos” do nosso DNA.

O QUE AS PESQUISAS ESTÃO CONCLUINDO?

O DNA tem capacidade telepática

A PARTIR  das últimas pesquisas, cientistas concluíram que o nosso DNA é receptor e transmissor de informações além do tempo-espaço.

Segundo essas pesquisas, o nosso DNA gera padrões que atuam no vácuo, produzindo os chamados “buracos de minhoca” magnetizados! São “buracos de minhocas” microscópicos, semelhantes aos “buracos de minhocas” percebidos no Universo.

Sabe-se que “buracos de minhocas” são como pontes ou túneis de conexões entre áreas totalmente diferentes no universo, através das quais a informação é transmitida fora do espaço e do tempo.

Isto significa que o DNA atrai informação e as passa para as células e para a consciência, uma função que os cientistas estão considerando como a internet do corpo físico, porém muito mais avançada que a internet que entra em nossos computadores.

Esta descoberta leva a crer que o DNA possui algo que se pode chamar de telepatia interespacial e interdimensional. Em outras palavras, O DNA está aberto á comunicações e mostra-se suscetível a elas.

Pesquisas relacionadas à recepção e transmissão de informações através do DNA estão explicando os fenômenos como a clarividência, a intuição, atos espontâneos de cura e autocura e outros.
Reprogramação do DNA através da mente e das palavras

O grupo de Garjajev descobriu também que o DNA possui uma linguagem própria, contendo uma espécie de sintaxe gramatical, semelhante á gramática da linguagem humana, levando-os a CONCLUIR que o DNA é influenciável por palavras emitidas pela mente e pela voz, confirmando a eficácia das técnicas de afirmação, de hipnose (ou auto hipnose) e de visualizações positivas.

Esta foi uma descoberta impressionante, pois diz que se nós adequarmos as frequências da nossa linguagem verbal e das imagens geradas por nosso pensamento, o DNA se reprogramará, aceitando uma nova ordem e uma nova regra, a PARTIR da ideia que está sendo transmitida.

O DNA, neste caso, RECEBE a informação das palavras e das imagens do pensamento e as transmite para todas as células e moléculas do corpo, que passam a ser comandadas segundo o novo padrão emitido pelo DNA.

Os cientistas russos estão sendo capazes de reprogramar o DNA em organismos vivos, usando as frequências de ressonância de DNA corretas e estão obtendo resultados bastante positivos, especialmente na regeneração do DNA danificado!

Utilizam para isso a Luz Laser codificada como a linguagem humana para TRANSMITIR informações saudáveis ao DNA e essa técnica já está sendo aplicada em alguns hospitais universitários europeus, com sucesso em vários tipos de câncer de pele. O câncer é curado, sem cicatrizes remanescentes.
O DNA RESPONDE à interferências da Luz Laser

Continuando nessa linha de pesquisas, o pesquisador russo Dr. Vladimir Poponin, colocou o DNA em um tubo e enviou feixes de Luz Laser através dele. Quando o DNA foi removido do tubo, a Luz Laser continuou a espiralar no DNA, formando como que pequenos chacras e um novo campo magnético ao redor do mesmo, maior e mais iluminado que o anterior.

O DNA mostrou-se agir como um cristal quando faz a refração da Luz, concluindo que o DNA irradia a Luz que recebe.

Esta descoberta levou os cientistas a uma maior compreensão sobre os campos eletromagnéticos ao redor das pessoas, assim como também compreenderam que as irradiações emitidas por curadores e sensitivos acontecem segundo esse mesmo padrão: receber e irradiar, aumentando e preenchendo com Luz o campo eletromagnético ao redor.

Assuma o Comando do seu Ser!

As pesquisas estão ainda em fases iniciais, e os cientistas acreditam que ainda vão DESCOBRIR muitas outras coisas interessantes!

Por enquanto, as conclusões nos estimulam a continuarmos com as técnicas de afirmações positivas, cuidando dos nossos pensamentos e das imagens por ele geradas, a fim de que as transmissões sejam correspondentes a saúde, ao bem ESTAR e a harmonia, enviadas não apenas ao DNA como também para todo o corpo!

Tenho certeza de que o nosso DNA agradece por suas informações positivas transmitidas a ele!

Que tal melhorar as suas transmissões verbais e mentais?

Comunique-se positivamente com seu corpo e reprograme seu DNA!

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Todas as informações do texto acima estão contidas no livro “Vernetzte Intelligenz” von Grazyna Fosar und Franz Bludorf, ISBN 3930243237, resumidos e comentados por Baerbel