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sábado, 22 de outubro de 2016

Do DDT ao Glifosato: Rachel Carson estamos a precisar de ti novamente


Os perigos do glifosato (Roundup) na nossa alimentação são claros e presentes (ver aqui uma compilação de 245 artigos científicos que descrevem os malefícios do glifosato sobre o ambiente, os animais e a saúde pública).
Porque razão a indústria e os governos não agem como deveriam? Assim como foi o caso nos anos 50 com o DDT e o tabaco, estamos à beira de danos desastrosos para a saúde em todo o mundo. Esta curta-metragem (num inglês muito acessível) começa a explicar porquê e o que ainda podemos fazer. (09:51)


Tudo sobre Rachel Carson no Bioterra


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Os perigos do oxibenzona

O oxibenzona é muito absorvido por meio da pele e uma quantidade pode permanecer no seu organismo.
Clica aqui How Sunscreen Is Harming Coral Reefs para saberes mais 
Você já deve ter lido ou ouvido o famoso texto sobre filtro solar que recomenda fortemente a utilização do cosmético. Tem gente que o interpreta de forma metafórica, mas para os que o entendem de modo literal, é bom repensar a respeito das recomendações de sempre usar o filtro solar. Sim, é necessário se proteger, mas é preciso ver quais as substâncias estão presentes no produto, pois algumas delas, como o oxibenzona, podem ser péssimas para a saúde e o meio a   oxibenzona é um composto orgânico e um agente que permite a proteção da pele com relação à incidência de determinadas ondas dos raios solares. O problema que envolve o oxibenzona está relacionado com a sua capacidade de penetrar nas camadas profundas da pele - isso faz com que uma quantidade significativa da substância permaneça no organismo.

Onde pode ser encontrado e identificado
O composto orgânico pode ser encontrado na maioria dos protetores solares comercialmente vendidos com fator de proteção maior que 30 e nos protetores de 15 a 30, em hidratantes com fator de proteção, esmalte para unhas, perfumes femininos e masculinos, protetores solares para os lábios, bases, spray de cabelo, condicionador e em alguns xampus, cremes antirrugas, BB creams, loção pós barba e protetores solares para crianças.

Nas embalagens o oxibenzona pode ser identificado como: Oxybenzone, B3, Benzophenone-3, (2-Hydroxy-4-Methoxyphenyl) Phenyl- Methanone, (2-Hydroxy-4-Methoxyphenyl) Phenylmethanone; 2-Benzoyl-5-Methoxyphenol; 2-Hydroxy-4-Methoxybenzophenone; 4-Methoxy-2-Hydroxybenzophenone, Advastab 45; Ai3-23644; Anuvex; 2-Hydroxy-4-Methoxy.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A Planta Inteligente -Toda a verdade numa excelente reportagem do New Yorker (em Inglês)

By Michael Pollan teaches journalism at the University of California, Berkeley. “Cooked: A Natural History of Transformation” is his 
most recent book.

Fonte: The Intelligent Plant .A Reporter at Large    
    
In 1973, a book claiming that plants were sentient beings that feel emotions, prefer classical music to rock and roll, and can respond to the unspoken thoughts of humans hundreds of miles away landed on the New York Times best-seller list for nonfiction. “The Secret Life of Plants,” by Peter Tompkins and Christopher Bird, presented a beguiling mashup of legitimate plant science, quack experiments, and mystical nature worship that captured the public imagination at a time when New Age thinking was seeping into the mainstream. The most memorable passages described the experiments of a former C.I.A. polygraph expert named Cleve Backster, who, in 1966, on a whim, hooked up a galvanometer to the leaf of a dracaena, a houseplant that he kept in his office. To his astonishment, Backster found that simply by imagining the dracaena being set on fire he could make it rouse the needle of the polygraph machine, registering a surge of electrical activity suggesting that the plant felt stress. “Could the plant have been reading his mind?” the authors ask. “Backster felt like running into the street and shouting to the world, ‘Plants can think!’ “

domingo, 3 de julho de 2016

Dia Internacional sem Sacos

Foto- Miguel Lacerda

O Dia Internacional Sem Sacos de Plástico ocorre a 3 de Julho.
O objetivo da data é chamar a atenção para a produção e para o consumo excessivo de sacos plásticos a nível mundial, propondo-se alternativas para resolver este sério problema ambiental.
Sacos plásticos e problemas ambientais

Estima-se que um cidadão na Europa consome cerca de 500 sacos plástico por ano, que acabam no lixo ao fim de meia hora de utilização ou então no meio-ambiente, criando-se vastas ilhas de lixo plástico nos oceanos (80% da poluição marinha). Como os animais confundem o plástico com alimentos, eles acabam por morrer pela ingestão de plástico.

Os sacos de plástico são constituídos por resinas tóxicas oriundas do petróleo e levam cerca de 500 anos a decompor-se. Apesar da gravidade da situação, apenas 2% da população recicla sacos plásticos.

O que fazer com os sacos plásticos?
O Dia Internacional Sem Sacos Plásticos apela à mudança de comportamento de todas as pessoas do mundo relativamente ao uso dos sacos plásticos. Cada um de nós deve fazer um esforço para preservar o meio-ambiente, levando sempre o mesmo saco plástico para as compras, reciclando os sacos plástico ou utilizando sacos de papel.

Veja as diferentes formas de reutilizar sacos plásticos. Se quiser ser mais proactivo pode juntar-se aos eventos do International Plastic Bag Free Day no site oficial da data.

terça-feira, 21 de junho de 2016

5 razões para não iniciar a pesquisa de petróleo no oceano frente a Aljezur

post

ZERO apela ao Governo para suspender consulta pública

Decorre até 22 de Junho, quarta-feira, a consulta pública promovida pelo Edital nº 5/2016 da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, relativa à atribuição do Título de Utilização Privativa do Espaço Marítimo Nacional (TUPEM) para a realização de sondagem de pesquisa no deep offshore da Bacia do Alentejo, no âmbito do contrato estabelecido com o Estado Português para a concessão de direitos de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo.

A ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável, tendo consultado na passada sexta-feira os estudos ambientais disponíveis sobre os dois furos de pesquisa propostos para a Bacia do Alentejo deep offshore (para pesquisa de petróleo pelo consórcio ENI/Galp) e para a Bacia do Algarve deep offshore (para pesquisa de gás natural pelo consórcio Repsol/Partex), apresenta CINCO razões fundamentais para que o processo não avance, apelando a Associação ao Governo, em particular aos Ministérios do Mar, do Ambiente e da Economia, para não se comprometerem com os riscos ambientais, os custos financeiros extremamente elevados em caso de reversão da decisão política, e os custos sociais consideráveis, num processo que tem já nove anos de história e onde os pressupostos iniciais já não se verificam.

RAZÃO 1 – Estudos públicos e consultados são claramente insuficientes.

A ENI/Galp propõe avançar com o furo de pesquisa já no início de julho, num local a cerca de 44 km da Costa Vicentina. Consultado o “Relatório de caracterização ambiental para as atividades de exploração na Bacia do Alentejo” entregue em abril de 2015, e por comparação com o “Estudo ambiental, social e de saúde para um furo de pesquisa nos blocos Lagosta e Lagostim” da Repsol/Partex de novembro de 2013, denota-se que não existe um plano de monitorização e gestão ambiental para cada uma das três fases de mobilização e posicionamento, perfuração e desmobilização; não se apresentam resultados de modelação de um risco óbvio, mesmo que de natureza improvável, de um derrame de pequena ou grande dimensão; não se apresenta em detalhe ao área a ser afetada pelos resíduos da perfuração em volta do furo e não se apresenta um plano de contingência abrangente, que acreditamos exista e que de tomámos conhecimento de forma genérica, mas que constitui um elemento essencial de análise.

RAZÃO 2 – Custos elevados da prospeção serão utilizados pelo Governo e pelo consórcio no futuro, em caso de reversão do processo por decisão política

Tendo a operação de furo de pesquisa um custo aproximado de 60 milhões de euros ao longo de dois meses, é possível que no quadro de um tribunal arbitral, se o Governo assumir politicamente que a exploração de hidrocarbonetos não é o caminho a seguir num país que defende uma estratégia de baixo carbono, o montante de indemnização será bem mais elevado, do que se a autorização em causa for por agora suspensa para permitir uma decisão mais transparente, avaliada e discutida.

RAZÃO 3 – Cumprimento da legislação sobre segurança das operações offshore de petróleo e gás

O Decreto-Lei n.º 13/2016, de 9 de março, que transpôs a Diretiva n.º 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás e que altera a Diretiva n.º 2004/35/CE transposta para a ordem jurídica pelo Decreto -Lei n.º 147/2008, de 29 de julho, surge da necessidade de garantir um elevado nível de proteção e determina a adoção de um conjunto de medidas preventivas destinadas a reduzir o mais possível a ocorrência de acidentes graves relativos a operações offshore de petróleo e gás e limitar as suas consequências. A legislação implica a entrega de enorme conjunto de documentação detalhada (Artigo 17º) às autoridades competentes, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e a Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis, E. P. E. (ENMC, E. P. E.), sendo indispensável conhecer se a mesma foi entregue e qual o conteúdo.

RAZÃO 4 – A prospeção e exploração de hidrocarbonetos em Portugal NÃO É compatível com a política Europeia de Energia e Clima e o Acordo de Paris

A União Europeia (UE28) adotou a economia de baixo carbono como visão de futuro e prática corrente em todos os sectores da economia. Nesta visão existem dois objetivos a médio e longo prazo: um de carácter vinculativo para 2030, que traduz a contribuição da UE28 para o Acordo de Paris, e outro de carácter indicativo para 2050. Assim, a economia europeia deve transitar para uma economia baseada em elevados níveis de eficiência energética e fontes renováveis, ou seja, substituir e deixar de consumir combustíveis fósseis. Este é um pilar fundamental do combate às alterações climáticas que a União Europeia reconhece, assumindo implicitamente que os combustíveis fósseis devem deixar de ser usados e, por isso, explorados. No atual quadro europeu não existe espaço para um futuro suportado por novos projetos de exploração e produção de hidrocarbonetos, sobretudo petróleo.

RAZÃO 5 – Risco, mesmo que diminuto, existe e não compensa

A exploração e produção de hidrocarbonetos tem um risco potencial diminuto, mas muito significativo e negativo em caso de acidente para os sistemas naturais envolventes e para as atividades que se suportam na excelente qualidade ambiental destes sistemas envolventes, como o turismo e a pesca artesanal. Uma extensa história de acidentes, independentemente das tecnologias utilizadas, tem demonstrado um impacte potencial muito significativo e um risco permanente não despiciente associado à exploração de hidrocarbonetos.

ZERO apela a maior transparência e considera que existe potencial incumprimento da legislação europeia

A ZERO não compreende como toda a documentação, nomeadamente a de índole ambiental, pedida anteriormente pela Direção-Geral de Energia e Geologia a cada um dos consórcios, na posse da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), não seja disponibilizada ao público de forma completa através da internet. Tal permitiria uma análise fundamentada e aberta dos documentos e procedimentos em causa por todos aqueles que desejem pronunciar-se. Esta falta de transparência é mais um sinal negativo em todo o processo de contratação de pesquisa e exploração de hidrocarbonetos no país.
Mais ainda, a ZERO considera que há um potencial incumprimento da Diretiva n.º 2013/30/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de junho de 2013, relativa à segurança das operações offshore de petróleo e gás, na medida em que o Decreto-Lei que a transpõe refere que contratos anteriores a 18 de julho de 2013 não serão objeto de consulta pública. Estando só agora a decorrer a decisão sobre a pesquisa em contratos com quase uma década de existência, parece-nos que a legislação europeia  em vigor deverá obrigar a tal consulta e a ZERO irá solicitar à Comissão Europeia esclarecimentos nesta matéria.

Apoie e conheça todas as campanhas e eventos promovidos pela ASMAA- Algarve Surf and Marine Activities

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Glifosato- compilação de 245 artigos científicos que descrevem os malefícios do glifosato sobre o ambiente, os animais e a saúde pública


El costo humano de los agrotóxicos / The human cost of the agrotoxins , por Pablo Piovano,
Uma compilação de resumos de artigos científicos sobre os malefícios do glifosato sobre o ambiente, os animais e a saúde pública. Esta compilação foi efectuada pelo Dr. Alex Vasquez e pela Dr. Eva Sirinathsinghji, do Instituto de Ciências na Sociedade e contém 245 páginas.

Glyphosate Research Compilation – Abstracts of studies: Glyphosate’s adverse effects on the environment & on animal & human health - by Dr. Alex Vasquez and Dr. Eva Sirinathsinghji, Institute of Science in Society (245 pages)

Glyphosate research papers - Compiled by Dr.Alex Vasquez and Dr Eva Sirinathsinghji from João Soares
Para melhor leitura aconselho que cliquem no símbolo com as duas setas em sentidos opostos ("view fullscreen")

Mais informações

terça-feira, 31 de maio de 2016

Breathing Earth

Emissões de CO2, taxas de nascimento e morte por países, simulações em tempo real


O Breathingearth.net é um simulador mundial das emissões de CO2, das mortes e nascimentos e da população de cada país.

É um site da internet que reúne os dados de várias entidades, entre as quais as Nações Unidas e o CIA World Factbook. Podemos passar com o cursor do mouse por cima dos países e verificar qual a quantidade de dióxido de carbono estão a emitir neste preciso momento, ver quantos nascimentos e morte se estão a registar e a evolução da demografia mundial.
Uma função curiosa é que este site quanto CO2 foi emitido a partir do momento em que começámos a ver o site.

Apresenta também um painel rotativo de citações muito interessantes.

Uma página a visitar para ganhar consciência ecológica.

Visite o site AQUI.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

História da tua escravidão: liberta-te da Matrix


A História da tua escravidão! Governos sempre acabam escravizando a Humanidade! Em tempos tribais, seres humanos produziam o que consumiam. E só! Não havia excesso de produção, logo, não fazia sentido possuir escravos, pois o escravo não podia produzir excedente que pudesse ser roubado pelo seu senhor. Quando vacas começaram a produzir excedentes de leite e carne, possuir vacas passou a valer a pena. Devido a melhoramentos tecnológicos, escravos humanos produziam mais excedentes. Enorme excedente agrário foi base do CAPITAL que moveu a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. A classe dominante percebeu que poderia tornar seu "gado" (humano) mais produtivo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Árvore, Ser Tecnológico


"Pó de pirlimpimpim!", é assim que o professor Antonio Nobre fala dos aromas e perfumes da floresta! Mágica, essa poeira é essencial para a "nucleação de nuvens". Como assim? Nuvens são aglomerados de pequenas gotículas de água em suspensão no ar. Mas para que as gotículas de vapor se agrupem, elas precisam de um elemento que absorve água (higroscópico), uma "semente" para que se inicie a deposição de moléculas de água. Os aromas e perfumes da floresta fazem isso! Volatéis, invadem a atmosfera. Uma vez oxidados pelo sol, eles se precipitam em forma de uma poeira finíssima com afinidade por água e iniciam núcleos de condensação de vapores. Essas nuvens da floresta são amigas: baixas e quentes, volumosas e gentis, que voam para irrigar o solo Brasil adentro.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

As páginas deste livro purificam a água... literalmente

O Drinkable Book é um livro cujas páginas servem como filtros para tornar água contaminada em água limpa e potável.



A Organização Mundial de Saúde estima que mais de 660 milhões de pessoas não têm acesso a água limpa e que mais de três milhões de pessoas morrem, todos os anos, devido a doenças relacionadas com a falta de qualidade da água. Foi a pensar nestes dados que Theresa Dankovich criou o Drinkable Book.


Por fora, este livro parece ser igual a tantos outros, mas o segredo esconde-se nas suas páginas. As páginas do Drinkable Book podem ser arrancadas e utilizadas como filtros de água, que removem 99% das bactérias da água contaminada, como a E. coli e a salmonela.

Os livros contêm informações sobre a água e instruções como utilizar as suas folhas para transformar a água contaminada em água própria para consumo.

A ideia de Theresa surgiu no decorrer da sua tese de doutoramento na Universidade McGill, em Montreal, no Canadá. A investigadora percebeu que a prata matava as bactérias presentes na água e que não a tornava prejudicial para a saúde. A partir disto, inventou um papel com nanopartículas de prata e desenvolveu um método de filtrar a água simples, económico e amigo do ambiente.

O funcionamento do livro é muito simples: arranca-se uma das páginas que vai servir de filtro, coloca-se na caixa dos filtros, que é usada para guardar o livro e verte-se a água contaminada. Passado uns minutos, essa mesma água está pronta a consumir, sem qualquer problema para a saúde.

Cada filtro tem a duração de 30 dias e consegue filtrar 100 litros de água contaminada. Por enquanto, os livros ainda não estão à venda. A campanha no Indiegogo ainda está a decorrer, com o objectivo de angariar 30.000 dólares, que correspondem a 27 mil euros, para fabricar os primeiros mil livros.

Texto de Diana Pinto Alves • 27/08/2015

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Entrevista a Bruce Lipton "Los pensamientos curan más que los medicamentos"

Bruce Lipton reclama una nueva medicina, la que tenga en cuenta la energía por su capacidad para curar.

Reclama una nueva medicina, la que tenga en cuenta la capacidad de curar de la energía, mucho más eficaz que los medicamentos. Bruce Lipton (Estados Unidos, 1944) ha conseguido aunar ciencia y espíritu. No es poco mérito el suyo si tenemos en cuenta lo "alérgicos" que son los científicos a los temas trascendentales. Es doctor en Biología Celular y fue pionero en la investigación con células madre. Sus estudios sobre la membrana celular y las modificaciones de las células según el entornoSENTARON las bases de la nueva epigenética. Sus descubrimientos (que iban en contra de la opinión científica establecida de que la vida es controlada por los genes) y el estudio de la física cuántica le han llevado a criticar duramente la medicina convencional. Es autor de libros como La biología de la creencia y La biología de la transformación.

Usted asegura que la medicina convencional va por muy mal camino. ¿Tan peligrosos son los medicamentos que nos recetan?
Nos dan medicamentos para la enfermedad, pero esto causa muchos problemas en el cuerpo. Porque esta medicinaBASADA en la farmacología no entiende cómo está interrelacionada toda la bioquímica del organismo. Cuando tomo una pastilla química y la introduzco en mi cuerpo, no solo afecta a aquel lugar donde tengo el problema, sino que afecta a muchas otras cosas a la vez. Son los llamados “efectos secundarios”. Pero, en realidad, no son secundarios sino directos. No entienden que el efecto de las drogas no solo crea un efecto sino múltiples. Según las estadísticas en EEUU, ¡los fármacos matan allí a más de 300.000 personas cada año! Y esas personas son muchas más que las que mueren porTOMAR drogas ilegales. Hay algo que no funciona en la ciencia médica. Hace algunas cosas bien, como la traumatología, pero está matando a mucha más gente de la que ayuda. Tiene que aprender cómo funcionan las células.

¿Y qué ha descubierto sobre las células pero que no tiene en cuenta la medicina? 
Yo ya trabajaba con ellas en los años 60. Fui un pionero porque en esa época había muy poca gente trabajando en ello. Y unEXPERIMENTO que hice en esa época cambió la idea que tenía del mundo. Puse una célula madre en un plato petri y, como cada diez horas se divide en dos, al cabo de dos semanas, tenía miles de células, todas idénticas. Luego cogí algunas de ellas, las coloqué en otro plato y cambié el entorno celular (son más como peces porque viven en un entorno fluido). Cambié la química en ese plato y ahí formaron músculo. Después, cogí otras del primer plato y las puse en un entorno diferente, y se formó hueso, y otras se convirtieron en grasa al volver a cambiar el entorno. Entonces, la pregunta es muy sencilla, ¿qué controla el destino de las células? Todas eran idénticas, lo único que era diferente era el entorno. Cuando cojo células sanas y las coloco en un entorno nocivo, la células enferman y mueren. Si un médico las mirara, diría: “¿Qué medicina hay que darles?” ¡Pero no hace falta ninguna medicina! Les cambias el entorno nocivo, las colocas en uno sano y saludable y las células sanan. Los humanos somos una comunidad de 50 trillones de células, por tanto, la célula es el ser viviente y la persona es una comunidad. ¡El humano es un plato petri cubierto de piel!

¿Cuál es el entorno de la célula que hay queCUIDAR?
Dentro de mí hay 50 trillones de células y el entorno celular para nosotros es la sangre, por ello la composición de la sangre cambia el destino de la célula. ¿Y qué controla la sangre? Pues el sistema nervioso, que crea una química diferente según el sistema exterior. La célula y el ser humano son la misma cosa. Por ello, si pongo al ser humano en un entorno nocivo, igual que la célula, también enferma. Si lo trasladas a un entorno sano, entonces sana. Por tanto, la medicina culpa a las células por la enfermedad yTRATA de cambiar la química de las células, pero ese no es el problema, el problema es el entorno. Y si cambias a la persona de entorno, sin medicamentos, el cerebro cambia la química. El cerebro de la célula y el de la persona leen y entienden el entorno. 

En un entorno sano, ¿nos curamos automáticamente? ¿Así de fácil?
No es tan fácil, porque la mente interpreta. Puede suceder que estemos en un entorno muy sano y que la mente lo lea como un entorno negativo o perjudicial. Entonces crea una química que hará a mi cuerpo enfermar. La diferencia entre la célula y el ser humano es que este tiene una mente que hace una interpretación y la célula lee el entorno directamente. Si metes un programa con errores en la mente, entonces la química que genera no está en armonía con la vida. Y esto nos sirve para entender cómo funciona un placebo. Cambio mi creencia y pienso que esto me va a sanar,TOMOuna píldora porque creo que esto me va a traer salud, y me mejora y me sana, pero la píldora podría ser de azúcar, en realidad no ha hecho nada, han sido mis creencias. Y a eso lo llamamos pensamientos positivos y efecto placebo.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

NASA admite que vida na Terra pode ter começado no Alentejo. Entenda o porquê


(Imagem: Reprodução Ecos da Aldeia)
Artigo por Bruna Angélica Pelicioli Riboldi, 7 de Julho de 2015

Trabalhando em colaboração com pesquisadores portugueses da CEPGIST, investigadores da NASA estão a analisar as condições geológicas e térmicas na pequena vila de Cabeço de Vide (vila alentejana do concelho de Fronteira), cujas características ambientais (como o pH da água de 11,5) são idênticas somente às de uma região nos Estados Unidos e às do planeta Marte.

A NASA pesquisa desde 2008 as águas termais da região que considera que poder ter sido onde nasceu a vida na Terra. Já foram realizadas visitas de cientistas da agência espacial norte-americana em 2012 e 2013.

Graças ao estudo de fragmentos do planeta Marte, os cientistas sabem que algumas rochas marcianas têm elementos e características hidrogeológicas idênticas às rochas e às águas de Cabeço de Vide e às de The Cedars, uma zona termal nos EUA.

O tipo de geologia da região é considerada “perfeita” para criar as condições para dar origem à vida. A ideia é replicar o estudo em Marte, planeta onde a NASA encontrou uma geologia semelhante e sabe-se que já houve água e também metano. As rochas de Cabeço de Vide conferem às águas locais uma composição particular e o seu cheiro característico. Devido às rochas, estas águas têm um pH de 11,5, sendo consideradas únicas a nível Europeu e somente comparáveis às que correm numa montanha norte-americana e às dos indícios da água detetados em Marte pelos cientistas.

(Imagem: Divulgação NASA´s Curiosity Mars Rover)

No fim do ano passado, a sonda Curiosity detectou variações nos níveis de metano na atmosfera de Marte, o que pode ser um sinal de vida. visto que, na Terra, a maior parte do metano que existe é de fonte biológica. Por quatro vezes ao longo de um período de dois meses, o Curiosity mediu um aumento súbito nos níveis de metano, que depois se dissiparam com a mesma rapidez. Não se conhece a causa da flutuação, que pode ser biológica (produzida por seres vivos), ainda que a origem geoquímica (produzida por fenómenos geológicos) não esteja ainda excluída.

A sonda encontrou ainda diferentes componentes orgânicos a partir da perfuração de uma rocha do planeta. Esta foi a primeira detecção definitiva de elementos orgânicos em materiais da superfície do Planeta Vermelho, mas não há confirmação quanto à origem. As moléculas orgânicas, que contêm carbono e hidrogênio, geralmente são “blocos de construção químicos da vida”, embora possam existir sem a presença de vida: eles podem tanto ter se formado em Marte como podem ter sido inseridos na superfície pelo choque de meteoritos contra o planeta.


Ilustração mostra possíveis formas de o metano ter chegado à atmosfera 
de Marte. (Imagem: NASA)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Encontros Improváveis: Madou Lamine Sall & The Soft Moon



Amantes de auroras
Procurei-te por todo o lado e em nenhum
entre a flor e o caule
entre o dia e a noite
por entre os risos do sono
por entre as carícias da ausência
Onde estás filha da noite
já o poema perde o fôlego
e as palavras se esquivam
a caneta dança em arabescos ébria do seu vinho negro
as vogais estão distraídas
e as consoantes teimosas erram em procissão
sobre o vazio da página que boceja
Serás a única a compreender esta noite porque
escrevo este poema de sexo e de azeitona de sangue e de amor
Gostaria de te falar no ventre da noite
à hora em que migalhas de estrelas dançam na tua boca
de mel e de febre
Onde estás rapariga da noite
sei que voltarás
porque sou a fera da tua toca
o réptil que te serpenteia e te traz para a luz
do dia.

quarta-feira, 18 de março de 2015

10 raras mutações genéticas que conferem poderes incríveis

Em comparação com muitas outras espécies, todos os seres humanos têm genomas incrivelmente semelhantes. No entanto, mesmo pequenas variações em nossos genes ou ambientes podem fazer com que desenvolvamos características que nos tornam únicos. Estas diferenças podem se manifestar de maneiras comuns, como através da cor do cabelo, altura ou estrutura facial, mas, ocasionalmente, uma pessoa ou população desenvolve uma característica que os diferencia claramente do resto da raça humana. [Fonte:Hypescience]

10. Impossibilidade de ter colesterol alto



Enquanto a maioria de nós tem que se preocupar em limitar a ingestão de alimentos fritos, bacon, ovos ou qualquer coisa que nos dizem que está na “lista de aumento de colesterol” do momento, algumas pessoas podem comer todas essas coisas e muito mais, sem medo. Na verdade, não importa o que elas consumam, o seu “mau colesterol” (níveis sanguíneos de lipoproteína de baixa densidade, associados a doenças do coração) permanece praticamente inexistente.

Essas pessoas nasceram com uma mutação genética. Mais especificamente, elas não têm cópias funcionais de um gene conhecido como PCSK9. Enquanto geralmente quem nasce com um gene faltando é azarado, neste caso, o fato parece ter alguns efeitos colaterais positivos.

Depois que os cientistas descobriram a relação entre este gene (ou falta dele) e o colesterol, cerca de 10 anos atrás, empresas farmacêuticas têm trabalhado freneticamente para criar uma pílula que bloqueia o PCSK9 em outros indivíduos. A droga está perto de conseguir a aprovação da Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) norte-americana. Nos ensaios iniciais, os doentes que tomaram o medicamento chegaram a sofrer uma redução de 75% nos seus níveis de colesterol.

Até agora, os cientistas só encontraram a mutação em alguns de afro-americanos, e aqueles que têm esta característica genética se beneficiam com cerca de 90% de redução do risco de doença cardíaca.

9. Resistência ao HIV



Vários tipos de coisas poderiam acabar com a raça humana – colisões com asteroides, aniquilação nuclear e mudança climática extrema, só para citar alguns. Apesar destes favoritos de Hollywood serem os primeiros que lembramos, talvez a ameaça mais assustadora é algum tipo de super vírus. Se uma doença grave assolar a população, apenas os poucos que são imunes a ela teriam uma chance de sobrevivência. Felizmente, sabemos que certas pessoas são realmente resistentes a doenças específicas.

O HIV, por exemplo. Algumas pessoas têm uma mutação genética que desativa a sua cópia da proteína CCR5, que o vírus usa como porta de entrada para as células humanas. Assim, se uma pessoa não tem a CCR5, o vírus não pode entrar em suas células, o que torna extremamente improvável que ela seja infectada com a doença.

Dito isto, os cientistas acham que as pessoas com esta mutação são resistentes, mas não imunes ao HIV. Alguns indivíduos sem esta proteína contraíram e até mesmo morreram de AIDS. Aparentemente, alguns tipos incomuns de HIV descobriram como usar outras proteínas que não a CCR5 para invadir as células. Este tipo de habilidade é o que torna os vírus tão assustadores.

Pessoas com duas cópias do gene defeituoso são mais resistentes ao HIV. Atualmente, isto inclui apenas cerca de 1% dos caucasianos e é ainda mais raro em outras etnias.

8. Resistência à malária



Aqueles que têm uma resistência especialmente elevada à malária são portadores de outra doença mortal: anemia falciforme. Claro, ninguém quer a capacidade de se esquivar da malária só para morrer prematuramente em função de glóbulos deformados, mas há uma situação em que ter o gene falciforme compensa. Para entender como isso funciona, temos de explorar os conceitos básicos de ambas as doenças.

A malária é um tipo de parasita transportado por mosquitos que pode levar à morte (cerca de 660 mil pessoas por ano) ou, pelo menos, fazer alguém se sentir à beira da morte. A malária faz o seu trabalho sujo ao invadir as células vermelhas do sangue e se reproduzir. Depois de alguns dias, os novos parasitas da malária estouram para fora do glóbulo habitado, destruindo-o. Eles, então, invadem outras células vermelhas do sangue. Este ciclo continua até que os parasitas sejam parados por meio de tratamento, pelos mecanismos de defesa do corpo ou pela morte. Este processo gera perda de sangue e enfraquece os pulmões e fígado. Além disso, aumenta a coagulação do sangue, o que pode desencadear coma ou convulsão.

A anemia falciforme provoca alterações na forma e composição de células vermelhas do sangue, o que faz com que seja difícil para elas fluírem pela corrente sanguínea e entregarem níveis adequados de oxigênio. No entanto, como as células do sangue são mutantes, elas confundem o parasita da malária, o que torna difícil para ele anexar-se e infiltrar-se nelas. Consequentemente, aqueles que têm as células falciformes são naturalmente protegidos contra a malária.

Você pode ter os benefícios antimalária sem realmente ter as células falciformes, contanto que seja um portador do gene falciforme. Para chegar à anemia falciforme, uma pessoa tem que herdar duas cópias do gene mutado, uma do pai e uma da mãe. Se só tem um, a pessoa têm hemoglobina anormal o suficiente para resistir à malária, ainda que nunca desenvolva a anemia plena.

Devido à sua forte proteção contra a malária, o traço falciforme tornou-se altamente selecionado naturalmente em áreas do mundo onde a malária é muito difundida, indo de 10 a 40% das pessoas com a mutação.
7. Tolerância ao frio



Inuits e outras populações que vivem em ambientes intensamente frios se adaptaram a essa forma extrema de vida. Será que essas pessoas simplesmente aprenderam a sobreviver nesses ambientes, ou são de alguma forma biologicamente diferentes?

Moradores de zonas frias têm diferentes respostas fisiológicas a temperaturas baixas, em comparação com aqueles que vivem em ambientes menos gelados. Pode haver pelo menos um componente genético para essas adaptações, porque mesmo se alguém se muda para um ambiente frio e vive lá por décadas, seu corpo nunca atinge o mesmo nível de adaptação dos nativos que viveram no ambiente por gerações. Por exemplo, pesquisadores descobriram que os indígenas siberianos são melhores adaptados ao frio, mesmo quando comparados com os russos não indígenas que vivem na mesma comunidade.

As pessoas nativas de climas frios têm maiores taxas metabólicas basais (cerca de 50% maiores) do que aqueles acostumados a climas temperados. Além disso, eles podem manter a temperatura do corpo melhor sem calafrios e têm relativamente menos glândulas sudoríparas no corpo e mais na face. Em um estudo, cientistas testaram diferentes etnias para ver como a temperatura de suas peles mudava quando expostas ao frio. Eles descobriram que os inuits eram capazes de manter a temperatura da pele mais alta do que qualquer outro grupo testado, seguidos por outros norte-americanos nativos.

Estes tipos de adaptações, em parte, explicam por que os aborígenes australianos conseguem dormir no chão durante as noites frias (sem abrigo ou roupas), sem efeitos nocivos. Também é por isso que os inuits podem viver muito tempo de suas vidas em temperaturas abaixo de zero.

O corpo humano é muito mais adequado para se ajustar ao calor do que ao frio, portanto é bastante impressionante que as pessoas consigam não apenas viver, mas prosperar em temperaturas muito baixas.

6. Otimizados para grandes altitudes



A maioria dos escaladores que chegaram ao cume do Monte Everest não teriam feito isso sem um guia sherpa local. Por incrível que pareça, os sherpas costumam viajar à frente dos aventureiros para instalar cordas e escadas, e só assim os outros alpinistas têm a chance de chegar até as falésias íngremes.

Há poucas dúvidas de que os tibetanos e nepaleses são fisicamente superiores neste ambiente de grande altitude, mas o que exatamente lhes permite trabalhar vigorosamente em condições pobres em oxigênio, enquanto as pessoas comuns têm de lutar apenas para se manterem vivas?

Tibetanos vivem a uma altitude superior a 4 mil metros e estão acostumados a respirar o ar que contém cerca de 40% menos oxigênio do que ao nível do mar. Ao longo dos séculos, os seus corpos compensaram esse ambiente de baixo oxigênio desenvolvendo peitorais maiores e aumentando a capacidade pulmonar, o que torna possível para eles inalar mais ar a cada respiração.

E, ao contrário daqueles que vivem em baixas altitudes, cujos corpos produzem mais glóbulos vermelhos quando não são alimentados com oxigênio o suficiente, moradores de grandes altitudes evoluíram para fazer exatamente o oposto, produzindo menos células vermelhas do sangue. Isto porque, enquanto um aumento das células vermelhas do sangue pode ajudar temporariamente uma pessoa a obter mais oxigênio para o corpo, também deixa o sangue mais grosso ao longo do tempo e pode levar à formação de coágulos sanguíneos e outras complicações potencialmente mortais. Da mesma forma, os sherpas têm melhor fluxo de sangue no cérebro e são em geral menos suscetíveis ao mal da montanha (também conhecido como doença das alturas ou hipobaropatia).

Mesmo quando vivem em altitudes mais baixas, os tibetanos ainda mantêm essas características, e pesquisadores descobriram que muitas dessas adaptações não são simplesmente variações fenotípicas (ou seja, que se reverteriam a baixas altitudes), mas adaptações genéticas. Uma alteração genética particular ocorreu em um trecho do DNA conhecido como EPAS1, que codifica uma proteína reguladora. Esta proteína detecta a produção de oxigênio e controla as células vermelhas do sangue, explicando por que os tibetanos não superproduzem glóbulos vermelhos quando privados de oxigênio, como as pessoas comuns.

Os chineses han, parentes de terras baixas dos tibetanos, não compartilham essas características genéticas. Os dois grupos se separaram um do outro cerca de 3 mil anos atrás, o que significa que essas adaptações ocorreram em apenas cerca de 100 gerações, um tempo relativamente curto em termos de evolução.

5. Imunidade a uma doença cerebral

Caso você precise de mais um motivo para evitar o canibalismo, saiba que comer nossa própria espécie não é uma escolha particularmente saudável. O povo Fore de Papua Nova Guiné nos mostrou isso em meados do século XX, quando sua tribo sofreu com uma epidemia de Kuru – uma doença cerebral degenerativa, fatal e endêmica da região que se espalha pela ingestão de outros seres humanos.

Kuru é uma doença priónica relacionada com a doença de Creutzfeldt-Jakob (que afeta seres humanos) e a encefalopatia espongiforme bovina (doença da vaca louca). Como todas as doenças de príon, o kuru dizima o cérebro, enchendo-o de buracos semelhantes a esponjas. Os infectados sofrem um declínio na memória e intelecto, alterações de personalidade e convulsões. Às vezes, as pessoas podem viver com uma doença priônica por anos, porém, no caso do kuru, os doentes geralmente morrem dentro de um ano após mostrarem sintomas. É importante notar que, embora seja muito raro, uma pessoa pode herdar a doença de príon. No entanto, é mais comum que seja transmitida pela ingestão de uma pessoa ou animal infectado.

Inicialmente, antropólogos e médicos não sabiam porque o kuru havia se espalhado por toda a tribo Fore. Até que, no final de 1950, descobriu-se que a infecção estava sendo transmitida em celebrações fúnebres, nas quais os membros da tribo ingeriam seus parentes falecidos como sinal de respeito, em especial o cérebro. Principalmente as mulheres e crianças participavam do ritual antropofágico, sendo, consequentemente, os mais atingidos. Antes da prática funerária ter sido foi proibida, tinha restado quase nenhuma jovem mulher em algumas aldeias Fore.

Mas nem todos os que foram expostos ao kuru morreram por causa disso. Os sobreviventes tinham uma nova variação em um gene chamado G127V que os fez imune à doença cerebral. Agora, ele é bem difundido entre os Fore e povos que vivem ao redor – o que é surpreendente, já que o kuru só apareceu na região por volta de 1900. Este incidente é um dos exemplos mais fortes e mais recentes da seleção natural nos seres humanos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Cronobiologia

A descrição escrita de ritmos biológicos data, pelo menos, da Antiguidade Clássica. As primeiras descrições dizem respeito a plantas, que ora levantam as folhas, ora as deixam cair, ora abrem a corola, ora a fecham, ora emitem odores, ora não, de acordo com as horas. Quanto aos animais, são seguramente muito antigas, também, as observações de ritmos de comportamento, sendo um dos mais evidentes a alternância sono/vigília, mas também a alternância de períodos férteis/inférteis e a migração em certas épocas do ano.

Estas e muitas outras constatações, incluindo dados da nossa própria experiência pessoal, eram altamente sugestivas da existência de relógios nos nossos organismos (relógios endógenos). A descoberta destes relógios, e conhecimento dos respectivos mecanismos, só pôde ser feita nas últimas décadas, com a disponibilidade das metodologias e conhecimento biológico adequados. Consistem, em geral, na oscilação na expressão de certos genes que, aumentando, leva ao aumento da concentração da respectiva proteína que, por sua vez, ao atingir determinado valor leva à frenação da actividade do gene; deixa de se sintetizar a proteína que, ao ser degradada, a certa altura permite, de novo, a actividade do gene. E repete-se o ciclo.

Assim, sabemos que temos efectivamente relógios endógenos, em vários tecidos do organismo, havendo um relógio central, que tenta manter a sintonia do conjunto, no sistema nervoso central (núcleo supraquiasmático, no hipotâlamo). Na realidade, todos os seres vivos na terra estão adaptados aos ciclos correspondentes aos movimentos da terra em torno do seu eixo, que marcam o dia de 24 horas, com a sucessão dia-noite (ritmos circadianos).

Outros fenómenos fisiológicos relacionam-se com o movimento da lua em torno da terra, que marca o mês lunar, e da terra em torno do sol, que marca as estações do ano. Os relógios endógenos permitem aos seres vivos anteciparem a necessidade de preparação para determinadas actividades, as que as condições do ambiente vão permitir. Este poder de antecipação tem também vantagens económicas, pois permite a activação de sistemas (enzímicos, celulares, organísmicos) quando vão ser necessários, restando num nível de actividade muito mais baixo fora desses períodos.

Um aspecto muito interessante e importante do funcionamento dos relógios biológicos é o que diz respeito ao seu acerto por sinais externos, um dos sinais mais importantes sendo a luz (solar, que indica o dia), mas também, por exemplo, a ingestão alimentar. Sem qualquer informação do ambiente (quando se põem as pessoas numa cave sem luz natural, sem relógios, e sem qualquer indicação do que se passa lá fora), a duração dos ciclos vai-se alongando: em cada dia as pessoas adormecem cerca de uma hora mais tarde, e a certa altura estão completamente fora do ciclo habitual. Ou seja, os relógios que marcam o ritmo circadiano (de circa diem – cerca de um dia) são diariamente acertados pelos sinais do ambiente.

Até há relativamente pouco tempo, o Homem, tal como ainda acontece com a generalidade dos seres vivos, teve o seu tempo em sincronia com o tempo natural: de noite dormia, pois não via o suficiente para trabalhar, e de dia andava lá fora (a procurar comida, parceiro, a passear). A conquista tecnológica foi criando condições para se sair desse ritmo natural.

Mas a organização social e, também, as opções das pessoas, levaram a que, neste momento, muita gente viva sem qualquer respeito pelas necessidades temporais biológicas. São exemplo disso as deslocações frequentes ao longo de vários fusos horários (provocando o que se designa por “jet-lag”), o trabalho por turnos oscilando frequentemente entre turnos diários e turnos nocturnos, a prática de horários completamente desadequados ao cronotipo de cada um (há, como todos sabemos, os madrugadores e os noctívagos). O cronotipo pode variar com a idade (os adolescentes raramente são madrugadores). E enquanto perturbações agudas dos ritmos causam mal-estar (tipo “jet-lag”: sono e cansaço quando se está a trabalhar, dificuldade em dormir quando se quer dormir), os efeitos deste tipo de práticas, ao longo do tempo, podem ser muito nocivos para a saúde.
*Directora do serviço de Bioquímica da Faculdade de Medicina e ex-vice-reitora da Universidade do Porto 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Somos poeira estelar

Somos poeira estelar. Literalmente...

O ser humano médio tem cerca de 100 milhões de células e cada célula é feita de, aproximadamente, 100 triliões de átomos, cada um dos quais foi originalmente criado no centro de uma estrela.
Os átomos que estão nas suas mãos podem ter sido criados numa estrela diferente da que originou os átomos dos seus pés. Então, por definição, somos seres galácticos, porque as próprias estruturas que compõem os nossos corpos vêm de toda a galáxia.

Via Láctea tem 100 milhões de planetas habitáveis, numa estimativa calculada por pesquisadores.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Documentário - Rastos Químicos - Why in the World are They Spraying?


By Michael J. Murphy, Co-Producer of “What in the World are they Spraying?


Since the release of the groundbreaking documentary “What in the World are They Spraying?”, millions have woken up to the damaging effects from chemtrail/geoengineering programs. As a result, movements around the world are being formed to address these crimes. While many who were previously unaware of these programs are now taking action, the question now that is often asked is “Why” is this happening. Michael J. Murphy, Originator and Co-Producer of “What in the World are They Spraying?” in association with Barry Kolsky have produced “Why in the World are They Spraying?” which will answer that question. “Why in the World are They Spraying?” is an investigative documentary into one of the many agendas associated with chemtrail/geoengineering programs, “weather control”.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Neonicotinoides: que são e como podem afetar você


Aprovados apressadamente, novos agrotóxicos são devastadores para abelhas — mas podem contaminar milhares de outras espécies e água que bebemos 


Mais Leituras
Glifosato- compilação de 245 artigos científicos que descrevem os malefícios do glifosato sobre o ambiente, os animais e a saúde pública

Por George Monbiot | Tradução: Inês Castilho


Só agora, quando os neonicotinoides já são os inseticidas mais usados no mundo, é que estamos começando a compreender a extensão dos impactos ambientais que causam. Assim como a fabricante do DDT, as corporações que produzem essas toxinas alegaram que eram inofensivas para outras espécies, além das pragas que eram seu alvo. Como no caso do DDT, ameaçaram pessoas que se mostraram preocupadas, publicaram argumentos enganosos e fizeram de tudo para ludibriar o público. E, como para garantir que a história segue o velho roteiro, governos colaboraram com esse esforço. Entre os mais (ir)responsáveis está o do Reino Unido.

Como mostra o professor Dave Goulson neste artigo sobre os impactos desses pesticidas, ainda não sabemos quase nada sobre como eles afetam a maioria das formas de vida. Mas, à medida em que as evidências se acumulam, os cientistas começaram a descobrir que eles provocam impactos numa enorme diversidade de vida selvagem.

Quem ler o artigo tomará contato com provas que apontam os neonicotinoides como uma das principais causas do declínio das populações de abelhas e outros polinizadores. Aplicados nas sementes de várias culturas, esses pesticidas permanecem nas plantas conforme elas crescem, e matam os insetos que as comem. A quantidades necessária para destruir os insetos é incrivelmente pequena: os neonicotinoides são 10 mil vezes mais potentes que o DDT. Basta que as abelhas sejam expostas a 5 nanogramas para que a metade delas venha a morrer. Assim como as abelhas, borboletas, mariposas, besouros e outros polinizadores que se alimentam das flores de espécies domesticadas pelo ser humano podem, ao que parece, absorver veneno em quantidade suficiente para comprometer sua sobrevivência.

Mas somente uma pequena parte do volume de neonicotinoides utilizados pelos agricultores é absorvida pelo pólen ou néctar da flor. Estudos realizados até agora sugerem que apenas de 1,6% a 20% do pesticida usado nas sementes de fibras têxteis são de fato absorvidos pelas plantas — muito menos do que quando as toxinas são pulverizadas sobre as folhas. Parte dos resíduos é levada pelo vento e provavelmente causará estragos nas populações de muitas espécies de insetos, nas sebes e habitats das proximidades. Mas a grande maioria, diz Goulson – “normalmente, mais de 90%” – do veneno aplicado às sementes penetra no solo. Em outras palavras, a realidade é bem diferente da visão criada pelos fabricantes, que continuam descrevendo a cobertura de sementes com pesticidas como ”intencional” e “precisa”.

Os neonicotinoides são químicos altamente persistentes, que se mantêm (segundo os poucos estudos publicados até aqui) no solo por mais de 19 anos. Como são persistentes, tendem a se acumular: a cada ano de aplicação o solo se torna mais tóxico.

Ninguém sabe o que esses pesticidas provocam no solo, já que ainda não foram feitas pesquisas suficientes. Mas – mortais para todos os insetos e possivelmente para outras espécies em concentrações mínimas – é provável que acabem com grande parte da fauna do solo. Isso inclui as minhocas? Os pássaros e mamíferos que comem minhocas? Aves e mamíferos que se alimentam de insetos e sementes pulverizadas? Ainda não sabemos dizer.

Isso é o que você continuará ouvindo sobre esses pesticidas: passamos a utilizá-los cegamente. Nossos governos aprovaram seu uso sem a mais pálida ideia das prováveis consequências.

Você pode ter tido a impressão de que os neonicotinoides foram banidos da União Europeia. Mas não foram. O uso de alguns poucos desses pesticidas foi suspenso por dois anos, mas apenas para determinados propósitos. Ao ouvir os legisladores, seria talvez levado a acreditar que abelhas melíferas são os únicos seres que eventualmente são afetados, e que somente flores de plantas cujas sementes foram pulverizadas podem matá-los.

Mas os neonicotinoides são também borrifados sobre folhas de ampla variedade de culturas. Estão ainda espalhados em pastagens e parques, em pequenos grãos, para matar insetos que vivem no solo e comem raízes da grama. Essas aplicações, e muitas outras, permanecem legalizadas na União Europeia – embora não saibamos a gravidade e extensão de seus impactos. Sabemos o suficiente, contudo, para concluir que são provavelmente nefastos.

Claro, nem todos os neonicotinoides que penetram no solo alojam-se ali indefinidamente. Você ficará aliviado ao saber que alguns deles são lavados, quando, então… ah sim, acabam em águas subterrâneas ou rios. O que acontece ali? Alguém sabe? Os neonicotinoides não são sequer mencionados entre as substâncias monitoradas pelos órgãos que cuidam da água, de modo que não temos ideia sobre quais concentrações se encontram nos líquidos que nós e muitas outras espécies usamos.

Mas estudo realizado na Holanda revela que a água de algumas áreas de horticultura é tão fortemente contaminada por esses pesticidas que poderia ser usada para tratar piolhos. O mesmo estudo mostra que, mesmo em concentrações muito baixas – não superiores aos limites definidos pela União Europeia – os neonicotinoides que penetram nos sistemas fluviais acabam com metade das espécies de invertebrados que esperaríamos encontrar nos rios. Essa é outra maneira de dizer que destroem grande parte da cadeia alimentar.

Fui motivado a escrever este artigo por uma horrível notícia sobre o Rio Kennet, no sul da Inglaterra: um ecossistema altamente protegido. No mês passado, alguém – um fazendeiro, dono de casa, ainda não se sabe – jogou outro tipo de pesticida, o clorpirifós, na pia. A quantidade era equivalente – em substância pura – a duas colheres de chá. O veneno passou pelas obras de esgoto da região de Marlborough e exterminou a maior parte dos invertebrados existentes numa extensão de 24 quilómetros do rio.

A notícia me atingiu em cheio. O melhor trabalho que já tive foi, durante as férias de verão da universidade, como zelador da água no trecho do rio Kennet pertencente ao espólio Sutton (Sutton estate). Foi um trabalho difícil e, na maioria das vezes, só fiz bobagem. Mas vim a conhecer e amar esse trecho do rio, e me maravilhei com a profusão impressionante de vida contida naquelas águas claras. Mergulhado nela até a altura do peito durante a maior parte do dia, fiquei imerso na ecologia, e passei muito mais tempo do que devia observando pequenos castores e maçaricos; cabozes gigantes abanando as suas barbatanas à sombra das árvores; grandes trutas tão leais a seus postos que branqueavam o cascalho do leito do rio sob suas caudas; lagostins nativos; libélulas; larvas de moscas d’água; camarões de água doce e muitas outras espécies.

À noite, em busca de companhia e igualmente fascinado pelos protestos e pelas pessoas notáveis ​​que ele atraiu, eu acabava no campo de paz, na frente dos portões da base nuclear de Greenham Common. Contei sobre a estranha história que rolou nessas minhas visitas em outro post.

Ativistas que procuram proteger o rio já descreveram como, após a contaminação, ele cheirava mal por causa dos cadáveres de insetos e camarões em decomposição. Sem insetos e camarões para se alimentar, os peixes, aves e anfíbios que utilizam o rio tendem a desaparecer e morrer.

Depois de digerir esta notícia, lembrei-me do estudo holandês, e me pareceu que os pesticidas neonicotinoides provavelmente estão, em muitos lugares, minando a vida dos rios onde entram de forma semelhante: não uma vez, mas durante todo o tempo em que estão entranhados no terreno à sua volta.

Richard Benyon, ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, supostamente encarregado de proteger a vida selvagem e a biodiversidade – e que coincidentemente possui direito de pesca em parte do Rio Kennet e representa o eleitorado da região por onde ele passa –, expressou sua “raiva” pelo envenenamento por clorpirifós. Não deveria ele também se indignar contra o envenenamento rotineiro dos rios por neonicotinoides?

Se fizesse isso, ficaria em maus lençois com seu chefe. Assim como envenenam sistematicamente nossos ecossistemas, os neonicotinoides também envenenaram as políticas (já reconhecidamente bem tóxicas) do departamento que deveria regulá-los. Em abril, Damian Carrington expôs, escrevendo no Observer, a carta enviada pelo ministro encarregado do Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Negócios Rurais, Owen Paterson, à Syngenta, fabricante desses pesticidas. Paterson prometia à multinacional que seus esforços para evitar a proibição de seus produtos “continuarão e se intensificarão nos próximos dias”.

E de fato, o Reino Unido recusou-se a apoiar as proibições temporárias propostas pela Comissão Europeia tanto em abril como em julho, a despeito do número enorme de petições e dos 80 mil emêios sobre o assunto que Paterson recebeu. Quando ele e o departamento que dirige viram-se frente à escolha entre a sobrevivência da natureza e os lucros das multinacionais dos pesticidas, não houve muita dúvida sobre onde pular. Felizmente, eles fracassaram. (…)

No início de agosto, como para nos recordar do quanto este governo está capturado pelas corporações que deveria regular, o cientista que liderou as inúteis experiências que Walport e Paterson citaram como desculpa, deixou o governo para assumir um novo posto na… Syngenta. Parece que ela já estava trabalhando para eles, na verdade.

Portanto, temos aqui um departamento que cambaleia como um bêbado portando uma metralhadora carregada, assegurando-nos de que é perfeitamente seguro. As pessoas que deveriam estar defendendo a natureza têm conspirado com os fabricantes de biocidas de largo espectro para permitir níveis de destruição que só podemos imaginar. Ao fazê-lo, eles parecem estar arquitetando uma outra primavera silenciosa.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Uma nova teoria da física para a origem da vida

A ideia de que a vida surgiu a partir de uma “sopa primordial” se popularizou no século XX. Essa linha de pensamento afirma que a energia (vinda de um raio ou do Sol, por exemplo) aplicada sobre pequenas moléculas — que continham o elemento químico carbono — produziu compostos orgânicos simples que, acumulados na água, se transformaram nas complexas cadeias moleculares que sustentam a vida na Terra. Uma nova teoria busca complementar nosso conhecimento a respeito do tipo de interações físicas que levou à evolução da vida, propondo que esta tenha se dado de maneira absolutamente previsível.
De acordo com a física, existe uma grande diferença entre os seres vivos e meros amontoados de carbono: os primeiros tendem a ser muito competentes na captura de energia a partir do ambiente que os cerca, e na dissipação desta energia sob a forma de calor. O professor auxiliar Jeremy England, do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), acredita ter desenvolvido uma fórmula matemática que explica a habilidade mencionada com base em princípios estabelecidos pela física: a fórmula indica que, quando um grupo de átomos é impelido por uma fonte externa de energia (como o Sol), e se encontra em meio a um banho térmico (servindo de exemplos o oceano e a atmosfera), ele se reestrutura gradualmente, a fim de dissipar quantidades cada vez maiores de energia. Entenda-se o banho térmico como um sistema termodinâmico cuja temperatura não se altera mediante o contato com um sistema de interesse, no caso, o grupo de átomos.
Tudo isto significa que, sob determinadas condições, a matéria adquire rigorosamente o principal atributo associado à vida. “Comece com um grupo aleatório de átomos e, se projetar luz sobre ele por tempo o bastante, não deve ser tão surpreendente que se obtenha uma planta”, diz England.
A tese de England fornece mais fundamentos à evolução via seleção natural proposta por Darwin, ao invés de substituí-la. O pesquisador não insinua que as ideias darwinianas estejam erradas, “[a]o contrário, estou apenas dizendo que, da perspectiva da física, pode-se chamar a evolução darwiniana de um caso especial de um fenômeno mais geral”.
Especialistas deste campo de estudos manifestaram-se acerca do novo trabalho. Alexander Grosberg, professor de física da Universidade de Nova York, acompanhou o desenvolvimento da teoria desde o início, e diz que sua “grande esperança” é a de que England tenha identificado o princípio físico que conduz à origem e evolução da vida. Já Eugene Shakhnovich, professor de química, biologia química e biofísica da Universidade Harvard, permanece cético. Segundo ele, as ideias “são interessantes e potencialmente promissoras, mas, a este ponto, são extremamente especulativas, especialmente quando aplicadas aos fenômenos da vida”.
Os resultados teóricos do estudo geralmente são considerados válidos. Todavia, a interpretação de que a fórmula proposta representa a força motriz que permeia toda uma classe de fenômenos — dentre os quais, a vida —, ainda não foi provada. Para tanto, serão necessários muitos testes em laboratório.
Uma simulação de computador, executada por England e seus pares, mostra um sistema de partículas que se encontra em meio a um fluido viscoso, no qual as partículas de cor turquesa são movidas por uma força oscilante. Com o passar do tempo (da imagem superior para a inferior), a força leva à formação de mais ligações entre as partículas. Crédito: Jeremy England
                          Uma simulação de computador, executada por England e seus pares, mostra umsistema de partículas que se encontra em meio a um fluido viscoso, no qual as partículas de cor turquesa são movidas por uma força oscilante. Com o passar do tempo (da imagem superior para a inferior), a força leva à formação de mais ligações entre as partículas. Crédito: Jeremy England
A teoria de England deriva da segunda lei da termodinâmica, também conhecida como a lei da entropia crescente: sistemas quentes resfriam-se, o gás se dispersa pelo ar, os ovos são mexidos, mas não voltam à ordem anterior espontaneamente. Em suma, a energia tende a se dispersar com o passar do tempo. A entropia é uma medida desta tendência, equivalendo-se ao modo como a energia se encontra dispersa entre as partículas de um sistema, e ao quão difusas estas partículas estão no espaço. O aumento da entropia é uma simples questão de probabilidade: existem mais formas de a energia se dissipar do que de ela ser concentrada novamente. Então, conforme as partículas de um sistema se movem e interagem umas com as outras, a hipótese mais provável é a de que elas tendam a adquirir configurações nas quais a energia fica mais dispersa.
Quando a entropia chega ao seu estado máximo, o “equilíbrio termodinâmico”, a energia está uniformemente distribuída. Por exemplo, imagine que uma xícara de café e o ambiente onde ela é posta atingem a mesma temperatura. Este processo será irreversível enquanto os sistemas (a xícara e o ambiente) permanecerem isolados, de forma que o café não se reaquecerá, pois é muito improvável que a energia dispersa pelo ambiente volte a se concentrar aleatoriamente nos átomos do café.
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