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sábado, 30 de julho de 2016

There are many ways to live on this planet. It´s all of a question of perspective

Survival For Tribal Peoples
Temos o direito de ser diferentes e livres

This video from Survival International features the difference how people live in different environments and cultures. Although we all may live differently, we are all bonded by the same instinct of survival.

Mais informação

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Reis do Agronegócio - Chico César na Mob Nacional Indígena de 2015- a ouvir, (re)lembrar e partilhar


Quilombolas, indígenas, agricultores familiares e ambientalistas se reuniram em Brasília para reivindicar a retomada da demarcação de terras indígenas e territórios tradicionais. Além de promover uma articulações politica para evitar retrocessos na legislação brasileira, a mobilização colectiva exige uma ordenação fundiária necessária para por fim nos actos de violência contra as populações tradicionais. O evento foi marcado por protestos, um sessão solene no Senado Federal e pela belíssima apresentação de Chico César, que cantou a música “Reis do Agronegócio”, com letra de Carlos Rennó.

“Reis do Agronegócio” (música de Chico César, letra de Carlos Rennó)

Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio,
Ó produtores de alimentos com veneno,
Vocês que aumentam todo ano sua posse,
E que poluem cada palmo de terreno,
E que possuem cada qual um latifúndio,
E que destratam e destroem o ambiente,
De cada mente de vocês olhei no fundo
E vi o quanto cada um, no fundo, mente.
Vocês desterram povaréus ao léu que erram,
E não empregam tanta gente como pregam.
Vocês não matam nem a fome que há na Terra,
Nem alimentam tanto a gente como alegam.
É o pequeno produtor que nos provê e os
Seus deputados não protegem, como dizem:
Outra mentira de vocês, Pinóquios véios.
Vocês já viram como tá o seu nariz, hem?
Vocês me dizem que o Brasil não desenvolve
Sem o agrebiz feroz, desenvolvimentista.
Mas até hoje na verdade nunca houve
Um desenvolvimento tão destrutivista.
É o que diz aquele que vocês não ouvem,
O cientista, essa voz, a da ciência.
Tampouco a voz da consciência os comove.
Vocês só ouvem algo por conveniência.
Para vocês, que emitem montes de dióxido,
Para vocês, que têm um gênio neurastênico,
Pobre tem mais é que comer com agrotóxico,
Povo tem mais é que comer, se tem transgênico.
É o que acha, é o que disse um certo dia
Miss Motosserrainha do Desmatamento.
Já o que acho é que vocês é que deviam
Diariamente só comer seu “alimento”.
Vocês se elegem e legislam, feito cínicos,
Em causa própria ou de empresa coligada:
O frigo, a múlti de transgene e agentes químicos,
Que bancam cada deputado da bancada.
Até comunista cai no lobby antiecológico
Do ruralista cujo clã é um grande clube.
Inclui até quem é racista e homofóbico.
Vocês abafam mas tá tudo no YouTube.
Vocês que enxotam o que luta por justiça;
Vocês que oprimem quem produz e quem preserva;
Vocês que pilham, assediam e cobiçam
A terra indígena, o quilombo e a reserva;
Vocês que podam e que fodem e que ferram
Quem represente pela frente uma barreira,
Seja o posseiro, o seringueiro ou o sem-terra,
O extrativista, o ambientalista ou a freira.
Vocês que criam, matam cruelmente bois,
Cujas carcaças formam um enorme lixo;
Vocês que exterminam peixes, caracóis,
Sapos e pássaros e abelhas do seu nicho;
E que rebaixam planta, bicho e outros entes,
E acham pobre, preto e índio “tudo” chucro:
Por que dispensam tal desprezo a um vivente?
Por que só prezam e só pensam no seu lucro?
Eu vejo a liberdade dada aos que se põem
Além da lei, na lista do trabalho escravo,
E a anistia concedida aos que destroem
O verde, a vida, sem morrer com um centavo.
Com dor eu vejo cenas de horror tão fortes,
Tal como eu vejo com amor a fonte linda –
E além do monte o pôr-do-sol porque por sorte
Vocês não destruíram o horizonte… Ainda.
Seu avião derrama a chuva de veneno
Na plantação e causa a náusea violenta
E a intoxicação “ne” adultos e pequenos –
Na mãe que contamina o filho que amamenta.
Provoca aborto e suicídio o inseticida,
Mas na mansão o fato não sensibiliza.
Vocês já não ´tão nem aí co´aquelas vidas.
Vejam como é que o Ogrobiz desumaniza…:
Desmata Minas, a Amazônia, Mato Grosso…;
Infecta solo, rio, ar, lençol freático;
Consome, mais do que qualquer outro negócio,
Um quatrilhão de litros d´água, o que é dramático.
Por tanto mal, do qual vocês não se redimem;
Por tal excesso que só leva à escassez –
Por essa seca, essa crise, esse crime,
Não há maiores responsáveis que vocês.
Eu vejo o campo de vocês ficar infértil,
Num tempo um tanto longe ainda, mas não muito;
E eu vejo a terra de vocês restar estéril,
Num tempo cada vez mais perto, e lhes pergunto:
O que será que os seus filhos acharão de
Vocês diante de um legado tão nefasto,
Vocês que fazem das fazendas hoje um grande
Deserto verde só de soja, de cana ou de pasto?
Pelos milhares que ontem foram e amanhã serão
mortos pelo grão-negócio de vocês;
Pelos milhares dessas vítimas de câncer,
De fome e sede, e fogo e bala, e de AVCs;
Saibam vocês, que ganham “cum” negócio desse
Muitos milhões, enquanto perdem sua alma,
Que a mim não faria falta se vocês morressem;
Saibam que não me causaria nenhum trauma.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

11 documentários para construir um novo olhar sobre a questão ambiental





Como dizia o ditado, "uma imagem vale mais do que mil palavras”. Documentários, apesar de terem a premissa de retratarem a "realidade", também são filmes e, portanto, construções audiovisuais que a mostram a PARTIR  de certos pontos de vista. Mesmo assim, eles podem ter o poder de sensibilizar o espectador ao mesmo tempo em que informam. O poder da imagem e a combinação com uma boa direção podem fazer com que as pessoas percebam a dimensão de questões que não aparecem tanto no dia a dia.

Às vezes, matérias de sites e jornais não mostram, por exemplo, os efeitos de ações não amigáveis ao meio ambiente de forma sensorial; mas após ouvir e assistir ao impactante conjunto de sons e imagens, é difícil não se sentir mais envolvido com a causa. Se você tem interesse em MUDAR sua postura, um bom INÍCIO é ter contato com esse universo de boas produções que também podem ser informativas.

Existem grandes documentários sobre causas ambientais e aqui você irá conferir uma lista de alguns deles:


O documentário, dirigido pelo alemão Wim Wenders e pelo brasileiro Juliano Salgado, retrata a trajetória do renomado fotojornalista Sebastião Salgado. O fotógrafo se debruçou em sua carreira pelas questões sociais e ambientais. O documentário conta, por meio das sensíveis imagens captadas pelo olhar de Sebastião, um pouco da história do homem e seu impacto sobre o planeta. Também mostra a faceta exploratória de recursos naturais, a relação de diversas civilizações com a natureza e a guerra, além da magnitude da natureza. As imagens da série Gênesis são o resultado de uma expedição épica redescobrindo montanhas, desertos e oceanos, animais e povos que se mantêm aparentemente intocados da marca da sociedade moderna. Além disso, o documentário conta sobre a história do Instituto Terra, de Salgado e de sua esposa, que surgiu com o objetivo de RECUPERAR a Mata Atlântica original na antiga fazenda de gado de sua família. O sonho e o projeto expostos no documentário expressam o pensamento de que a destruição da natureza pode ser revertida.

Filme completo aqui no BioTerra



Na língua hopi, Koyaanisqatsi significa "vida maluca, vida em turbilhão, vida fora de equilíbrio, vida se desintegrando, um estado de vida que pede uma outra maneira de se viver". O documentário, dirigido por Godfrey Reggio e orquestrado por Philip Gass, expõe a relação da humanidade com a natureza de modo crítico e questionador. Por meio de linguagem poética, ele constrói um diálogo sobre o impacto do ser humano no meio ambiente com imagens em câmera lenta e em time-lapse, sem uso de diálogo ou narração. Koyaanisqatsi é o primeiro filme da trilogia Qatsi, toda dedicada aos diferentes aspectos das relações entre humanos, natureza e tecnologia.

Filme completo aqui no BioTerra

Home (2009)


Dirigido pelo jornalista, fotógrafo e ambientalista Yann Arthus-Bertrand, o flime conta com imagens aéreas monumentais de diversos lugares da terra. Uma frase marcante do filme, que reflete sua intenção é: “O nosso ecossistema não tem fronteiras. Onde quer que estejamos, as nossas ações terão repercussões”. A narração insere questões ambientais que dialogam com as paisagens: a evolução histórica dos seres humanos, a industrialização, a agricultura, a descoberta do petróleo, as extrações de minerais, os hábitos de consumo criados e principalmente os impactos que estamos vivendo e viveremos em decorrência disso. 

Filme completo aqui, no BioTerra

2012 - Time for Change (2010)


A produção, dirigida por João Amorim, acompanha o jornalista americano Daniel Pinchbeck, autor do bestseller "2012: The Return of Quetzalcoatl". Ele expõe as questões ambientais por um paradigma que mescla a sabedoria tradicional de culturas tribais e o método científico. O documentário tem entrevistas de personalidades como Sting, David Lynch, Paul Stamets, Gilberto Gil, entre outros. O documentário passa a mensagem de que um dos principais empecilhos para a mudança da situação de degradação da natureza é a consciência individual. Para EVITAR uma catástrofe mundial, todas as pessoas devem estar dispostas a fazer grandes mudanças em seus hábitos diários e abrir mão de certos confortos, em nome de um bem maior. O documentário discute experiências de meditação, a importância de construções sustentáveis, o movimento de contracultura e alternativas ecológicas para o dia a dia.

Virunga (2014)

O documentário, dirigido por Orlando von Einsiedel e produzido por Leonardo Di Caprio, mostra de forma emocionante a coragem e esforço de homens comprometidos com a conservação ambiental. Eles são um pequeno grupo de guardas florestais que protegem Virunga, o mais antigo parque nacional da África, na República Democrática do Congo. As florestas do parque abrigam os últimos 800 gorilas da montanha do planeta, grandes jazidas minerais e uma enorme biodiversidade. Dispostos a sacrificar a vida pelo Virunga, os guardas enfrentam constantes investidas de paramilitares, caçadores e mineradoras.

Filme completo aqui, no BioTerra


Mission Blue (2014)


Dirigido por Robert Nixon e Fisher Stevens, Mission Blue se assemelha a O Sal da Terra, por tambémCONTAR a biografia de uma grande personalidade tendo também o objetivo muito maior - que é a conscientização ambiental. Ele mostra a biografia da renomada bióloga marinha Sylvia Earle e ao mesmo tempo faz importantes denúncias sobre a condição dos oceanos. Os avanços dos impactos das ações humanas nos oceanos e a importância destes para o equilíbrio do planeta são os focos do documentário.

Chasing Ice (2012)


Muito se fala sobre o aquecimento global, mas poucas pessoas realmente têm noção dos efeitos que já atingem nosso planeta. Se você é uma dessas pessoas que não se convence pelas tabelas, gráficos e números disponíveis sobre o assunto, assista ao documentário Chasing Ice, dirigido por Jeff Orlowski. O filme mostra a expedição do fotógrafo James Balog ao Ártico. O premiado fotógrafo recebeu o desafio da publicação National Geographic de retratar os efeitos da mudança climática no planeta. Para isso, ele desenvolveu o projeto “Extreme Ice Survey” (Pesquisa Radical no Gelo): posicionou câmeras resistentes em locais perigosos para produzir imagens do derretimento durante alguns anos. Com o efeito de time-lapse é possível observar as mudanças drásticas nas geleiras.

Mataram Irmã Dorothy (2007)


O documentário, dirigido por Daniel Junge, mostra o desafio que é ser ativista da causa ambiental na Amazônia. Para isso, a morte da missionária norte-americana Dorothy Mae Stang e as questões que envolvem o julgamento do crime são contadas. Ela vivia no Pará para ajudar a colocar em prática o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e lutou contra o desmatamento da Amazônia. Uma questão que fica clara no documentário é a indiferença à realidade diária da região amazônica: a luta sangrenta pela terra enquanto a floresta nativa é destruída para dar origem a pasto para gado.

Cowspiracy (2014)


O filme nasceu na mente do cineasta Kip Andersen após ele se deparar com dados oficiais da ONU que informavam que a agricultura animal tem emissões de gases superior a todo o setor de transportes (carros, caminhões, trens, navios e aviões). Além disso, ficou intrigado com o fato de grandes ONGs ambientalistas ignorarem a causa número um da destruição do planeta. Se você se preocupa com emissões de gases, desmatamento e consumo de água deve se preparar para os dados alarmantes da degradação ambiental decorrente da indústria agropecuária denunciados pelo documentário.

Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo (2012)


"Trashed - Para Onde Vai Nosso Lixo", dirigido por Candida Brady e com com o ator Jeremy Irons no elenco, aborda não apenas a questão do lixo em si, mas também o destino dos resíduos. O filme é dividido em três partes: avaliação, solução (errada) e a tomada de uma decisão mais correta. Percorrendo todo hemisfério norte, Irons mostra como diversos governos tratam a questão do lixo, além EXPOR curiosidades e algum conteúdo aprofundado sobre ecologia.

In Transition 2.0 (2012)


"In Transition 2.0" retrata o movimento Transition, propõe respostas em pequena escala de comunidades nas áreas de alimentação, transporte, energia, educação, lixo, artes etc. A produção mostra histórias de pessoas comuns que têm feito coisas extraordinárias no mundo todo. Exemplos são comunidades que imprimem o próprio dinheiro, que cultivam suas comidas, transformando suas economias em locais, e criando centrais elétricas para a comunidade.

(Via eCycle, com seleção do Green Savers)

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Debate Entre Michel Foucault & Noam Chomsky — sobre a natureza humana (Completo)


Histórico debate entre dois gigantes pensadores ocidentais. O filósofo Michel Foucault — filósofo, historiador das ideias, teórico social, filólogo e crítico literário — discute com Noam Chomsky, linguista, filósofo e ativista político norte-americano. O debate, promovido por um canal de televisão holandês, aconteceu em 1971 e teve como tema central a seguinte questão: há algo que se possa dizer ser inato à natureza humana? Com suas visões antagónicas, Foucault desconstrói o argumento da natureza humana, enquanto Chomsky aplica sua visão criativa do ser humano para dar algumas características do que seria a natureza humana, tendo como ímpeto a sugestão de um modelo de sociedade que a impulsionaria, ao invés de reprimi-la. Mais de 40 anos após o debate, será que esta questão fora esquecida? Com certeza ainda impera, mesmo que sorrateiramente.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Entrevista ao realizador Orlando Von Einsiedel, realizador do filme "Virunga"


Entrevista ao realizador Orlando Von Einsiedel

Virunga“, documentário de 2014 distribuído pelo Netflix foi indicado ao Oscar. Apesar dos gorilas serem o assunto de início, o documentário se desenrola por diversos braços, mostrando como a situação naquele país é delicada, e em pleno século XXI, países ricos ainda enxergam a África como uma terra sem lei, onde com meia dúzia de espelhos eles podem fazer o que bem entenderem com a cultura local, a fauna e flora.


Para saber mais e ver o doc (quem tiver conta no Netflix)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

A Song of Oil in the Amazon

By Mitch Anderson, International Director 

Lago Agrio, Ecuador — The sprawl of scorched pavement and crumbling cement buildings in the heart of the Amazon rainforest. This city, once a small oil boom town founded by Texaco in the late 1960s (and given, appropriately, the name “Sour Lake” after Texaco’s hometown in Texas) is now a bewildering and feverish mess of oil workers, drug-traffickers, street children, shop owners, impoverished farmers, and indigenous people stripped of their ancestral territory and forced to survive, as the Cofán people say, in the “kokama kuri sindipa ande (white man’s world of MONEY).” Just several days ago, at the edge of the pavement on the outskirts of the city, where the Cofán people have recovered (yes, purchased) a narrow tract of their ancestral territory, 

I spent the afternoon with Marina Aguinda Lucitante, an elder of the tribe. She was born along the banks of the Agua Rico river. She was married at a young age to a Cofán Shaman, Guillermo Quenama, who died, she says, “because the oil company poisoned him with alcohol.” She remembers when the forest was filled with animals. And she remembers when the river ran black with crude oil. 

She seems to remember everything – and all of her memories are divided: Life before the oil company and life after the oil company. It has been nearly 50 years since Texaco began oil operations here in the northeastern Ecuadorian Amazon. Nearly 50 years since the death of Marina’s husband, Guillermo Quenama. And over that time, the impacts of Texaco’s (now Chevron’s) reckless pump and dump oil operations have been WELL documented. 

The abandoned oil pits littered throughout the rainforest, the billions of gallons of toxic wastewater dumped into rivers and streams, the felled primary forest, the noxious gases rising into the sky from 24 hour-a-day flaring, the crude oil sprayed on the roads, the towering black plumes of smoke from spilt and burning crude, the resultant public health crisis racking indigenous and mestizo farmer communities, including cancer, spontaneous miscarriages, and birth defects. But what has not been documented – what cannot possibly be understood by anyone who has not been here to endure the last 50 years of oil operations – is how the oil conquest has affected the spiritual life, the inner world, of those who live here. 

 Marina has asked me to SHARE with the world a song that she has been carrying within her for these last 50 years. Marina is one of the last Cofán women who remember how to sing in the way of her ancestors. This is her song.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

John Lennon On Revolution & Native Americans


John talks about, peace, peaceful revolution, the black panthers and the Native American situation. This video is partially a response to those few sick, ignorant individuals who say John Lennon was a racist because of the song, "Woman is the Nigger of the World" See my video response below if intersted.

"Our society is run by insane people for insane objectives. I think we're being run by maniacs for maniacal ends and I think I'm liable to be put away as insane for expressing that. That's what's insane about it." -John Lennon

"Laurel and Hardy, that's John and Yoko. And we stand a better chance under that guise because all the serious people like Martin Luther King and Kennedy and Gandhi got shot." -- John Lennon 

"I am a firm believer in the people. If given the truth, they can be depended upon to meet any national crisis. The great point is to bring them to the real facts."

- Abraham Lincoln

Biografia de John Lennon aqui
Site oficial : John Lennon
Outras publicação no Bioterra
O Medo e o Amor
Bed Peace

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O que não queremos ver nos nossos índios

[Fonte: Envolverde, 27/4/15] Notícia de poucos dias atrás (Diário Digital, 19/4/15) dá conta de pesquisa (relatada pela revista Science) de um grupo de cientistas que, trabalhando na fronteira Brasil-Venezuela com índios ianomâmis, conclui que eles têm anticorpos resistentes a agentes externos – “um microbioma com o nível mais alto de diversidade bacteriana” jamais registrado em qualquer outro grupo. Por isso mesmo, “seu sistema imunológico apresenta mais microrganismos e de todas as bactérias que o dos demais grupos humanos conhecidos” – como demonstrou o sequenciamento de DNA e de bactérias encontradas na pele, na boca e nos intestinos.
Essas análises foram confirmadas por pesquisas em universidades norte-americanas, que recentemente devolveram aos ianomâmis 2.693 amostras de sangue levadas para os Estados Unidos em 1962 – e que agora foram sepultadas pelos índios em cerimoniais respeitosos. Segundo os pesquisadores, na relação com outros grupos humanos esses índios perdem a diversidade de microrganismos e se tornam vulneráveis a doenças que antes não conheciam.
A memória dá um salto e retorna a 1979, quando o autor destas linhas, então chefe da redação do programa Globo Repórter, da Rede Globo, foi pela primeira vez ao Parque Indígena do Xingu documentar um trabalho que ali vinha sendo feito por uma equipe de médicos da Escola Paulista de Medicina (hoje Universidade Federal de São Paulo), liderada pelo professor Roberto Baruzzi. Os pesquisadores acompanhavam a saúde de cada índio de várias etnias do sul do Xingu, mantinham fichas específicas de todos e as comparavam com a visita anterior. A conclusão era espantosa: não havia ali um só caso de doenças cardiovasculares – exatamente porque, vivendo isolados, os índios não tinham nenhum dos chamados fatores de risco dessas doenças: não fumavam, não bebiam álcool, não tinham vida sedentária nem obesidade, não apresentavam hipertensão, não consumiam sal (só sal vegetal, feito com aguapé) nem açúcar de cana. Saindo do Xingu, fomos documentar grupos de índios caingangues e guaranis aculturados que viviam nas proximidades de Bauru (SP). Os que trabalhavam eram boias-frias e os demais, mendigos, alcoólatras, com perturbações mentais. Praticamente todos eram hipertensos, obesos, com taxas de mortalidade altas e precoces. A comparação foi ao ar num documentário, As Razões do Coração, que teve índices altíssimos de audiência.
São informações que deveriam fazer parte de nossas discussões de hoje, quando estamos às voltas com várias crises na área de saúde – epidemias de dengue (mais de 220 casos novos por hora, 257.809, ou 55% do total, em São Paulo), índices altíssimos de obesidade, inclusive entre jovens e crianças, doenças cardiovasculares entre as mais frequentes causas de morte. Mas em lugar de prestar atenção aos modos de viver de indígenas, enquanto ainda na força de sua cultura, continuamos a tratá-los como seres estranhos, que vivem pelados, não falam nossas línguas, não trabalham segundo nossos padrões. A ponto de eles terem agora de se rebelar para que não se aprove no Congresso Nacional, sob pressão principalmente da “bancada ruralista”, uma proposta de emenda constitucional que lhes retira parte de seus direitos assegurados pela constituição de 1988 e transfere da Funai para o Congresso o poder de demarcar ou não terras indígenas.
Com esses rumos acentuaremos o esquecimento de que eles foram os “donos” de todo o território nacional, do qual foram gradativamente expulsos. Mas ainda são quase 1 milhão de pessoas de 220 povos, que falam 180 línguas, em 27 Estados. Agora avança, inclusive no Judiciário, a tese de que só pode ser reconhecido para demarcação território já ocupado efetivamente por eles antes de 1988. E assim cerca de 300 áreas correm riscos.
Só que nos esquecemos também dos relatórios da ONU, do Banco Mundial e de outras instituições segundo os quais as áreas indígenas são os lugares mais eficazes em conservação da biodiversidade – mais que as reservas legais e outras áreas protegidas. Que seus modos de viver são os que mais impedem desmatamentos – esse problema tão angustiante por sua influência na área do clima e dos regimes de chuvas.
Isso não tem importância apenas para o Brasil. A própria ONU, por meio de sua Agência para a Alimentação e Agricultura (FAO), afirma (Eco-Finanças, 17/4) que a “crise da água” afetará dois terços da população mundial em 2050 (hoje já há algum nível de escassez para 40% da população). E que o fator principal será o maior uso da água para produzir 60% mais alimentos que hoje.
Mas há diferenças de um lugar para outro. Os países ditos desenvolvidos, com menos de 20% da população mundial, consomem quase 80% dos recursos físicos; os Estados Unidos, com 5% da população, respondem por 40% do consumo. Segundo a sua própria Agência de Proteção Ambiental, os EUA jogam no lixo 34 milhões de toneladas anuais de alimentos. No mundo, um terço dos alimentos é desperdiçado (FAO, 5/2), enquanto mais de 800 milhões de pessoas passam fome e mais de 2 bilhões vivem abaixo da linha de pobreza. No Brasil mesmo, 3,4 milhões de pessoas passam fome (Folha de S.Paulo, 22/9/2014). A elas podemos somar mais de 40 milhões de pessoas que vivem do Bolsa Família.
Diante de tudo isso, vale a pena lembrar o depoimento do saudoso psicanalista Hélio Pellegrino, no livro Noel Nutels – Memórias e Depoimentos, sobre o médico que dedicou sua vida a grupos indígenas. “Se estamos destruindo os índios”, escreveu Hélio Pellegrino, “é porque nossa brutalidade chegou a um nível perigoso para nós próprios. Os índios representam a possibilidade humana mais radical e íntima de transar com a natureza (…). Homem e natureza são casados
(…). Dissolvido esse casamento, o homem tomba num exílio feito de poeira amarga e estéril”.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Vinicius de Moraes & Baden Powell- Canto de Xangô


Eu vim de bem longe
Eu vim, nem sei mais de onde é que eu vim
Sou filho de Rei
Muito lutei pra ser o que eu sou
Eu sou negro de cor
Mas tudo é só amor em mim
Tudo é só amor para mim
Xangô Agodô
Hoje é tempo de amor
Hoje é tempo de dor, em mim
Xangô Agodô

Salve, Xangô, meu Rei Senhor
Salve, meu orixá
Tem sete cores sua cor
Sete dias para a gente amar

Mas amar é sofrer
Mas amar é morrer de dor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô meu Senhor!
Mas me faça sofrer
Mas me faça morrer de amor
Xangô meu Senhor, saravá!
Xangô Agodô!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Documentário do mês- Escolarizando o Mundo - Completo e Legendado [Schooling the World]


O filme examina o pressuposto escondido da superioridade cultural por trás dos projetos de ajuda educacionais, que, no discurso, procuram ajudar crianças a "escapar" para uma vida "melhor". Aponta a falha da educação institucional em cumprir a promessa de retirar as pessoas da pobreza - tanto nos Estados Unidos quanto no chamado mundo "em desenvolvimento". E questiona nossas definições de riqueza e pobreza - e de conhecimento e ignorância -quando desmascara o papel das escolas na destruição do conhecimento tradicional sustentável agroecológico, no rompimento das famílias e comunidades e na desvalorização das tradições espirituais ancestrais. Finalmente, ESCOLARIZANDO O MUNDO faz um apelo por um "diálogo profundo" entre as culturas, sugerindo que nós temos, ao menos, tanto a aprender quanto a ensinar e que essas sociedades sustentáveis ancestrais podem ser portadoras do conhecimento que é vital para nossa própria sobrevivência neste milénio. 

Sítio oficial 
Schooling the World

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A escravidão no Brasil em fotos reais inéditas

A escravidão brasileira retratada em fotos inéditas de um período vergonhoso de nossa história.FOTOS DO INSTITUTO MOREIRA SALLES. 
Músicas : ''Retirantes'' (Dorival Caymmi) e ''Negro Rei'' (Cidade Negra)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Uns bons argumentos contra a monocultura/ cultura de transgénicos

E Mail com as perguntas
Caros amigos
Quais os argumentos a contrapor quando   referenciam que a cultura intensiva e mono cultura é importante para matar a fome. Sei que isto é falso e por instinto sei que é uma mentira, mas isto não chega.Espero que m e deem algumas dicas.
Igualmente quando falas com um pequeno agricultor que aderiu aos trangénicos,, caso do milho e outras culturas e que te diz que tem menos trabalho e melhores resultados, como contrapôr? É dificil mas não impossivel a abordagem.
As minhas melhores saudações
Fernanda Julia Garcia

Respostas por Irina Castro
A minha resposta iria neste sentido.

1º O mito da fome: a questão da fome no mundo é colocada sempre sobre o principio da escassez e nunca é vista como uma questão de má, e injusta redistribuição e alimentos. 
Por exemplo: como podemos justificar que Tanzania, sendo um dos paises africanos onde mais se pesca, seja onde o consumo de peixe é menor, e onde existem altos indexes de fome? simples, os tratados bilaterais, bem como as imposições economicas por parte de outros paises sobre a divida externa de Tanzania obrigam a que o país exporte a maioria das suas pescas. O que depois significa também na europa, que paises como Portugal e Grecia, recebam incentivos para o abate das suas frotas pesqueiras.
Isto impõem não só pressões enormes sobre os países, mas também uma pressão ambiental sobre tanzania que tem de produzir peixe suficente para cumprir as exportações, originando problemas ambientais como os que temos no lago vitoria.

2º A fome não é só uma questão de ter ou não ter comida. Está associada à cultura e à historia dos povos. Existe uma relação psico-emocial-social com a alimentação, e descartar isso da discussão é ignorar por completo a complexidade do fenomeno da fome.
Podes explicar isto muito bem como culturas como a mexicana, cuja diversidade de milho está associada à sua alimentação. A textura, as cores, os sabores, e até mesmo as formas de produção. 

Isto para dizer, para além da perda de agrodiversidade promovida pela monocultura, ela também destroi sistemas de produção integrada. A Milpa, sistema de produção de milho no mexico, engloba a produção do milho, com a da abobora e com o feijão, três dos principais elementos que compõem a alimentação do povo mexicano. Ora se substituis isso por milho em monocultura, na verdade estás a promover a fome, e não a alimentação.

3º A monocultura e o milho trangenico (o hibrido também) são desenhados de acordo com uma visão de ambiente e sociedade norte-americanas. E até é possivel que nas primeiras colheitas agricultures portugueses e indianos possam ter bons resultados, o problema está associado à continuação da produção, que a longo prazo tem demonstrado não apresentar uma analise de custo-benificio favoravel aos pequenos agricultures.
Por outro lado, a questão dos trangénicos implica que se percam as redes de troca de sementes, o que em termos de produção mais tarde o agricultore verá que as sementes que compra à empresa são por vezes 10 vezes mais caras que as que comprava anteriormente e podem custar até 40% do rendimento da produção.


quinta-feira, 16 de outubro de 2014

The Art of Arctic Destruction (Greenpeace) - Bailado alertando o público para o problema ambiental no Árctico


Just before the beginning of the concert «Classical Highlights» on Saturday 19 October 2013 in Zurich’s Tonhalle a Greenpeace ballet dancer premières her own interpretation of the in oil mud dying swan. Background is the sponsoring by the Russian energy company Gazprom that puts life substance of many humans and animals in the arctic at risk. The credits of the projection carry the message «The Art of Arctic Destruction – sponsored by Gazprom» and reveal that the «Classical Highlights» are sponsored by one of the biggest destroyer of the environment. Gazprom plans to drill for oil in the Arctic.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Declínio dos índios nos Estados Unidos



Entre 1776 e 1887, os Estados Unidos apreenderam mais de 1,5 biliões de acres de povos nativos da América por um tratado e ordem executiva. A invasão da América mostra como durante esse período foi a regressão dos territórios índios. O mapa conclui com as actuais reservas federais indígenas. 


Between 1776 and 1887, the United States seized over 1.5 billion acres from America's indigenous people by treaty and executive order. The Invasion of America shows how by mapping every treaty and executive order during that period. It concludes with a map of present-day federal Indian reservations.

O mapa interactivo aqui

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ted Talk da semana- Sebastião Salgado: "O silencioso drama da fotografia"


Doutorado em economia, Sebastião Salgado só enveredou pela fotografia já estava na casa dos 30 anos, mas a disciplina tornou-se numa obsessão. Os seus projectos, que duram anos, captam de forma bela o lado humano de uma história global que frequentemente envolve morte, destruição ou decadência. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal de um ofício que quase o matou e mostra fotografias impressionantes do seu último trabalho, "Genesis", que documenta as pessoas e os lugares esquecidos pelo mundo.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Documentário imperdível - A Native Brazilian Population



Em 1500 a população indígena Brasileira seria cerca de dez milhões. 500 anos depois esta cultura foi dizimada para 300.000. O documentário (em Inglês) explica as razões e  mostra a realidade actual dura e intensa dos índios Brasileiros.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Encontros Improváveis- Jack Kornfield e Tuxedomoon

Tuxedomoon- Ship of Fools


"Na tribo Babemba da África do Sul, quando uma pessoa age irresponsável ou injustamente, ela é colocada no centro da aldeia, sozinha e irrestrita. Todo o trabalho cessa e cada homem, mulher e criança na aldeia se reúne num enorme circulo ao redor do indivíduo acusado. Então cada pessoa na tribo fala ao acusado, uma de cada vez, cada uma recordando as coisas boas que a pessoa no centro do círculo tinha feito na sua vida. Cada acidente, cada experiência pode ser recordada com qualquer detalhe e exactidão, é recontado. Todos os seus atributos positivos, boas acções, forças e amabilidades são recitadas cuidadosamente e prolongadamente. Esta cerimónia tribal frequentemente dura vários dias. No final, o círculo tribal é quebrado, uma alegre celebração toma lugar e a pessoa é simbólica e literalmente acolhida de volta para a tribo." ~ Jack Kornfield, The Art of Forgiveness, Lovingkindness, and Peace