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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Petição- "Nem mais um hectare de eucalipto plantado em Portugal", queremos esta promessa cumprida

Santa Valha, Valpaços (Foto de autor)
Para: Senhor Presidente da República Portuguesa, Senhor Presidente da Assembleia da República, Senhores Deputados; Senhor Primeiro-Ministro, Senhores membros do Governo

Excelências,

Cidadãos vêm por meio desta petição pedir-lhes que revejam a Primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 96/2013, de 19 de Julho, que estabelece o regime jurídico aplicável às acções de arborização e rearborização (Decreto n.º 165/XIII) da Reforma Florestal aprovada na Assembleia da República a 19 de Julho de 2017, e promulgada a 8 de Agosto de 2017 pelo Senhor Presidente da República, por forma a que garanta que não seja autorizada a plantação de sequer mais um hectare de eucalipto no nosso país.

900 mil hectares de monocultura constituem um desequilíbrio incomensurável, temos a maior proporção territorial coberta com eucalipto do mundo. Portugal é o 5º maior produtor mundial, atrás do Brasil, China, India e Austrália, mas não tem uma extensão comparável. Esta conjuntura tem custos inegáveis.

Consideramos que a lei, tal como foi aprovada e promulgada, não acaba com novas plantações de eucalipto nem reduz a área do território ocupada por monocultura de eucalipto, pois ela:

- permite a permuta de uma área de monocultura de eucalipto com solos esgotados de nutrientes e com baixa produtividade para uma nova área de floresta produtiva com solos férteis, com a desistência de 10% de plantação ao ano com o máximo de redução de 50% ao fim de 5 anos.

Ora reduzir 10% ao ano não é o mesmo que reduzir 50% ao fim de 5 anos. Reduzindo 10% durante 5 anos uma área de 500 mil hectares ficam 295 mil e não 250 mil hectares.

- permitindo essas permutas, constitui uma importante ameaça à floresta existente onde temos já várias espécies em vias de extinção. A monocultura de uma árvore exótica, oriunda de um ecossistema longínquo, não tem valor de suporte da fauna e flora nativas, não assegura a preservação da biodiversidade. Monocultura não é floresta. Floresta é todo um ecossistema interdependente, espécies não importadas e adaptadas ao nosso ecossistema, ao nosso clima, que albergam diversidade, conservam os solos, a humidade e amenizam a temperatura ambiente.

- não prevê que, na permuta por áreas novas, as áreas onde se deixe de cultivar eucalipto sejam arborizadas com espécies autóctones. Se não se retirarem os cepos os eucaliptos voltam a crescer. Retirá-los tem custos elevados. Esses eucaliptos já não interessarão para a indústria da celulose. Ao continuarem a crescer lá eucaliptos onde está a redução do eucaliptal em Portugal?

- mantém, na prática, o deferimento tácito por parte do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas dos pedidos de arborização com eucalipto que lhe sejam dirigidos:

Para propriedades inferiores a 10 hectares, o ICNF, aleatoriamente, seleccionará 20% dos pedidos de arborização e terá um máximo de 45 dias para responder. O deferimento será tácito nos restantes 80% (autorizados automaticamente por falta de resposta do ICNF). Para propriedades superiores a 10 hectares há deferimento tácito após 60 dias. A lei anterior previa 45 dias para propriedades superiores a 2 hectares... não vemos grande mudança.

O ICNF com efectivos reduzidos nos últimos 10 anos fica responsável por gerir e fiscalizar os 900 mil hectares de eucaliptal que temos no país. Perguntamo-nos como e com que inspectores?
Falamos do mesmo ICNF que permitiu o abate de 200 sobreiros na Azambuja para plantar um olival de cultivo intensivo? Ou o abate de carvalhos na Quinta das Nogueiras pela Santa Casa da Misericórdia do Fundão em plena estação da nidificação das cegonhas que por lei deveria proteger?
Duvidamos que este ICNF consiga travar a exploração de monoculturas de árvores com vista exclusiva ao lucro rápido e cumprir a sua função de proteger os ecossistemas.

- não apoia claramente o lucro superior, inclusivamente ambiental e turístico, que retiramos de florestas de uso múltiplo constituídas por espécies autóctones.

Na criação de valor acrescentado com base em produtos certificados da floresta, como farinha de avelã, de noz, de castanha, de bolota, de pinhão (farinhas sem gluten) e concomitantes actividades em que ainda temos tradição e elevada qualidade, como mel, azeite, medronho, resina, pastorícia, cinegética (safari fotográfico) acrescentando o valor da prática de desporto e ocupações de lazer num ambiente saudável, explorando o valor paisagístico com guias da natureza e/ou guardas florestais que pudessem também dar a conhecer a fauna e flora locais a visitantes... por que não considerar a hipótese de existir potencial para uma maior contribuição para o PIB e para a dinamização do interior do país do que com o eucalipto?

- não possibilita que os municípios possam vetar o uso das terras para eucaliptal. Não obriga a consulta pública.

A lei não põe em causa a necessidade de reduzir a área de eucaliptal e aparenta propor-se fazê-lo, mas não cumpre a expectativa que criou. Confiamos que os nossos governantes e legisladores, independentemente de partidos políticos, no superior interesse da nação, queiram ver aplicada uma lei que cumpra o propósito para o qual foi criada.

Foi prometido aos Portugueses que não seria permitido aumentar a área dedicada à monocultura de eucalipto no nosso território. Cremos, pelas razões expostas, que esta lei defraude as expectativas de ver essa promessa cumprida.

Em consciência, esgotando todas as diligências ao nosso alcance para evitar que tragédias como a de Pedrógão Grande se voltem a repetir ainda no Vosso mandato, acreditamos que juntarão a Vossa voz à nossa para que possamos marcar juntos o momento a partir do qual optámos pelo futuro da nossa floresta, de forma inequívoca.

A maior homenagem é aquela que faz com que a perda de vidas não tenha sido em vão, e é com esperança de nos podermos sentir serenos com o cumprimento desse dever que assinamos 

(11 de Agosto de 2017)
Assinar e divulgar a Petição aqui

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Poluição do ar: mais de 20 mil vidas podem ser salvas

Fonte: O Instalador

Petição europeia pede acção do governo para reduzir mortes devido a carvão tóxico.

De acordo com um relatório divulgado recentemente, a aplicação de limites eficazes para a poluição do ar pode salvar mais de 20.000 vidas por ano, mas alguns governos nacionais estão a ameaçar vetar as medidas da UE para combater a poluição tóxica, avisa a Quercus, em comunicado.

De acordo com a associação ambientalista, a petição europeia lançada esta semana pede aos governos que protejam a saúde dos cidadãos e o meio ambiente através da adopção de um documento europeu sobre as normas ambientais denominado "BREF LCP revisto" (documento de referência sobre as melhores técnicas disponíveis).

A petição exige também que os governos protejam a saúde dos seus cidadãos, impondo limites rígidos à poluição tóxica do carvão.

Um relatório recente mostrou como os novos limites de poluição poderiam ajudar a reduzir o número anual de mortes prematuras causadas pela queima de carvão de 22.900 para 2.600 mortes.

«As novas normas são o resultado de anos de negociações entre o governo, a indústria e os representantes de ONGs. Esperava-se que a sua adopção fosse uma formalidade, mas a pressão da indústria levou vários Estados-membros a ameaçar vetar as novas regras na fase final», lembra a Quercus.

Os principais grupos ambientais europeus, o Gabinete Europeu do Ambiente (EEB), a Rede de Acção Climática (CAN) da Europa, a Aliança da Saúde e do Ambiente (HEAL) e a WWF associaram-se à organização WeMove.EU para lançar a petição. A petição que está disponível em inglês, alemão, francês, italiano e polaco, será entregue aos ministros antes de uma votação crucial dos governos nacionais numa reunião da Comissão Europeia a 28 de Abril.

Tal como já tinha comunicado anteriormente, a Quercus reitera «a sua posição desfavorável ao uso do carvão como fonte de energia e reafirma a necessidade de se caminhar para fontes de energias mais limpas que proporcionam uma melhor qualidade do ar e, portanto, da saúde dos cidadãos».

terça-feira, 11 de abril de 2017

PETIÇÃO: Contra o corte raso na Serra da Freita e a replantação com eucalipto

A todos os amigos das árvores nativas: pedimos para irem HOJE à página da Quercus - ANCN Está para sair às 13:50 horas a petição pública: Contra o Corte Raso na Serra da Freita
É muito importante lá pôr "gosto", partilhar e comentar a essa hora (+ 5 minutos) pois só assim será possível alcançarmos milhares de pessoas e assinaturas. A serra agradece.

Assina, divulga e partilha a petição Contra o Corte Raso na Serra da Freita

Após os desastrosos incêndios florestais do ano 2016, o ICNF aplicou uma série de medidas de combate a erosão pós-incêndio. O abate indiscriminado das árvores nativas que sobreviveram a catástrofe não faz parte destas medidas, mas acontece em larga escala. As beiras das estradas que sobem para a Serra da Freita enchem-se com pilhas de madeira de carvalhos, castanheiros e pinheiros, na sua maioria pouco ou nada fustigados pelo fogo. Como é isto possível num espaço da Rede Natura 2000?

Grandes carvalhos que podiam dar bolotas e apoiar a criação dum novo bosque são abatidos sem controle, tanto como castanheiros adultos ou jovens, sem fiscalização, sem qualquer autoridade a visionar e interferir.

Apelamos ao ministério do meio ambiente e os municípios que abrangem este território da Serra da Freita: pronunciem-se, tomem medidas, mostrem presença.

Do mesmo modo que foi entregue aos municípios mais poder para cuidar da floresta, agora é a altura para actuar.


Não deixem transformar as encostas da Serra da Freita num vasto eucaliptal.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Minuto Verde: Assine a petição pelos nossos solos em People 4 soil


Salve o Solo
People4Soil. 4 razões para salvar os solos da Europa 

“People4Soil”, é uma rede aberta de organizações europeias, da sociedade civil, institutos de investigação, associações de agricultores e grupos ambientais. Estamos a promover uma “European Citizens Initiative” (ECI) - Iniciativa de Cidadania Europeia destinada a introduzir uma legislação específica sobre a protecção e conservação do solo. Este relatório fornece um conjunto de questões e dados estatísticos sobre a situação preocupante dos solos na Europa, incluindo quatro razões principais para protegê-la. Ajude-nos na divulgação da mensagem: vamos dar um direito ao solo!

Assina a petição aqui e divulga. Participa!


domingo, 11 de junho de 2006

Sem a energia que ergue as montanhas,como poderia eu viver?*



Claro protagonismo do pilar económico em detrimento do pilar social e, muito particularmente, do pilar ambiental (Quercus avalia decisões do Conselho de Ministros na área do ambiente,9 de Junho de 2006)
Inexistência de uma estratégia nacional de educação ambiental/educação para o
desenvolvimento sustentável
(relatório de 2006, em pdf, do Futuro Sustentável)
Querem desacreditar os Professores (petição dirigida ao Presidente da República)
Querem desacreditar as energias renováveis (excelente depoimento do Hora Absurda)
Por se vilipendiar valores ambientais (mais um atentado dos albetonistas- membros da religião do Al-Petroleum)
Justifica-se tudo em nome das últimas tecnologias (antenas de telemóveis sob a forma de árvores falsas)
Por aumento da desertificação em Portugal (in Quercus, 16 de Junho de 2006 - Passados 7 anos após a sua aprovação em 1999, o Plano de Acção Nacional de Combate à Desertificação (PANCD) permanece sem financiamentos próprios e sem um suporte de recursos humanos que permita a sua execução)
Querem desacreditar o automóvel eléctrico (excelente documentário)
As mil e uma estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros - ler o artigo Os vendedores de doenças
Farto de entidades representantes dos cidadadãos que não dão exemplo (prémio Tuvalu a Durão Barroso)
Transportes públicos aumentam sempre, desta vez 2%- 3% (Não é assim que se combate o congestionamento de tráfego especialmente nas grandes cidades. Não é assim que se contribui para um melhor ambiente e melhor qualidade de vida, com menos poluição e com menos doenças respiratórias)
Bruxelas vs Estrasburgo- contra o desperdício de 200 milhões de euros (Junte-se a 587133 outros cidadãos europeus e assine esta petição!)
O Japão conseguiu comprar votos que lhe darão o controlo da International Whaling Commission: Guatemala, Camboja e as ilhas Marshall.
*Citando a poetisa Mirabai /Meerabai (c.1498-aft.1550)