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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Estudo norte-americano mostra que produtos à base de glifosato são mais tóxicos do que essa substância isoladamente.

Estudo norte-americano mostra que produtos à base de glifosato são mais tóxicos do que essa substância isoladamente. É o caso do Roundup, herbicida líder de vendas
 Formulated weedkillers, like Monsanto’s widely-used Roundup, leave residues in food and water, as well as public spaces. Photograph: Rene van den Berg/Alamy Stock Photo


O herbicida mais famoso do mundo mata células humanas. É o que dizem os estudos mais recentes de pesquisadores ligados ao governo norte-americano, segundo uma reportagem publicada hoje no jornal britânico The Guardian (a matéria está neste link).

Os testes são do Programa Nacional de Toxicologia e trazem fortes evidências de que os produtos comercializados — como o Roundup, o herbicida mais famoso do mundo, produzido pela Monsanto há quatro décadas — são mais tóxicos para células humanas do que o seu princípio ativo sozinho. O princípio ativo é a substância que de fato produz os efeitos e, no caso do Roundup, é o glifosato.

Isso é um grande problema porque, embora ele componha herbicidas há mais de 40 anos, essa é a primeira vez que são feitos testes nos agrotóxicos formulados com essa substância — para a aprovação e registro, só se exigem testes com o próprio glifosato, isoladamente.

Seu uso é, há muito tempo, cercado de polêmicas — hoje, ele é proibido e restrito em alguns países. E os estudos foram solicitados pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) justo depois que, em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) classificou o glifosato como um provável carcinógeno humano. Na mesma ocasião, ela destacou preocupações sobre as formulações que combinam esse princípio ativo com outros ingredientes.

O coordenador do laboratório que conduz as pesquisas, Mike DeVito, disse ao Guardian que o trabalho ainda está em andamento, mas as descobertas iniciais já são bastante claras: o herbicida mata células humanas, enquanto o glifosato sozinho não o faz. O pesquisador ressalta, porém, que isso não significa necessariamente que os produtos causem câncer ou outras doenças.

Monsanto já sabia

Existe um importante impedimento à testagem adequada dos herbicidas nessa pesquisa: é o fato de que sua formulação é segredo corporativo, uma informação comercial confidencial. Ninguém sabe exatamente a fórmula do Roundup, nem como ela vem mudando ao longo dos anos.

Mas, em relação à toxicidade, a reportagem cita e-mails internos antigos da Monsanto que vieram à tona durante um julgamento no ano passado e indicam que a própria empresa já tinha alguma noção desse perigo, mesmo que ele não fosse mensurado. “Você não pode dizer que o Roundup não é um agente cancerígeno… Nós não fizemos os testes necessários na formulação para fazer essa declaração. Os testes nas formulações não estão nem perto do nível do ingrediente ativo”, diz um deles, de 2003. Em outra mensagem, de 2010, se lê: “Com relação à carcinogenicidade de nossas formulações, não temos esses testes realizados diretamente nelas”. E mais uma, de 2002, é clara: “O glifosato é OK, mas o produto formulado … Causa o dano”.
Situação no Brasil


O Roundup é o famoso “mata-mato”, amplamente pulverizado para matar ervas consideradas daninhas. É o herbicida mais usado no mundo, e líder de vendas no Brasil. Mas a confiança em sua segurança não é nada unânime e, aqui, sua reavaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se arrasta desde 2008. No ano passado, a agência estabeleceu que a análise toxicológica do glifosato — e não dos herbicidas à base dele — vai terminar no ano que vem. Só a partir daí haverá uma consulta pública e, depois, sua proibição (ou não) vai ser decidida.

Mas, muito antes disso, pode ser votado na Câmara o PL 6299/02, um projeto que veio do Senado e ao qual foram apensados vários outros ligados ao tema. O conjunto ficou conhecido como ‘Pacote do Veneno’. Não à toa. As propostas alteram a legislação referente aos agrotóxicos no Brasil, e este documento da campanha Chega de Agrotóxicos resume o que acontece se o pacote for aprovado. Por exemplo: o nome ‘agrotóxicos’ vai ser substituído por ‘defensivos fitossanitários e produtos de controle ambiental’, será criada uma Política Nacional de Apoio ao Agrotóxico, a aplicação de agrotóxicos no meio urbano vai ser facilitada, a fiscalização vai ficar mais frouxa e a aprovação de novos agrotóxicos vai ser acelerada, com brechas para que isso aconteça inclusive em relação a produtos que comprovadamente fazem mal à saúde.

Desde o fim de abril, está para ser apreciado em uma comissão da Câmara o parecer do relator deputado Luiz Nishimori (PR-PR) sobre o Pacote. Ele é favorável a essas mudanças. Havia outros projetos apensados que poderiam ser positivos — como três PLs relacionados à proibição ou reavaliação periódica de produtos contendo glifosato. Mas Nishimori os rejeita.

Nos últimos tempos, a pressão pela não aprovação está intensa. A campanha Chega de Agrotóxicos divulgou um manifesto assinado por 271 organizações que repudiam o texto. O Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DSAST), do Ministério da Saúde, lançou nota se posicionando contra; a Fiocruz e o Conselho Nacional de Saúde também. E o Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou a rejeição. Além disso, o subprocurador-geral da República Nívio Silva Filho encaminhou ao Congresso uma nota técnica afirmando que há inconstitucionalidades no texto.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Documentário: Food Inc, 2008, por Robert Kenner (legendado em português)




O documentário Food Inc apresenta a realidade por trás das indústrias de alimentos, que dificultam ao máximo que os consumidores saibam a verdadeira origem do que estão a comprar ou ingerir.

A realidade que a indústria pretende esconder a todo custo é baseada num cenário perverso: uma vida de sofrimento, tortura e confinamento de animais que são explorados para o consumo humano. O filme foi produzido e dirigido por Robert Kenner.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Estudo de caso: A lagarta exótica Helicoverpa armigera (monocultura vs agrofloresta)


O Brasil vai exportar megapragas? A lagarta exótica Helicoverpa armigera vem assombrando as lavouras de soja, milho e algodão do país há vários anos, pressionando inclusive para a liberação brasileira de sucessivos agrotóxicos antes proibidos pela Anvisa  e pelo Ibama. Ano após ano, a lagarta que causa perdas econômicas para produtores é, também, a mesma a que causa uma receita bilionária às fabricantes estrangeiras de pesticidas. Em janeiro deste ano, mais um novo agrotóxico foi liberado  no Brasil, outro veneno para tentar conter a tal lagarta. Estudos sobre estas superpragas realizado por pesquisadores ingleses, americanos e australianos, tanto do PNAS e CSIRO, demonstram que a tal lagarta híbrida já é uma megapraga, com muitas mudanças genéticas resistentes a todos os pesticidas do mercado. Os cientistas alertam para o risco mundial. 


Saiba mais:

Fonte: Árvore, Ser Tecnológico, 11.04.08

quarta-feira, 21 de março de 2018

Agricultura de Conservação - cada vez mais urgente! (com vídeo explicativo)


A Agricultura de Conservação é um sistema que visa a melhoria das funções do solo para, dessa forma, aumentar a sustentabilidade económica e ambiental dos sistemas agrícolas. Neste vídeo são abordados os conceitos fundamentais do sistema, assim como os aspectos cruciais dos itinerários técnicos relativos às culturas de sistemas agro-pecuários no Alentejo. O filme tem por base a Herdade da Parreira – Portalimpex, situada junto à Aldeia do Ciborro no concelho de Montemor-o-Novo. Esta exploração iniciou a sua conversão ao sistema em 2003 e é o exemplo mais avançado existente em Portugal.
Agricultura de Conservação from António Menêzes on Vimeo.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Agricultores atraem aves e morcegos para campos para reduzir uso de pesticidas e aumentar produção

Peneireiro- americano

Os agricultores de diversos países estão a virar-se para a natureza para reduzir o uso e o impacto ambiental dos pesticidas e, em alguns casos, aumentar a produtividade das suas plantações. 

O que isto significa, em concreto, é que estão a atrair aves e outros vertebrados para as suas explorações agrícolas, para que estes animais mantenham as pragas longe das suas culturas.

Um novo estudo, publicado na revista científica Agriculture, Ecosystems and Environment, apresenta alguns dos melhores exemplos desta prática no mundo. 

Em Michigan, por exemplo, a instalação de caixas-ninho atraiu o peneireiro-americano – uma pequena espécie de falcão – para as explorações de mirtilos e para os pomares de cerejeiras. Os pequenos predadores alados alimentam-se de muitas espécies que prejudicam estas culturas, incluindo gafanhotos, roedores e estorninhos. Nos cerejais, os peneireiros-americanos reduziram significativamente a abundância de aves que comem as frutas. 

Na Indonésia, as aves e os morcegos ajudam os agricultores a poupar grandes quantias de dinheiro na prevenção de pragas. Também se registou um aumento de 132 kg por acre nos rendimentos das plantações indonésias de cacau – igualando cerca de 240€ por acre –, graças à presença das aves e morcegos nos campos. 

A nossa análise de estudos mostra que os vertebrados consomem inúmeras pragas das culturas e reduzem os estragos provocados nas colheitas, o que é um serviço de ecossistema essencial”, disse a bióloga Catherine Lindell, que liderou o estudo.

Caixa de nidificação instalada para atrair peneireiros-americanos | Fotos: Megan Shave

Na Jamaica, o facto de as aves comerem um dos “inimigos” das plantações de café resultou em poupanças estimadas de 15€ a 102€ por acre, anualmente. 

Em Espanha, a construção de caixas-abrigo perto dos arrozais aumentou a população de morcegos e reduziu as pragas locais

Os viticultores neozelandeses ajudaram a restabelecer o falcão-de-nova-zelândia - uma espécie classificada pela UICN como “quase ameaçada” – nas regiões de planície usadas para o cultivo da vinha. Trabalhando em conjunto com a organização Marlborough Falcon Trust, estes agricultores estão a ajudar a conservar a população em declínio desta ave, através da educação, ativismo e angariação de fundos, enquanto protegem as suas vinhas. 

“Agora que reunimos estes estudos, precisamos mesmo de definir uma agenda de investigação para quantificar as melhores práticas e tornar os resultados acessíveis para as principais partes interessadas, como os agricultores e os ambientalistas”, disse Catherine Lindell. “Espero que isto suscite um grande interesse.”

“Estes cientistas demonstraram uma situação vantajosa para os agricultores e para as aves”, afirmou Betsy Von Hole, da instituição científica que financiou o estudo. “O aumento das aves de rapina nativas nas zonas agrícolas pode ajudar a controlar as pragas de insetos que prejudicam as culturas, reduzindo, potencialmente, o uso dispendioso de pesticidas. Para espécies de aves com populações em declínio, estes esforços podem aumentar o sucesso reprodutivo das aves, ao mesmo tempo que se produzem culturas fruteiras atrativas para os consumidores.

Fonte: Uniplanet

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O documentário completo - Amanhã (Demain) legendado em Português

Amanhã - Um Novo Mundo Em Marcha from Permacultura on Vimeo.


Documentário francês que aborda a crise planetária que estamos vivendo. Mas, ao contrário de outros documentários que priorizam os problemas, foca as soluções que estão sendo colocadas em prática ao redor do globo para um mundo bem melhor. Foi rodado em 10 países. Em cada local que a equipe gravou, somos apresentados a pessoas e organizações que estão mudando sua economia, reinventando a democracia, recriando a educação, fortalecendo a agricultura sustentável e investindo em novas fontes de energia.


Versão Espanhola e Italiana aqui

terça-feira, 25 de julho de 2017

As árvores enviam sinais de socorro para as aves quando os insectos as atacam

Os pássaros podem cheirar  uma árvore que está infectada por insectos por diferenças de compostos químicos emitidos pelas plantas. Um benefício mútuo para ambos!


Uma investigação da Estação Experimental de  Zonas Áridas demonstrou pela primeira vez que um pássaro, o  chapim-real (Parus major),  cheira quando uma árvore está infestada por lagartas. Estas aves são capazes de identificar quais as plantas que estão infectadas com insetos devido a algumas pistas  olfactivas que as árvores libertam.

Pesquisadores da Estação Experimental de Zonas Áridas (EEZA-CSIC) e do Centro de Ecologia Terrestre (NIOO) da Holanda descobriram que as aves que se alimentam de insetos são atraídos por árvores infectadas pelas lagartas da borboleta (Lepidoptera) e qual o mecanismo responsável por este comportamento.

"Antes do ataque das lagartas, as plantas desenvolvem uma resposta de defesa que inclui a libertação de compostos voláteis que as aves predatórias usam ​​para encontrar presas", diz SINC Luisa Mestre da Paz, principal autora do estudo e pesquisadora EEZA-CSIC.

"Este fenómeno tem sido estudado em artrópodes predadores, mas apenas em aves insetívoras, embora eles são um dos mais importantes predadores de insetos", continua.

Para conhecer esse mecanismo, os cientistas fizeram vários experiências com os chapins. Eles permitiram que as aves escolhessem entre uma árvore infectada por lagartas de lepidópteros e outra árvore não-infectada. Também nas suas  experiências evitaram quaisquer rasto químico proveniente das lagartas, para concluir que as aves são atraídas por sinais químicos emitidos pela árvore, e não pelas larvas.

"Os nossos resultados mostraram que chapins são capazes de discriminar entre as árvores infectadas e árvores não infectadas, como observamos que as aves visitavam pela primeira vez a árvore infectada e também fizeram mais visitas a árvores que tinham lagartas do que as árvores  não infectadas ", diz a pesquisador.

As aves foram atraídos por árvores infectadas, mesmo quando, pouco antes do experimento, removê-los lagartas e folhas danificadas por eles, mostrando que as aves são um sinal para reconhecer a árvore infectada.

Árvores infectados e não infectados diferem tanto na emissão de compostos voláteis, assim como na cor das folhas. Ambos visão e o cheiro podiam estar envolvidos na discriminação dos pássaros.

"No entanto, foi realizado uma segunda experiência para ver que tipo de sinal era utilizado pelas aves. Foi oferecido a ambos os chapins sinais isolados e descobriu-se que a atração permaneceu sobre as árvores infectadas onde as aves só podia sentir o cheiro das árvores, mas não pela visão ", referiu Mestre da Paz.

Isto implica que as aves podem cheirar o que a árvore está infectado por diferenças de compostos químicos emitidos pelas plantas.

Benefício mútuo para as aves e plantas

Segundo a pesquisadora, este é um benefício para os pássaros insetívoros que são predadores de topo e para as árvores, que assim as ajuda a se livrar dos insetos.

Do ponto de vista do pássaro, usam sinais químicos de plantas infectadas também é benéfico porque vai fornecer informações sobre a presença de alimentos. Isto é especialmente importante em períodos de reprodução, onde as aves não só deve encontrar comida para si mesmos, mas para seus filhotes.

"Esta evidência da capacidade das aves insetívoras de usar sinais químicos de plantas é muito importante, considerando que as taxas de predação destes animais são muito mais elevados do que os de artrópodes predadores. Também destaca a necessidade de considerar as aves insectívoras no controle biológico de pragas ", diz Mestre da Paz

Referencia bibliográfica:

Luisa Amo, Jeroen J. Jansen, Nicole M. van Dam, MarcelDicke y Marcel E. Visser. “Birds exploit herbivore-induced plant volatiles to locate herbivorous prey” Ecology Letters, (2013) doi: 10.1111/ele.12177.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Alimentação saudável: comer sem pesticidas!, por João Miguel de Freitas

Estávamos em Abril de 2017 e a PRIMEIRA recomendação do médico entre 6 sugestões "amigas para a sua mesa" escreveu :
"1. Comprar, sempre que possível, alimentos frescos provenientes da agricultura orgânica onde não são utilizados pesticidas ou fertilizantes químicos. Por exemplo, procurar conhecer os produtores que não utilizam estes componentes
"


Camille Pissarro- Peasant Women Planting Stakes, 1891 

Estou a escrever-vos este artigo com um autêntico “nó” na garganta. Ainda que, tal como a maioria das pessoas, tenha contactado com informação relativa à produção massificada de alimentos, quer de origem animal, quer vegetal, neste passado fim de semana, pude realizar um módulo de formação subordinado à contaminação dos nossos alimentos, que me deixou ainda mais preocupado.

Quais são os alimentos que apresentam os maiores índices de pesticidas? O que fazer para consumir mantimentos com confiança e tranquilidade?

De uma forma comum, somos “bombardeados” com a importância do consumo de alface, tomate, pepino, maçã, peixe, frango... alimentos de que, de uma forma geral, gostamos. Mas o pior é que são esses os alimentos que, geralmente, contêm as doses residuais mais elevadas de pesticidas, como DDT, capazes de agir sobre o nosso sistema endócrino e imune, ou seja, substâncias que podem alterar o nosso normal funcionamento.

Este cocktail químico influencia-nos através de uma redução da fertilidade, de um aumento de alguns tipos de tumores, do aparecimento de diabetes mellitus e da obesidade. Estes componentes, infelizmente, estão também presentes em outros produtos que utilizamos diariamente, tais como: fármacos, cosméticos, embalagens, recipientes de plástico e até revestimentos de latas.

A questão não é, de todo, simples! Por um lado, necessitamos de alimentos para uma população em crescendo, mas, por outro lado, é fundamental garantir que os mesmos alimentos são submetidos a controlos mais ou menos severos para garantir a saúde do consumidor. Ainda não se conhece bem os efeitos no nosso organismo de todas estas substâncias utilizadas para evitar o ataque de pragas e insetos e para melhorar a aparência e a durabilidade do que consumimos. Sabemos, sim, que os alimentos em que foram encontrados mais resíduos de pesticidas são: alface, tomate, pepinos, maçãs, pêssegos, pimentos, morangos, peixe criado em viveiros e animais submetidos a alimentação à base de ração (contendo restos animais, hormonas de crescimento e antibióticos). Os menos contaminados são: banana, cenoura, ervilhas, legumes e hortaliças protegidos por uma casca mais grossa, peixe capturado “selvagem” e animais criados sem suplementação alimentar.

No dia-a-dia, e como consequência da crise económica que estamos a atravessar, sabemos que uma parte significativa da população consome de forma insuficiente frutas, verduras e legumes. Se a este aspeto associarmos alguns componentes tóxicos, esta situação sofre um claro agravamento que se vai refletir num aumento do número de casos de tumores, malformações congénitas, patologias endócrinas, neurológicas e mentais.

O ideal para a saúde pública seria evitar ou reduzir ao máximo o consumo dos pesticidas nos cultivos e na alimentação em geral, mas é preciso ser realista: compete a cada um de nós a missão de eliminar parte do risco. Alguns aspetos fundamentais passam por lavar os produtos antes do seu consumo, por exemplo, no caso dos morangos e tomate, como o tóxico utilizado é de superfície, temos de lavar bem a parte externa do alimento com água para eliminar o risco. Para outros alimentos em que o produto penetra e afeta o seu interior, o aquecimento pode inativar os efeitos adversos dos pesticidas, excetuando o zinco e o estanho, já que, nestes casos, o aquecimento não elimina o perigo.

Deixo 6 sugestões amigas para a sua mesa:
1. Comprar, sempre que possível, alimentos frescos provenientes da agricultura orgânica onde não são utilizados pesticidas ou fertilizantes químicos. Por exemplo, procurar conhecer os produtores que não utilizam estes componentes;

2. Lavar cuidadosamente as frutas e verduras com água e bicarbonato de sódio: não serve para remover completamente todos os pesticidas, porém ajuda na remoção de grande parte;

3. Tirar a casca aos alimentos antes de consumi-los – os pesticidas têm maior concentração na porção externa;

4. Comprar, de preferência, peixe “selvagem”;

5. Aderir, com outras pessoas, a grupos de compra de produtos biológicos, tais como: frango, carne de vaca, porco, ovos, frutas e legumes. A associação estimulará o aparecimento de mais produtores deste modelo de produção;

6. Sempre que possível, cultive alguma coisa, mantenha pequenas hortas no jardim, no quintal ou em zonas urbanas. Os resultados serão modestos, mas o tempo dedicado ao cultivo, para além de poder ser um ponto zero em tecnologias, feito apenas de convívio familiar, poderá possibilitar-lhe a produção de hortaliças e legumes com nenhum traço de pesticida, em condições controladas por si.

Proteja a sua saúde, não a envenene!

terça-feira, 4 de julho de 2017

A História de uma vida dedicada à agricultura biológica- 37 anos! Parabéns, Maro!



Durante 37 anos, Maro lavrou a sua quinta orgânica, cultivando alimentos respeitando a natureza e recusou sempre  envenenar o solo com pesticidas.
P.S. 829 visualizações...
Obrigado, Maro!


For 37 years, Maro has cultivated her organic farm, growing food respecting nature and refusing to poison the soil with pesticides. 

Sugestão: se tem conta no youtube coloque lá o seu depoimento ou um texto. No mínimo Parabéns.

Tip: If you have an account on youtube, put your testimonial or text there. At least Congratulations.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Banir o glifosato e apoiar a Agricultura Biológica

"Enquanto continuarmos a apostar na agricultura intensiva moderna só estamos a agravar o problema das alterações climáticas. Precisamos acima de tudo de uma agricultura de biodiversidade cultivada que recupere as sementes tradicionais e cuide do solo alimentando-o em vez de o empobrecer cada vez mais, como faz a agricultura intensiva." 
Texto completo * Full text Modern agriculture cultivates climate change – we must nurture biodiversity

DIGA NÃO AO GLIFOSATO
Parque Hortícola do Vale de Chelas (Biológico) @ Duarte D´Araújo Manta

RISCOS para a Agricultura, Saúde e Ambiente

Glifosato- compilação de 245 artigos científicos que descrevem os malefícios do glifosato sobre o ambiente, os animais e a saúde pública AQUI

Alternativas

Consultar dezenas de documentos sobre alternativas e sustentabilidade na agricultura

sábado, 20 de maio de 2017

Quercus desafia os portugueses a apreciarem ervas daninhas

Fonte: Publico
O desafio é apreciar as ervas daninhas e passá-las para o papel. A Quercus e a Urban Sketchers, associação que promove o desenho em cadernos ou diários gráficos, juntaram-se com o objectivo de promover a apreciação das ervas espontâneas no espaço urbano, encontrar beleza nelas e recusar a utilização de herbicidas para as erradicar. "Estas ervas espontâneas passavam-me ao lado e com esta desafio passei a reparar na beleza que realmente têm", explica Henrique Vogado, da direcção dos Urban Sketchers Portugal.

A mudança de mentalidades é o primeiro passo para acabar com o uso de herbicidas químicos, nomeadamente o glifosato que é o mais vendido em Portugal, no controlo das plantas infestantes. “É necessário explorar o lado estético das ervas que surgem nas rotundas, bermas, à volta dos postes, nos corredores centrais e perceber que estas plantas não estão a fazer mal nenhum e que fazem parte da paisagem urbana”, refere Alexandra Azevedo, responsável pela Campanha Autarquia sem Glifosato da Quercus. "E nós já temos o hábito de desenhar todos os dias, mas agora estamos a fazê-lo por uma causa ambientalista", acrescenta Henrique Vogado, citado em comunicado

O desafio pode ser aceite por qualquer pessoa durante o mês de Maio, dada a sazonalidade das plantas. Os desenhos das plantas devem indicar a freguesia e/ou o concelho onde foram feitos e devem ser enviados para o email hvogado33@gmail.com, em resolução de imagem de 300 dpi. Dos desenhos enviados pelos participantes, alguns irão ser seleccionados para uma futura exposição itinerante da Quercus em parceria com a Urban Sketchers.

A Quercus tem procurado alertar as autarquias locais para darem espaço à natureza sem recorrer a herbicidas através da campanha “Autarquias sem Glifosato/Herbicidas”, lançada em 2014. E defende alternativas não químicas e viáveis para o controlo e manutenção das plantas espontâneas são, por exemplo, a monda mecânica (motorroçadora e destroçadores) ou a monda térmica (queimadores a gás de calor directo ou indirecto, jacto de água quente, vapor de água ou de espuma para fazerem a lavagem e deservagem). Os municípios de Braga, Lousada, Vila Real, Porto, Castelo de Paiva, São Vicente (Madeira), Cabeceiras de Basto, São Pedro do Sul, Castro Verde, Vila Nova de Paiva e Alcanena já aderiram.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Denúncia de milho transgénico na Bolívia (com video)

Scientists testing for illegal GM maize found growing in Bolivia

Plantações ilegais de milho transgénico estão a ser identificadas e denunciadas na Bolívia, pátria de 77 variedades de milho autóctone. Ler tudo em GMWatch.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Glifosato: Assine agora ou nunca (ou espere pelo menos 10 anos)

PARA ASSINAR CLIQUE AQUI

A Comissão Europeia deu indicações há menos de um mês de que pretende autorizar o herbicida glifosato por mais dez anos. O glifosato (mais conhecido por Roundup, ou Spasor) é o herbicida mais vendido no mundo e em Portugal, para além de uma enorme fonte de lucro para a Monsanto e outras empresas.

Embora a Organização Mundial de Saúde afirme desde 2015 que o glifosato causa cancro em animais de laboratório, a ECHA e a EFSA (autoridades europeias da química e da segurança alimentar) deram luz verde à sua reaprovação. Esses pareceres só foram possíveis porque se basearam em estudos secretos realizados pela própria indústria (!) e em artigos científicos públicos, aparentemente independentes, em que os autores tinham sido discretamente contratados pela Monsanto para chegar à conclusão de que o glifosato era totalmente inócuo. A existência destas ligações perigosas só em 2017 começou a vir a público, graças a numerosas ações judiciais em curso nos Estados Unicos ondedocumentos confidenciais foram tornados públicos por ordem do tribunal.

Neste momento já estão em curso diversas medidas oficiais para restringir o glifosato: a Bélgica pretende proibir o uso por não profissionais, a França já proibiu a aplicação de glifosato em espaços públicos e até em Portugal foram tomadas algumas medidas para proteger zonas urbanas mais sensíveis.

A contaminação do ambiente e dos alimentos - e portanto das próprias pessoas - pelo glifosato é bem conhecida. No caso português, num pequeno conjunto de análises realizadas a voluntários, verificou-se que 100% das pessoas apresentava glifosato na urina e que a concentração média dessa contaminação estava cerca de vinte vezes acima dos valores alemães.

Neste momento já não basta restringir o glifosato: é preciso proibi-lo. Há evidências suficientes para justificar medidas que efetivamente protejam a saúde de todos. E o que não se sabe - por exemplo se o glifosato causa ou não desregulação hormonal nas pessoas - também justifica essas medidas. A Comissão Europeia não tem legitimidade para reautorizar um herbicida sem primeiro ter sequer definido o método que irá avaliar se essa desregulação hormonal existe... e no entanto é exatamente isso que se avizinha.

Os cidadãos portugueses e europeus não podem, sozinhos, proibir o glifosato, mas podem contribuir para que isso aconteça. Está em curso uma Iniciativa de Cidadania Europeia que obriga formalmente a Comissão Europeia a propor legislação que ponha fim ao glifosato na União. Para a Iniciativa ser válida tem de reunir pelo menos um milhão de assinaturas (neste momento já há mais de 700 mil) e atingir um mínimo de adesões em pelo menos 7 dos 28 Estados Membros.
Portugal precisa de um mínimo de 16 mil assinaturas... e ainda faltam 12 mil. Embora a recolha possa decorrer legalmente até ao final de 2017, na prática ela tem de terminar em meados de junho, visto que nessa altura a Comissão deverá tomar a sua decisão final. O tempo urge!

Por favor assine aqui para juntar a sua voz ao protesto. Vale a pena! Também pode colaborar divulgando esta postagem e partilhando o apelo nas redes sociais. Se preferir, pode a Plataforma Transgénicos Fora: contacto@stopogm.net pedindo o formulário de adesão em papel e, depois de preenchido, enviar para a morada indicada no mesmo.

E NÃO SE ESQUEÇA DE ASSINAR

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Diga SIM à campanha Living Land!

O sistema agrícola europeu está obsoleto, é desvastador para o nosso clima e ambiente e está também a falhar para com as nossas comunidades rurais. Diga agora à Comissão Europeia para reformar radicalmente a Política Agrícola Comum europeia de modo a ajudar os agricultores, proteger a natureza e a nossa saúde. Levante a sua voz agora! Diga SIM à campanha Living Land

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Zika, Pesticidas e o Mosquito Transgénico- pyriproxyfen é a verdadeira causa da microcefalia, não dá mais para esconder.

O que mais me irrita é como andamos "distraídos"...é de 2016. E deixamos que mordam e amordacem as nossas mentes.
O larvicida que contem pyriproxyfen é a talidomida versão séc.XXI, amigos. Isto é sério demais.

English: REPORT from Physicians in the Crop-Sprayed Town regarding Dengue-Zika, microcephaly, and massive spraying with chemical poisons


Español: Informe de Medicos de Pueblos Fumigados sobre Dengue-Zika y fumigaciones con venenos química

Para acceder al informe en pdf para imprimir, haga click aqui: Informe Zika de reduas (792)

Doctors name Monsanto’s larvicide as potential cause of microcephaly in Brazil:
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Componente químico Pyriproxyfen é apontado como causa da microcefalia
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Nem o Zika vírus e nem vacinas, para a Organização dos Médicos Argentinos o grande surto de microcefalia que se abateu sobre o Brasil é causado por um químico larvicida chamado Pyriproxyfen colocado na água ou pulverizado nas cidades afetadas pelo surto de microcefalia.

O relatório da entidade é enfático ao dizer que não é coincidência os casos de microcefalia surgirem na áreas onde o governo brasileiro fez a aplicação do Pyriproxyfen diretamente no sistema de abastecimento de água da população, mais especificamente em Pernambuco.

Componente químico Pyriproxyfen é apontado como causa da microcefalia


“O Pyroproxyfen é aplicado diretamente pelo Ministério da Saúde nos reservatório de água potável utilizados pelo povo de Pernambuco, onde a proliferação do mosquito Aedes é muito elevado ( uma situação semelhante à das ilhas do Pacífico ). (…) Malformações detectadas em milhares de crianças de mulheres grávidas que vivem em áreas onde o Estado brasileiro acrescentou Pyriproxyfen à água potável não é uma coincidência, apesar do Ministério da Saúde colocar a culpa direta sobre o Zika vírus para os danos causados (microcefalia).”, revela o relatório na página 3.

O relatório também observou que o Zika tem sido tradicionalmente considerado uma doença relativamente benigna, que nunca foi associada com defeitos congênitos, mesmo em áreas onde infectou 75% da população.


Posição da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco)

O  relatório argentino, que também aborda a epidemia de dengue no Brasil, concorda com as conclusões de um relatório separado sobre o surto Zika feito por médicos brasileiros e pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco.

A Abrasco também aponta o Pyriproxyfen como causa provável da microcefalia. A associação condena a estratégia de controle químico para frear o crescimento dos mosquitos portadores do Zika vírus. A Abrasco alega que tal medida está contaminando o meio ambiente, bem como pessoas e não está diminuindo o número de mosquitos. Para a Abrasco esta estratégia é, de fato, impulsionada por interesses comerciais da indústria química, a qual diz que está profundamente integrada com os ministérios latino-americanos de saúde, bem como a Organização Mundial de Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde.

Abrasco nomeou a empresa britânica Oxitec que produz insetos geneticamente modificados como parte do lobby empresarial que está a distorcer os fatos sobre o Zika vírus para atender a sua própria agenda com fins lucrativos.

A Oxitec vende mosquitos transgênicos modificados para esterilidade e os comercializa como um produto de combate à doença – uma estratégia condenada pelos médicos argentinos, tida como “um fracasso total, exceto para a empresa fornecedora de mosquitos”.

Vale lembrar também que o Zika vírus é propriedade da família/Fundação Rockefeller, conforme relatado pelo Panorama Livre no dia 31 de janeiro. Além, claro, da ONU já ter declarado que países com casos de microcefalia deveriam liberar o aborto – deixando claro a todos o enorme número de entidades envolvidas no lobby do controle/diminuição populacional.



PANORAMALIVRE
Zika vírus é propriedade da família Rockefeller
Leia mais aqui

Zika Vírus está a venda por €599.00 e o nome do depositário é “J. Casals, Rockefeller Foundation”. Outro fato que chama atenção é que a data de origem do Zika Vírus é o ano de 1947

Eis o link da página do órgão que comercializa o Zika Vírus:


Quem fabrica o Pyriproxyfen?

Os médicos acrescentaram que o Pyriproxyfen é fabricado pela Sumitomo Chemical, empresa japonesa e um “parceiro estratégico” da Monsanto. O Pyriproxyfen é um inibidor do crescimento de larvas de mosquitos, que altera o processo de desenvolvimento da larva, a pupa (estágio intermediário entre a larva e o adulto, no desenvolvimento de certos insetos), para adulto, gerando, assim, malformações no desenvolvimento dos mosquitos e matando ou desativando seu desenvolvimento. O composto químico atua como um hormônio juvenil de inseto e tem o efeito de inibir o desenvolvimento de características de insetos adultos (por exemplo – as asas e genitais externos maduros) e o desenvolvimento reprodutivo. É um disruptivo endócrino e é teratogênico (causa defeitos de nascimento), de acordo com os médicos.

Em dezembro de 2014 a Sumitomo Chemical anunciou que, juntamente com a Monsanto, expandiria seus trabalhos de controle de pragas para a América Latina, mais especificamente para Brasil e Argentina.





Outras leituras


sábado, 1 de abril de 2017

Estudo inglês afirma que a vida moderna está a matar os nossos filhos – taxa de cancro sobe 40% nos últimos 16 anos

Mankind & nature & pollution as seen by the artist Moki

De acordo com um estudo realizado em Inglaterra e publicado em Setembro do ano passado no prestigiado jornal “The Telegraph” a vida moderna está a matar as nossas crianças, com o número de jovens com diagnóstico de cancro a subir 40% nos últimos 16 anos por causa de fatores variados tais como a poluição do ar, as radiações, os campos eletromagnéticos, as dietas alimentares pobres, etc.Uma análise às estatísticas do governo, efetuada por investigadores da “Children with Cancer UK” concluíram que existem agora mais de 1300 casos de cancro, por ano, comparativamente a 1998. O aumento é mais aparente em adolescentes e jovens adultos com idades entre os 15-24 anos, onde a taxa de incidência aumentou de cerca de 10 casos em 100.000 para cerca de 16.

O cancro do cólon subiu 200%, nas crianças e jovens nos últimos 18 anos…
De acordo com as conclusões da investigação tais dados podem dever-se à evolução dos métodos de diagnóstico/triagem mais eficazes, sendo que no entanto a sua maioria se deva a fatores de ordem ambiental.

O Dr. Denis Henshaw, professor de efeitos de radiação no corpo humano na Universidade de Bristol (Reino Unido) e conselheiro/diretor científico da “Children with Cancer UK” afirma que a poluição do ar é de longe o maior culpado respondendo a cerca de 40% do aumento, mas outros elementos da vida das sociedades modernas e contemporâneas também são responsáveis. Entre eles destacam-se a obesidade, os pesticidas e solventes inalados durante a gravidez, as perturbações do ritmo circadiano, as radiações associadas aos raios-x e TAC, o ato de fumar, os campos eletromagnéticos das linhas de transporte de energia e dos telemóveis e respetivas antenas de transmissão.

Aliás Denis Henshaw associa, a esta faixa etária, as leucemias mas também vários tipos de cancro (tiróide, ovário, cólon) como doenças diretamente relacionadas com os fatores enumerados anteriormente, sendo a leucemia um exemplo claríssimo, na opinião do investigador, da influência clara que os fatores ambientais têm no aparecimento e aumento do número de casos de leucemia infantil.

Mais de 4.000 crianças e jovens são diagnosticadas com cancro a cada ano que passa, no Reino unido, e o cancro é a principal causa de morte em crianças dos 1-14 anos.
Na opinião deste investigador ações muito simples a nível comportamental, por parte das famílias podem contribuir para uma diminuição deste tipo de fatores de risco. Na verdade uma dieta rica e equilibrada, o uso ponderado das novas tecnologias e o evitar submeter as crianças a determinados carcinógenos presentes nos compostos químicos, existentes por exemplo nas tintas com que se pintam os quartos de criança (segundo ele uma criança não é consciente da moda), levarão a um menor risco face aos fatores enumerados.
Obrigado Willem Bakker e Teresa Marques Pestana por me dar a conhecer o trabalho de Moki.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Espécies em extinção: conheça os animais em risco (40 diapositivos...)

Com a população animal a cair a uma preocupante média de 52% em quatro décadas, listamos nesta galeria alguns dos animais que podemos perder para sempre. Saba quais: Os pinguins estão numa situação de extremo risco pelas mudanças da temperatura do mar e pelo derreter do gelo polar, causados pelas mudanças climáticas. Entre 17 e 19 espécies de pinguins estão numa situação de grande ameaça de extinção, segundo o órgão internacional que faz este registo.
Tigre-de-Sumatra- População restante: menos de 400.

Fotogaleria completa aqui

quinta-feira, 16 de março de 2017

Dois mil livros gratuitos sobre bioconstrução e permacultura


Fonte: Eco Casa Portuguesa

A plataforma virtual Ideas Verdes disponibilizou uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia e sustentabilidade. Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês, pode ser uma fonte bastante útil para arquitetos, planejadores e paisagistas.
Em sua página oficial, a plataforma compilou uma lista resumida de títulos voltados ao estudo da permacultura, agroecologia e bioconstrução. Veja as sugestões a seguir: 

PERMACULTURA E AGROECOLOGIA
John Seymour – El Agricultor Autosuficiente
John Seymour – La Vida En El Campo
Fukuoka – La Revolucion De Una Brizna De Paja
Fukuoka – La Senda Del Cultivo Natural
Bill Mollison – Introduccion A La Permacultura
Bill Mollison – La Parabola Del Pollo
Bill Mollison – El Momento Mas Terrible Del Dia
David Holmgren – La escencia de la permacultura
David Holmgren – Dinero Vs Energía fósil
Emilia Hazelip – Coleccion De Agricultura Sinergica
Jairo Restrepo – ABC agricultura organica y harina de rocas
Jairo Restrepo – Abonos Organicos Fermentados
G.E. Xoriguer – Manual Practico para Construir Cajas Nidos
Mariano Bueno – Como Hacer Un Buen Compost
Josep Rosello – Como Obtener Tus Propias Semillas
Jerome Goust – El Placer De Obtener Tus Semillas
J. Fernandez-Pola – Cultivo De Plantas Medicinales Y Aromaticas

BIOCONSTRUÇÃO
Predes – Construccion De Vivienda En Adobe
Gernot Minke – Manual De Construcción Con Paja
Gernot Minke – Manual De Construccion En Tierra
Gernot Minke – Techos Verdes
Johan Van Lengen – Cantos Del Arquitecto Descalzo
Johnny Salazar – Construyendo Con COB
Elias Rosales Escalante – Manual De Tratamiento De Aguas Grises
Bill Steen – La Casa De Fardos De Paja
Lourdes Castillo Castillo – Sanitario Ecológico Seco
Gustavo San Juan – Manual De Construccion De Calentador Solar De Agua
Pedro M. Molina – Como Hacer Hornos De Barro
Para acessar os mais de dois mil livros gratuitos para download clique aqui e navegue na biblioteca digital do Ideas Verdes.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Artigo da prestigiada Ana Primavesi - "A Revolução Verde e o Problema do azoto no Solo" (estudo de caso no Brasil)


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Ana Primavesi

Azoto é o adubo químico mais usado, sempre tentando aumentar a massa verde e nunca a saúde vegetal e nem sempre a produção de grãos. O adubo nitrogenado veio maciçamente com a Agricultura Convencional, que foi introduzida graças a uma combinação entre a indústria química e a mecânica. Foi capitaneado pelo prof. Borlaug e mediado pelo então presidente Kennedy (1961-63).
O problema da indústria era que possuía enormes estoques de produtos químicos altamente venenosos, e uma linha de produção para máquinas pesadas que ninguém necessitava mais porque a guerra terminara. E, se a indústria ia à falência, os EUA afundariam numa crise que poderia ser de difícil recuperação.
Foi combinado assim que a agricultura compraria químicos e máquinas das indústrias, e estas, uma vez recuperadas, iriam pagar impostos elevados. Com todas estas despesas, a agricultura convencional obviamente não iria mais ter lucros e até trabalhar no vermelho, mas o Governo se comprometia a devolver à agricultura parte destes impostos em forma de subsídios, dando início a uma “agricultura subsidiada” combatida em vão pelo governo brasileiro, uma vez que esquece a razão do subsídio.
Instaurou-se a famosa “Revolução Verde”. Para os EUA e Europa, que tinham o problema da indústria, era a solução milagrosa. Indústria e países recuperaram-se rapidamente, mas a agricultura familiar tinha de ser trocada pela agricultura industrial para dar espaço às máquinas..
Milhões e milhões de pessoas migravam do campo para as cidades, onde as indústrias as esperavam ansiosamente. Iniciou-se a época de êxodo rural e o crescimento gigantesco das cidades. Era o início da “sociedade de serviço”. E como este convênio era até milagroso para a indústria química e mecânica, ambicionou-se mais. Resolveu-se levar a Revolução Verde também para o Terceiro Mundo, que nesta época, estava em pleno desenvolvimento.
Milhares de “técnicos” americanos se espalharam pelo mundo afora e incutiram em todos as maravilhas da Revolução Verde, e por mais de 10 anos os EUA treinaram os técnicos do Terceiro Mundo gratuitamente nesta agricultura. E até fundaram-se no Terceiro Mundo organizações estatais, como a EMATER para introduzir a Revolução Verde. (Esta reconheceu seu erro e atualmente luta pela Agricultura Orgânica.)
Como o Terceiro Mundo não era o dono destas fábricas, ele tinha que comprar tanto os químicos como as máquinas pesadas, com créditos que o Primeiro Mundo lhes concedia generosamente a juros entre 20 a 25% por ano, endividando os países violentamente.
Para eles, a Revolução Verde tornou-se somente um dreno permanente de todas as riquezas dos seus povos, fluindo para os países do Norte. Também no Sul a população rural tinha de migrar às cidades graças às máquinas, mas como não possuíam indústrias que a esperavam, foram acolhidos somente pelas favelas. E enquanto o Primeiro Mundo enriqueceu, o Terceiro Mundo entrou num ciclo de miséria do qual, até hoje, não conseguiu sair ainda. A Revolução Verde salvou a industria do Primeiro Mundo mas endividou horrivelmente o Terceiro Mundo.


Como foi introduzido
O primeiro passo da Revolução Verde era matar os solos: pela calagem corretiva – a aração profunda – e a adubação nitrogenada.
Por quê?
Porque isso acabou com toda matéria orgânica nos solos.E sem matéria orgânica os solos perderam sua vida, que sem alimento não podia existir, Os solos se desagregaram, compactaram e tornaram-se quase impermeáveis. A água das chuvas escorreu, causando erosão – enchentes – secas aos quais, atualmente, se juntam os ciclones e tufões. É um ciclo do qual não saímos ainda, ao contrário, que está piorando cada vez mais e levando muitas partes do Mundo à desertificação. Mas não se consegue produzir em solos mortos sem todo este pacote químico, mais irrigação. Finalmente os solos servem somente de suporte para as culturas, que praticamente se criam em “hidropônicos ao ar livre.”
Como os solos temperados são rasos (40 a 100 cm) e muito ricos (250 a 2.200 mmol) e os solos tropicais são profundos até muito profundos ( até 35 m) mas pobres ( 1-17 mmol na média as vezes chegando até 35 a 70 mmol), parece lógico que necessitam de manejo distinto. Porém, até agora, foram tratados segundo o manejo dos solos temperados.
O que sacudiu o Mundo após a introdução da Revolução Verde eram os desmatamentos em grande escala, a fim de poder instalar as agroindústrias onde atualmente tem umas com tamanho de até quase 300.000 ha e cuja mecanização é total: trabalham com tratores teleguiados, sem tratorista e com análises químicas e adubação já feitos ao passar dos tratores. Mas nem no laboratório, nem no campo a análise química considera o estado do solo ( agregado, com lajes duras, compactado) nem a possibilidade de absorção pelas raízes, que não somente depende do estado físico do solo mas também do equilíbrio entre os nutrientes.
O azoto do adubo químico não é estável no solo, sendo lixiviado quando em forma de nitratos e nitritos ou se perde para o ar, quando em forma amoniacal ou em estado elementar, Também não considera-se que com o aumento da temperatura pelo aquecimento do Globo os nutrientes Ca – Mg – Cu – B se tornam de difícil absorção.
Pelas deficiências minerais, existentes ou introduzidas, uma adubação elevada com N em forma amoniacal, por exemplo(que pode ser aplicada ou induzida pela falta de oxigênio no solo), resulta na deficiência de Cu, Zn, Mn e a toxidez de Fe além da deficiência de K, Ca e Mg. Enquanto o N se perde para o ar, criam-se desequilíbrios minerais que predispõem as plantas a pragas e doenças.
Também aqui age-se muito sumariamente e combatem-se os parasitas sumariamente com “defensivos” de toxidez cada vez mais elevada. Poucos consideram que uma praga ou doença somente pode atacar uma planta quando sua enzima (bactérias possuem somente 1 enzima, insetos 2 e fungos podem ter até 4) consegue digerir a substância presente mas inacabada.
Não existe enzima nenhuma capaz de quebrar uma substância pronta, como proteínas, somente consegue digerir aminoácidos, ou polissacarídeos, somente conseguem quebrar monossacarídeos. E mesmo quando a planta morrer, suas substâncias completas têm de ser rompidas pelas próprias enzimas da planta, para que depois insetos e micróbios possam fazer a decomposição.

Fica óbvio que cada praga ou doença é ligada a uma deficiência : p.ex. Oídio – B , Antracnose – Ca , Brusone – Cu etc. que impede o acabamento de uma substância completa.
As deficiências podem existir : por causa da falta de um mineral nutritivo ou seu desequilíbrio pelo excesso de outro mineral, por ex., uma adubação elevada em azoto provoca p.ex. Botrytis em videiras, Puccinia em cereais, Erwinia em batatinhas, Alternaria em tomates, Pseudomonas em fumo etc. (Bergmann, 1976). E em lugar de combater a deficiência mineral induzida, combate-se a doença por agrotóxicos, que, por sua vez, em base de algum mineral, produzem outros desequilíbrios e outras doenças.
A degradação ambiental, não somente graças ao desmatamento mas também pela lavração do solo e sua exposição ao sol e o impacto das chuvas levou à erosão – enchentes e rios secos (por causa da deficiente infiltração de água no solo os mananciais subterrâneos ficaram vazios).
Por outro lado, a adubação de pastagens com elevada quantidade de azoto produz no segundo ano um pasto exuberante e no terceiro ano uma decadência violenta. Isso porque as forrageiras formam somente raízes superficiais , pequenas, que não conseguem reabastecer seu estoque de nutrientes e morrem finalmente de exaustão, uma vez que o azoto leva a um crescimento forçado. O azoto não é um nutriente isolado, mas somente um dos nutrientes que a planta precisa. E quando o pasto entra em degradação assenta-se não somente a erosão mas também cupins.
Existe uma diferença muito grande entre o azoto químico e orgânico. O azoto químico sempre contribui para o desaparecimento de matéria orgânica por aproximar a relação C / N, e consequentemente promover sua eliminação por micróbios que leva a decadência e compactação do solo. O azoto orgânico, tem como pré-requisito a vida microbiana, que agrega o solo.
Nenhum processo no solo ocorre isolado. Tudo é interligado como o ciclo da vida. A planta capta luz e gás carbônico e absorve água do solo e com isso forma a primeira substância um açúcar simples ( plantas C-3 ) ou um ácido orgânico como o málico.(plantas C-4). As folhas que morrem cobrem o solo, servem aos micróbios de alimento e recambiam os minerais ao solo. Conforme o solo será a raiz, abundante em solo bem agregado ou retorcida e pequena em solo compactado.
Geralmente supõe-se que os micróbios do solo são independentes e somente depende ter um germe e já se desenvolvem. Mas não é bem assim. Nenhuma bactéria ou fungo nasce em solo que não é apropriado.
O azoto acrescido pelo adubo não é estável no solo, e as leguminosas não enriquecem o solo em azoto como se acreditou que podiam comprovar com mais que 1.200 análises de solo com as mais diversas formas de matéria orgânica, a partir de leguminosas até simplesmente palha de arroz. E muitas vezes a quantidade de N no solo era maior após a palha de que após leguminosas. Por que?
Nenhuma planta é atacadista vendendo um produto como N. Cada uma somente fixa N para si mesma. E o que os micróbios não seguram é lixiviado ou perdido para o ar. E a palha às vezes deixou mais N no solo, porque forneceu mais matéria orgânica que não é “nutriente” para as plantas mas somente comida para a vida do solo, que fixa N do ar e mobiliza nutrientes vegetais até de sílica.
Assim cresce a mata Amazônica e assim produzem as culturas orgânicas em solos vivos. Em solos mortos a agricultura orgânica produz miseravelmente, (por isso necessita o “preço acrescido”) em solos vivos produz abundantemente ( 2 a 3 vezes mais do que a melhor agricultura química) e ainda sem nenhuma praga e doença.
A disponibilidade de N no solo depende das bactérias fixadoras (praticamente todos fixam) e seus fagos, especialmente nematóides (em solos mais húmidos) e protozoários (em solos mais secos) que “pastam” os micróbios e liberam seu azoto. Assim, nematoides liberam 30% do N absorvido pelas plantas e de fagos que pastam fungos fornece-se o resto.
Solos vivos com vida intensa mobilizam nutrientes e fixam azoto do ar.

Microrganismos fixadores de N:

Simbiontes : como rizóbios, Bradyrizóbios, Azospirillo, etc.
Bactérias livres: como Azotobacter, Beijerinckia, Closatridium pasteurianum etc.
Somente 8,6 % das leguminosas nodulam.
Tem rizóbios noduladores e rizóbios endofitas (vivem na folha da planta) graças a estas no Brasil a cana-de-açúcar necessita somente 50 kg/ha de adubo nitrogenado, Nos outros países necessita de 150 a 300 kg /ha de adubo nitrogenado.
Como funcionam os rizóbios endofitas: (Seja ciente: a nodulação não é necesssária para fixar azoto) . Os rizóbios saem da raiz da leguminosa e entram na raiz da gramínea seguinte, p.ex. milho, trigo, arroz etc. (Dazzo, 2006). Eles sobem às folhas onde aumentam a fotossíntese e a atividade enzimática. Parece que no arroz do sistema SRI existem também rizóbios endófitas.
Micorrizas aumentam o espaço radicular das plantas pelos micélios. Em raízes onde existem micorrizas e rizóbios, os primeiros fortalecem as plantas enquanto os rizóbios , nas plantas mais fortes, são mais ativos. Inoculam as plantas com micorrizas porém o efeito depende da variedade de micorrizas – da espécie vegetal – e da nutrição vegetal. Mas micorrizas não necessitam ser inoculadas se as plantas são suficientemente abastecidas com os nutrientes mais essenciais para elas. p.ex. Milho =. Cu e Zn, / arroz = Cu, aveia =Mn, videira = B etc.
Não é somente importante a presença de N no solo mas especialmente sua transformação para proteínas. Cada proteína se forma de 3 aminoácidos em base de N e 1 em base de S. Mas nem todos os aminoácidos formam proteínas. Para isso necessita-se de Molibdênio (Mo) . Assim muitas vezes saúvas começam cortar folhas de uma roseira ou de uma árvore mas logo abandonam tudo e vão para outro lugar. Isso porque a jardineira que fez a análise das folhas avisou: estes não prestam, eles tem proteínas. E proteínas nenhuma fungo, bactéria ou inseto conseguem digerir. Não possuem enzima para isso. De modo que aplicando Mo num pasto, campo, plantação frutífera, bosque etc. Contribui-se para a formação de proteínas e impede que saúvas cortem suas folhas.
Mokiti Okada diz: a substância base de toda vida é N – O – H. e que também Rudolf Steiner afirma. Mas como combina isso com o fato que a primeira substância que uma planta forma é um monossacarídeo C – O – H . :
Mas aí o mestre explica: Não existe vida sem proteínas, e não existem proteínas sem azoto.”

O segredo do solo tropical:

Como se explica que os solos mais pobres do Mundo, os amazônicos conseguem criar uma das florestas mais frondosas do Mundo? Se as leis de clima temperado valessem, seria uma região semi desértica. Mas ao contrário, é uma floresta frondosa. Como ?
O segredo da floresta equatorial é:
– solos vivos e ativos,
– biodiversidade máxima (muitas árvores exalam substâncias que impedem o
nascimento de suas próprias semente num raio de até 50 m.)
– proteção contra a insolação direta e o impacto da chuva. Somente 3 a 4% da luz solar
atinge o solo, e muitas vezes a chuva é interceptada pelas folhas, de onde evapora.
– proteção contra o vento (não existe vento nenhum dentro da floresta amazônica)
Sabe-se que o vento leva 51 até 67% da umidade, diminuindo drasticamente o crescimento vegetal. No Ceará, no semi-árido , onde têm bosques que impedem o vento, a agricultura vai bem.
A produção agrícola não é um fator isolado. Tudo na natureza é interligado . É a famosa “ TEIA DA VIDA”, tudo depende de todos. São leis rígidas e imutáveis. E quando queremos “melhorar” um fator rasgamos a Teia da Vida e tudo somente tende a piorar. As leis naturais são imutáveis, modificar é somente destruir. E a natureza se vinga. Assim o azoto orgânico é altamente benéfico, o químico sempre é destrutivo a médio prazo.
Assim, por exemplo, o aquecimento do nosso Globo não é somente pela camada de gases-estufa (CO2 , CH4, N2O). Gases são frios e não quentes. É pelos solos compactados e expostos ao aquecimento do sol (após uma aração, ou numa cultura capinada, tanto faz se é por herbicidas ou por máquinas). O solo aquece e o ar acima dele (até 74 oc). O ar sobe, até como tufão, esbarra na camada de gases e em lugar de se dissipar para o espaço, se distribui pelo Globo. O clima aquece.
Não é tanto por causa dos gases estufa produzidos por carros e aviões, arroz de água, lixo urbano, rebanhos de gado etc. mas é por causa da falta de florestas e uma agricultura que mantém os solos expostos por muito tempo. É a agricultura convencional que acaba com nossos solos, nosso clima, nossa água, nosso Globo.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O fenantreno e alquilbenzenos provocam efeitos lineares no desenvolvimento larval e genes de muitos peixes


Resultado de imagem para fenantreno


O fenantreno, um dos muitos produtos químicos conhecidos como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos foi identificada como a substância responsável por danos causados aos corações dos peixes expostos a derramamentos de petróleo, nomeadamente no desastre do Deepwater Horizon, da BP. A descoberta desencadeou alertas para a exposição de seres humanos ao mesmo produto químico no ar e na água. 
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