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terça-feira, 3 de novembro de 2015

ONU: Pequenas Quintas Bio Podem Ser a Única Forma de Alimentar o Planeta

Enquanto alguns países continuam a forçar a massificação da produção agrícola, baseada em químicos, monoculturas e OGMs, a ONU reforça a importância e a urgência do desenvolvimento de um sistema de produção sustentável, natural e biológico.

De acordo com um estudo da Commission on Trade and Development (UNCTAD) da Organização das Nações Unidas, a Agricultura Biológica e small-scale farming (ou agricultura de pequena escala) serão a solução para alimentar o mundo de forma sustentável. O relatório sugere que serão necessárias alterações vincadas na forma como se produz e comercializa os alimentos, focando nas vantagens de uma mudança de agricultura de massas das grandes cadeias mundiais para pequenas produções locais.

O mesmo relatório indica ainda que diversificar as quintas e culturas assim como minimizar a utilização de fertilizantes é uma necessidade extremamente urgente. Tal como também é vital reformular as regras de global trade para irem de encontro às necessidades que identificam. Tratados internacionais como o TPP e o TTIP vão, actualmente, na direcção oposta ao que a UNCTAD acredita serem as necessidades do futuro.

A própria segurança global poderá estar, de acordo com este relatório, também em risco devido ao aumento constante de preços dos produtos alimentares e da especulação de preços em torno destes.

Fonte: UNCTAD

Dossiês Bioterra relacionados
Agricultura em varandas
Compostagem doméstica
Dossier agricultura sustentável
Da agricultura para a permacultura

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bairro suíço cria horta comunitária e cada morador planta um alimento para compartilhar com outros

O movimento sustentável não é recente, mas ainda vivemos numa sociedade essencialmente consumista que não se preocupa com o amanhã. Por isso nos chama atenção quando vemos o caso de um bairro de Genebra, Suíça.

Os moradores da Avenida Crozet podem colher alimentos frescos e orgânicos direto dos jardins da sua casa e do vizinho.

Fonte: yannarthusbertrand.org
É isso mesmo: cada família planta um alimento e compartilha com as outras

Além dos méritos de união comunitária, cada família pode usufruir de comida de verdade produzida na própria vizinhança. Isso não é demais?

O ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand fotografou uma bela imagem dessas hortas urbanas na região suíça — mostrada acima. Além da beleza estética — que não fica muito atrás de jardins — a imagem também serve de inspiração para outras comunidades se unirem para fazerem o mesmo.

Embora a ideia seja revolucionária aos nossos olhos, que consumimos tantos agrotóxicos, ela não é nova. As hortas urbanas começaram a ganhar força na Europa durante o século XIX com os esforços do físico Moritz Schreber.

O alemão propagava a ideia de que as cidades deveriam ter mais áreas verdes para o lazer das famílias. Aos poucos, as pessoas começaram a utilizar o quintal das suas casas para cultivar os seus próprios alimentos.

awebic-horta-comunitaria-2
Alemanha, Rússia e Suíça já estão nessa
Yann estima que o bairro da Avenida Crozet em Genebra seja apenas uma parte dos 50 mil hectares de hortas urbanas cultivadas no país. Na Rússia, mais de 72% das famílias que moram em áreas urbanas plantam parte de seus alimentos em seu próprio jardim. Somente em Berlim, na Alemanha, a estimativa é de que haja 80 mil “fazendeiros” urbanos.

O movimento tem nome: foodscaping

Foodscaping é o nome adotado por alguns, mas você também pode encontrar lugares falando de paisagismo comestível ou ainda agricultura de jardim. Com alimentos cada vez mais caros e opções insalubres, a prática tem-se popularizado.
No fundo, é mais um jeito elegante de tratar a hortinha que os nossos avós sempre cultivaram. Agora é preciso popularizar a ideia de trocar alimentos da horta com os vizinhos.
Pode dar uma espiada na Avenida Crozet e ter uma ideia como as hortas comunitárias se parecem vistas de cima através deste link do Google Maps.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Palestra "Alimentos sanos, un mundo más justo es posible" por Jairo Restrepo Rivera


“A Agricultura Orgânica é entregar-se a tarefa de desenterrar e resgatar o velho paradigma (não esgotado) das sociedades agrárias que praticavam e proporcionavam durante muito tempo a autodeterminação dos alimentos de suas comunidades, a partir do desenho de autênticos modelos de empreendimentos familiares rurais, onde com conjugam a sabedoria e as habilidades para garantir a sustentabilidade e o respeito pela natureza, esta mesma agricultura, é muito mais que uma simples revolução de técnicas agrícolas de produção. È a formação pratica de um movimento espiritual, de uma revolução  para mudar a forma de viver dos seres humanos”.(RESTREPO,2007)
      

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ted Talk - Elora Hardy: Magical houses, made of bamboo


Bambu... A poesia de construir com materiais que crescem (rapidamente) na Natureza...

EN
You've never seen buildings like this. The stunning bamboo homes built by Elora Hardy and her team in Bali twist, curve and surprise at every turn. They defy convention because the bamboo itself is so enigmatic. No two poles of bamboo are alike, so every home, bridge and bathroom is exquisitely unique. In this beautiful, immersive talk, she shares the potential of bamboo, as both a sustainable resource and a spark for the imagination. "We have had to invent our own rules," she says.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Cinema de Animação - The Ocean Maker

 
The OceanMaker from Mighty Coconut on Vimeo.


After the seas have disappeared, a courageous pilot fights against vicious sky pirates for control of the last remaining source of water: the clouds.
The bulk of the film was made using nothing but laptops during a 7-week artist retreat on a small caribbean island. Be sure to check out our behind the scenes videos.


O Ocean Maker é um curta-metragem animada de 9 minutos que ocorre após os oceanos da Terra ter desaparecido. Ele narra o conto de um piloto corajoso que luta contra piratas do céu vicioso para controlar a última fonte remanescente de água: as nuvens.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Documentário da semana- Sepp Holzer, o agricultor rebelde


Sepp Holzer é um Permacultor austríaco que construiu uma das maiores quintas de Permacultura na Europa. Ele simplesmente observa a natureza e trabalha com ela em completa harmonia, interferindo o mínimo possível. 
Dobrado em Castelhano

Para saber mais:
Biografia
Holzer Permaculture

terça-feira, 7 de abril de 2015

Como se vive numa comunidade sustentável [Reportagem e entrevistas]

Há muitos anos, quando uma das minhas irmãs me explicou o melhor caminho para chegar à loja que a Biocoop abrira junto do aeroporto de Figo Maduro, às portas de Lisboa, comentou: "Tem fruta e legumes ótimos, todos os produtos biológicos e pão de cair." Depois, acrescentou: "Mas prepara-te para um ambiente surreal, com toda a gente muito feliz e sorridente. Andas ali a empurrar o carrinho de compras, sem querer dás um encontrão em alguém e 'Não faz mal!', sorriem-te de volta." Nesse sábado, constatei que a sua descrição não podia ser mais exata. Lembro-me de que escolhi uns espinafres de folhas tenras, um pão de espelta bem cozido e fiz-me sócia da cooperativa de consumidores. Não dei encontrões com o carrinho, e, à saída, fiquei a ver uma demonstração com um forno solar.

Oito ou nove anos depois, volto a ter essa sensação estranha de estar no meio de gente feliz. Entramos numa acolhedora casa de xisto recuperada, em plena Paisagem Protegida da Serra do Açor, a uma hora de carro de Coimbra, cumprimentamos alguns dos residentes da comunidade Projeto Vida Desperta (Awakened Life Project, em inglês), e, zás!, lá surgem os sorrisos indiscriminados.

É verdade que está uma rara manhã de sol, a salamandra foi alimentada há pouco e interrompemos uma reunião ao estilo de tempestade de ideias, por causa do documentário EvoLusa: A Alma Portuguesa e o Futuro que o inglês Pete Bampton, 49 anos, e os membros da sua comunidade andam a filmar pelo País.

Mas isso não chega para explicar tanta felicidade, pois não? Tínhamos acabado de pôr um pé na Quinta da Mizarela, em tempos um lugar com meia dúzia de vizinhos, encavalitado numa encosta, de frente para um ribeiro e a uma curta caminhada das cascatas da Fraga da Pena, e já queríamos conhecer O Segredo.

MEDITAR AO NASCER DO DIA

Antes de ajudar a descodificar aquilo que nos trouxera ali, Pete mostra-nos a propriedade que comprou há seis anos com a mulher, a americana Cynthia. O "monte de xisto e silvas" é hoje meia dúzia de casas com espaço para quartos, escritório, oficina, sala de meditação. Cá fora, há retretes secas ("Banco de Mizarela, connosco o seu depósito fica seguro", lê-se numa delas, em inglês), hortas em socalcos e pastagem boa para dois burros.

O casal de proprietários tem andado a plantar carvalhos e castanhos, tentando evitar a invasão dos pinheiros. Estamos no sítio ideal para meditar, diz Pete, contando que, há muitos anos, um padre chegou a pé de Coimbra e deixou-se ficar até morrer.

A história serve para nos lembrar que a meditação é fundamental neste projeto. Todos os dias, os dez membros da comunidade meditam pelo menos durante duas horas, uma ao nascer do Sol, outra ao anoitecer. "Juntos, encontramos a paz interior e a união", explica Pete, com a sua voz macia, sentado num dos sofás da casa que partilha com a mulher.

O vento faz arrulhar o lume, o inglês tem gestos suaves e nunca desvia os olhos azuis.

Para contar como aqui chegou, alude a experiências passadas em comunidades nos Estados Unidos e em Londres, catorze anos de tirocínio entre o seu "despertar espiritual" num mosteiro budista tailandês e uma breve passagem por Ibiza. A maioria do tempo viveu num grupo liderado pelo americano Andrew Cohen , que agora se chama EnlightenNext , do qual diz ter saído sobretudo por estar ilegal no País. Vários ex-discípulos descrevem o guru como abusivo em termos psicológicos e físicos, e manipulador (incluindo financeiramente). A própria mãe, Luna Tarlo, lamentou, no livro The Mother of God (a mãe de Deus), que o filho se tenha tornado um tirano. Mas Pete nunca cortou laços com o seu mestre; e, há um ano, por ocasião do lançamento da tradução para português de uma das obras de Cohen, recebeu-o efusivamente na Mizarela.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Permacultura e Arquitectura Paisagística juntas

Se cada um de nós der um pequeno contributo, a Eunice Lisboa Neves conseguirá ir para a frente com este projecto fantástico! PERMACULTURA “As Paisagens do Futuro” é um projecto de cariz universitário, mas não só, é um contributo para todos nós. As pessoas estão repensar as suas vidas e a procura por uma vida sustentável é cada vez mais um caminho a seguir, tanto no campo como nas cidades. Com esta investigação quero recolher conhecimento sobre projectos e comunidades de Permacultura que sejam auto-suficientes e sustentáveis. GREY CITIES OR GREEN CITIES? "Permaculture is a way of thinking to create an abundant future. By conscious design we can reverse the monotonous carpets of concrete and asphalt we see in cities and restore wildlife life in urban areas" Please contribute to this study!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Anselmo Borges: Ética ecológica

É significativo que, até pela via etimológica, ética e ecologia estão relacionadas. De facto, ética vem do grego êthos, que significa costumes e morada; ecologia provém de duas palavras gregas (oikos, casa, e lógos, razão, discurso) e significa tratado da casa, também em conexão com economia (oikos e nómos, lei), a lei da casa.
[...]
Logo pela etimologia se vê a importância decisiva do tema, pois é da nossa casa e do cuidado por ela que se trata. O debate tem-se tornado premente por causa da crise ecológica: alterações climáticas, contaminação do ar, do solo e da água, desertificação, extinção de espécies.
Figura eminente do biocentrismo foi Albert Schweitzer, filósofo, teólogo, médico, músico, missionário fundador do hospital de Lambarene, no Gabão, Prémio Nobel da Paz. Para ele, a vida é algo de sagrado, despertando veneração e respeito. O seu princípio fundamental é: "Eu sou vida que quer viver no meio de vida que quer viver."

Frente ao antropocentrismo, afirma-se o fisiocentrismo (do grego physis, natureza), que, contra a concepção moderna objectivante e físico-matemática da natureza, a afirma como organismo vivo e subjectividade autocriadora, no quadro de uma cosmovisão de cariz panteizante e reivindicando, assim, uma dimensão ética para toda a natureza. Contra o dualismo homem-natureza, vê o Homem integrado na natureza, numa unidade de co-pertença, que exige o paradigma da colaboração, contra o paradigma da objectivação e da exploração pelo Homem.

Face a estas concepções, é necessário superar um duplo radicalismo: o antropocentrismo que tudo objectiva e o naturalismo panteizante. Para isso, impõe-se estar atento ao lugar do Homem na evolução: se, por um lado, ele não é desvinculável da natureza, por outro, não é idêntico à natureza, pois tem características que o tornam qualitativamente diferente: é natureza humana.

Neste contexto, a distinção entre agente moral, status reservado ao Homem enquanto ser racional e livre, e paciente moral, qualidade atribuível a todos os seres naturais, proposta por Gómez-Heras e outros, ajuda a iluminar o problema. Ao Homem compete a construção de um mundo moral, pelo conhecimento, reflexão e decisão. E faz-se justiça à natureza, "reconhecendo os valores de que é portadora" e assumindo-os como fonte de respeito e obrigação moral.


Todo o artigo aqui

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O preço do desperdício de comida

Das quintas às lojas, passando pela mesa das nossas casas, um terço do alimento que produzimos perde-se ou é desperdiçado. Temos muito por onde melhorar.
Texto de Elizabeth Royte, National Geographic, Agosto 2014

Mais Leituras
Os alimentos desperdiçados por uma família típica americana de quatro membros pesam, ao fim de um ano, meia tonelada. Compilados na sala de estar dos Waldt, de New Jersey, estes produtos representam os 1,2 milhões de calorias que uma família desperdiça todos os anos – mais do que o suficiente para alimentar outra pessoa. Fotografia de Robert Clark
Estamos na época da alface no vale de Salinas, uma região no centro da Califórnia que produz cerca de 70% dos legumes de folha verde vendidos nos EUA. Numa manhã típica de nevoeiro, uma procissão de veículos carregados de plantas sai das unidades transformadoras e dirige-se para norte, sul e leste.

Entretanto, um camião entra lentamente na estação de transferência de Sun Street, perto da baixa de Salinas. O condutor detém-se sobre uma balança e, de seguida, posiciona a caixa amolgada do camião sobre uma plataforma de betão. Depois de manobrar uma alavanca, ouve-se um silvo pneumático e cerca de 15 metros cúbicos de alface e espinafres são descarregados no solo. Acondicionados em caixas e sacos de plástico e empilhados a dois metros de altura, os legumes parecem frescos, rijos e incólumes. Mas devido a vários pequenos erros, irão em breve ser condenados ao aterro sanitário: as suas embalagens foram irregularmente cheias, rotuladas, vedadas ou cortadas.

Qualquer observador diria que esta montanha do tamanho de dois elefantes africanos representa um desperdício horrível, talvez mesmo criminoso. Mas isto não é nada. Ao longo desse mesmo dia, a estação de transferência receberá mais dez a vinte carregamentos de legumes perfeitamente comestíveis, provenientes de agricultores das redondezas. Entre Abril e Novembro, a Autoridade para os Resíduos Alimentares do Vale de Salinas envia para o aterro sanitário dois a quatro milhões de quilogramas de legumes frescos vindos dos campos. E é apenas uma de muitas estações de transferência que prestam serviço aos vales agrícolas da Califórnia.

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), que mantém sob vigilância tudo o que é cultivado e consumido como alimento em todo o mundo, calcula que, todos os anos, um terço dos géneros alimentares produzidos para consumo humano no planeta perde-se ou é desperdiçado ao longo da cadeia que vai das quintas às unidades transformadoras, aos mercados, aos pontos de venda, aos restaurantes e às nossas cozinhas. Representando 1.300 milhões de toneladas, esse total seria suficiente para alimentar três mil milhões de pessoas.

O desperdício é gerado em lugares diferentes por razões diferentes. Em geral, os países industrializados desperdiçam mais alimentos nas fases de retalho e consumo da cadeia alimentar do que os países menos desenvolvidos. Nos países em vias de desenvolvimento, que muitas vezes não possuem infra-estruturas para distribuir todos os seus géneros alimentares em boas condições, as perdas ocorrem, na sua maioria, durante as fases de produção, pós-safra e transformação.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Afinal sempre há almoços grátis


Um restaurante em Leeds, no norte da Inglaterra, oferece um menu preparado exclusivamente com alimentos que iriam ser deitados fora. Mas os alimentos não são propriamente apanhados do caixote do lixo.
O fundador do projecto, Adam Smith, estabeleceu parcerias com diversas empresas e supermercados da cidade, que oferecem produtos com data de validade ultrapassada, catalogados de forma incorrecta ou que, por algum outro motivo, seriam descartados.
Com estes produtos, Smith montou um restaurante comunitário, o Real Junk Food Project Cafe, onde os clientes pagam o que querem, em dinheiro ou com o seu tempo.

E se o cliente não quiser ou puder pagar?
No problem. Os empregados do Real Junk Food Project Cafe são todos voluntários e a comida custou zero, de qualquer forma.
Smith diz à BBC que quer “alimentar o mundo – ou pelo menos, provar que os alimentos com data de validade expirada não estão necessariamente estragados, podem ser reaproveitados e consumidos sem risco”.
Até agora, mais de 3.000 pessoas já foram atendidas no Real Junk Food, e uma tonelada e meia de alimentos que ia a caminho do lixo foi reaproveitada.

Sempre ouvimos dizer que there is no such thing as a free lunch. Mas parece que afinal há almoços grátis.
Veja ainda o vídeo da mesma reportagem aqui.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Documentário da semana- Unveiled and Lifted (2013)


Unveiled and Lifted é o novo documentário Cari-Lee, que funde música, arte e conhecimento para criar uma avaliação envolvente dos problemas atuais da humanidade, juntamente com possíveis soluções pró-activas. Concentrando-se na auto-responsabilização, autogoverno, no individualismo e no "ser a mudança", Unveiled and Lifted oferece pensamentos de um conjunto eclético de autores, cineastas, artistas e pensadores livres acerca de governo, educação, paternidade e do princípio da não agressão, religião e espiritualidade, agorismo , voluntarismo e outros temas e conceitos que precisam ser abordadas e expressos durante estes tempos de mudanças relevantes.



Fonte: Films for Action

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Face à crise climática, a conversão ao nuclear é uma falsa e perigosa solução

Não é a primeira vez que investigadores científicos se convertem ao nuclear como um “mal menor” face às catástrofes que trará consigo o aquecimento planetário. Mas a única via credível é retirar o poder aos que mais beneficiam do actual sistema. Artigo de Daniel Tanuro.


James Hansen foi o principal climatólogo da NASA a alertar para as alterações climáticas. Agora tornou-se defensor da energia nuclear. Foto ajfis2/Flickr

O reconhecido cientista norte-americano James Hansen converteu-se à energia nuclear. Juntamente com outros três especialistas conhecidos em matéria de aquecimento global, o antigo climatólogo chefe da NASA assinou uma carta aberta dirigida “Às pessoas que influenciam a política ambiental, mas que se opõem à energia nuclear”. O texto foi publicado integralmente no New York Times em Novembro de 2013/1, e disse particularmente o seguinte: “As renováveis como o vento, a solar e a biomassa desempenharão sem dúvida um papel numa futura economia da energia, nas essas fontes energéticas não se podem desenvolver com a rapidez suficiente para fornecer uma electricidade barata e fiável à escala requerida pela economia global. Mesmo que teoricamente fosse possível estabilizar o clima sem energia nuclear, no mundo real não há nenhuma via credível para uma estabilização do clima que não comporte um papel substancial para a energia nuclear. (…) Não haverá solução tecnológica milagrosa, mas chegou a hora de aqueles e aquelas que tomam a sério a ameaça climática se pronunciarem a favor do desenvolvimento e da dispersão de instalações de energia nuclear mais seguras (…). Com o aquecimento do planeta e as emissões de dióxido de carbono que aumentam mais rapidamente do que nunca, não podemos permitir-nos virar as costa a qualquer tecnologia que tenha o potencial de suprimir grande parte das nossas emissões de carbono. Muitas coisas mudaram, desde a década de 1970. Chegou a hora de apresentar um enfoque novo da energia nuclear no século XXI. ” (…)

Hansen, Lovelock, Monbiot…

Este texto é típico das “alternativas infernais” que alguém enfrenta quando se mantém dentro do marco capitalista. Não vou duvidar das motivações de James Hansen e dos seus colegas: a sua inquietação, face ao grave perigo de alterações climáticas, não é fingida e baseia-se num conhecimento científico profundo. Hansen, em particular, é conhecido por ter feito soar o alarme, já em 1988, perante uma comissão do Congresso dos EUA. Desde então, vem repetindo que há que levar aos tribunais os patronos do sector da energia fóssil por “crimes contra a humanidade e contra o meio ambiente”. No passado mês de Abril, Hansen inclusivamente deixou o seu cargo na NASA para se dedicar inteiramente à militância climática. Portanto, não é uma casualidade que a “carta aberta” seja dirigida especialmente aos defensores do meio ambiente...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Ted Talk- Allan Savoy: como recuperar os desertos e inverter as alterações climáticas


Allan Savory: Como recuperar os desertos e reverter as alterações climáticas
“Desertificação é uma palavra demasiada requintada para terra que se está a tornar um deserto”, começa Allan Savory nesta palestra serena e poderosa. Assustadoramente, a desertificação está a acontecer em cerca de dois terços dos prados do mundo, acelerando a mudança climática e causando o declínio das tradicionais sociedades pastoris para o caos social. Savory dedicou grande parte da sua vida a combater a desertificação. Ele acredita - e o seu trabalho confirma - que há sempre um factor surpreendente que pode proteger os prados e até recuperar terras degradadas que já foram desertos. 

Allan Savory works to promote holistic management in the grasslands of the world. Full bio e na Wiki Allan Savory

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Documentário: Green Gold- Ouro Verde


Do velho, o novo

Semente é comida guardada
Garantida pela esperança 

Semeada como quem dança 
Escondida de qualquer olhar. 
Em terra move-se, avança
Desenterra os aplausos da vida 
Enterra a fome indevida 
Pois lá vem o broto a brotar. 
De novo o velho broto 
Pois sim, depois dele... Outro!

Marina Seneda