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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Encontros improváveis- Fernando Pessoa e Ludovico Einaudi - Night


Como a Noite é Longa!

Como a noite é longa!
Toda a noite é assim...
Senta-te, ama, perto
Do leito onde esperto.
Vem p’r’ao pé de mim...

Amei tanta coisa...
Hoje nada existe.
Aqui ao pé da cama
Canta-me, minha ama,
Uma canção triste.

Era uma princesa
Que amou... Já não sei...
Como estou esquecido!
Canta-me ao ouvido
E adormecerei...

Que é feito de tudo?
Que fiz eu de mim?
Deixa-me dormir,

Dormir a sorrir
E seja isto o fim.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Mais textos e crónicas sobre Fernando Pessoa no Bioterra.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Augusto Cury: “Nunca tivemos uma geração tão triste”

Fonte: M de Mulher
Augusto Cury, o famoso psiquiatra que tem livros publicados em mais de 70 países e dá palestras para multidões no Brasil e lá fora, lançou recentemente uma versão para crianças e adolescentes do seu best-seller Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século. O autor conversou com a gente sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupou críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos. Confira!

Excesso de estímulos
"Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja ACESSO ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema 'bateu, levou', e a desenvolver altruísmo e generosidade."

Geração triste
"Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais."


Dor compartilhada
"É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: 'Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei'. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a TRABALHAR dores perdas e frustrações."

Intimidade
"Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só actuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem VALER por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais."

Mais brincadeira, menos informação
"Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não COLOCAR limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de reflectir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo."

Parabéns!
"Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis."

Conselho final para os pais
"Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para actuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar a mente, como vão AJUDAR seus filhos a diminuírem a ansiedade?"

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Encontros Improváveis- Cecília Meireles e Bob Holroyd with Happy Rhodes - Games Without Frontiers





Não digas onde acaba o dia.
Onde começa a noite.
Não fales palavras vãs.
As palavras do mundo.
Não digas onde começa a Terra,...
Onde termina o céu
Não digas até onde és tu.
Não digas desde onde és Deus.
Não fales palavras vãs.
Desfaze-te da vaidade triste de falar.
Pensa, completamente silencioso,
Até a glória de ficar silencioso,
Sem pensar.

Cecília Meireles

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Debate Entre Michel Foucault & Noam Chomsky — sobre a natureza humana (Completo)


Histórico debate entre dois gigantes pensadores ocidentais. O filósofo Michel Foucault — filósofo, historiador das ideias, teórico social, filólogo e crítico literário — discute com Noam Chomsky, linguista, filósofo e ativista político norte-americano. O debate, promovido por um canal de televisão holandês, aconteceu em 1971 e teve como tema central a seguinte questão: há algo que se possa dizer ser inato à natureza humana? Com suas visões antagónicas, Foucault desconstrói o argumento da natureza humana, enquanto Chomsky aplica sua visão criativa do ser humano para dar algumas características do que seria a natureza humana, tendo como ímpeto a sugestão de um modelo de sociedade que a impulsionaria, ao invés de reprimi-la. Mais de 40 anos após o debate, será que esta questão fora esquecida? Com certeza ainda impera, mesmo que sorrateiramente.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Art warning the world - video


"Art warning the world" is a global artwork for freedom defense created by the french visual artist Klaus Guingand in collaboration with 201 visual artists living in 200 different countries. 
"Art warning the world" it's 202 artists, 200 countries, 202 flags, 202 videos, 202 photos and a warning translates into 135 National languages. 
Together these 202 artworks are a masterpiece of art engaged which is for every human. 
Look Klaus Guingand's prophetic warning. 

For more detailed information please visit our Website

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Documentário - Chomsky & Cia (2008) legendado em Português


Noam Chomsky tornou-se possivelmente um dos pensadores mais influentes desde a segunda metade do século XX. O documentário foca nos ideais políticos do filósofo e constrói um percurso complexo que revitaliza o uso de imagens de arquivo com montagens eloquentes e um pouco de humor, bem como entrevistas com intelectuais expositivas, longe de qualquer vício académico.

Mostra os ideais políticos, muitas vezes controversos, do linguista Noam Chomsky, destacando sua maneira de compreender os truques e paradoxos no funcionamento das democracias neoliberais.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Grande entrevista a Chomsky: o mundo que nossos netos herdarão?


Entrevistado pelo jornalista David Barsamian, o professor Noam Chomsky, explica as raízes do Estado Islâmico (ISIS) e porque os EUA e seus aliados são responsáveis pelo grupo. Particularmente, argumenta, a invasão do Iraque em 2003 provocou um divisão sectária que desestabilizou a sociedade iraquiana. Solo fértil para os sauditas estimularem grupos radicais.

A entrevista também toca no massacre israelense na faixa de Gaza, destacando o papel vital de Israel no tabuleiro político norte-americano. Chosmky conta, por exemplo, como Telaviv foi usada por Washington para fornecer, ao exército a Guatemala, as armas que permitiram o massacre contra comunidades maias. Era a época do governo Ronald Reagan; o Congresso havia proibido tal assistência militar — Israel prontificou-se a ser solução. 

Por fim, Chomsky compartilha seus pensamentos sobre o crescente movimento pela justiça climática e porque acha que essa é a questão mais urgente hoje.


O Oriente Médio está em chamas, da Líbia até o Iraque. Existem novos grupos jihadistas. O foco atual é o ISIS. O que dizer sobre ISIS e as suas origens?

Há uma interessante entrevista que só apareceu há alguns dias atrás, com Graham Fuller, um ex-agente da CIA, um dos principais fontes da inteligência e dos analistas mainstream sobre o Oriente Médio. O título é “Os Estados Unidos criaram o ISIS”. Aparentemente, seria mais uma das milhares de teorias da conspiração que rondam o Oriente Médio.

Mas trata-se de algo diferente — que vai direto ao coração do establishmentnorte-americano. Fuller apressa-se em frisar que sua hipótese não significa dizer que os EUA decidiram dar existência ao ISIS e, em seguida, o financiaram. Seu — e eu acho que é algo acurado — é que os EUA criaram o pano de fundo em que o ISIS cresceu e se desenvolveu. Em parte, apenas devido à abordagem devastadora padrão: esmagar aquilo de que você não gosta.

Em 2003, os EUA e a Grã-Bretanha invadiram o Iraque, um crime grave. A invasão foi devastadora. O Iraque já havia sido virtualmente destruído, em primeiro lugar pela década de guerra com o Irã — no qual, aliás, Bagdá foi apoiado por os Washington — e depois pela década de sanções econômicas e políticas.

Tais sanções foram descritas como “genocidas” pelos dois respeitados diplomatas internacionais que os administravam e, que, por esse motivo, renunciaram em protesto. Elas devastaram a sociedade civil, fortaleceram o ditador, obrigaram a população a confiar nele para a sobrevivência. Essa é provavelmente a razão pela qual ele não seguiu o caminho natural de todos os outros ditadores que foram derrubados.

Por fim, os EUA simplesmente decidiram atacar o país em 2003. O ataque é comparado por muitos iraquianos à invasão mongol de mil anos atrás. Muito destrutiva. Centenas de milhares de pessoas mortas, milhões de refugiados, milhões de outras pessoas desalojadas, destruição da riqueza arqueológica e da riqueza do país da época suméria.

Um dos efeitos da invasão foi instituir imediatamente divisões sectárias. Parte do “brilhantismo” da força de invasão e de seu diretor civil, Paul Bremer, foi separar os grupos — sunitas, xiitas e curdos — uns dos outros, e instigá-los uns conta os outros. Após alguns anos, houve um conflito sectário brutal, deflagrado pela invasão.

Você pode enxergar isso se olhar para Bagdá. Um mapa de Bagdá de, digamos, 2002, revela uma cidade mista: sunitas e xiitas vivem nos mesmos bairros e casam entre si. Na verdade, às vezes nem sabiam quem era sunita, e quem era xiita. É como saber se seus amigos estão em um ou outro grupo protestante. Existiam diferenças, mas não eram hostis.

Na verdade, durante alguns anos ambos os lados diziam: nunca haverá conflitos sunitas-xiitas; Estamos muito misturados na natureza de nossas vidas, nos locais onde vivemos, e assim por diante. Em 2006, houve uma guerra feroz. Esse conflito se espalhou para todo o Oriente Médio — hoje, cada vez mais dilacerado por conflitos entre sunitas e xiitas.

A dinâmica natural de um conflito como esse é que os elementos mais extremos comecem a assumir o controle. Eles tinham raízes. Estão no mais importante aliado dos EUA, a Arábia Saudita, com a qual Washington está seriamente envolvidos desde a fundação do Estado nacional. É uma espécie de ditadura da família. O motivo é sua uma enorme quantidade de petróleo.

Mesmo do domínio dos EUA, a Grã-Bretanha sempre preferiu o islamismo radical ao nacionalismo secular, no mundo árabe. E quando os EUA passaram a ser hegemônicos no Oriente Médio, adotaram a mesma posição. O islamismo radical tem seu centro na Arábia Saudita. É o estado islâmico mais extremista, mais radical no mundo. Faz o Irã parecer um país tolerante e moderno, em comparação — e os países seculares do Oriente Médio árabe ainda mais, é claro.

A Arábia Saudita não é apenas dirigida por uma versão extremista do Islã, os salafistas wahhabistas. É também um Estado missionário. Usa seus enormes recursos petrolíferos para promulgar suas doutrinas em toda a região. Estabelece escolas, mesquitas, clérigos, em todo o lugar, do Paquistão até o Norte de África.

Uma versão extremista do extremismo saudita foi assumida pelo ISIS. Este grupo cresceu ideologicamente, portanto, a partir da forma mais extremista do Islã — a versão da Arábia Saudita — e dos conflitos engendrados pela invasão norte-americana, que quebraram o Iraque e já se espalharam por toda a região. Isso é o que Fuller argumenta, em sua hipótese.

A Arábia Saudita não só fornece o núcleo ideológico que levou ao extremismo radical do ISIS (e de grupos semelhantes que estão surgindo em diversos países), mas também o financia e lhe oferece apoio ideológico. Não é o governo deRIAD que o faz — mas sauditas e kwaitianos ricos. O ataque lançado à região pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha é a fonte, onde tudo se origina. Isso é o que significa dizer os EUA criaram ISIS.

Pode ter bastante certeza de que, à medida que esses conflitos se desenvolvem, eles se tornarão mais extremistas. Os grupos mais brutais tenderão a assumir o controle. É o que acontece quando a violência se torna o meio de interação. É quase automático: em favelas ou nos assuntos internacionais. As dinâmicas são perfeitamente evidentes. É este o papel do ISIS vem. E se for destruído, surgirá talvez algo ainda mais extremo.

Continua…

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

domingo, 6 de setembro de 2015

Radio Tarifa - Mañana


Mira que cara
aun esperando
y no llega mi hora

mañana, mañana

ojos din brillo
noche callada
y no viene el día
y no viene ay
mañana, mañana

pasan los días
días de duda
y no llega la noche

mira las nubes
campos de lluvia
y no sale el sol
y no sale ay

mañana, mañana

domingo, 23 de agosto de 2015

ΕΙΡΗΝΗΝ ΕΙΠΕΝ Ο ΧΡΙΣΤΟΝ - KEMANETZIDIS BABIS



PAZ- PEACE- PACO- PACE- PAIX- SHALOM- SALAAM- SHANTY- SELAM VREDE- PAKE- HETEP- RAHU - ASHTE- IRINI- HEIWA- SULH- MIR

PHYONGH'WA- EMIREMBE- PACI- FRED- SULA- POKOJ- PASCH- MIERS- UKUTHULA

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Encontros Improváveis:Antonio Machado e Aleksandr Scriabin- "Tres piezas, Op 2_nº 1. Estudio en Do sostenido menor"


Desde el umbral de un sueño me llamaron... 
Era la buena voz, la voz querida.  -Dime: ¿vendrás conmigo a ver el alma?....  Llegó a mi corazón una caricia.  -Contigo siempre....Y avancé en mi sueño por una larga, escueta galería,  sintiendo el roce de la veste pura y el palpitar suave de la mano amiga.  Antonio Machado.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Musica BioTerra: Rosa de Hiroshima por Ney Matogrosso

Não apagar a memória- Hiroshima e Nagasaki

  • Todas as postagens sobre o sucedido em Hiroshima e Nagasaki no BioTerra
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Em 69º. Lugar entre AS 100 MAIORES CANÇÕES BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS: “Rosa de Hiroshima”, aqui na interpretação de Ney Matogrosso.

Veja abaixo uma tradução para o inglês do poema original “Rosa de Hiroshima”, de Vinícius de Moraes, musicado por Gerson Conrad na canção de mesmo nome e interpretada pela banda “Secos e Molhados”. Fala sobre a explosão atômica de Hiroshima. O poema alude aos bombardeios das cidades de Hiroshima e de Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Grande Guerra.

A música foi lançada em 1973, no disco de estreia do grupo. Ela traduz um grito pacifista e antinuclear, durante a ditadura militar do Brasil, tendo sido apresentada em show ao vivo no Maracanãzinho em meados de 1974.

Ela foi incluída entre As 100 Maiores Músicas Brasileiras de todos os tempos.


ROSA DE HIROSHIMA De: Gerson Conrad e Vinicius de Moraes

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas

Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária

A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

Confira a letra em inglês:
(See a translation of the letter into English):

The Rose of Hiroshima
By: Vinicius de Moraes


Think about the children
Dumb and telepathic
Think of little girls
Blind and inexact
Think about the women
Broken bruised and altered

Think about the wounds
Like a burning rose
But do not forget
The rose of Hiroshima
The rose hereditary

The radioactive rose
So stupid and disabled
The rose with a cirrhosis

The anti-rose atomic
Without perfume or color
Without a rose with nothing.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Encontros Improváveis- Júlio Henriques e Dead Can Dance- The Carnival is Over

Júlio Henriques, notável cientista e Professor da Universidade de Coimbra, foi pioneiro do Darwinismo em Portugal. “Parece pois que na especie humana tem completa applicação a theoria de Darwin. A muitos desagradrá a ideia de que o homem é um macaco aperfeiçoado. Mas se Deus nos deu a razão, se hoje o progresso e desenvolvimento intellectual nos colloca tão longe do restante do mundo animal, que importa a origem? Que receio pode infundir uma theoria, cujas consequencias são em geral a consecução de um maior gráu de perfeição? E termina dizendo: “O mundo marcha: deixemo-nos ser levados nesse movimento de progresso” (“As espécies são mudáveis?” Dissertação para o Acto de Conclusões Magnas. Coimbra, Imprensa da Universidade, 1865)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Minerais de Conflito ("O que esconde o seu telemóvel"): boas notícias do Parlamento Europeu em matéria de regulação



O Parlamento Europeu aprovou no passado dia 20 de Maio alterações a uma proposta que visa dificultar o financiamento das actividades de grupos armados em zonas de conflito e de alto risco através da exploração e do comércio de minerais.

Parlamento EuropeuA proposta do Parlamento exige o aprovisionamento responsável de minerais por parte das 880.000 empresas da União Europeia que usam os chamados “minerais de conflito” para a produção de bens de consumo (sobretudo produtos tecnológicos), passando a ser obrigatório informarem a sua proveniência. Os minerais em causa são o estanho, tântalo, tungsténio, respectivos minérios e ouro.
O Parlamento Europeu quer ainda que as obrigações sejam aplicáveis a todos os importadores da UE que se aprovisionem em minerais abrangidos por esta medida, indo além do sistema de auto-certificação proposto pelo executivo comunitário e da posição da comissão parlamentar do Comércio Internacional.
A FGS celebra este resultado que significa uma vitória dos Direitos Humanos face aos interesses económicos de empresas e grandes grupos.
Em conjunto com a FEC, a FGS juntou-se à entidade jesuíta promotora desta iniciativa, a ONG espanhola Alboan, trazendo para Portugal a campanha “O que esconde o seu telemóvel?” (Lo que tu móvil esconde?), já subscrita por mais de 10.500 pessoas a favor de uma tecnologia livre de conflito.


Próximos passos
O Parlamento Europeu aprovou o texto emendado por 402 votos a favor, 118 contra e 171 abstenções. Decidiu, no entanto, adiar a votação da resolução legislativa. Os próximos meses serão, por isso, de diálogo entre o Parlamento Europeu, o Conselho de Ministros e a Comissão Europeia de forma a alcançar-se um acordo sobre o texto final.

A FGS, a FEC e a Alboan continuam a apelar para que a legislação definitiva englobe eficazmente todo a cadeia de comércio, ajudando a quebrar a relação entre o comércio de minerais, os conflitos armados e situações de abuso de direitos humanos.


Para mais informações