sexta-feira, 24 de março de 2017

Rio Whanganui tem personalidade jurídica

O rio Whanganui, na Nova Zelândia, foi dotado de personalidade jurídica, passando a ter, legalmente, os mesmos direitos que os seres humanos.

Rio Whanganui

O rio de Whanganui é um rio principal na ilha norte de Nova Zelândia. É o terceiro maior rio do país (com 290 km de extensão) e tem um estatuto especial devido à sua importância para o povo Maori da região.
Toda a notícia aqui

Obsolescência Programada no Programa Biosfera (2011)

Obsolescência programada trata-se de uma prática empresarial de reduzir deliberadamente a vida de um produto para aumentar seu consumo porque, como publicado em 1928, uma publicidade influente revista dos EUA " um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios"

quinta-feira, 23 de março de 2017

Breathelife - uma base de dados para acedermos níveis de contaminação atmosférica de 3 mil cidades.

REIVINDICA JUNTO do PRESIDENTE da TUA  CIDADE  para LIMPAR o AR da CIDADE.




A poluição do ar pode ser um problema ambiental que estamos todos familiarizados, mas os níveis continuam a subir,pelo que  agora é uma crise de saúde pública que requer uma acção urgente. A poluição do ar ceifa 6,5 milhões de vidas por ano e contribui significativamente para as alterações climáticas. As cidades podem rapidamente reduzir a poluição do ar através de medidas já comprovadas como a regulamentação das emissões dos veículos e a implantação de redes de soluções de trânsito rápido, mas os líderes só vão agir se eles sabem que esta questão é de vital importância para os seus cidadãos. Faz um apelo aos teus líderes para que a tua cidade se integre na rede Respira Vida (Breathe Life) e apoie soluções que limpem o nosso ar, protejam a nossa saúde e reduzam os efeitos do aquecimento global.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Não acredita em alterações climáticas? Veja as imagens do antes e do depois


No início do século XX, os glaciares do Árctico eram um dos fenómenos mais misteriosos e desconhecidos da natureza. Mas, cerca de 100 anos depois, o seu desaparecimento tornou-se a prova "visível" das alterações climáticas. Em 2002, o fotógrafo sueco Christian Åslund, que colabora com a organização ambientalista Greenpeace há quase 20 anos, decidiu procurar no arquivo do Instituto Polar Norueguês imagens dos glaciares registadas em inícios do séc. XX, no arquipélago norueguês Svalbard. Durante três semanas, Åslund recolheu várias fotografias e percorreu o Árctico num barco de forma a reproduzir as mesmas imagens, no mesmo lugar, um século depois.

Notícia completa  e as 14 fotografias aqui

terça-feira, 21 de março de 2017

Dois mamíferos que, afinal, não estavam extintos

O grupo onde nos inserimos, os mamíferos, está também ele repleto de histórias de renascimentos. Hoje procurei agrupar casos grandes e pequenos, aqueles onde a vulnerabilidade não surpreende aos que nunca imaginamos poder desaparecer.
 Voamos para longe da Europa, mas com uma intervenção fundamental dos europeus, para conhecer o percurso atribulado de um wallaby, um pequeno canguru, na sua longa viagem da abundância à extinção e, por fim, ao renascimento.
Em 1841, o ornitólogo inglês John Gould descrevia na sua monografia sobre a família Macropodidae (família dos cangurus) uma espécie de wallaby, o Onychogalea fraenata. Apesar de ser especialista em aves, aquando da sua estadia na Austrália para estudar a avifauna (onde entre centenas de aves descritas, mais de 300 eram novas para a ciência), Gould aproveitou para descrever outros animais, particularmente mamíferos.
Este pequeno macrópode – com cerca de 1 metro de comprimento, do qual metade é cauda, e entre 4 e 8 kg – faz parte de três espécies conhecidas que apresentam uma estrutura córnea, similar a uma unha, na ponta da cauda. Essa característica, juntamente com a linha branca em forma de freio no dorso, deram-lhe o nome comum de Bridle Nail-Tail Wallaby.

Desde a sua redescoberta que os estudos revelaram uma característica extremamente importante nesta espécie. O seu sistema imunitário aparenta ser bem mais resistente que o dos restantes marsupiais. De acordo com Lauren Young, imunologista de marsupiais da Central Queensland University, “estes wallabies parecem ser capazes de sobreviver a infecções parasíticas, vírus e diversas doenças mais rapidamente que outros marsupiais”.
Existem animais que criam no nosso imaginário a ideia de que são quase impossíveis de eliminar, associando normalmente a sua imagem à ideia de praga. Os ratos são sem dúvida um exemplo. Mas a verdade é que nem todos os pequenos roedores são tão resilientes assim.
Continuando na Austrália encontramos o Pseudomys novaehollandiae, um pequeno rato da família Muridae, a mesma onde se inserem a ratazana e o rato comuns nas nossas cidades.

A sua descrição foi feita por George Robert Waterhouse, um entomologista inglês que publicou em 1846-48 dois volumes sobre a história natural dos mamíferos, incidindo sobre os marsupiais e os roedores. O nome que lhe atribuiu deriva da designação de Nova Holanda que era dada pelos europeus à Austrália, nome que permaneceu corrente até meados de 1850.
Com apenas 6,5 a 9 cm de comprimento corporal e 8 a 10,5 cm de comprimento da cauda (sempre entre 10 e 15% maior que o corpo), este pequeno rato não mais foi visto. Até que em 1967, Geoff Spencer, funcionário do Serviço de Parques e Vida Selvagem de Nova Gales do Sul capturou um indivíduo no Parque Nacional de Ku-ring-Gai Chase, a Norte de Sidney.
O seu pequeno porte e o facto de ser nocturno não justificam totalmente a sua ausência por mais de 100 anos. De facto, este ratinho apresenta problemas a nível populacional, e estima-se que a sua população possa continuar a decair ao longo da próxima década.
Alimentando-se de sementes, folhas, fungos e alguns invertebrados, a sua alimentação depende muito dos padrões de pluviosidade anuais. Além disso a sua reprodução depende da disponibilidade de alimento. Na primeira reprodução as fêmeas só dão à luz uma cria, aumentando depois até um máximo de seis. Actualmente nenhuma população excede os 1.000 indivíduos.
A Austrália é rica em histórias de renascimento de mamíferos. A estes dois poderiam juntar-se mais algumas espécies. Gymnobelideus leadbeateri, que esteve mais de meio século desaparecido; Zyzomys pedunculatus, que foi considerado extinto por duas vezes (1990 e 1994) e reencontrado em 2001, com confirmação em 2013; Petaurus gracilis, perdido para a ciência desde 1883 a 1989; ou ainda o pequeno Potorous gilbertii – marsupial que se alimenta exclusivamente de fungos, o que não é coisa comum – que, depois de mais de um século desaparecido, acabou por ser reencontrado em 1994. Mas há histórias um pouco por todo o lado…

segunda-feira, 20 de março de 2017

A politica "não no meu quintal" continua

O Reino Unido exportou 67% dos resíduos de plástico que produziu em 2016.



O problema é ainda mais escandaloso pois esses resíduos de plástico poderão ter sido incinerados ou enterrados em vez de serem reciclados como diz a indústria. Greenpeace.

domingo, 19 de março de 2017

Música do BioTerra: Pixies- Tame

Quando uma música agita consciências e um grupo artístico expressa muito bem esse sentimento, é uma pérola. Igual a um menir da era moderna. Um teledisco a todos os níveis EXCELENTE.

Tame -Sinónimos/ Thesaurus synonyms
banal, blah, boring,dull, dull as dishwater, flat, flavorless, ho hum humdrum, insipid, milk-and-water, monotonous, nerdy, nothing, pabulum, sapless, tedious, unexciting, uninspiring, uninteresting, unstimulating, vanilla, vapid, waterish, watery, weak, wimpy, wishy-washy, zero

sexta-feira, 17 de março de 2017

Suiniculturas: poluição ainda sem fim à vista

Foto: Ricardo Graça.

    Ainda não há adjudicação e, muito menos, obra feita, mas a Estação de Tratamento dos Efluentes Suinícolas (ETES) do Lis, a construir em Amor, já custou mais de dois milhões de euros, admite David Neves, presidente da Recilis, empresa que detém 100% da Valoragudo, a entidade promotora da ETES. Há ainda a somar 2,5 milhões de euros investidos em duas ETARs, – Bidoeira e Raposeira –, inauguradas em 1994, e que nunca funcionaram em pleno porque as soluções técnicas revelaram ser obsoletas, o que implicava custos de exploração astronómicos, tendo, por isso, sido desativadas. A Recilis justifica o pedido de prorrogação do prazo de conclusão da obra com a necessidade de validar questões relacionadas com a viabilidade e sustentabilidade económica do projeto. Paulo Batista Santos, presidente da câmara da Batalha, não se convence e fala em «mais uma manobra dilatória» protagonizada por «quem não quer que a obra se faça» e ameaça recorrer às instâncias judiciais para apurar responsabilidades, acusando a Recilis de «não querer verdadeiramente resolver o problema». O presidente da Câmara da Batalha anunciou que irá solicitar uma reunião “urgente” da comissão de acompanhamento da ETES do Lis.» Jornal de Leiria 9mar2017.

    quinta-feira, 16 de março de 2017

    Dois mil livros gratuitos sobre bioconstrução e permacultura


    Fonte: Eco Casa Portuguesa

    A plataforma virtual Ideas Verdes disponibilizou uma biblioteca com mais de dois mil livros, artigos e documentos gratuitos sobre bioconstrução, permacultura, agroecologia e sustentabilidade. Assuntos que desde os anos 1990 vêm sendo discutidos na agenda global e que na última década ganharam ainda mais peso devido aos efeitos já sensíveis da mudança climática em diversas partes do mundo, a biblioteca gratuita, com títulos em espanhol e inglês, pode ser uma fonte bastante útil para arquitetos, planejadores e paisagistas.
    Em sua página oficial, a plataforma compilou uma lista resumida de títulos voltados ao estudo da permacultura, agroecologia e bioconstrução. Veja as sugestões a seguir: 

    PERMACULTURA E AGROECOLOGIA
    John Seymour – El Agricultor Autosuficiente
    John Seymour – La Vida En El Campo
    Fukuoka – La Revolucion De Una Brizna De Paja
    Fukuoka – La Senda Del Cultivo Natural
    Bill Mollison – Introduccion A La Permacultura
    Bill Mollison – La Parabola Del Pollo
    Bill Mollison – El Momento Mas Terrible Del Dia
    David Holmgren – La escencia de la permacultura
    David Holmgren – Dinero Vs Energía fósil
    Emilia Hazelip – Coleccion De Agricultura Sinergica
    Jairo Restrepo – ABC agricultura organica y harina de rocas
    Jairo Restrepo – Abonos Organicos Fermentados
    G.E. Xoriguer – Manual Practico para Construir Cajas Nidos
    Mariano Bueno – Como Hacer Un Buen Compost
    Josep Rosello – Como Obtener Tus Propias Semillas
    Jerome Goust – El Placer De Obtener Tus Semillas
    J. Fernandez-Pola – Cultivo De Plantas Medicinales Y Aromaticas

    BIOCONSTRUÇÃO
    Predes – Construccion De Vivienda En Adobe
    Gernot Minke – Manual De Construcción Con Paja
    Gernot Minke – Manual De Construccion En Tierra
    Gernot Minke – Techos Verdes
    Johan Van Lengen – Cantos Del Arquitecto Descalzo
    Johnny Salazar – Construyendo Con COB
    Elias Rosales Escalante – Manual De Tratamiento De Aguas Grises
    Bill Steen – La Casa De Fardos De Paja
    Lourdes Castillo Castillo – Sanitario Ecológico Seco
    Gustavo San Juan – Manual De Construccion De Calentador Solar De Agua
    Pedro M. Molina – Como Hacer Hornos De Barro
    Para acessar os mais de dois mil livros gratuitos para download clique aqui e navegue na biblioteca digital do Ideas Verdes.

    quarta-feira, 15 de março de 2017

    25 Dicas Para Uma Casa Mais Sustentável



    25 sugestões para “poupar na sua carteira” ao mesmo tempo que “poupa no ambiente”.

    1 - Prefira uma casa mais eficiente energeticamente

    A localização de um edifício é muito importante no que respeita às necessidades térmicas e consumo de energia. Destas necessidades resulta o Certificado Energético que é obrigatório apresentar para a venda ou arrendamento. Este apresenta um conjunto de informações atribuindo uma classificação A+ (mais eficiente) até F (menos eficiente) e é válido por 10 anos.

    2 - Prefira um local arejado e bem servido de transportes públicos

    Se lhe for possível habitar próximo do seu local de trabalho, desloque-se a pé. Far-lhe-á bem à saúde e contribuirá para um ambiente mais saudável.
    3 - Tire partido do Sol para aquecimento
    O Sol é a nossa maior fonte de energia. Pode usa-lo em seu benefício escolhendo uma casa maioritariamente orientada a Sul. Assim é possível controlar a radiação. Quando a deixamos incidir nas janelas de vidro, o espaço interior aquece de forma natural.

    4 - Impeça o sol de incidir nas janelas durante a estação de Verão

    Verifique se as janelas possuem uma protecção pelo lado exterior: uma pala, persiana ou até vegetação (de folha caduca no Inverno).

    5 - Controle as janelas orientadas a nascente (Este) e/ou poente (Oeste).

    Nestas orientações são obrigatoriamente necessárias proteções exteriores, pois é nestas orientações que o sol incide mais horizontalmente. É imperativo, durante a situação de Verão, correr estas persianas, protegendo o vidro, pela manhã a Nascente e ao final da tarde a Poente.

    6 - Reserve a orientação Norte a divisões que necessitem de poucas aberturas (ou mesmo nenhumas) para o exterior.

    Como W.C.s e arrumos. É nesta orientação que se originam grandes perdas térmicas através do vidro durante a estação fria.

    7 - A área de envidraçado de uma divisão não deve ultrapassar 15% da área de pavimento dessa divisão

    As fachadas envidraçadas originam grandes ganhos térmicos na estação quente e perdas térmicas muito consideráveis durante a estação fria, o que implica sistemas de climatização adicionais para corrigir este efeito.

    8 - Tire partido do Sol para iluminação

    Prefira divisões iluminadas naturalmente para minimizar a necessidade de iluminação artificial. Existem no mercado equipamentos de transporte de luz natural para divisões não iluminadas que canalizam a luz do exterior para o interior.

    9 - Opte por lâmpadas de baixo consumo

    Sempre que necessária a iluminação artificial prefira a localizada (só apenas onde é de facto necessária).

    10 - Prefira, sempre que possível, electrodomésticos de Classe A++

    São mais eficientes no que respeita ao consumo de energia e ao contrário do que se pensa não são necessariamente mais caros.

    11 - Verifique na Ficha Técnica da Habitação (FTH)

    Aqui é apresentado o tipo de construção. As soluções construtivas adotadas são determinantes para uma casa confortável do ponto de vista térmico e para evitar futuras obras de reparação. Deverá optar por soluções de parede exterior com isolamento pelo exterior da parede e se possível, opte pela instalação de vegetação no lado exterior da parede.

    12 - Prefira um material de isolamento com um baixo índice de condutibilidade térmica mas com baixo teor de energia incorporada

    O isolamento térmico se bem colocado evita perdas de calor no Inverno ou ganhos de calor no Verão, mantendo assim uma temperatura constante no interior de sua casa.

    13 - Verifique as caixilharias e o vidro

    Aquelas com corte térmico (são fabricadas de forma a promover uma redução da transmissão térmica entre 40% a 60%) e vidro duplo são as mais indicadas do ponto de vista de conservação de energia.

    14 - Dê especial importância aos materiais utilizados

    Prefira os recomendados pelo PCS. Na base de ecoprodutos poderá encontrar os materiais mais adequados, informando-o sobre o poder de reutilização ou reciclagem e ainda sobre o seu impacte ambiental.

    15 - É importante escolher materiais homologados e/ou com marcação CE

    Nos casos mais importantes, solicite os certificados de conformidade de acordo com as especificações aplicáveis, emitidos por entidades idóneas e acreditadas, seguindo as instruções dos fabricantes para a aplicação dos mesmos.

    16 - Verifique se a cobertura do edifício (terraço ou telhado), está adequadamente isolada

    Poderá fazê-lo através da FTH. Prefira, se possível, as coberturas verdes. Consulte as soluções construtivas recomendadas no PCS.

    17 - No pavimento em contacto com o solo, opte por isolantes térmicos imputrescíveis e resistentes à água

    Pode ainda optar por uma caixa-de-ar. Verifique ainda se possui impermeabilização para evitar perdas térmicas ou outras patologias associadas através do solo.

    18 - Promova durante a utilização, renovações do ar interior

    É muito importante para que se mantenham as condições de salubridade no interior nos edifícios. Uma casa insuficientemente ventilada poderá gerar humidade através dos vapores que se formam, afectando o conforto ou mesmo a saúde dos habitantes.

    19 - Atenção às cores utilizadas nas fachadas e coberturas

    Estas também influenciam o conforto térmico. Seja selectivo na escolha da cor de sua casa, considerando que, as cores claras não absorvem tanto o calor como as cores mais escuras.

    20 - Se possível instale equipamentos que promovem o consumo de energia renovável

    De entre os vários existentes no mercado destacam-se:
    1. painéis solares térmicos que captam a energia do Sol e a transformam calor;
    2. painéis solares fotovoltaicos que por meio do efeito fotovoltaico, a energia contida na luz do Sol é convertida em energia eléctrica;
    3. bombas de calor geotérmicas que aproveitam o calor do interior da Terra para o aquecimento do ambiente;
    4. mini-turbinas eólicas o vento aciona estes sistemas para fornecer eletricidade a uma microescala
    5. sistemas de aquecimento a biomassa que pressupõe o aproveitamento da matéria orgânica.


    21 - Poupe água

    Existem no mercado torneiras de regulação do fluxo de água, que permitem reduzir o caudal estimulando a poupança deste recurso. Se a casa que vai habitar não possui estas torneiras, existem peças acessórias redutoras de caudal.

    22 - Verifique se os autoclismos são providos de dispositivos de dupla descarga que induzem poupança de água

    Pode colocar uma garrafa de plástico, dentro do autoclismo para diminuir o consumo de água em cada descarga.

    23 - Se possível instale mini estações de tratamento de água ou mini cisternas de armazenamento de águas pluviais

    A água armazenada e/ou tratada pode ser usada em descargas não potáveis.

    24 - Verifique se no prédio existe espaço destinado a contentores adequados à separação de resíduos domésticos

    No caso de vir a habitar um edifício de vários condóminos.

    25 - Coloque em sua casa um depósito de separação de resíduos domésticos

    Pelo menos com três divisões para estimular a separação destes resíduos.

    Para terminar…

    se tiver oportunidade de reabilitar em vez de construir de novo, e se essa opção for economicamente viável, está desde logo a ter uma atitude mais sustentável.

    terça-feira, 14 de março de 2017

    Chip que devolve a capacidade de andar a pessoas paralisadas é inventado na Suíça

    Há pouco tempo, foi inventado um dispositivo que ajudará as pessoas com algum tipo de paralisia a voltar a andar. Nós, do Incrível.club, ficamos muito impressionados com esta invenção e achamos interessante divulgar detalhes sobre este dispositivo tão pequeno capaz de mudar o destino de tantas pessoas.
    A invenção se chama ’interface da medula’, e é um implante super pequeno que contém dois chips. A interface foi inventada por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausana (EPFL), na Suíça. Eles conseguiram reestabelecer a habilidade de caminhar em macacos paralisados. Após duas semanas da lesão, eles já estavam correndo.

    Como funciona?

    Todos os movimentos são impulsos nervosos. Quando queremos nos levantar, nosso cérebro envia um sinal através da medula espinhal para os músculos e eles dão a ’ordem’ para que nos levantemos.
    A paralisia é o resultado de um trauma da medula espinhal e dos nervos. Isso não significa que os sinais não possam ser transmitidos do cérebro ao resto do corpo (por exemplo, as pernas). Quando mais alta for a lesão na coluna, maior a paralisia.   
    Na pesquisa com os macacos (que foi publicada na respeitada revista Nature), foi usado um dispositivo cuja interface contém dois chips. O primeiro fica na parte motora do cérebro, justamente onde são tomadas as decisões sobre o movimento.
    Nas pessoas com paralisia, o cérebro continua enviando sinais para os músculos, mas eles nunca chegam. É como se alguém tivesse cortado o cabo de eletricidade de uma televisão. O cabo ainda poderia transmitir a corrente elétrica, mas isso não acontece.
    O primeiro chip serve como receptor destes sinais. Em seguida, por meio de uma rede inalâmbrica os sinais são enviados ao segundo chip, localizado na área da lesão. Ou seja, onde o sinal não passa em função da lesão. O sinal de um chip ao outro passa através de um computador que o codifica e o envia aos nervos. Esta interface reestabelece o trabalho do sistema nervoso e a transmissão de um sinal nervoso, que permite o movimento.

    Os pesquisadores dizem que a nova invenção será muito mais barata que as usadas até hoje em dia. "Estamos esperando com muita ansiedade o momento em que possamos provar o nosso trabalho em milhares de pessoas que sofreram algum tipo de acidente que as tirou a capacidade de serem fisicamente ativas", dizem os cientistas da EPFL

    segunda-feira, 13 de março de 2017

    Mais de oito mil portugueses produzem luz para autoconsumo

    Fonte: Publico 20 de Fevereiro de 2017
    O que têm em comum o apartamento de um engenheiro electrotécnico em Carnaxide, a biblioteca municipal de Águeda, ou uma produtora de queijos de Loures? Quase nada, a não ser a produção de energia eléctrica para autoconsumo. Trocado por miúdos, em todos estes locais, foram (ou estão a ser) instalados painéis fotovoltaicos para produção de electricidade para consumo próprio ao abrigo do novo regime do autoconsumo introduzido pelo anterior Governo PSD-CDS e em vigor desde Janeiro de 2015.

    Foi este diploma que abriu a porta a que os consumidores pudessem tornar-se produtores, pondo a tónica na poupança, ou seja, na redução da factura da luz, e não na venda de electricidade à rede com tarifas administrativas (ainda que essa possibilidade continue a existir), como era obrigatório com as unidades de micro e minigeração, cujo enquadramento legal foi substituído pelo novo regime.
    Se em 2015 foram instaladas cerca de 3500 unidades de produção de electricidade para autoconsumo (UPAC), ao longo de 2016 este número subiu para 6067 instalações, aproximando-se agora das dez mil no conjunto dos dois anos, com uma potência instalada total de 50.393 kW, de acordo com os dados disponibilizados ao PÚBLICO pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
    À semelhança do que ocorreu em 2015, no ano passado a grande maioria das instalações necessitou apenas de uma comunicação prévia à DGEG (através da plataforma digital SERUP) por se tratar de sistemas entre os 200 Watts a 1500 Watts e sem injecção na rede eléctrica, que variam entre um e seis painéis. Neste último caso, trata-se de um investimento que poderá rondar os três mil euros, tendo em conta que o preço dos painéis oscila entre 500 a 700 euros, mas que pode ficar muito mais caro, se a solução incluir uma bateria para armazenamento da energia.
    Em 2015 houve 3280 meras comunicações prévias, número que subiu para 5488 no ano passado. Por estarem em causa instalações dimensionadas para consumos pequenos, é possível concluir que a esmagadora maioria das quase 8700 comunicações prévias registadas nos dois anos primeiros anos do novo regime do autoconsumo (que no conjunto representam uma potência de 7022 kW) se refere a clientes residenciais.

    Poupanças até 50%

    As casas são alimentadas pelas UPAC quando a energia produzida é suficiente e pela rede pública quando a produção não chega. É que, ao contrário do que sucede nas empresas, em que o maior consumo se regista durante o dia, coincidindo com a produção solar, nas casas particulares os picos ocorrem logo cedo e ao final do dia. Dependendo do consumo e das soluções adoptadas, podem conseguir-se reduções de entre 20% a 50% na factura eléctrica, disse ao PÚBLICO o presidente da Apisolar — Associação Portuguesa da Indústria Solar, João Carvalho.
    Se os consumidores optarem por instalar um painel até 200 Watts, não têm sequer de o comunicar à DGEG, o que significa que ficam fora dos números oficiais.
    É o caso de Nuno Martins. Foi “a facilidade de não ter de realizar qualquer comunicação”, misturada com alguma “curiosidade profissional” e a possibilidade de “ficar com a consciência mais tranquila” por consumir electricidade de fonte renovável, que levou a que, no final do ano passado, este engenheiro electrotécnico aproveitasse a sua “varanda virada a sul” para instalar um painel no gradeamento.
    Com ele, Nuno Martins consegue compensar o consumo constante do ar condicionado, dos aparelhos em stand-by e, “em certas alturas, até do frigorífico”, com uma redução de dois euros/mês na factura.
    Embora reconheça que a instalação vertical (em vez da instalação horizontal, como num telhado) não permite retirar o rendimento máximo do painel (comprado em segunda mão, por “cerca de 300 euros”), pelas suas contas, “ao custo actual da energia, serão precisos entre seis a oito anos” para obter o retorno.
    Um tempo que considera “longo” e que o leva a dizer que estes sistemas “ainda são mais para curiosos”.

    Factor de competividade

    Para as empresas o tema vai muito além da curiosidade, garante João Carvalho. Mas se todas vêem com bons olhos a possibilidade de reduzir a factura eléctrica, muitas ainda “esbarram na falta de instrumentos” de financiamento.
    Nem todas têm capacidade para suportar investimentos que podem andar na casa dos 90 mil euros (para cerca de 100 kW) com retornos a seis ou sete anos, exemplifica. Calculando que existam cerca de 15 megawatts de capacidade instalada para autoconsumo no segmento empresarial (que no ano passado movimentou “entre 20 a 25 de milhões de euros”), o presidente da Apisolar diz que “o potencial de crescimento é muito grande”, mas são precisas “soluções de financiamento adequadas em prazo e em custo”.
    Como o retorno do investimento se mede “por aquilo que a empresa deixa de pagar e isso depende das tarifas que tem”, o presidente da Apisolar sublinha que é fundamental que a instalação esteja “bem dimensionada e alinhada com o perfil de consumo”. “O perfil teórico ideal” para retirar o máximo retorno destes projectos seria “um consumo diurno, sete dias por semana”, porque a energia que não é consumida é vendida à rede por um preço inferior ao preço médio grossista, o que não é rentável.
    Uma vez que não é possível “apagar” o sol quando as fábricas estão fechadas (como ao fim-de-semana), as contas têm de ser bem feitas para que as empresas não acabem a perder dinheiro. Por isso, João Carvalho garante que o sector, “que é muito competitivo”, faz “uma aposta grande na formação” dos seus técnicos.
    Depois de um período de crise marcado pela descida das tarifas de venda à rede (que desincentivou o investimento de particulares e empresas) e pelo vazio legal que antecedeu a publicação do actual regime do autoconsumo, a indústria solar começou a reanimar-se em 2014, mas “ainda tem muito caminho para andar”, diz João Carvalho. “As empresas perceberam que estes são investimentos que já valem por si” e “não precisam de subsidiação”, mas sim de resposta adequada por parte da banca, insiste.
    O regime de autoconsumo prevê ainda a possibilidade de instalação de unidades de pequena produção (UPP) com potência de ligação à rede igual ou inferior a 250 kW, que vendem o total da produção com tarifas fixas conseguidas em leilão, mas que têm, segundo João Carvalho, “uma expressão muito pequena”.
    A Montiqueijo, fabricante de queijos do concelho de Loures, tem uma das licenças “mais antigas” do regime do autoconsumo (foi na inauguração desta UPAC que o antigo ministro da Energia Jorge Moreira da Silva veio assinalar oficialmente a nova legislação) e está a produzir desde o Verão de 2015.
    A empresa investiu cerca de 140 mil euros numa central com 460 painéis, com potência de 115 kW, “na fronteira entre o médio e o grande”, como adiantou ao PÚBLICO Maria João Rodrigues, consultora para a gestão de energia desta firma fundada em 1963. Contas feitas, a Montiqueijo conseguiu no ano passado reduzir a factura eléctrica em cerca de 20% e conta recuperar o investimento em sete anos.

    À espera das baterias

    Uma poupança anual de 30 mil euros é quanto espera o município de Águeda com a instalação de UPAC em 11 edifícios públicos, incluindo várias escolas, a biblioteca, o estádio municipal e uma incubadora de empresas, revelou ao PÚBLICO o director-geral da Sunenergy, Raul Santos. A empresa ganhou o concurso público de 145 mil euros lançado pela autarquia para a instalação de 540 painéis fotovoltaicos e “está neste momento a finalizar o projecto”. Recentemente, a Sunenergy também concluiu a instalação de 850 painéis no edifício-sede da distribuidora de medicamentos Plural, em Coimbra. A Plural não quis divulgar o valor do investimento, mas Raul Santos afirma que “o retorno é esperado em quatro a cinco anos”.
    A EDP Comercial, que lidera o mercado liberalizado da electricidade, com mais de quatro milhões de clientes, não tem descurado o interesse crescente dos portugueses no solar fotovoltaico para autoconsumo como estratégia de fidelização. A empresa tem vindo a apostar na oferta de soluções solares “chave na mão” para os seus clientes e diz que já instalou “mais de dez mil soluções solares, a que corresponde uma quota de 85% do total dos sistemas em operação”. Este é um número que, segundo a EDP, inclui sistemas instalados antes de 2015, ou seja, antes de ter entrado em vigor o novo regime do autoconsumo.
    A EDP Comercial dá aos clientes a possibilidade de instalação de sistemas solares com pagamento em 36 mensalidades para sistemas até seis painéis. Para “clientes típicos” com uma potência contratada de 6,9 kVA e com dois painéis, as mensalidades atingem 36 euros, mas podem chegar aos 64 euros com sistemas de quatro painéis e uma potência contratada de 10,5 kVA, exemplifica a empresa. Este segmento “continua a ser uma prioridade do grupo”, como adiantou fonte da EDP Comercial ao PÚBLICO.

    sábado, 11 de março de 2017

    Papa diz que povos indígenas devem ter a palavra final sobre suas terras


    No século XV, as bulas papais promoveram e forneceram uma justificativa legal para a conquista e o saqueamento das terras e recursos dos povos indígenas – cujas consequências são sentidas ainda hoje. O direito à conquista em uma tal bula, Romanus Pontifex, emitida por volta de 1450 quando Nicolau V era o papa, foi dada em caráter perpétuo.

    David Hill* – The Guardian / IHU On-Line
    Mas o tempo muda. Na semana passada, mais de 560 anos depois, Francisco, o primeiro papa latino-americano, deu um tom bem diferente: pôs-se a favor dos povos indígenas ao redor do mundo, a favor do direito à terra (algo que possui um significado prático), e pôs-se a favor de uma melhor relação com o meio ambiente. Publicamente disse que os povos indígenas têm o direito ao “consentimento prévio e informado”. Em outras palavras, nada deveria acontecer nas – ou impactar suas – terras, territórios ou recursos a menos que concordem.
    “O principal desafio é conciliar o direito ao desenvolvimento, incluindo também o social e cultural, com a tutela das características próprias dos povos e territórios indígenas”, disse Francisco, segundo texto divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé.
    “[Esta conciliação] fica ainda mais evidente quando atividades econômicas interferem com as culturas indígenas e sua relação ancestral com a terra”, continuou o papa. “Nesse sentido, sempre deve prevalecer o direito ao consenso prévio e informado, segundo exige o artigo 32 da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas. Somente assim é possível garantir uma cooperação pacífica entre as autoridades governamentais e os povos indígenas, que supere contradições e conflito”.
    Francisco falava a representantes indígenas em Roma na conclusão do 3º Fórum dos Povos Indígenas, realizado pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola – FIDA, órgão da ONU.
    A Declaração das Nações Unidas – não vinculativa juridicamente – foi adotada há 10 anos. Em seu artigo 32, diz que “é dever do Estado consultar e cooperar de boa-fé com os povos indígenas interessados, por meio de suas instituições representativas, a fim de obter seu consentimento livre, prévio e informado antes de adotar e aplicar medidas legislativas e administrativas que os afetem”.
    Francisco também declarou que a “humanidade peca gravemente, deixando de cuidar da terra”, e instou os líderes indígenas a resistirem às novas tecnologias e que “não permitais aquelas que destroem a terra, que destroem a ecologia, o equilíbrio ecológico e que acabam por destruir a sabedoria dos povos”. Convidou os governos a capacitar os povos originários a participarem plenamente no desenvolvimento de “diretrizes e projetos”, tanto no nível local quanto nacional.
    Vários meios de comunicação convencionais, incluindo a BBC, os jornais The Independent e Washington Post, interpretaram as palavras do papa como um comentário – ou um comentário aparente – sobre o atual conflito em torno do oleoduto Dakota Access, nos EUA, como se este fosse o único conflito indígena do que se sabe hoje. Mas e quanto a outros casos ao redor do mundo? Essa interpretação foi rapidamente rejeitada por uma porta-voz do Vaticano, que disse que “não há elementos nas palavras do papa que nos permita saber se ele estava falando de algum caso específico”.
    Então, o que algumas das pessoas que estavam com Francisco naquele dia pensam do que ele afirmou? Até que ponto o que foi dito é significativo a eles?
    Myrna Cunningham, ativista miskita da Nicarágua e ex-presidente do Fórum Permanente sobre Questões Indígenas, da ONU, disse que o papa estava enviando mensagens importantes. Estas incluem a “necessidade conciliar o direito ao desenvolvimento, incluindo também o social e cultural, com a tutela das características próprias dos povos e territórios indígenas”, e a importância da Declaração da ONU, do consenso, que, segundo ela, “de algum modo foi uma resposta às demandas indígenas”.
    “Eu esperava uma mensagem incisiva, porém a postura dele excedeu as minhas expectativas”, disse Cunningham ao jornal The Guardian. “Ele foi claro sobre as lutas do nosso povo e vem sendo uma voz importante para fazer que nossas demandas sejam ouvidas”.
    Elifuraha Laltaika, da Associação de Direito e Advocacia a Pastoralistas na Tanzânia, diz que foi um “chamado a despertar oportuno aos governos”.
    “[Os comentários do papa] foram feitos num momento em que os governos cada vez mais violam e olham com desconfiança para os padrões mínimos da Declaração da ONU”, disse Laltaika ao The Guardian. “Sem ouvir o chamado do Papa Francisco, com certeza a vida vai se tornar mais miserável aos povos indígenas do que alguma vez já foi. A ganância para com a extração de hidrocarbonetos e minerais irá criar rachaduras além das existentes já, acentuando a pobreza dos povos indígenas e a incapacidade deles de lidar com os impactos da mudança climática e uma miríade de outros desafios”.
    Para Alvaro Pop, represente maya da Guatemala, as palavras de Francisco demonstram o compromisso contínuo dele para com os direitos dos povos originários.
    “Os povos indígenas têm sido os guardiões destes recursos há séculos”, diz Pop, um dos presidentes do Fórum Permanente da ONU. “O consentimento livre, prévio e informado é uma das questões mais importantes do século XXI. As palavras do papa são verdadeiramente significativas”.
    Victoria Tauli-Corpuz, membro do povo Kankanaey Igorot das Filipinas e atualmente relatora especial da ONU para os Direitos dos Povos Indígenas, diz que a fala do papa ilustra “a compreensão que ele tem da importância” de implementar a Declaração da ONU.
    “A visão dele de que uma maior chance de superar o confronto e o conflito entre os povos indígenas e as autoridades governamentais pode ser alcançada se um consentimento prévio e informado for respeitado ecoa o que muitos povos vêm afirmando”, disse Tauli-Corpuz ao The Guardian.
    Les Malezer, da Austrália, descreve como “gratificante” que o papa tenha assumido uma postura tão dura no tocante à necessidade de respeitar os direitos dos povos indígenas, e diz que ele também aproveitou a oportunidade para levantar a questão da “Doutrina da Descoberta” – conceito jurídico internacional fundamentado nas bulas papais do século XV.
    “Todos entre nós tiveram a oportunidade de dizer algumas poucas palavras ao papa quando ele circulou pelo salão”, disse Malezer, de Queensland. “Pedi que o papa continuasse a rever a Doutrina da Descoberta, que foi seguida por muitos casos de genocídio dos povos indígenas e pela tomada de suas terras. Também pedi que a Igreja Católica busque conscientizar, em nível mundial, as pessoas para a situação e os direitos dos povos indígenas”.
    Ao abordar o direito ao consentimento dos povos indígenas, Francisco ecoava – e dava sustentação a – um órgão crescente do direito e da jurisprudência internacional que vincula os governos, diretrizes, princípios e procedimentos operacionais adotados por algumas instituições financeiras, agências da ONU e grupos do setor privado. Segundo um relatório de 2013 emitido pela REED (sigla inglesa para Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação, entidade da ONU) sobre a base jurídica internacional para o que se conhece por “CLPI” – iniciais para consentimento livre, prévio e informado –, “mais de 200 estados ratificaram numerosos tratados e convênios internacionais e regionais que proveem expressamente o dever e a obrigação do Estado de obter o CLPI onde circunstâncias assim se justificarem”.
    *Tradução é de Isaque Gomes Correa.

    sexta-feira, 10 de março de 2017

    Conferência com Philip Wollen - "Cada pedaço de carne que comemos, é uma bofetada na face manchada de lágrimas de uma criança com fome."

    São 10 minutos absolutamente tocantes e inspiradores. Vejam e encorajem todos a ver!

    "Cada pedaço de carne que comemos, é uma bofetada na face manchada de lágrimas de uma criança com fome."

    A carne mata animais, mata-nos e vai matando as nossas economias (a título de exemplo, a MEDICARE já levou à falência os EUA, necessitando de 8 triliões de dólares investidos em títulos do Tesouro só para liquidação de juros) ... As Universidades de Cornell e Harvard afirmam que a quantidade ideal de carne numa dieta saudável é precisamente "ZERO".

    A água é o novo petróleo; em breve as nações irão iniciar guerras por ela. As reservas subterrâneas que demoraram milhões de anos para encher estão agora secas; são necessários 50.000 litros de água para produzir uma kilo de carne.

    Atualmente, há 1 bilião de pessoas famintas e 20 milhões morrerão de má nutrição; se diminuíssemos o consumo de carne em 10%, seria possível alimentar 100 milhões de pessoas. Eliminando totalmente a carne do nosso cardápio, a fome seria erradicada para sempre.

    Se toda a população mundial seguisse o tipo de dieta ocidental, seriam necessários 2 planetas para suprir as nossas necessidades alimentares, mas só temos um planeta e está a morrer.

    Os países pobres vendem os seus grãos ao ocidente enquanto as suas crianças morrem de fome nos seus braços e o ocidente dá esses grãos ao gado para que nós possamos comer um bife? Será que mais ninguém vê isto como um crime?

    A Terra pode produzir o suficiente para suprir as necessidades de todos mas não o suficiente para alimentar a ganância de cada um.

    As armas de destruição em massa são as nossas facas e garfos.

    Os animais não são apenas uma outra espécie; são outra nação! E nós? Somos assassinos que apenas nos preocupamos com a nossa vontade e satisfação.

    A Paz não é apenas ausência de guerra; é a presença da justiça. A justiça tem que ser cega à raça, cor, religião ou espécie. Se não for cega, será uma arma de terror. E hoje à noite há terror inimaginável nesses "Guantánamos" horríveis a que nós chamamos de fábricas de animais ou matadouros.

    Retiremos os animais dos menus e destas câmaras de tortura. Defendamos aqueles que não têm voz.

    Desafio:
    A carne causa um amplo leque de cancros e doenças cardíacas. Será que alguém pode enumerar uma doença causada por uma dieta vegetariana?"

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    Philip Wollen, filantropo australiano, patrocinador de diversas ONG´s designadamente GREENPEACE, SEA SHEPARD entre outras, financiou a produção do filme "A trilogia dos Terráqueos".

    Num discurso brilhante, aquando de uma conferência que decorreu no St James Ethics Centre and the Wheeler Centre, em Melbourne (Austrália), fez um apelo emocionante pela defesa dos animais, pedindo às pessoas que os tirem dos seus pratos.

    "Os animais têm que sair do cardápio ... porque esta noite gritam aterrorizados em matadouros e jaulas ... Eu ouvi os gritos de desespero do meu pai enquanto o cancro o consumia e tomei consciência de que já tinha ouvido aqueles gritos antes ... no matadouro. Olhos arrancados com facas, os tendões cortados ... nos navios para o Oriente Médio com uma baleia a bordo que agoniza enquanto um arpão japonês desfaz o seu cérebro enquanto ainda grita pela sua cria; esses gritos eram os gritos do meu pai."

    Os direitos dos animais são hoje o maior assunto de justiça social, desde a abolição da escravatura. Sabiam que existem no mundo mais de 600 milhões de vegetarianos? São mais do que a população dos EUA, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha, Itália, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Se fossemos uma nação, seríamos do que os 27 países da União Europeia. Apesar desta enorme pegada, ainda somos tidos como impercetíveis pelas vozes estridentes dos cartéis da morte e da caça, que acreditam que a violência é a resposta quando esta nem sequer deveria ser a pergunta.

    quinta-feira, 9 de março de 2017

    Artigo da prestigiada Ana Primavesi - "A Revolução Verde e o Problema do azoto no Solo" (estudo de caso no Brasil)


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    Ana Primavesi

    Azoto é o adubo químico mais usado, sempre tentando aumentar a massa verde e nunca a saúde vegetal e nem sempre a produção de grãos. O adubo nitrogenado veio maciçamente com a Agricultura Convencional, que foi introduzida graças a uma combinação entre a indústria química e a mecânica. Foi capitaneado pelo prof. Borlaug e mediado pelo então presidente Kennedy (1961-63).
    O problema da indústria era que possuía enormes estoques de produtos químicos altamente venenosos, e uma linha de produção para máquinas pesadas que ninguém necessitava mais porque a guerra terminara. E, se a indústria ia à falência, os EUA afundariam numa crise que poderia ser de difícil recuperação.
    Foi combinado assim que a agricultura compraria químicos e máquinas das indústrias, e estas, uma vez recuperadas, iriam pagar impostos elevados. Com todas estas despesas, a agricultura convencional obviamente não iria mais ter lucros e até trabalhar no vermelho, mas o Governo se comprometia a devolver à agricultura parte destes impostos em forma de subsídios, dando início a uma “agricultura subsidiada” combatida em vão pelo governo brasileiro, uma vez que esquece a razão do subsídio.
    Instaurou-se a famosa “Revolução Verde”. Para os EUA e Europa, que tinham o problema da indústria, era a solução milagrosa. Indústria e países recuperaram-se rapidamente, mas a agricultura familiar tinha de ser trocada pela agricultura industrial para dar espaço às máquinas..
    Milhões e milhões de pessoas migravam do campo para as cidades, onde as indústrias as esperavam ansiosamente. Iniciou-se a época de êxodo rural e o crescimento gigantesco das cidades. Era o início da “sociedade de serviço”. E como este convênio era até milagroso para a indústria química e mecânica, ambicionou-se mais. Resolveu-se levar a Revolução Verde também para o Terceiro Mundo, que nesta época, estava em pleno desenvolvimento.
    Milhares de “técnicos” americanos se espalharam pelo mundo afora e incutiram em todos as maravilhas da Revolução Verde, e por mais de 10 anos os EUA treinaram os técnicos do Terceiro Mundo gratuitamente nesta agricultura. E até fundaram-se no Terceiro Mundo organizações estatais, como a EMATER para introduzir a Revolução Verde. (Esta reconheceu seu erro e atualmente luta pela Agricultura Orgânica.)
    Como o Terceiro Mundo não era o dono destas fábricas, ele tinha que comprar tanto os químicos como as máquinas pesadas, com créditos que o Primeiro Mundo lhes concedia generosamente a juros entre 20 a 25% por ano, endividando os países violentamente.
    Para eles, a Revolução Verde tornou-se somente um dreno permanente de todas as riquezas dos seus povos, fluindo para os países do Norte. Também no Sul a população rural tinha de migrar às cidades graças às máquinas, mas como não possuíam indústrias que a esperavam, foram acolhidos somente pelas favelas. E enquanto o Primeiro Mundo enriqueceu, o Terceiro Mundo entrou num ciclo de miséria do qual, até hoje, não conseguiu sair ainda. A Revolução Verde salvou a industria do Primeiro Mundo mas endividou horrivelmente o Terceiro Mundo.

    Como foi introduzido
    O primeiro passo da Revolução Verde era matar os solos: pela calagem corretiva – a aração profunda – e a adubação nitrogenada.
    Por quê?
    Porque isso acabou com toda matéria orgânica nos solos.E sem matéria orgânica os solos perderam sua vida, que sem alimento não podia existir, Os solos se desagregaram, compactaram e tornaram-se quase impermeáveis. A água das chuvas escorreu, causando erosão – enchentes – secas aos quais, atualmente, se juntam os ciclones e tufões. É um ciclo do qual não saímos ainda, ao contrário, que está piorando cada vez mais e levando muitas partes do Mundo à desertificação. Mas não se consegue produzir em solos mortos sem todo este pacote químico, mais irrigação. Finalmente os solos servem somente de suporte para as culturas, que praticamente se criam em “hidropônicos ao ar livre.”
    Como os solos temperados são rasos (40 a 100 cm) e muito ricos (250 a 2.200 mmol) e os solos tropicais são profundos até muito profundos ( até 35 m) mas pobres ( 1-17 mmol na média as vezes chegando até 35 a 70 mmol), parece lógico que necessitam de manejo distinto. Porém, até agora, foram tratados segundo o manejo dos solos temperados.
    O que sacudiu o Mundo após a introdução da Revolução Verde eram os desmatamentos em grande escala, a fim de poder instalar as agroindústrias onde atualmente tem umas com tamanho de até quase 300.000 ha e cuja mecanização é total: trabalham com tratores teleguiados, sem tratorista e com análises químicas e adubação já feitos ao passar dos tratores. Mas nem no laboratório, nem no campo a análise química considera o estado do solo ( agregado, com lajes duras, compactado) nem a possibilidade de absorção pelas raízes, que não somente depende do estado físico do solo mas também do equilíbrio entre os nutrientes.
    O azoto do adubo químico não é estável no solo, sendo lixiviado quando em forma de nitratos e nitritos ou se perde para o ar, quando em forma amoniacal ou em estado elementar, Também não considera-se que com o aumento da temperatura pelo aquecimento do Globo os nutrientes Ca – Mg – Cu – B se tornam de difícil absorção.
    Pelas deficiências minerais, existentes ou introduzidas, uma adubação elevada com N em forma amoniacal, por exemplo(que pode ser aplicada ou induzida pela falta de oxigênio no solo), resulta na deficiência de Cu, Zn, Mn e a toxidez de Fe além da deficiência de K, Ca e Mg. Enquanto o N se perde para o ar, criam-se desequilíbrios minerais que predispõem as plantas a pragas e doenças.
    Também aqui age-se muito sumariamente e combatem-se os parasitas sumariamente com “defensivos” de toxidez cada vez mais elevada. Poucos consideram que uma praga ou doença somente pode atacar uma planta quando sua enzima (bactérias possuem somente 1 enzima, insetos 2 e fungos podem ter até 4) consegue digerir a substância presente mas inacabada.
    Não existe enzima nenhuma capaz de quebrar uma substância pronta, como proteínas, somente consegue digerir aminoácidos, ou polissacarídeos, somente conseguem quebrar monossacarídeos. E mesmo quando a planta morrer, suas substâncias completas têm de ser rompidas pelas próprias enzimas da planta, para que depois insetos e micróbios possam fazer a decomposição.

    Fica óbvio que cada praga ou doença é ligada a uma deficiência : p.ex. Oídio – B , Antracnose – Ca , Brusone – Cu etc. que impede o acabamento de uma substância completa.
    As deficiências podem existir : por causa da falta de um mineral nutritivo ou seu desequilíbrio pelo excesso de outro mineral, por ex., uma adubação elevada em azoto provoca p.ex. Botrytis em videiras, Puccinia em cereais, Erwinia em batatinhas, Alternaria em tomates, Pseudomonas em fumo etc. (Bergmann, 1976). E em lugar de combater a deficiência mineral induzida, combate-se a doença por agrotóxicos, que, por sua vez, em base de algum mineral, produzem outros desequilíbrios e outras doenças.
    A degradação ambiental, não somente graças ao desmatamento mas também pela lavração do solo e sua exposição ao sol e o impacto das chuvas levou à erosão – enchentes e rios secos (por causa da deficiente infiltração de água no solo os mananciais subterrâneos ficaram vazios).
    Por outro lado, a adubação de pastagens com elevada quantidade de azoto produz no segundo ano um pasto exuberante e no terceiro ano uma decadência violenta. Isso porque as forrageiras formam somente raízes superficiais , pequenas, que não conseguem reabastecer seu estoque de nutrientes e morrem finalmente de exaustão, uma vez que o azoto leva a um crescimento forçado. O azoto não é um nutriente isolado, mas somente um dos nutrientes que a planta precisa. E quando o pasto entra em degradação assenta-se não somente a erosão mas também cupins.
    Existe uma diferença muito grande entre o azoto químico e orgânico. O azoto químico sempre contribui para o desaparecimento de matéria orgânica por aproximar a relação C / N, e consequentemente promover sua eliminação por micróbios que leva a decadência e compactação do solo. O azoto orgânico, tem como pré-requisito a vida microbiana, que agrega o solo.
    Nenhum processo no solo ocorre isolado. Tudo é interligado como o ciclo da vida. A planta capta luz e gás carbônico e absorve água do solo e com isso forma a primeira substância um açúcar simples ( plantas C-3 ) ou um ácido orgânico como o málico.(plantas C-4). As folhas que morrem cobrem o solo, servem aos micróbios de alimento e recambiam os minerais ao solo. Conforme o solo será a raiz, abundante em solo bem agregado ou retorcida e pequena em solo compactado.
    Geralmente supõe-se que os micróbios do solo são independentes e somente depende ter um germe e já se desenvolvem. Mas não é bem assim. Nenhuma bactéria ou fungo nasce em solo que não é apropriado.
    O azoto acrescido pelo adubo não é estável no solo, e as leguminosas não enriquecem o solo em azoto como se acreditou que podiam comprovar com mais que 1.200 análises de solo com as mais diversas formas de matéria orgânica, a partir de leguminosas até simplesmente palha de arroz. E muitas vezes a quantidade de N no solo era maior após a palha de que após leguminosas. Por que?
    Nenhuma planta é atacadista vendendo um produto como N. Cada uma somente fixa N para si mesma. E o que os micróbios não seguram é lixiviado ou perdido para o ar. E a palha às vezes deixou mais N no solo, porque forneceu mais matéria orgânica que não é “nutriente” para as plantas mas somente comida para a vida do solo, que fixa N do ar e mobiliza nutrientes vegetais até de sílica.
    Assim cresce a mata Amazônica e assim produzem as culturas orgânicas em solos vivos. Em solos mortos a agricultura orgânica produz miseravelmente, (por isso necessita o “preço acrescido”) em solos vivos produz abundantemente ( 2 a 3 vezes mais do que a melhor agricultura química) e ainda sem nenhuma praga e doença.
    A disponibilidade de N no solo depende das bactérias fixadoras (praticamente todos fixam) e seus fagos, especialmente nematóides (em solos mais húmidos) e protozoários (em solos mais secos) que “pastam” os micróbios e liberam seu azoto. Assim, nematoides liberam 30% do N absorvido pelas plantas e de fagos que pastam fungos fornece-se o resto.
    Solos vivos com vida intensa mobilizam nutrientes e fixam azoto do ar.

    Microrganismos fixadores de N:
    Simbiontes : como rizóbios, Bradyrizóbios, Azospirillo, etc.
    Bactérias livres: como Azotobacter, Beijerinckia, Closatridium pasteurianum etc.
    Somente 8,6 % das leguminosas nodulam.
    Tem rizóbios noduladores e rizóbios endofitas (vivem na folha da planta) graças a estas no Brasil a cana-de-açúcar necessita somente 50 kg/ha de adubo nitrogenado, Nos outros países necessita de 150 a 300 kg /ha de adubo nitrogenado.
    Como funcionam os rizóbios endofitas: (Seja ciente: a nodulação não é necesssária para fixar azoto) . Os rizóbios saem da raiz da leguminosa e entram na raiz da gramínea seguinte, p.ex. milho, trigo, arroz etc. (Dazzo, 2006). Eles sobem às folhas onde aumentam a fotossíntese e a atividade enzimática. Parece que no arroz do sistema SRI existem também rizóbios endófitas.
    Micorrizas aumentam o espaço radicular das plantas pelos micélios. Em raízes onde existem micorrizas e rizóbios, os primeiros fortalecem as plantas enquanto os rizóbios , nas plantas mais fortes, são mais ativos. Inoculam as plantas com micorrizas porém o efeito depende da variedade de micorrizas – da espécie vegetal – e da nutrição vegetal. Mas micorrizas não necessitam ser inoculadas se as plantas são suficientemente abastecidas com os nutrientes mais essenciais para elas. p.ex. Milho =. Cu e Zn, / arroz = Cu, aveia =Mn, videira = B etc.
    Não é somente importante a presença de N no solo mas especialmente sua transformação para proteínas. Cada proteína se forma de 3 aminoácidos em base de N e 1 em base de S. Mas nem todos os aminoácidos formam proteínas. Para isso necessita-se de Molibdênio (Mo) . Assim muitas vezes saúvas começam cortar folhas de uma roseira ou de uma árvore mas logo abandonam tudo e vão para outro lugar. Isso porque a jardineira que fez a análise das folhas avisou: estes não prestam, eles tem proteínas. E proteínas nenhuma fungo, bactéria ou inseto conseguem digerir. Não possuem enzima para isso. De modo que aplicando Mo num pasto, campo, plantação frutífera, bosque etc. Contribui-se para a formação de proteínas e impede que saúvas cortem suas folhas.
    Mokiti Okada diz: a substância base de toda vida é N – O – H. e que também Rudolf Steiner afirma. Mas como combina isso com o fato que a primeira substância que uma planta forma é um monossacarídeo C – O – H . :
    Mas aí o mestre explica: Não existe vida sem proteínas, e não existem proteínas sem azoto.”

    O segredo do solo tropical:
    Como se explica que os solos mais pobres do Mundo, os amazônicos conseguem criar uma das florestas mais frondosas do Mundo? Se as leis de clima temperado valessem, seria uma região semi desértica. Mas ao contrário, é uma floresta frondosa. Como ?
    O segredo da floresta equatorial é:
    – solos vivos e ativos,
    – biodiversidade máxima (muitas árvores exalam substâncias que impedem o
    nascimento de suas próprias semente num raio de até 50 m.)
    – proteção contra a insolação direta e o impacto da chuva. Somente 3 a 4% da luz solar
    atinge o solo, e muitas vezes a chuva é interceptada pelas folhas, de onde evapora.
    – proteção contra o vento (não existe vento nenhum dentro da floresta amazônica)
    Sabe-se que o vento leva 51 até 67% da umidade, diminuindo drasticamente o crescimento vegetal. No Ceará, no semi-árido , onde têm bosques que impedem o vento, a agricultura vai bem.
    A produção agrícola não é um fator isolado. Tudo na natureza é interligado . É a famosa “ TEIA DA VIDA”, tudo depende de todos. São leis rígidas e imutáveis. E quando queremos “melhorar” um fator rasgamos a Teia da Vida e tudo somente tende a piorar. As leis naturais são imutáveis, modificar é somente destruir. E a natureza se vinga. Assim o azoto orgânico é altamente benéfico, o químico sempre é destrutivo a médio prazo.
    Assim, por exemplo, o aquecimento do nosso Globo não é somente pela camada de gases-estufa (CO2 , CH4, N2O). Gases são frios e não quentes. É pelos solos compactados e expostos ao aquecimento do sol (após uma aração, ou numa cultura capinada, tanto faz se é por herbicidas ou por máquinas). O solo aquece e o ar acima dele (até 74 oc). O ar sobe, até como tufão, esbarra na camada de gases e em lugar de se dissipar para o espaço, se distribui pelo Globo. O clima aquece.
    Não é tanto por causa dos gases estufa produzidos por carros e aviões, arroz de água, lixo urbano, rebanhos de gado etc. mas é por causa da falta de florestas e uma agricultura que mantém os solos expostos por muito tempo. É a agricultura convencional que acaba com nossos solos, nosso clima, nossa água, nosso Globo.

    quarta-feira, 8 de março de 2017

    Feliz Dia Internacional da Mulher, com a arte de P. H. Ryul e pensamento de Almeida Garrett

    Park Hang Ryul

    A todas que nos inspiram, Feliz Dia Mundial da Mulher!

    "Há três espécies de mulheres neste mundo: a mulher que se admira, a mulher que se deseja e a mulher que se ama. A beleza, o espírito, a graça, os dotes da alma e do corpo geram a admiração. Certas formas, certo ar voluptuoso, criam o desejo. O que produz o amor, não se sabe; é tudo isto às vezes; é mais do que isto, não é nada disto. Não sei o que é; mas sei que se pode admirar uma mulher sem a desejar, que se pode desejar sem a amar."- Almeida Garrett

    Clique na ligação, para saber mais sobre o Dia Internacional da Mulher