sexta-feira, 28 de junho de 2013

Carta pela Compaixão Universal (Por Uma Nova Civilização)

Charter for Compassion





There is an urgent need for a new focus on compassion.
Bringing together voices from all cultures and religions, the Charter seeks to remind the world we already share the core principles of compassion.On November 12, thousands of people across the globe will listen together.Participate and engage with the
Charter now
Director: Gilly Barnes;  Music: Fredo Viola; Additional Footage: Peter Roger

A professora e pensadora Karen Armstrong lançou em 2009 a Carta pela Compaixão, que teve grande repercussão, colheu muitos apoios e patrocínios institucionais e estatais, foi assinada por celebridades e pelos principais líderes religiosos mundiais e deu lugar a muitas acções pedagógicas (assine e divulgue)



Com todo o seu imenso mérito, cremos todavia que a Carta pela Compaixão se limita aos seres humanos, não tendo em conta o imperativo que conduziu ao próprio reconhecimento de direitos iguais para todos os seres humanos: expandir a consideração ética a todos aqueles que sejam portadores de uma mesma natureza fundamental, para lá das afinidades e interesses limitados aos grupos familiares, tribais, nacionais, étnicos, culturais, políticos, económicos e religiosos. Como a ciência hoje inequivocamente reconhece , os animais não-humanos, sendo capazes de experimentar a dor e o prazer psicofisiológicos e emoções como a alegria, o sofrimento, o medo e a angústia, têm também uma natureza consciente e senciente, e logo interesses fundamentais na preservação da sua vida, integridade física, bem-estar e habitat natural, devendo portanto ser alvo de consideração e respeito pelos sujeitos racionais e éticos que são os humanos. Por este motivo, propomos aqui uma mais abrangente Carta pela Compaixão Universal, que assume também o valor intrínseco e não meramente instrumental do mundo natural. Assumimos esta Carta pela Compaixão Universal como bússola orientadora das nossas vidas e exortamos a que todos o façam, divulgando-a por todos os meios, em prol de uma urgente mudança da civilização.

1. As tradições espirituais, culturais e religiosas, a ciência contemporânea e a nossa sensibilidade reconhecem que todos os seres e ecossistemas são interdependentes na grande unidade diferenciada da vida. Não podemos separar a preservação e o bem de uns da preservação e do bem de todos. Conscientes disto e da natureza comum dos animais humanos e não-humanos, no que respeita à senciência e aos interesses fundamentais, sentimo-nos crescentemente movidos pelo amor e compaixão universais, ou seja, pela aspiração activa a que todos os seres dotados de consciência e senciência sejam felizes e estejam livres de todo o sofrimento que pudermos evitar. Conscientes da existência, das necessidades e dos interesses dos outros, assumimos a regra de ouro de toda a ética: não lhes fazer o que não gostaríamos que nos fizessem e contribuir para o seu bem, tal como gostaríamos que connosco próprios agissem. Comprometemo-nos a nunca esquecer que, além dos laços familiares e das afinidades mais imediatas, todos os seres são companheiros e parentes próximos na grande aventura da existência e da vida. 


Se concordas com os princípios desta Carta, assina-a e divulga-a por todos os meios, traduzindo-a para a tua língua, partilhando-a por correio electrónico e pelas redes sociais, imprimindo-a e afixando-a na tua escola, local de trabalho ou noutros espaços públicos. Organiza também grupos de reflexão e sessões para a sua leitura e debate. Todos necessitamos de todos para a urgente mudança global. O bem do planeta e dos seres não pode esperar mais. Sê desde já a diferença que queres ver no mundo. 

Bem hajas!

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