sábado, 12 de janeiro de 2013

Homenagem a Aaron Swartz


"An incredile soul"
RIP Aaron Swartz, 08.11.1986 – 11.01.2013
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Declaração oficial da família e companheira de Aaron Swartz

O nosso amado irmão, filho, amigo e companheiro Aaron Swartz enforcou-se sexta-feira (11 de Janeiro) no seu apartamento em Brooklyn. Estamos em choque, e ainda não conseguimos superar o seu falecimento.



A insaciável curiosidade, criatividade e brilhantismo de Aaron, a sua empatia reflexiva e capacidade para o amor altruísta sem limites; a sua recusa em aceitar a injustiça como inevitável, esses dons tornaram o mundo, e as nossas vidas, muito mais brilhante. Estamos gratos pelo tempo que partilhámos com ele, a todos os que o amavam e o apoiavam, e a todos aqueles que continuam o seu trabalho por um mundo melhor. 



O compromisso de Aaron para com a justiça social era profundo, e definiu a sua vida. Ele foi fundamental para a derrota de um projecto de lei de censura da Internet, ele lutou por um sistema político mais aberto, democrático e responsável, e ajudou a criar, construir e preservar uma série estonteante de projectos académicos que estenderam o alcance e a acessibilidade do conhecimento humano. Ele usou as suas capacidades prodigiosas como programador e técnologo, não para enriquecer, mas para tornar a Internet e o mundo num lugar melhor e mais justo. A sua escrita profundamente humana tocou mentes e corações através de gerações e continentes. Ele ganhou a amizade de milhares e o respeito e o apoio de milhões.



A morte de Aaron não é simplesmente uma tragédia pessoal. É o produto de um sistema judicial criminoso, repleto de intimidações e de excessos do Ministério Público. As decisões tomadas por funcionários no escritório da Procuradoria do Massachusetts e no MIT contribuiu para a sua morte. O escritório da Procuradoria dos EUA seguiu uma lista excepcionalmente dura de acusações acarretando, potencialmente, mais de 30 anos de prisão, para punir um suposto crime que não causou vítimas. Enquanto isso, ao contrário do JSTOR, o MIT recusou-se a defender Aaron e os princípios mais caros à sua própria comunidade.

Hoje choramos pelo homem extraordinário e insubstituível que perdemos.

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