domingo, 17 de fevereiro de 2013

Os mortos são na vida os nossos vivos

VNV Nation- Nova 
Os mortos são na vida os nossos vivos. Andam pelos nossos passos, trazemo-los ao colo pela vida fora e só morrem connosco. (Florbela Espanca)

2 comentários:

Rogério Pereira disse...

Aqueles que se percam no caminho
Que importa? Chegarão no nosso brado
Porque nenhum de nós anda sózinho
E até mortos vão a nosso lado.

João Soares disse...

José Gomes Ferreira!
Grande vulto da literatura e Fevereiro é o seu mês. Ao longo da sua vida sempre foi daqueles que não aceitou o fascismo e lhe resistiu; com o 25 de Abril galvanizou-o a esperança na emancipação colectiva.
A 20 de Maio de 1979, participa em Baleizão, na homenagem a Catarina Eufémia. Para ele como para muitos outros escritores e artistas, intelectuais, democratas e revolucionários a Reforma Agrária era um exemplo claro e maior da justeza e da necessidade do processo revolucionário, da capacidade dos trabalhadores assumirem a organização do trabalho, controlarem as condições de produção, da confluência das solidariedades, da efectiva transformação revolucionária do mundo e da vida.

Nos finais de Setembro desse mesmo ano (1979) participa em Montemor no funeral de dois trabalhadores rurais, António Maria Casquinha e José Geraldo «Caravela», ambos da UCP Salvador Joaquim do Pomar, assassinados a tiros de metralhadora pela GNR em 27 desse mês, na herdade de Vale de Nobre, pertencente à UCP Bento Gonçalves, a cujos trabalhadores iam prestar solidariedade. José Gomes Ferreira foi como disse ao funeral e escreveu o poema XV da sequência «Termidor Errado».

Um abraço