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| A Austeridade Liberal Falhou e não tem Futuro.100% de acordo com a análise de Dieter Dellinger, aqui |
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O anúncio do fim da REN! Vamos ficar apenas a assistir?!?
A Assunção Cristas tem sido desilusão atrás de desilusão. Depois de permitir florestação de eucaliptos, ausência de medidas de prevenção dos incêndios florestais, estes com uma dimensão de área ardida que não se via há uma década, pouco ou nada ter feito em relação à seca prolongada e agora decretar o fim da REN? É um recuo de muitas décadas... ainda me custa a acreditar... Neste comunicado (ler em especial ponto 6) as palavras-chave são: "simplificação", "agilização", "celeridade", "autonomia do poder local", "eliminação da figura da" e "responsabilização dos particulares"!!!
Que tal uma taxa sobre a compra e venda de acções? Mesmo que fosse mínima, na casa dos 0,1%, representaria uma contribuição enorme para a eliminação do défice. E a Taxa Tobin? Quanto tempo teremos ainda que esperar por ela? E uma taxa sobre a exportação de capitais? E leis eficazes contra a corrupção, incluindo o confisco a 100% do património acumulado através dela? E a taxa de 90% ou mais sobre as mais-valias imobiliárias que resultassem da requalificação de terrenos? Nada disto é novo, nada disto é estapafúrdio, uma boa parte disto está há muito tempo em vigor na maior parte dos países desenvolvidos sem que tenha conduzido ao "descalabro." A única objecção a estas medidas é de ordem religiosa; desobedece às Tábuas da Lei que Milton Friedman trouxe quando desceu do Monte Sinai, em Chicago: «Não equilibrarás os teus défices pela via da receita, mas só pela via da despesa, para não cometeres uma abominação aos olhos do Senhor.» Pois que se lixe o Senhor, que se quebrem as Tábuas, que se arrase o Monte Sinai, que se deixe Chicago lá onde está, que se queime em efígie o Friedman: um equilíbrio financeiro é um equilíbrio financeiro, as leis da aritmética ainda estão em vigor, e um número na coluna do crédito continua a equivaler exactamente ao mesmo número na coluna do débito. Mais nada. [por José Luiz Sarmento]
O anúncio do fim da REN! Vamos ficar apenas a assistir?!?
A Assunção Cristas tem sido desilusão atrás de desilusão. Depois de permitir florestação de eucaliptos, ausência de medidas de prevenção dos incêndios florestais, estes com uma dimensão de área ardida que não se via há uma década, pouco ou nada ter feito em relação à seca prolongada e agora decretar o fim da REN? É um recuo de muitas décadas... ainda me custa a acreditar... Neste comunicado (ler em especial ponto 6) as palavras-chave são: "simplificação", "agilização", "celeridade", "autonomia do poder local", "eliminação da figura da" e "responsabilização dos particulares"!!!
Que tal uma taxa sobre a compra e venda de acções? Mesmo que fosse mínima, na casa dos 0,1%, representaria uma contribuição enorme para a eliminação do défice. E a Taxa Tobin? Quanto tempo teremos ainda que esperar por ela? E uma taxa sobre a exportação de capitais? E leis eficazes contra a corrupção, incluindo o confisco a 100% do património acumulado através dela? E a taxa de 90% ou mais sobre as mais-valias imobiliárias que resultassem da requalificação de terrenos? Nada disto é novo, nada disto é estapafúrdio, uma boa parte disto está há muito tempo em vigor na maior parte dos países desenvolvidos sem que tenha conduzido ao "descalabro." A única objecção a estas medidas é de ordem religiosa; desobedece às Tábuas da Lei que Milton Friedman trouxe quando desceu do Monte Sinai, em Chicago: «Não equilibrarás os teus défices pela via da receita, mas só pela via da despesa, para não cometeres uma abominação aos olhos do Senhor.» Pois que se lixe o Senhor, que se quebrem as Tábuas, que se arrase o Monte Sinai, que se deixe Chicago lá onde está, que se queime em efígie o Friedman: um equilíbrio financeiro é um equilíbrio financeiro, as leis da aritmética ainda estão em vigor, e um número na coluna do crédito continua a equivaler exactamente ao mesmo número na coluna do débito. Mais nada. [por José Luiz Sarmento]
Os pequenos comerciantes, as empregadas de limpeza, os PMEempresários (picheleiros, electricistas, serralheiros), donos de restaurantes, já pedem/reclamam: devolvam-nos a classe média! Subam os salários! Venham os funcionários públicos. E para perceber esta crise civilizacional, vale a pena ouvir Serge Latouche

