quinta-feira, 26 de julho de 2012

Orangotangos e Economia de "Gestão" Florestal Sustentável em Sumatra

Acção Internacional: Salve a vida dos orangotangos Bornéu [assina e divulga a petição
O que vale mais? O lucro ou a vida de quase cinco mil orangotangos? Um tribunal na Indonésia tem que responder esta pergunta, porque a empresa britânica de mineração Churchill Mining quer explorar um mina de carvão que foi descoberta no Parque Nacional de Kutai. Mas é exatemente aqui onde morram mais de 2000 orangotangos-de-bornéo, o projeto vai pôr a vida dos animais em perigo. A sobrevivência dos primatas em extinção está directamente relacionada com as áreas protegidas como o Parque Nacional de Kutai. Aqui eles encontram um refúgio de mais ou menos 200.000 hectares, onde vivem juntos com outras espécies ameaçadas, como os Ursos-malaios ou os Panteras-nebulosas.





A desflorestação é responsável por aproximadamente 17% das emissões globais de gases de efeito estufa e, portanto, um dos principais contribuintes para as alterações climáticas, mas também responsável pela perda de biodiversidade e serviços ambientais e uma ameaça direta para os grandes primatas da Ásia - o orangotango. Entre 2005-2010, a Indonésia acelerou a perda da floresta em comparação com 2000-2005 e está dentro dos cinco países com mais perda de floresta primária em todo o mundo.

Grande parte da desflorestação é causada por ambos os ganhos ilegais e económicos a curto prazo, muitas vezes comprometendo as metas de longo prazo de desenvolvimento. O relatório da UNEP quantifica os trade-offs para o orangotango e clarifica as formas mais vantajosas do uso da terra a favor da sustentabilidade, e considera o papel de Redução de Emissões por Desflorestação e Degradação (REDD) e a ampliação de medidas do programa Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) como esquemas de atingir a conservação equilibrada e os objectivos de desenvolvimento, evitando a extinção do orangotango.


O Dossiê Eco-Activismo do Bioterra foi actualizado.

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