Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

COP !6 Mexico Cancun- começa hoje e termina a 10 de Dezembro

[fonte: o globo] A 16ª Conferência das Partes da Convenção Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-16) começa hoje em Cancún, no México, com um desafio duplo: fazer as negociações resultarem em avanços em áreas específicas, como financiamento, mitigação e adaptação; e evitar que o esvaziamento político da reunião deixe a convenção desacreditada. O evento está tão esvaziado que até o presidente Lula, que não tem perdido oportunidade de se despedir do cenário internacional e foi a grande estrela da última cúpula climática, em Copenhague, desistiu na última hora de comparecer.

A presidente eleita, Dilma Rousseff, também cogitou desfilar com Lula na COP-16, mas mudou de ideia, na semana passada. Lula não quer fechar seu governo com a foto em que não vão figurar chefes de Estado ilustres como Barak Obama e Nicolas Sarkozy.

Enquanto no ano passado a COP-15, em Copenhague, levou quase 120 chefes de estado ao país nórdico - para tentar fechar um acordo com metas obrigatórias de redução de emissões de gases-estufa que os países ricos devem cumprir a partir de 2013 -, em Cancún, menos de 30 presidentes e primeiros-ministros deverão registrar presença.
A maior parte dos que estarão em Cancún virá de países latinos ou daquelas nações para as quais uma solução para o aquecimento global é questão de vida ou morte, como as pequenas ilhas de Antígua e Barbados, entre o Caribe e o Oceano Atlântico. Se nada for feito a fim de conter a escalada da temperatura que gera a aceleração do derretimento das geleiras e o consequente aumento do nível dos mares, elas estão na lista dos países que podem ser engolidos pela água. 

Oito mil delegados de 194 países são esperados
Além de Antigua e Barbados, está confirmada a vinda dos presidentes da Bolívia, Guatemala, Costa Rica, Equador, Colômbia, Peru, Chile, Noruega, Kenya e Etiópia. O Itamaraty tem a informação de que o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, participarão da COP-16, mais por uma formalidade do que como prova de confiança na cúpula. É que o dinamarquês foi o anfitrião da última cúpula climática, e Zuma será o da próxima, no ano que vem.
Nas duas semanas de negociação que se iniciam hoje são esperados 8 mil delegados de 194 países, 6 mil organizações de todo o mundo e 1.500 jornalistas. Depois da derrota em Copenhague, poucos acreditam que Cancún dê as soluções esperadas para que o clima do planeta não esquente mais do que 2° C até o final do século. O objetivo consta do Acordo de Copenhague, documento assinado por 140 países, mas que não tem valor legal, e é o limite que cientistas colocam para que a Terra não sofra mudanças climáticas irreversíveis.
As ações mais esperadas são na área de financiamento, na qual deverá ser criado o Fundo Verde Climático, com doações de países ricos para investimentos em tecnologias mais limpas nos países emergentes. 

Domingo, 28 de Novembro de 2010

Boulogne - Violin Concerto in D Major


Que maravilhoso concerto!! Lembrei-me também de Joseph Boulogne, porque era mestiço, talvez um dos primeiros compositores europeus cuja mãe era ex-escrava negra nas plantações das Caraíbas.
É bom relembrar a História com ensinamentos para um mundo mais tolerante, numa altura em que a Europa está a regressar à xenofobia!!

Sábado, 27 de Novembro de 2010

John Mayer - Free Fallin'


Mais de 6.000.000 visualizações!!! Estupendo como a net agrega tantos corações a bater por um ideal, voz, Arte...e devem acreditar em alguma liberdade quase genuína...mas a internet, claro como tudo, usar com doses de bom senso.

Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Nature Picture Library- fotografias e educação ambiental em acção!


O Nature Picture Library foi lançado em 2002 e é uma agência fotográfica especializada representa o melhor a natureza do mundo e fotógrafos da vida selvagem.

O acervo é especialmente forte em retratos de animais e de comportamento, mas inclui também as paisagens e as viagens, as plantas, os povos tribais e imagens que ilustram as questões ambientais.



Se quiseres restringir a busca desta gigante livraria só à Europa, clica aqui



Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

EcoNatal: sobre a caridade, o desperdício alimentar, a sustentabilidade e o voluntariado e a religião

1. Caridade, ajuda ao desenvolvimento ou tragédia?



RSA Animate-First as Tragedy, Then as Farce from The RSA on Vimeo.


Uma excelente animação da RSA (também vale a pena ver outras), que acompanha uma palestra de Slavoj Žižek sobre o “capitalismo cultural”, a armadilha da caridade. Uma reflexão importante para compreender as complexidades da ajuda ao desenvolvimento, superficialmente abordadas nos comentários com o Paulo Granjo no anterior artigo.


2.Cabazes de ajuda alimentar geram desperdício e são pouco diversificados


Instituições acusam Bruxelas de doar cabazes pouco saudáveis em quantidades exageradas
As instituições que beneficiam do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados acusam Bruxelas de doar cabazes pouco diversificados, em quantidades exageradas e sem ter em conta as necessidades das famílias. Há alimentos que acabam no lixo [Notícia completa aqui]

3.Algumas considerações finais:

1º As directivas europeias devem incluir um cabaz mais saudável. Alimentos como feijão, ervilha, lentilhas, favas diversificariam muito o cabaz;
2º A Educação Alimentar passa por terríveis momentos de descredibilização, face a uma sociedade consumista e "manipulada" a fazer a sua vidinha nos shoppings, injectando comida fast-food e são as próprias pessoas carenciadas ou não que rejeitam certos alimentos;
3º Os critérios das Juntas de Freguesia e das IPSS locais devem ser transparentes e mais publicitados; podem e devem ser continuados e não ao sabor das cores partidárias, com famílias ricas pelo meio a usurpar bens alimentares;
4º Sinto que há um certo favoritismo e até discriminação entre IPSS de origem católica e as não católicas; já me chegaram relatos em que o banco alimentar deita fora toneladas de alimentos mas recusa dá-los a associações que se oferecem para os servir aos sem abrigo, só porque estas não são católicas.

Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

Zona Ecos Humano

A propósito de paixões/escolhas do companheiro/platonismos/segurança emocional e financeira/ segurança e confiança nos braços do(a) companheiro(a), deixo-vos um vídeo de Rufus Wainwright (neste vídeo, além da música, gosto da escultura) e um poema de Pablo Neruda . Falo com muitos jovens e estão desacreditados, por vezes ingénuos, por vezes adiando as uniões e uma vida independente e com falta de vivências na Natureza. Multiplicaram-se imenso o painel de "famílias", o turismo massificado, a cultura do medo (imposto por jornais tablóides e telejornais) e do reality shows, o desrespeito pelos peões, a conversa e o debate nas ruas, nos cafés...Tantas fracturas, tanta precariedade, tudo tão fast...será bom? Estarão os jovens entre os 25-35 anos mesmo felizes e realizados? Em menos de 30 anos, será que aceitamos com resignação uma juventude sub-18 bloqueada? Foi para isso que valeu a pena o neo-liberalismo?





Talvez

 Pablo Neruda
Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,


E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos.

Domingo, 21 de Novembro de 2010

Sábado, 20 de Novembro de 2010

Corrupção versus Transparência e Contra-Poder + Psichedelic Furs- All that Money Wants



Portugal mantém-se como um dos países mais corruptos da Europa

Portugal surge na 32.ª posição no quadro dos 178 países analisados pela Transparência Internacional (TI) quanto à percepção da corrupção, quando em 2009 aparecia em 35.º lugar, que foi o pior ranking de sempre para o país desde 2000.

No relatório anual da organização não governamental, intitulado "Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010", Portugal mantém-se como um dos países da Europa Ocidental em pior posição do ranking anual sobre a perceção da corrupção, embora tenha melhorado ligeiramente em relação ao ano passado.

Leis "herméticas", um aparelho de Justiça que "não funciona" e resultados "nulos" no combate à corrupção são as razões apontadas pela TI para explicar a má posição de Portugal no ranking anual sobre perceção da corrupção.

Somália, Birmânia e Afeganistão são considerados os países mais corruptos no ranking hoje divulgado pela organização não governamental Transparência Internacional (TI).

No documento, intitulado “Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010”, aquela organização determinou que a pontuação do ranking varia de 10 (livre de corrupção) a zero (altamente corrupto).

O IPC é um indicador agregado, que combina diferentes fontes de informação sobre a corrupção, tornando-se possível fazer comparações entre países.

Os resultados de 2010 são provenientes de pesquisas e avaliações publicadas entre janeiro de 2009 e setembro de 2010.

O documento avaliou o grau de corrupção no setor público em 178 países do mundo.

A Somália teve apenas 1.1 pontos na tabela da TI, Birmânia e Afeganistão obtiveram 1.4 pontos, e o Iraque 1.5 pontos no ranking da organização.

Os países com melhor posição na tabela são: Dinamarca, Nova Zelândia e Singapura (todos com 9.3 pontos), seguidos da Finlândia e Suécia, que obtiveram 9.2 no ranking da Transparência Internacional.

Segundo os critérios estabelecidos pela organização, é possível haver uma melhoria na tabela, entre 2009 e 2010, do Butão, Chile, Equador, Macedónia, Gâmbia, Haiti, Jamaica, Kuwait e Qatar.

Da mesma forma, houve um declínio no ranking (entre 2009 e 2010) da República Checa, Grécia, Hungria, Itália, Madagáscar, Níger e Estados Unidos.

Segundo o relatório, “apesar das enormes somas injetadas por diversos governos para fazer face aos problemas mundiais mais prementes, como a instabilidade dos mercados financeiros, as alterações climáticas e a pobreza, a corrupção continua a ser um obstáculo ao alcance dos avanços necessários nestas áreas.”

O documento indica que, para fazer face a estes desafios, “os governos precisam integrar medidas anti-corrupção em todas as esferas.”

Quase 75 por cento dos 178 países analisados têm uma pontuação na tabela abaixo de cinco, o que indica um problema grave de corrupção, mostra o relatório, sublinhando que todos necessitam de melhorar os seus mecanismos de boa governação.

A avaliação da Transparência Internacional “a 36 países industrializados que integram a Convenção Anti Suborno da OCDE, revelou que mais de 20 países apresentam níveis mínimos ou nulos de implementação das regras, transmitindo uma mensagem errónea acerca do seu compromisso com a luta contra as práticas corruptas.”

O documento refere que os “fluxos internacionais de corrupção são ainda consideráveis, e a corrupção continua a assolar os estados recentemente criados, frustrando os seus esforços para construir e fortalecer as suas instituições, proteger os direitos humanos e melhorar os meios de subsistência.”

“A mensagem é clara: por todo o mundo, a transparência e a prestação de contas são condições cruciais para restabelecer a confiança e inverter o flagelo da corrupção. A sua ausência diminui o impacto das políticas públicas na busca por soluções para os diversos problemas nacionais”, lê-se ainda no documento.

Sexta-feira, 19 de Novembro de 2010

Novo Estudo Eurobarómetro: Transgénicos são mal vistos pelos portugueses

Os alimentos geneticamente modificados nunca estiveram tão desacreditados em Portugal como agora. Segundo o Eurobarómetro publicado hoje com o título Europeus e Biotecnologia em 2010: Ventos de Mudança?, só 37 por cento dos portugueses encorajam esta tecnologia, longe dos 63 por cento de 1996.

"O apoio para os alimentos geneticamente modificados não tem tendência a subir na Europa. E cada vez mais está associado com dimensões éticas, não só de segurança", explicou ao PÚBLICO Paula Castro, professora do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e das Empresas (ISCTE), que fez parte do grupo de trabalhos que elaborou este relatório.

O relatório avaliou o optimismo e pessimismo que as populações dos vários países europeus têm para oito grupos de tecnologias: energia solar, eólica, computadores e tecnologias da informação, o cérebro e o aumento da capacidade cognitiva, a biotecnologia e a engenharia genética, a exploração espacial, a nanotecnolgia e a energia nuclear. Em média, os europeus estão optimistas, tendo uma avaliação positiva de 4,9 em 8 tecnologias. Portugal está com 4,3.

A tecnologia é bem vista, mas as tendências variam com cada aplicação e é aqui que estão "os ventos de mudança". Paula Castro sintetizou o que se está a passar: "Há três dimensões, as tecnologias que poupam o ambiente, que são vistas como muito positivas, as tecnologias relacionadas com a saúde, que, a não ser que haja objecções muito grandes, são vistas como positivas, e depois há as tecnologias relacionadas com a alimentação, que são vistas como negativas."

A preservação do ambiente está na ordem do dia, 57 por cento dos portugueses defendem que é necessário repensar a forma como vivemos para travar as alterações climáticas, mesmo que isso se traduza num menor crescimento económico. O valor está abaixo da média dos 27 países da UE, que é de 64 por cento e longe da Finlândia - 83 por cento da população defende o mesmo.

Isto prediz mudanças? "As opiniões são preditivas do comportamento, mas, além do que as pessoas pensam e gostariam, há muitos factores de contexto que se intrometem. Não são perfeitas, mas não deixam de ter alguma relação com a acção", respondeu a investigadora. Uma grande diferença é que, ao contrário de Portugal, os finlandeses acreditam que o seu governo já levou a sério a questão dos estilos de vida.

O relatório mostra que há um grande desconhecimento sobre as tecnologias emergentes, como a nanotecnologia ou a biologia sintética. Segundo Paula Castro, em Portugal deixa-se a discussão dos novos temas para os círculos científicos e não se lança o debate na esfera pública. Os países mais desenvolvidos, além de discutirem as questões de segurança, abordam vertentes éticas e de regulamentação. "Não estamos habituados ao debate, há pouca informação, há especialistas a favor e contra os temas, ponham-nos a debater." [Fonte: Público, 9/11/10]

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

O Educador e a Paz




 

Há quem venda e compre estes sentimentos, narrados no vídeo,  há quem pratique tráfico deles e há quem lucre com a cultura do medo e das guerras.

Mas nada é mais digno, elevado e belo que um bom educador, educador do Bem, seja biológico, adoptivo ou formal!

Zona Animal



Que fofinhos estes ornitorrincos!

Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Chaos * Caos


Estava a ver as imagens do funeral de um menor vigarista, Malcom McLaren, mas parei nesta foto. "Chaos" nos cabelos de Vivianne e de facto, por vezes derroto-me com tanta impunidade, tantos vigaristas de raia grossa a furar a teia do ecos humano e levar-nos não sei bem para onde...Uma foto, para mim, espectacular.

Terça-feira, 16 de Novembro de 2010

Ao aluno - texto que escrevi em 2004




Nos momentos mais frustrantes, em que estás triste e quase desanimada(o), incompreendida(o), destroçada(o), irada(o)...não te desgastes. Concerteza terás feito o melhor que estava ao teu alcance e forças...abraça quem mais amas, afaga um gato, escuta uma música que querias há muito tempo ouvir. Procura e maravilha-te sempre: uma luz, um quadro, uma árvore, uma pessoa,...
Abre sempre as tuas mãos, o teu coração e a tua mente. Vã é a glória e a matéria. A Natureza recicla. Sê natural.  Perdição é ter a certeza de tudo, é o muro e o egoísmo. A Natureza cria e transforma. Sê natural, sempre.

COBARDIA


Na eternidade desse instante,
Mais alto do que todos os instantes
E mais profundo que a dor,
Eu tive a morte na mão.
Nesse instante de loucura, chorei!
Chorei perdidamente
E quase que abri a mão.
Ah! Como eu fui cobarde nesse instante!
Cingi nas minhas mãos a liberdade
E não tive coragem
De abrir a mão.

MATURIDADE

Abrindo ao vento as asas da alegria
Eu vou partir,
Sem espaço nem limite,
Tendo cravos de sangue na minha alma
E um gosto a Sol gravado em minha boca.
Os meus braços hão-de colher
Quantas rosas abrirem no caminho,
E a suprema alegria de viver
Há-de vibrar no coração das rolas,
No aconchego dos ninhos
E na chama das papoilas.
O meu olhar há-de ir além do mar
Atingindo a volúpia do infinito,
E o meu pranto de poeta irá salgar
A tristeza cantada pelas fontes,
Na amargura sombria do seu grito
                       
( poemas de José Ary dos Santos, tendo o autor 15 anos e publicados no  livro Asas , 1952 )

           
Porto, 30 de Janeiro de 2004                                                Teu professor,

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e o blogue sejam citados


Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Conheça o maior projeto ambiental do Brasil

Escrito por: Ariani

Serão sete mil quilômetros a percorrer de bicicleta e aproximadamente, cento e noventa cidades a visitar, mobilizando prefeituras, escolas, empresas, associações e toda a comunidade em geral para plantar árvores.

O aquecimento global, responsável diretamente pelas mudanças climáticas e por desastres ambientais incontroláveis, traz à tona a urgência de todos brasileiros se mobilizarem para a preservação dos recursos essenciais à vida.
O projeto Plante Árvore sobre Rodas, idealizado pelo Instituto Brasileiro de Florestas, é uma oportunidade para que todos possam colaborar de uma maneira efetiva. Essa mobilização nacional integra meio ambiente, esporte e responsabilidade social.
Serão sete mil quilômetros a percorrer de bicicleta e aproximadamente cento e noventa cidades a visitar, mobilizando prefeituras, escolas, empresas, associações e toda a comunidade em geral.
A aventura começará na cidade de Chuí, extremo sul do Brasil, e envolverá três ações principais: o plantio de árvores nativas para o reflorestamento, coleta de 2 milhões de assinaturas sobre “O Direito das Gerações Futuras” para ser entregue na ONU e a locomoção por meio de um veículo ecologicamente correto, a bicicleta.
Os fomentadores do projeto, que irão levá-lo a todas as cidades, são dois dos diretores do Instituto, Wiliam e Higino Aquino. Toda comunidade será convidada a participar dessa ação e levar o projeto adiante, contribuindo com o meio em que vive.
O projeto teve inicio em Londrina, com distribuição de mudas e mobilização com escolas. Uma dessas mobilizações aconteceu sábado, 10 de abril, juntamente com a AIESEC, programa de intercâmbio. O projeto tem duração de três anos, termina na cidade de Oiapoque, extremo norte do país, após ter reflorestado 118 hectares, sendo compensados do ambiente aproximadamente 34 milhões de toneladas de CO2.

Domingo, 14 de Novembro de 2010

The Rapture - Dumb Waiters (The Psychedelic Furs Cover)



Genial versão. Atenção à secção rítmica e guitarra. Cortante é a voz do vocalista dos Rapture. De revolta também.

Sábado, 13 de Novembro de 2010

Psichedelic Furs- Dumb Waiters






Give me all your paper ma
gimme all your jazz
give me something that i need
something i can have
mrs. london's coming round
she's coming with her son

gimme all your paper ah
so i can get a gun
she has got it in for me
yeah i mean it honestly
she's so mean
give me all your paper ma
so i can get a train
they just wanna suck you in
to being one of them
tell her that i'm not in here
tell her i'm a freak
tell her that i fall about
every time i speak
she has got in for me
yeah i mean it honestly
i just scream

give me all your paper ma
so i can buy a train
i don't know how i got in here
it's making me insane
have another cigarette
and have another cigarette
in a room where lovers go
talking on the telephone
they have got it in for me
yeah i mean it honestly
they all dream

Arquivado processo de classificação da Linha do Tua como património nacional. Barragem vai submergir troço de 16 quilómetros

Vale do Tua
  
O processo de classificação da linha ferroviária do Tua como “património de interesse nacional” foi arquivado pelos serviços do Ministério da Cultura, segundo um despacho publicado dia 11 de Novembro em Diário da República.

A centenária linha férrea será parcialmente submersa, numa extensão total de 16 quilómetros, por uma barragem que a EDP pretende construir na foz do Tua, próximo da sua junção com o rio Douro.

Uma petição pela classificação da linha tinha sido entregue em Março passado ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar). O processo foi formalmente aberto no princípio de Setembro, instituindo, desde então, um perímetro de protecção de 50 metros em torno do eixo da linha férrea, em toda a sua extensão.

Passados dois meses, o processo foi agora arquivado, com base num parecer da Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, segundo o anúncio do Igespar hoje publicado.

A decisão não surpreendeu Daniel Conde, do Movimento Cívico pela Linha do Tua. “Ainda tínhamos esperança de que houvesse alguma voz de razão e alguma decência neste país”, disse ao PÚBLICO. “Mas este país está moralmente falido, não me causou surpresa”, completou.

A campanha pela classificação era mais uma tentativa de travar a barragem da EDP, cuja construção a empresa quer adjudicar ainda este ano. Este projecto é um dos dez contemplados no Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, que tem vindo a ser contestado por várias organizações ambientalistas.

Ao povo do Sahara e a todos os que estão solidários, neste momento de grande dor..e aqui tão perto.


Quia natura mutari non potest, idcirco verae amicitiae sempiternae sunt. [Cícero, De Amicitia 9.32] Como a natureza não pode ser mudada, portanto as verdadeiras amizades são eternas.

Fonte: aqui


O ritual do chá saharaui é beber três copos de chá,  primeiro amargo (como a vida), o segundo doce (como o amor) e o  terceiro suave (como a morte).

Ao povo de Sahara Ocidental: Qui vult amari, languida regnat manu. [Séneca, Phoenissae 659] Quem quer ser amado, governa com mão suave.




To Be Saharawi [daqui]

Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

Resistência Saharaui



Um blogue com as todas as actualizações da resistência saharaui.

AI apela à comunidade internacional que intervenha no conflito do Sara Ocidental


Aminetu Haidar na sede da Amnistia Internacional Portugal (Foto de Cátia Silva)

obg Ana Cristina Figueiredo 

Saara Ocidental: Os números do massacre aumentam

Acho execrável e condeno a atitude do nosso actual Ministro de Negócios Estrangeiros, Luís Amado, em apoiar Marrocos com apoio MILITAR(?!)...oportunidade perdida para Portugal estar na linha da frente na Europa pela defesa da auto-determinação deste povo. Aliás, que nojo de Europa às vezes me invade...e que bestas os que pactuam com este capitalismo cego e parvalhão!!!

Saara Ocidental: Os números do massacre aumentam 
  
Por uma Europa mais, muito mais humanista....ai povo do Sahara, serás libertado, como foi nosso Timor!!


Um estudo científico de elevado interesse: "Estamos realmente adaptados às alterações climáticas?"

November 1, 2010
Download the PDF press release here
Find the scientific article in Global Environmental Change here
Download the scientific article as a Word document here


McGill Study Asks “Are We Adapting to Climate Change?”

Delegates from around the world are preparing for the UN climate change talks that kick off in Mexico at the end of the month. While debate over emissions targets continues to rage in the wake of last year’s talks in Copenhagen, there is one area where nations agree: we’re going to have to adapt.

Bio e página oficial
Yet despite the newfound interest in adaptation, it remains unclear if adaptation is possible or what challenges we will face. A study released last week in the prestigious scientific journal Global Environmental Change, led by Dr Berrang-Ford at McGill University, sheds light on these questions. Posing the question, Are we adapting to climate change?, the study highlights that adaptation is already taking place and is possible but is piecemeal and ad hoc in nature.
“Human beings will have to adapt to climate change, but there is little evidence of a coherent strategy for adaptation efforts. A strategy or framework for adaptation is clearly needed at international to local levels,” says Dr. Lea Berrang Ford, Assistant Professor of Geography at McGill University. “While we have highly developed methods and frameworks for assessing greenhouse gas emissions within the climate change debate, our ability to track and monitor adaptation is underdeveloped. In the face of the climate changes scientists say we’re already locked into, this is a problem. If we’re to adapt successfully, we have to start taking action now.”
“Most scientific work on adaptation looks at prescriptions or takes a theoretical approach, looking at what needs to be done,” explains the study’s co-author Dr. James Ford. “In this study we actually looked at what has been done to adapt.” The authors will continue to refine their study’s methodology in order to track adaptation progress over time.
“We wanted to take a snapshot of what adaptation is actually occurring, so we developed a technique to rigorously track adaptation progress. One big surprise was that there are fewer reports of adaptation taking place in North America than there are in Africa,” says Ford. However, Ford notes that there is more attention shifting to adaptation and that more reports are now being published that were not ready in time to be included in the McGill review.
“If we are to adapt to climate change, then we need to consider how this can be accomplished as seriously as we debate mitigation,” says Berrang Ford. “What does adaptation look like? Where are our time and money best spent with respect to adaptations? What targets should we aim for?”
“We should be talking not just about ‘Should we mitigate and who should pay?’ but also ‘How do we move forward with the changes that we are locked into?’ and ‘Can we identify new environmental and economic opportunities through adaptation?’. “



Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

A desobediência civil contra o nuclear na Alemanha e os "violentos" contra a NATO em Portugal



Mais vídeos de mobilização para o bloqueio Castor, Novembro 2010 aqui

Kommt alle ins Wendland!

 [por  
O transporte de resíduos nucleares reprocessados na central de reprocessamento de La Hague, demorou mais de 90 horas a fazer um percurso de 1500 km, até ao depósito de Gorleben, em Wendland, na Alemanha. Tratou-se do transporte de Castor (acrónimo para cask for storage and transport of radioactive material) mais demorado de sempre, desde o seu início em 1995. As acções visaram não só contestar o armazenamento de resíduos nucleares altamente radioactivos em Gorleben, como também contestar a decisão, do governo de maioria de direita CDU (cristão-democratas) e FDP (ultra-liberais), de prolongar o funcionamento das centrais nucleares até mais 18 anos. Terá, aliás, sido esta decisão que conduziu à maior mobilização de sempre contra o transporte de Castor, na qual tive a oportunidade e felicidade de participar.
As acções contra o transporte nuclear na Alemanha foram completamente não violentas, ainda que significativamente radicais, envolvendo acções de desobediência civil e acções directas não violentas, incluindo sabotagem. Apesar disso, tal como a paranóia com os grupos violentos que antecede a cimeira da NATO, também nos jornais bacocos alemães, de larga circulação, apareceram alertas para a violência que iria ser cometida por grupos radicais (autónomos) durante o transporte do Castor. Este tipo de mensagens é recorrente em todos os grandes protestos, constituindo um veículo perfeito para justificar as enormes despesas em equipamento e mobilização policial, ao mesmo tempo que contribui para descredibilizar ou ocultar a mensagem política dos protestos. A violência nas grandes manifestações é, por isso, frequentemente estimulada ou até provocada pelas autoridades (directamente, ou por elementos infiltrados), acabando por legitimar intervenções policiais violentas contra os manifestantes.


Successful CASTOR blockade at Franco-German border (clique na ligação para ver vídeo)

A eficácia das acções não violentas dos últimos dias contra o transporte nuclear na Alemanha, resultou não apenas de uma mobilização de grande número de protestantes, mas também da diversidade, complementaridade e unidade entre as diferentes formas de acção não violenta. As várias formas de oposição ao transporte do Castor respeitaram um consenso alargado, previamente trabalhado, de não-violência. Contudo, a principal razão pela qual não houve protestos não-violentos, terá sido o sentimento do potencial que as várias acções directas e de desobediência civil tinham na perturbação do transporte do Castor. A este contexto de diversidade na acção, somou-se o respeito pelas diferentes formas de acção, desde as manifestações até à sabotagem, passando pelos bloqueios. Em nenhum momento, surgiu no discurso das várias organizações uma condenação da violência de qualquer grupo de manifestantes. A única violência que foi condenada (e a única que efectivamente existiu) foi a da polícia.
No Sábado, cerca de 50 mil pessoas manifestaram-se em Dannenberg (capital de Wendland), contra a energia nuclear, num protesto calmo e colorido. Enquanto isso, o CASTOR começava a sofrer atrasos significativos devido a vários bloqueios ou tentativas de bloqueio ao longo do trajecto em França e Alemanha. Pouco depois da partida, em Caen, alguns activistas acorrentaram-se à linha e obrigaram a uma paragem de várias horas. Em Berg, perto da fronteira alemã, mais de 1000 activistas bloqueavam recorrentemente a linha ao longo de quase 1 km, o que obrigou o comboio a seguir por uma rota mais longa. Durante a madrugada de Domingo, já na Alemanha, o comboio fica novamente impedido de circular por 50 pessoas sentadas na linha e alguns escaladores que se penduraram por cima.
Ao chegar a Luneburgo, última cidade antes de entrar em Wendland, o transporte já levava 8 horas de atraso em relação ao previsto. Contudo, foi em Wendland que encontrou a maior e mais diversificada resistência da população local e activistas vindos de toda a Alemanha (e até de Portugal! :) ).

Na noite de Domingo para 2ª feira, 5 mil pessoas ocupavam a linha, no troço de cerca de 40 km entre Luneburgo e Dannenberg. Acções de sabotagem, envolvendo a remoção de pedras (Schottern!) estavam planeadas para a madrugada. 10 mil pessoas haviam subscrito o apoio a estas acções e vários milhares conseguiram efectivamente sabotar a linha, apesar da forte repressão policial.
Em frente aos portões do armazém de resíduos nucleares em Gorleben, cerca de 4 mil pessoas bloquearam o acesso durante quase 45 horas. Esta acção, designada por X-Tausendmal quer (“atravessamento milhares de vezes”, em que X é o símbolo da resistência à entrada do nuclear em Gorleben), repete-se todos os anos, mas nunca esta acção de desobediência civil em massa juntou tantas pessoas. A logística no local era impressionante e o ambiente fantástico. Mesmo com temperaturas perto de 0 ºC, era possível dançar, conversar ou dormir confortavelmente.
Entretanto, quando o Castor acabava de ser transferido para camiões para efectuar a última parte do trajecto (pouco mais de 20 km), a Greenpeace bloqueia a estrada com um falso camião de cerveja. Neste autêntico Cavalo de Tróia, 4 activistas acorrentaram-se dentro de blocos de betão com vidro. A operação para os remover demorou cerca de 8 horas.

Os agricultores locais tiveram um dos papéis mais relevantes em tudo isso. Primeiro, porque são os efectivos representantes da resistência local contra o armazém nuclear, sendo quem mais sofre no dia-a-dia os efeitos de uma emissão radioactiva permanente, nos seus campos (alguns a menos de 1 km de distância) e nos seus corpos (a aldeia de Gorleben está a cerca de 2,5 km). A sua luta já leva mais de 30 anos. Noite e dia, avançaram para bloquear as várias vias de acesso rodoviário, quase sempre com tractores. Um pastor bloqueou uma estrada com mais de 1000 ovelhas e 500 cabras e, em Gorleben, alguns agricultores acorrentaram-se numa pirâmide de betão.

Os bloqueios permanentes das várias vias de acesso rodoviário, impediam a polícia de aproximar-se dos locais das acções directas e bloqueios, criando um imenso problema logístico à polícia. Ao ficar impedida de passar com equipamento pesado (como canhões de água) e veículos de transporte, teve dificuldades em fornecer alimentação aos seus efectivos e de transportar novas equipas das casernas onde se encontravam alojados. Algumas equipas foram obrigadas a ficar em serviço durante 30 horas e a suportar longos períodos de jejum. Os bloqueios dos agricultores permitiam, contudo, a passagem dos activistas, ao deixar espaço suficiente ou atalhos para a passagem de pequenos veículos, e abrindo as barricadas para os autocarros que transportavam os activistas entre os acampamentos.
As dificuldades sentidas pela polícia levaram o vice-presidente do sindicato da polícia a afirmar que não podem ser os polícias a pagar pelos erros políticos e que os seus colegas não estão mais dispostos a vestir o uniforme para estas coisas.

A enorme mobilização contra o Castor foi capaz de veicular uma forte mensagem política, colocando em cheque a proposta do governo de coligação CDU-FDP (já aprovada no Bundestag), de prolongar o funcionamento das centrais nucleares por uma média de 18 anos. Ninguém quer viver com resíduos nucleares altamente radioactivos à sua porta. No entanto, a produção de energia nuclear gera resíduos com os quais ninguém sabe como lidar de forma segura e permanente, além de agravar o risco de proliferação nuclear. A única solução possível é, por isso, que as centrais nucleares sejam encerradas num espaço de tempo tão curto quanto possível.

Em Portugal, infelizmente, o actual contexto de desunião do movimento social, com cada lado crente na legitimidade das suas acções e violência ou má imagem provocada pelos outros, faz com que as grandes mobilizações sociais raramente atinjam resultados significativos. Os protestos contra o transporte nuclear na Alemanha demonstraram que a unidade através da diversidade, são o melhor dos caminhos para alcançar uma mobilização social poderosas, perturbadora e não violenta. Cada indivíduo ou grupo foi livre de escolher a sua forma de acção e nenhuma parte censurou a outra. A sabotagem só foi possível devido aos bloqueios na linha e na estrada. Por sua vez, os bloqueios na estrada e na linha só puderam permanecer tanto tempo e não ser alvo de violência policial, devido aos recorrentes bloqueios dos agricultores, com tractores ou animais, ou da Greenpeace, com o camião de cerveja; e, finalmente, a grande mobilização de pessoas para as acções entre Domingo e 3ª feira, terá beneficiado da grande manifestação de Sábado.

A mobilização da PAGAN – uma plataforma criada a partir de um conceito de diversidade – contra a cimeira da NATO, trilha um importante caminho para uma unidade dos movimentos sociais na sua diversidade de acção, ainda que o difícil equilíbrio entre a diversidade e consenso seja perturbado por algumas pedras. A PAGAN não só participará na manifestação convocada pelo Movimento Paz Sim, NATO Não (que lamentavelmente comunicou que quer impedir a participação da PAGAN, fazendo assim o jogo da polícia e das autoridades sobre a existência de grupos violentos), como também promove acções de desobediência civil, em forte coordenação com a rede internacional No To NATO.

Mobilizemo-nos para a oposição à cimeira da NATO e à sua política de guerra (que pretende ser alargada para o domínio civil). Sigamos o exemplo de sucesso da unidade na diversidade com que a oposição à energia nuclear na Alemanha nos presentou nestes últimos dias. Pelo fim do nuclear (civil e militar, que ambos vão de mãos dadas), pelo fim da NATO e das suas guerras!



Strange Charm: A Song about Quarks



Gluons bind quarks into particles like protons or neutrons. Here, three quarks — two ups and a down — are depicted forming a proton, held together by the exchange of (invisible) gluons. Because gluons carry color charge they can interact with one another to form glueballs, which decay into particles made of quarks and antiquarks. (Illustration courtesy Jefferson Lab



Formidável: instrutivo, poético e muito divertido. Um bom dia!

Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010

[ENCONTREI] ELivro Gratuito de E. F. Schumacher - Small is Beautifull * O Negócio é ser Pequeno

Trecho do último capítulo:

A “lógica da produção” não é a lógica da vida nem da sociedade. É uma pequena parte subalterna de ambas. As forças destruidoras desencadeadas por ela não podem ser controladas, salvo se a própria “lógica da produção” for controlada — de modo a que tais forças deixem de ser desencadeadas. É de pouca utilidade tentar suprimir o terrorismo se a produção de artefatos mortíferos continuar sendo considerada um emprego legítimo dos poderes criadores do homem. Nem pode a luta contra a poluição ser bem sucedida se os modelos de produção e consumo continuarem a existir numa escala, complexidade e grau de violência que, conforme está ficando cada vez mais evidente, não se enquadram nas leis do universo a que o homem está tão sujeito quanto o restante da criação. Tampouco existirá a possibilidade de reduzir a taxa de esgotamento de recursos ou de criar harmonia nas relações entre os que possuem e os que não possuem riqueza e poder enquanto não existir em parte alguma a idéia de que ter o bastante é bom e ter mais do que o bastante é mau.

Leia o livro aqui ou aqui

Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

Electrafixion- "Holy Grail" e o identitário neo-europeu: é sempre urgente este debate




Há este mistério, mistificação que reúne árabes, europeus e indianos (sim!)...a busca do Graal: cálice? pedra? livro? sagrado....Muitos livros publicados, temas musicais, filmes, etc...
Mas agora a música. Este tema é excepcional. Que bom o youtube ser capaz de o trazer cá para fora.
Agora sério, novamente: os neo-europeus não podem ignorar as raízes, devem reafirmar a sua multiplicidade,  sustentar a diversidade génica e das raízes literárias que se cruzam, entrecruzam expelir luz e ajuda e aceitar ser ajudada também, sem NATOS, nem esquemas baseados apenas em trocas comerciais...temos que fazer um esforço efectivo e colectivo de matéria pensante.

Pico de Tudo: 8 bens essenciais que estão a esgotar-se e porquê

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Getty Images
Why is everything running out at the same time? We did a series on Planet Green where we looked at why those basic things that we take for granted, like water, food and fuel are getting expensive and scarce, all at once.
Peak Corn:
Blame Earl Butz. Richard Nixon and Gerald Ford's Secretary of Agriculture brought in the Farm Bill that dramatically increased the amount of corn produced in America. He encouraged farmers to "get big or get out," and to plant crops like corn "from fence row to fence row." Further billions in subsidies to farmers encouraged production, and soon America was awash in cheap grain, and with it cheap meat. Food costs as a portion of the American diet dropped to the lowest level in history; we became corn. Michael Pollan writes: "If you eat industrially, you are made of corn. It holds together your McNuggets, it sweetens your soda pop, it fattens your meat, it is everywhere. It is fed to us in many forms, because it is cheap- a dollar buys you 875 calories in soda pop but only 170 in fruit juice. A McDonalds meal was analyzed as almost entirely corn." ::More
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Peak Oil
In 1956, American geophysicist M. King Hubbert calculated that the rate of production of fossil fuels would peak in the United States in about 1970 and then start declining. He was laughed out of the conference room. However, ultimately he was proven correct; now we are probably at the worldwide Hubbert's Peak. A hundred years ago you just stuck a pipe in the ground and the oil rushed out; now it is not so easy, and America's oil comes from deep under the ocean, is cooked out of rocks in Alberta, or is purchased from nations with security issues. Now the United States, Canada, Norway, and the United Kingdom are well past their peak, while Saudi Arabia and Russia are approaching it. Oil is still being found (there was a recent big hit in Brazil, and there are thought to be big reserves in the Arctic.) but it harder to get at and a lot more expensive. ::More
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Peak Dirt
Really, Peak Dirt- the world is losing soil 10 to 20 times faster than it is replenishing it. Drake Bennett in the Boston Globe tells us that dirt is complicated stuff, made from sand or silt, then years of plants adding nutrition, bugs and worms adding their excrement, dying and rotting.
"The resulting organic matter feeds a whole underground ecology that aerates the soil, fixes nutrients, and makes it more hospitable for plant life, and over time the process feeds back on itself. If the soil does not wash away or get parched by drought, it very gradually thickens. It takes tens of thousands of years to make 15 centimeters of topsoil, about 6 inches' worth." ::more
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Peak Gas

The headline in our local paper today: Natural gas bills to soar by 20 per cent. What is going on?
Blame the price of oil. Everyone knows that the price of oil is way up, but it is an international commodity. Natural gas, on the other hand, usually is subject to more local rules of supply and demand in North America alone. However it does follow the market. Director of Energy Policy Malini Giridhar of Enbridge Gas told the Star: "Oil trades between 6 to 12 times the price of natural gas,The price ratio is now 11 times, which is close to the upper end of the range." Commodities markets are pushing up natural gas in reaction to higher oil prices, she said, rather than to gas supply and demand. ::More
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Peak Water

We have lots of water in the States, so much that we can let it just flow over Niagara Falls, right? How did it get to the point where there are such problems in Georgia and the Southwest?
Blame Willis Carrier. Before he invented air conditioning,not many people lived in the American Southwest, it was just too hot for much of the year. It was only after World War II, when air conditioning became common and affordable, that the mass migration of people and industry could happen from cooler Northern states to California, Nevada and Arizona. Without AC, Atlanta and Florida are almost uninhabitable. ::More
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Peak Electricity
It was a cool summer in 2003; it wasn't until the middle of August that we got a serious heat wave. By then, all of the air conditioners were pumping full blast and the electrical grid was running at almost full capacity. On August 14, a branch fell on a power line near Cleveland, Ohio. A software bug failed to trigger alarms, and power started surging through other lines, causing a cascading failure that shut down 100 power plants across the Northeastern United States and Canada. In some parts of the affected area, it took almost a week before things were back to normal.
Has the system been improved since then? Do we have additional generating capacity and more transmission lines? No, we still have what Bill Richardson called "a superpower with a third-world electricity grid." ::More
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Peak Rice
They are rationing rice in Costco and Wal-Mart; People have started panic buying and hoarding. In Manila, they post armed guards around it. The price of rice has trebled, and the World Bank says 33 countries are facing civil unrest. What is going on?
Blame rats. First of all, most of the rice in America is sold to Asians for whom it is a staple; it really doesn't take much of a panic to run out of Basmati rice over here. Most rice is eaten in the country where it is grown, and only 6 percent of the rice crop is traded around the world. In some countries, as much as 17 percent of the crop is eaten by rats; so good secure rice storage might be the first place to start. ::More
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Peak Metal

When my dad was a teenager, his first job at the in-law's family auto parts company was to retrieve the batteries from cars that they bought before they were stolen for their lead content. A generation later, you had to pay an extra tax to the government to get rid of the batteries. Now, we are back to a time my late father would recognize- that metals are too scarce and too valuable to just leave around unprotected.
They just built a new soccer stadium in Toronto, Canada, with lovely aluminum bleachers; before the stadium even opened, someone unbolted the seats and carried them away. In Scotland, the "Great Drain Robbery" involves shipping manhole covers to China. In India, eight people have died, falling into open manholes after their covers were stolen. In Baltimore, thieves cut down and carted away 136 aluminum lamp posts. In California thieves can remove a platinum-filled catalytic converter in ninety seconds. Copper? Stealing it is a growth industry all over the world, as it hits four bucks a pound- two years ago it was a buck and a quarter. ::More

[Fonte: Tree Hugger, 2008]

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