Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

Iniciativa Carta da Terra aprovada pelo nosso Parlamento!!


[Fonte: Parlamento]
Foi hoje, dia 28 de Maio, discutido na Assembleia da República o Projecto de Resolução de “Os Verdes” que recomenda ao Governo a adopção dos princípios constantes na Carta da Terra.

A Carta da Terra constitui uma espécie de Código de Ética direccionada para a sustentabilidade, a paz e a justiça económica e dela constam princípios e valores de natureza universal que deverão ser tidos em conta no momento de tomada de decisões políticas.

“Os Verdes” congratulam-se com a aprovação desta iniciativa, que passou no Parlamento com a abstenção do PSD e do CDS e com as votações favoráveis dos restantes partidos, e consideram que o aval hoje dado à Carta da Terra incentivará o Governo português e a Assembleia da República a envolverem-se no cumprimento dos objectivos do documento, assim como nos compromissos de trabalho em prol da implementação dos valores e princípios nela explanados.



Oito documentários para descobrir a radioactividade- primeiros dois

A página da Universidade Francesa de Bordéus tem uma série de 8 vídeos muito ricos em informação e de forma lúdica sobre a radioactividade e energia nuclear. Como são bastantes (felizmente) vou colocar aos pares no meu blogue.
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M. Prudent découvre la radioactivité !

Monsieur Prudent vient de s’installer à Gradignan. Quand il réalise qu’il habite près d’un centre d’études nucléaires, il s’inquiète. Il part alors acheter un contaminamètre pour vérifier que sa maison n’a pas été contaminée par la radioactivité. Lors de ses mesures, Monsieur Prudent constate qu’il est lui-même radioactif. Pris de panique, il part s’adresser directement aux chercheurs du centre pour savoir ce qu’il risque vraiment... Ce film amène à découvrir, en même temps que M. Prudent, ce qu’est la radioactivité : le phénomène physique, son intérêt pour de nombreuses applications, ses effets sur le vivant, etc.

Attention laser !

La radioactivité sert à plein de choses : produire de l’énergie, dater des objets anciens, traiter le cancer… Au Centre d’Etudes Nucléaires de Bordeaux Gradignan, les chercheurs du groupe Excitations nucléaires par laser s’en servent pour étudier les atomes. Plus particulièrement pour étudier les propriétés de leurs noyaux. Plus précisément encore : lorsque ces noyaux sont placés dans des conditions extrêmes comme celles qui règnent au cœur des étoiles. Attention, la radioactivité ne leur sert pas directement à étudier les noyaux, mais à savoir comment utiliser les instruments qui permettent cette étude. Ces instruments ne sont pas n’importe lesquels : ce sont des lasers de puissance. Les lasers de puissance sont capables de créer des conditions de très haute température et de faire réagir les noyaux des atomes en générant des particules : des protons ou des électrons. Laissons les chercheurs du groupe Excitations nucléaires par laser expliquer comment ils font…





Domingo, 30 de Maio de 2010

O Estado da Política de Conservação em Portugal

Por vezes e fazemos bem, assinamos e divulgamos petições para salvar as baleias, os corais ou os elefantes e os orangotangos, mas por vezes encontramos dificuldade de defender o que está no nosso rectângulo. Ambas são muito importantes! Quem sabe, sabendo gerir bem a nossa biodiversidade, rios, montanhas, refúgios de vida selvagem e utilização mais correcta dos mesmos, será um desafio importante e exemplo para outros técnicos e povos venham observar e pesquisar o tão bom que tenhamos conseguido. Então deixo-vos à vossa consideração um artigo de Miguel Araújo, publicado na revista Ambiente 21, em Fevereiro de 2004.
Um trabalho mais recente (em inglês) pode ser lido aqui:
Araújo, M.B., Lobo, J.M. & Moreno, J.C. 2007. The effectiveness of Iberian protected areas for conserving terrestrial biodiversity. Conservation Biology 21: 1423-1432[zip]

Artigo completo

Apesar da sua reduzida dimensão, Portugal possui 43% da fauna de vertebrados terrestres existentes na União Europeia, Noruega e Suíça (1). É o quarto país Europeu com maior número de endemismos vegetais e o terceiro em espécies ameaçadas (2). Possui ainda 75% do território incluído nos apenas 1,4% do planeta considerados necessários para salvaguardar 44% das plantas vasculares e 35% dos vertebrados a nível mundial (3).

As sociedades democráticas definem-se por adoptarem comportamentos racionais no processo de decisão política (4). Racionalidade, no contexto de uma decisão política, consiste na capacidade de seleccionar as opções que melhor traduzem objectivos sociais, previamente estabelecidos. O mérito destas políticas é avaliado tendo em conta a sua eficácia, eficiência e transparência. A eficácia refere-se à qualidade de produzir o efeito desejado. A eficiência refere-se à qualidade de bem gerir recursos limitados. A transparência refere-se à capacidade de justificar as decisões. Para aferir o mérito de uma política de conservação da biodiversidade é importante considerar o desempenho de cada um destes critérios nas diferentes etapas de planificação e execução política, ou seja, o diagnóstico, prioridades, acção e a avaliação.


Do diagnóstico às prioridades
O mérito de uma decisão é condicionado pela informação disponível e pela capacidade de a interpretar. Neste contexto, o primeiro passo de uma política de conservação é o diagnóstico. Este consiste em responder a três perguntas, essenciais: 1) que biodiversidade temos? 2) como se distribui no espaço? 3) como se distribui no tempo? Ao responder a estas questões estamos a dar os primeiros passos para determinar o grau de prioridade (ou urgência) que devemos atribuir aos objectos que pretendemos conservar.

As prioridades não são absolutas. São relativas a objectivos e recursos disponíveis. Para aferir-se a prioridade de um objecto de conservação será necessário recorrer a uma análise custo-benefício. Se o objectivo da política de conservação for a redução da taxa de extinções entre espécies da fauna e flora nativas, as prioridades definir-se-ão em função das espécies ameaçadas que mais beneficiarão de actividades de gestão. Por exemplo, pode concluir-se, através do diagnóstico, que a espécie i obteve um decréscimo populacional z no horizonte temporal t. Estes elementos serão relevantes para a definição de prioridades se comparados com dados de outras espécies. Defender-se a atribuição de prioridade à espécie i se esta obtiver um decréscimo populacional maior que as espécies j, l e m. Mas a relação entre prioridade e grau de ameaça não é linear. Pode considerar-se inoportuno o investimento em espécies sujeitas a elevado risco de extinção. O conceito de “triagem” (5) subjacente a este raciocino, decorre da lógica adoptada pelos médicos franceses na Primeira Guerra Mundial. Aqui os pacientes eram classificados numa de três categorias: primeira, os que só sobreviveriam com apoio médico; segunda, os que poderiam sobreviver sem apoio médico; terceira, os que dificilmente sobreviveriam mesmo se recebessem apoio médico. Dado o desequilíbrio entre recursos disponíveis e número de pacientes, os médicos deram maior prioridade aos pacientes da primeira categoria. Este é um raciocínio simples de “triagem”, já que todos os pacientes são tratados como tendo o mesmo valor. Mas imaginemos que seria necessário subdividir a primeira categoria por forma a reduzir o número de candidatos a tratamento médico. Os médicos poderiam segregar os pacientes com base na sua contribuição para o sucesso da batalha considerando, por hipótese, que a função desempenhada por um general seria mais importante, ou insubstituível, que a função desempenhada por soldados de categorias inferiores.

O paralelismo entre "triagem" médica e "triagem" para conservação é óbvio. Ninguém dúvida do mérito das acções de conservação do Lince ibérico, o gato mais ameaçado do mundo. No entanto se procurarmos formular decisões num contexto de escolhas múltiplas, a pertinência do investimento nesta espécie torna-se susceptível de debate. Entre outras questões, é legitimo perguntar se deveríamos investir os escassos recursos disponíveis para acções de conservação de uma espécie cuja eficácia das medidas preconizadas é tão incerta (a categoria 3 da triagem no campo de batalha). É óbvio que a preferência dada ao lince está também associada ao carisma desta espécie. Provavelmente é a espécie com maior carisma de entre as que persistem em Portugal, desde a extinção do urso no século XVIII. Mas será “carisma” o critério que deva justificar o investimento preferencial numa espécie? Por analogia ao caso dos pacientes da primeira grande guerra, seria legitimo dar um tratamento médico preferencial aos mais altos e bonitos? Como equacionar o critério do “carisma” com outros critérios, como sejam a função desempenhada pelas espécies nos ecossistemas (6) (actualmente pouco elevada para o lince mas muito elevada para os nemátodes do solo)? ou o grau de originalidade genética (7) (elevada para o medronheiro e reduzida para a esteva)? Questões ainda em aberto no seio da comunidade científica.

Independentemente do sistema de preferências de cada um, sem a informação decorrente da resposta às três questões iniciais somos forçados a gerir o nosso capital biológico com base na intuição. Estabelecendo um paralelismo familiar, é como se geríssemos as finanças públicas sem conhecermos o produto interno bruto (PIB), a dívida externa e as suas respectivas evoluções temporais. O problema é que a produção de estatísticas biológicas é mais complexa que a produção de estatísticas económicas. Para produzir estatísticas que respondam à primeira pergunta – que biodiversidade temos? – somos forçados a recorrer à ajuda de taxonomistas. Os taxonomistas são os bibliotecários da vida; descrevem e catalogam a biodiversidade do planeta. No entanto, em Portugal, os taxonomistas são escassos e não existe um único curso de formação avançada em Taxonomia. Noutros países (por exemplo em Espanha, França, ou Reino Unido), os taxonomistas foram sendo enquadrados pelos museus de história natural e jardins botânicos. Instituições que, em Portugal, estão moribundas após décadas de desinvestimento público. O resultado é que sabemos muito pouco sobre as formas de vida menos conspícuas e carismáticas do nosso território.

As decisões sobre conservação da biodiversidade são, se considerarmos os invertebrados, limitadas a menos de 99% da diversidade de formas de vida existentes no país. Uma tendência com poucas expectativas de se alterar, já que este grupo beneficia de menos de 1% do investimento nacional para investigação em conservação de espécies (Figura 1) e, por exemplo, apenas 1 dos 44 estágios oferecidos pelo Instituto de Conservação da Natureza, para o período de 2002/2003, inclui o estudo de invertebrados. Relativamente à pequena proporção de biodiversidade que estudamos, é importante perguntar como se distribui no espaço e no tempo. Existem casos pontuais, positivos, de cartografia e acompanhamento temporal de populações. Ainda que de forma incompleta, temos algum conhecimento sobre a distribuição e evolução das populações de algumas aves de presa, aves aquáticas, morcegos, lontra, lobo e lince. Existe ainda um interesse crescente no estudo da distribuição de répteis e anfíbios e algum trabalho a ser feito ao nível dos peixes de água doce. Nos últimos anos foram feitos investimentos consideráveis para o estudo e cartografia da flora ainda que se desconheçam os resultados, já que a cartografia não é conhecida e o Livro Vermelho da Flora continua por publicar. Algumas das lacunas fundamentais encontram-se ao nível da uniformização dos protocolos de amostragem (que impedem comparações rigorosas entre registos da mesma espécie, ou entre registos de espécies diferentes), da uniformização das unidades de amostragem (existe uma tendência para utilização de quadrículas UTM 10 x 10 km mas esta tendência carece de formalização ao nível de um sistema nacional de recolha de dados biológicos) e da centralização da informação numa base de dados relacional (a base de dados nacional, o SIPNAT, não é actualizada com regularidade, não beneficia de informação decorrente de inúmeros programas de recolha de dados a nível nacional e é demasiado rudimentar para cumprir a função centralizadora de dados). O resultado é que a cartografia da pouca biodiversidade que estudamos é extremamente incompleta, difícil de interpretar e pouco informativa.


Figura 1 - Proporção do investimento (total Euros) despendido em estudos de conservação de espécies da fauna, flora e fungos de Portugal. Dados extraídos da base de dados, on-line, sobre projectos de conservação da natureza existentes em Portugal. Ver página www.icn.pt.


Das prioridades à acção
As lacunas existentes sobre o catálogo da biodiversidade, seus padrões espaciais e temporais, não obstam para que se definam objectivos e metas claras, de preferência quantificadas, para os componentes de biodiversidade que se conhecem. Uma vez definidas as prioridades importa compreender os factores biológicos, sociais e económicos que afectam a ocorrência e persistência dos objectos valorizados. Ou seja, o “porquê?” dos padrões detectados no diagnóstico. Este conhecimento permitirá definir a estratégia de conservação mais adequada para cada população, espécie, ou habitat considerados prioritários. Tais estratégias poderão implicar medidas de conservação “in situ” (gestão ou reabilitação de populações e seus habitats naturais) ou “ex situ” (reprodução em cativeiro de espécies prioritárias).

A conservação “ex situ” constitui uma medida preventiva ou de último recurso. Os jardins botânicos, aquários e jardins zoológicos são os eixos centrais desta estratégia. Em 1992, apenas 1.7% dos vertebrados terrestres e aquáticos existentes em cativeiro, na Europa, se encontrava representada no Aquário Vasco da Gama e Jardim Zoológico de Lisboa2. Ainda que esta percentagem tenha, eventualmente, aumentado, em virtude da criação do Oceanário de Lisboa, a qualidade das infra-estruturas, robustez do corpo técnico e a desarticulação existente entre o jardim botânico, zoológico e o ICN, comprometem a contribuição que Portugal possa dar para política Europeia de conservação “ex situ”.

A conservação "in situ" representa o cerne da aposta do Estado Português na conservação da biodiversidade. As áreas protegidas (APs) ocupam 7.2% do território nacional e absorvem 73.4% do orçamento anual do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) (8). A proposta nacional para os sítios Natura 2000 aumentou para 21.3% a área afecta à conservação ainda que se desconheçam as consequências deste aumento em termos orçamentais. De acordo com dados disponíveis, no âmbito do projecto “Delineamento de Métodos para a Selecção de Áreas para Conservação da Biodiversidade” (PNAT/1999/BIA/1501/P), da Universidade de Évora, as áreas protegidas e Rede Natura 2000 representam 88% das espécies constantes de uma base de dados com 1170 espécies (36911 registos) da fauna de vertebrados terrestres, invertebrados, plantas inferiores e superiores. Um nível de representação significativamente superior ao que se esperaria de uma selecção aleatória de áreas (9) (72%)
Figura 2 - a) Distribuição da diversidade de 1170 espécies da fauna e flora Portuguesas (cores quentes indicam números elevados de espécies, enquanto cores frias indicam números reduzidos de espécies), em quadrículas de 10x10 km; b) rede de áreas de conservação, incluindo as áreas protegidas e Rede Natura 2000 (círculos a cinzento) e diversidade de espécies não representadas na rede (cores); c) conjunto mínimo de áreas, adicionais às área de conservação actuais, necessárias representar todas as espécies da fauna e flora da base de dados: a vermelho as áreas seleccionadas consideradas insubstituíveis; a verde áreas seleccionadas consideradas flexíveis sem perdas de eficiência (i.e., existem soluções alternativas igualmente eficientes para cobrir os valores representados); a laranja as áreas seleccionadas e consideradas flexíveis ainda que com perdas de eficiência (i.e., pode ser necessária mais do que uma área para cobrir os valores representados).

No entanto, a questão que urge discutir é se a afectação das verbas disponíveis é eficiente face as necessidades de conservação identificadas. Dada a inexistência de uma política de conservação da biodiversidade (a que existe é uma mera declaração de intenções) que defina metas quantificadas, meios e orçamento disponível para as realizar não é possível avaliar, de forma sistemática, o mérito e oportunidade das actividades de conservação em Portugal. O único exercício possível consiste na análise dos planos e relatórios anuais de actividade do ICN, o que permite uma análise pontual, ainda que descontextualizada, das actividades de conservação. Por exemplo, o ICN definiu três prioridades para o ano de 2000 (o relatório de 2001 não estava disponível em Janeiro de 2003): a) o investimento no Sistema de Informação do Património Natural (SIPNAT); b) a sinalização das áreas protegidas; e c) a elaboração de planos de ordenamento para as áreas protegidas. É difícil avaliar o resultado das medidas adoptadas porque o ICN não definiu metas nem procedeu à sua avaliação. No entanto, constata-se que o montante investido, nestas prioridades, não excedeu 1.95% do investimento global do instituto, sendo apenas 0.07% para a primeira prioridade e 0.15% para a segunda prioridade8. Uma estranha forma de financiar prioridades.

No que respeita a gestão das áreas protegidas é sintomático que, das 24 áreas protegidas existentes em Portugal, apenas 7 tenham planos de ordenamento aprovados e que a duração média para a sua elaboração tenha sido de 7 anos. É ainda de registar a inexistência de planos de gestão para as áreas protegidas. A distinção entre planos de ordenamento e de gestão é importante. Os planos de ordenamento definem os condicionantes ao uso do território por parte de agentes privados. Os planos de gestão definem as metas prosseguidas pelo ICN, os métodos e mecanismos de avaliação dos resultados. Sem planos de gestão não é possível avaliar a eficácia e eficiência da gestão das APs. Torna-se assim difícil questionar, com conhecimento de causa, porque razão terão as áreas protegidas da Serra de São Mamede e de Montesinho investido a totalidade dos seus parcos orçamentos, afectos à “gestão de espécies e habitats”, em acções de gestão da fauna cinegética não ameaçada. Ou, mais genericamente, porque razão terá o ICN despendido 28% do seu orçamento em acções de promoção da imagem e publicações sendo que apenas disponibilizou 0.3% do orçamento para actividades de planificação e gestão das áreas protegidas (8).

Da acção à avaliação
Uma gestão racional dos recursos implica um diagnóstico aturado da situação de referência, uma definição criteriosa de prioridades e acções de gestão orientadas por objectivos. Para se aferir a eficácia das medidas de gestão é necessário contrastar a situação de referência com a situação obtida após a gestão, através de mecanismos de monitorização. Desta forma os resultados da gestão podem ser avaliados o que permite a correcção de medidas menos adequadas e o eventual repensar de prioridades anteriormente definidas. A este processo de monitorização, avaliação e adaptação designa-se de gestão por adaptação (“adaptive management”). Naturalmente, a utilidade deste exercício é condicionada pela qualidade do diagnóstico e pela transparência dos actos de gestão. Se o diagnóstico não for estatisticamente robusto, por forma a permitir uma adequada monitorização do estado de referência, será difícil interpretar os resultados da gestão. Do mesmo modo, se a gestão não for orientada por objectivos, é questionável avaliá-la como se tivesse o sido. Esta é a situação verificada com a política de conservação da biodiversidade em Portugal. Os diagnósticos são pobres, os objectivos de conservação difusos e a gestão orientada por critérios arbitrários, ou pelo menos, não transparentes. Tanto quanto é dado conhecer não existe um único exemplo, publicado, de monitorização de actos de gestão para conservação em Portugal.

Desafios futuros
O elevado grau de responsabilidade que Portugal assume na conservação da biodiversidade exige a adopção de políticas eficazes. A eficácia requer diagnósticos competentes, gestão profissional e avaliação obrigatória dos resultados. Assim como a política económica é efectuada por profissionais conscientes dos indicadores económicos, a política de conservação deve ser conduzida por profissionais conscientes dos desafios existentes.

Um bom dirigente público, em matéria de conservação, é aquele que utiliza, de forma eficiente, os recursos ao seu dispor para produzir resultados eficazes ao abrigo de prioridades definidas no âmbito de discussões técnicas e políticas transparentes. Uma gestão de mérito é uma gestão que recruta gestores de mérito. E o mérito dos gestores avalia-se pelo expediente curricular dos candidatos. A recente decisão de nomear dirigentes para as áreas protegidas, recorrendo a expedientes de cariz político-partidário, envolvendo as autarquias, é um retrocesso evidente face à situação de referência. As necessidades do país, em matéria de conservação, requerem um elevado profissionalismo ao nível dos seus dirigentes. Para reforçar o profissionalismo dos actuais dirigentes seria desejável: a) a contratação de dirigentes de reconhecido mérito, independentemente de estarem vinculados à função pública; b) que as atribuições dos dirigentes fossem definidas no quadro de um plano de gestão; c) que a duração da contrato fosse concomitante com a duração do plano de gestão; e d) que a renovação do contrato fosse sujeita a avaliação positiva das metas realizadas.

Os objectivos de gestão devem ser definidos com base numa análise rigorosa de prioridades. Estas devem ter por base uma reflexão aprofundada sobre o conceito de “triagem” e devem utilizar os melhores dados disponíveis sobre biodiversidade, assim como os seus padrões de distribuição espacial e temporal. Para que tais dados estejam disponíveis é urgente investir em: a) inventários e cartografia de invertebrados mesmo que seja necessário recorrer a especialistas estrangeiros; b) definição de um protocolo nacional, padronizado, de recolha de dados biológicos; c) restruturação do sistema de bases de dados para a biodiversidade e sua integração com os programas de recolha de dados.

A avaliação da gestão nas áreas protegidas, ou, mais genericamente, das políticas de conservação, requer a aplicação de um sistema de monitorização. A monitorização requer a adopção de mecanismos adequados de controlo e a existência de recursos humanos, qualificados, para acompanhar as medidas no terreno. Nas áreas protegidas, os guardas e vigilantes constituem elementos potencialmente úteis para auxiliar o controlo dos resultados das medidas de gestão. Ao contrário do que é preconizado pela actual direcção do ICN estes não têm por vocação primordial a educação ambiental. A educação ambiental é da competência dos educadores e professores, ainda que com eventual colaboração dos vigilantes das áreas. A fiscalização das áreas também não deve estar a cargo dos fiscais das autarquias por dois motivos: 1) estes não têm a formação específica para fiscalizar actividades nas áreas protegidas; 2) dada a racionalidade inerente ao sistema de financiamento das autarquias (que premeia o crescimento urbanístico) é pouco provável que estas sejam incentivadas a desempenhar estas funções de fiscalização com entusiasmo. Neste contexto é importante reforçar o papel dos guardas e vigilantes das áreas protegidas e complementar o actual papel que têm, de fiscalização dos agentes privados, com o acompanhamento das medidas de gestão levadas a cabo pelas direcções das áreas protegidas.

Por último, seria desejável estabelecer mecanismos de avaliação, independente, das políticas de conservação. Assim como as universidades e centros de investigação são sujeitas a avaliação do seu desempenho, os institutos públicos e direcções de áreas protegidas também o deveriam ser. Está em causa a boa gestão pública do património biológico do planeta. Um património que nos foi legado pelos nossos antepassados e que temos o dever de devolver aos nossos descendentes. Haverá melhor exemplo de gestão de uma causa pública a requerer acompanhamento por parte da sociedade civil?

É convicção do autor que este modesto pacote de medidas contribuiria, de forma significativa, para alterar o (mau) estado da nossa política de conservação da biodiversidade.

* Doutorado em Biologia da Conservação, Investigador da Unidade de Macroecologia e Conservação (Universidade de Évora) e colaborador do Centre d’Ecologie Fonctionnelle et Evolutive (Centre National de la Recherche Scientifique, Montpellier) e do Biogeography and Conservation Laboratory (The Natural History Museum, London).

Agradecimentos: ao Henrique Pereira dos Santos, Humberto Rosa e Sonia Gervás pela revisão crítica do manuscrito e pelas sugestões apresentadas.

Notas e referências:
1 – Observações com base numa base de dados Europeia sobre distribuição de vertebrados terrestres; ver Araújo, M.B. (2003) The coincidence of people and biodiversity in Europe. Global Ecology and Biogeography
2 – World Conservation Monitoring Centre (1992) Global biodiversity: status of Earth’s living resources. Chapman and Hall, London, UK.
3 – Myers, N. et al. (2000) Biodiversity hotspots for conservation priorities. Nature 403: 853-58.
4 – Hollick, M. (1981) The role of quantitative decision-making methods in environmental impact assessment. Journal of Environmental Management 12, 65-78.
5 – Myers, N. (1979) The sinking ark. A new look at the problem of disappearing species. Pergamon, Oxford.
6 – Walker, B. (1992) Biodiversity and ecological redundancy. Conservation Biology 6,18-23.
7 – Vane-Wright, R.I, Humphries, C.J, and Williams, P.H. (1991) What to protect? - Systematics and the agony of choice. Biological Conservation 55, 235-54.
8 – Instituto de Conservação da Natureza (2000) Relatório de Actividades.
9 – Para descrição pormenorizada dos métodos ver: Araújo, M.B. (1999) Distribution patterns of biodiversity and the design of a representative reserve network in Portugal. Diversity and Distributions 5, 151-63 [pdf]


Sobre a British Petroleum e o desastre ecológico no Golfo do México


Última Hora Público, 30 de Maio BP reconhece falhanço da manobra “top kill” para estancar derrame no golfo do México



Is BP Oil Catastrophe ‘Unprecedented’? Hardly

Numerous politicians and oil industry officials have claimed the BP oil catastrophe growing in the Gulf of Mexico is “unprecedented.” From BP CEO Tony Hayward, who called his company’s environmental crime an “unprecedented accident,” to Admiral Thad Allen, U.S. Coast Guard, who called it an “unprecedented anomalous event,” officials and pundits have given the impression that the consequences of this catastrophe could not have been predicted. In a Congressional oversight hearing on the apocalyptic disaster on Thursday, Rep. Doc Hastings (R-WA) even argued the country should respond to this “unprecedented” event by making sure “that we continue to produce oil here in the states.”

Watch a compilation prepared by ThinkProgress:

On Thursday, May 27, Rep. George Miller (D-CA) responded to the myth that this catastrophe was unprecedented and thus unforeseeable:

Every time we have a catastrophic event like this involving British Petroleum or other parts of the oil and gas industry, we’re told that this is an unpredictable cascade of unforeseeable errors, that this is unprecedented, that nobody could have foreseen this. This is sort of like the bankers on Wall Street. Nobody could have foreseen the risks that they engineered themselves, so nobody’s responsible. I don’t believe this was some “black swan” or “perfect storm” event. There wasn’t something that could not have been foreseen. And I don’t think this is something you can promise will never happen again.

Like the rest of the oil industry, BP has a long record of tragic, extraordinary environmental disasters, stretching from Alaska to Nigeria. And this particular disaster is not unprecedented in size, in the kind of accident, nor in the methods used to respond. There have been dozens of oil well blowouts in the Gulf of Mexico, including 39 since 2007, and the worst oil blowout in history in 1979. What makes this catastrophe new is its location in the fertile and fragile ecosystem of the northern Gulf, and the depth at which the well was drilled, increasing the dangers. But this event is yet another tragic reminder of the truth of George Santayana’s dire maxim: “Those who cannot remember the past are condemned to repeat it.”

Cross-posted on the Wonk Room.

Update
On Wednesday,26 of May, Rachel Maddow described on her MSNBC show how the 1979 Ixtoc I blowout in the Gulf of Mexico -- the largest accidental oil spill in history -- was eerily similar to today's Deepwater Horizon blowout. However, the Ixtoc's failed cofferdam effort was called a "sombrero," a totally different kind of headgear from BP's failed "top hat."

Intersindical reuniu mais de 300.000 Portugueses na rua


Gostava de acreditar que os 300 mil que estiveram nas ruas de Lisboa que não corressem para as urnas a votar no bi-partido. Gostava de acreditar que os manifestantes crescessem em massa crítica e percebessem o quanto foram manipulados ou massificados por milagres económicos que já não servem: a betonização desenfreada, uma economia baseada numa indústria fóssil, uma geração de desperdício, uma sociedade de consumo, privatizações sem sentido e num desnorte completo. Gostava de acreditar que estes manifestantes revelam vontade em progredir na participação cívica diária, no associativismo mais sério e não apenas apenas colectividades onde se fala de futebol, cerveja e tremoços.

Mostramos que UGT e outros sindicatos desacreditam as lutas dos trabalhadores, subvertendo os princípios mais básicos dos seus direitos. Mostramos que o que uniu nos trabalhadores foi a indignação contra um governo (?) que mentiu a dívida externa, mentiu em relação ao aumento do IVA, que vemos aumentada a entrada de assessores, secretários, com salários acima da média e mordomias extraordinárias? Mostramos que estamos contra uma institucionalização de emprego garantido dentro dos partidos. Contra um governo que não anulou os prémios obscenos das empresas semi-públicas. Contra a precariedade que assolou os jovens e reformados do nosso País em menos de 5 anos.


DOE: Grid can tap more wind, solar


Large amounts of solar and wind power could be added to the western U.S. power grid without significant spending if utilities make operational changes, the U.S. Department of Energy said 20 May 2010.

The DOE report, conducted by the National Renewable Energy Lab (NREL) over a three-year period, focused on how the WestConnect power grid would respond if 35 percent of its electricity was generated by renewable sources.

The results, researchers said, were surprising.

"You need to make some significant changes to operational practice to accommodate wind and solar, but you don't need a whole lot of additional infrastructure to handle that," said Debbie Lew, a senior project manager at NREL.

Wind and solar power together make up less than 3 percent of the total U.S. power generation, but both are growing rapidly amid a range of state and federal incentives.

Instead of large-scale spending on new infrastructure, Lew said utilities could increase coordination over a wider geographic area to cut the volatility that wind and solar tend to add.

Renewable energy is more intermittent than power derived from traditional sources, since wind strength and sunlight are seen as unpredictable.

The DOE report also urged utilities to shorten their power scheduling time frames from the one-hour increments that most currently use.

"There are things that you can do if you change how utilities cooperate and how they conduct their operations today that can help them accommodate this variability and uncertainty without having to do a whole bunch of additional back up generation and storage," said Lew.

U.S. utilities, while increasingly investing in renewable energy, generally say they need to build nuclear and coal plants to provide "baseload" power to keep the grid supplied.

Coal plants supply about half the electricity consumed in the U.S., followed by natural gas and nuclear plants that account for about 20 percent each. Renewables account for a small, but growing portion.

Most U.S. states now have in place some form of renewable energy standard, which requires their utilities get part of their power needs from sources like solar and wind.

California, the most populous state and a leader in clean energy, has one of the nation's strictest standards. Utilities here need to get 20 percent of their energy from renewables by the end of this year, and 33 percent by 2020.

Renewable standards, combined with a possible tax on carbon, have fueled forecasts that predict the utility-scale market for clean energy will grow sharply in the coming years.

Major solar players, like First Solar, Suntech Power Holdings, and Vestas Wind Systems A/S, are working on large-scale projects and have lined up contracts with utilities from Rhode Island to California.

The NREL study found fuel costs within the entire western territory could be reduced by 40 percent, assuming 27 percent renewable power within the area.

Given the same 27 percent renewable standard in the west, the report said solar and wind energy could also cut carbon emissions by between 25 percent and 45 percent, roughly the same as taking between 22 million and 36 million cars off the road.


Sábado, 29 de Maio de 2010

3 formas de visualizar a tragédia do Golfo do México

1. Imagine the Oil Spill in Your Own Backyard

google earth oil spill

google earth oil spill

Paul Rademacher, a Google employee, built this Google Earth Plug-In to get a better idea of the relative size of the Gulf Oil Spill. "It's hard to get a sense of the true size when it's over the ocean floor," his Website reads. You can place an oil spill-sized image over your hometown or a major city. Here's a shot of the New York City and Los Angeles areas compared to the size of the oil spill.

2. Shot from the Front Lines

Intense images of what could be the worst environmental disaster of our nation's history. NRDC's OnEarth magazine staff are on the front lines following the story.

3.The Truth

sky truth

SkyTruth is featuring a ton of shocking information on their site about the Gulf Oil Spill, including this Gulf Oil Spill Tracker, which combines photos and information about the spill on a Google map.


As always, Boston.com's Big Picture blog has great visual coverage, take a look at their Gulf Oil Spill images.

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Read more: Daily Green

Dia da energia - várias infografias (em espanhol, mas muito acessíveis)











Dia Nacional da Energia :: Blue - electro documentary

Blue - electro documentary from AntiVJ / Joanie on Vimeo.







Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Ecossistema do Golfo do México em perigo




Atlanta, Estados Unidos, 19/5/2010 - O ecossistema do Golfo do México pode sofrer danos irreparáveis após a explosão da torre de perfuração da British Petroleum (BP) que provocou o maior derrame de petróleo na história da região, alertam especialistas. A

por Sérgio Carvalho

explosão, ocorrida no dia 20 de Abril, provocou uma racha que liberta cinco mil barris (795 mil litros) de petróleo diariamente, segundo as autoridades dos Estados Unidos e da BP, mas cientistas e activistas afirmam que a quantidade é muito superior e que pode chegar aos 70 mil barris (11,13 milhões de litros) por dia.

A BP anunciou Terça feira que conseguiu introduzir um tubo dentro da racha, o que permite canalizar o petróleo que estava a derramar, mas as autoridades norte-americanas asseguram que é apenas uma solução de emergência. O poço está localizado a cerca de 1,5 mil metros de profundidade, o que representa obstáculos formidáveis para acabar com o derrame no mar. No longo prazo, calcula-se que o acidente ofuscará o derrame de 11 milhões de galões (41 milhões de litros) provocado pelo petroleiro Exxon Valdez em 1989, no Alasca, o maior desastre petrolífero na história dos Estados Unidos.

Ainda não se sabe quanto petróleo pode ser derramado no Golfo antes de o derramamento ser completamente contido. A Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos diz que as amostras recolhidas no dias 1º e 2 deste mês, na costa da Luisiana, continham químicos derivados do petróleo. "Estes resultados continuam a indicar que a qualidade da água não representa um risco maior para a vida aquática, como os peixes e moluscos", disse a Agência no dia 4.

Mas Riki Ott, uma toxicologista que escreveu dois livros sobre o derrame do Exxon Valdez, acredita que a situação é muito pior do que as autoridades afirmam. A "BP tenta dizer que estamos a ganhar porque o petróleo não chegou à costa. Nada mais longe da verdade. Estamos a perder, com tanto petróleo tóxico a derramar em cada dia e que está a ser atacado com dispersantes, outro químico tóxico", ressaltou. A companhia informou que usou cerca de 400 mil galões (1,51 milhões de litros) de dispersante, que fragmenta o petróleo, e prepara mais 805 mil galões (três milhões de litros).

"Este petróleo disperso é extremamente tóxico para as formas de vida jovens", afirmou Ott à IPS. A "BP diz que não é tóxico, que não representa um problema maior. Isso é muito enganoso porque os únicos dados sobre a toxicidade se baseiam numa experiência na qual são mergulhados camarões e gobios adultos em dispersantes ou petróleo, durante 48 ou 96 horas, e são contados quantos morrem ou vivem", disse Ott. "No entanto, as formas de vida jovens são mais sensíveis aos químicos tóxicos do que as adultas. No Golfo há uma exposição contínua. O petróleo se desloca" mais de 1,6 quilómetros na água, acrescentou.

Estudos de arenques mortos após o derrame do Exxon Valdez demonstraram que os parasitas que habitualmente viviam no estômago dos peixes migraram para o tecido muscular a fim de evitar a exposição tóxica, enfraquecendo, assim, o sistema imunológico e gerando problemas reprodutivos. "Cerca de 99,9% das ovas de arenque expostas ao petróleo morreram", explicou Ott, destacando que os ecossistemas da plataforma continental e do oceano aberto estão muito ligados.

"O camarão criado nos pântanos e mangues, quando migra para o mar converte-se em alimento do mero" e de outras espécies, disse Ott. "É muito petróleo e muito rápido para não repercutir com força em gerações de vida silvestre presentes na água. As aves que comem moluscos, os mamíferos marinhos estão a adoecer e morrer. Há pássaros que alimentam os seus filhos com pescados cheios de petróleo, o que atrasa o seu crescimento", acrescentou.

Também corre risco o sustento das famílias que vivem da pesca. A BP indemnizou com um máximo de 5 mil dólares os pescadores e outros trabalhadores que reclamaram individualmente por perdas económicas. Calcula-se que as operações de limpeza e os danos causados pelo derrame custarão cerca de 4 mil milhões de dólares, embora essa quantia possa ser superior. O governo dos Estados Unidos afirma que a BP e outras empresas com responsabilidade no derrame devem pagar integralmente a limpeza e os prejuízos. O presidente Barack Obama pretende conseguir 118 mil milhões em fundos de emergência para os custos imediatos relacionados com o derrame, que a BP reembolsaria ao governo.

Orissa Arend, da cidade de Nova Orleães, na Luisiana, fronteira com o Golfo do México, disse à IPS que a maioria dos habitantes continua a consumir o pescado local, porque 80% dele procede de regiões que ainda não foram afectadas pelo derrame. Os 20% restantes vêm de unidades processadoras de pescado que suspenderam a produção. A população também se preocupa com a iminente temporada de furacões. "As pessoas temem que na próxima passagem de um furacão, em lugar de inundações apenas de água, tenhamos inundações de água misturada com petróleo", disse Arend.

IPS/Envolverde


Foto do dia: 6.357 plataformas marinhas de exploração do petróleo off-shore no Gofo do México


The picture above was taken from the blog called Walled-In Pond. It shows a map of the 6,357 oil platforms in the Gulf of Mexico (each one of them a potential disaster in the making).

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Desastre Ecológico no Golfo do México: infografia

Desastre Ecológico no Golfo do México- infografia

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I Jornadas de Art'Ambiente, 28 a 30 de Maio, na Quinta dos Olhos d'Água - ASPEA


IJornadasArtAmbientePrograma

Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Uma taxa sobre as transacções financeiras em proveito dos povos e do planeta!



Uma campanha da rede internacional da ATTAC

A luta contra a pobreza, a garantia e preservação dos bens e serviços públicos à escala mundial, reclamam urgentemente novos meios de financiamento. O combate à fome e à insegurança alimentar, às pandemias, às doenças ainda hoje subestimadas, à desregulação climática, à precariedade energética, bem como o acesso à educação, à saúde e a uma habitação decente e a protecção da biodiversidade, exigem desde já a mobilização de elevados recursos financeiros para que seja possível pôr em prática, à escala do planeta, as políticas globais capazes de contribuir para a realização dos direitos económicos e sociais fundamentais.

Acreditamos que é tempo de converter a actual crise financeira numa oportunidade para todos, que é tempo de agir em defesa dos interesses dos povos e do futuro do nosso planeta.

A ATTAC Portugal convida-vos a subscrever esta petição dirigida aos Governos dos países do G-20, que reunirão em Toronto nos próximos dias 26 e 27 de Junho, e a colaborar na divulgação e adesão a esta campanha internacional!

Sábado 29 Maio: TROFA CAPITAL ECOLÓGICA DO NOROESTE


Por um dia, no próximo sábado 29 de Maio, a Trofa vai ser a capital da ecologia e do desenvolvimento local do Noroeste do nosso país. Com efeito é aí, no Auditório da Freguesia de Santiago de Bougado, que vai decorrer o IV Encontro da Plataforma Interassociativa Convergir, uma rede informal de cooperação que tem actuado na região de entre Vouga e Minho ao longo de toda a primeira década do século XX. Além da troca de informações e experiências entre associações, movimentos e outras iniciativas equiparáveis, dois são os principais objectivos deste encontro. Por um lado, tentar realizar um esboço de balanço daquilo que, ao longo da década que agora termina, não se conseguiu preservar (como no caso dos valores naturais do Baixo Sabor, em Trás-os-Montes) ou se não conseguiu melhorar significativamente (como no caso da poluição e outras agressões que têm afectado as bacias hidrográficas do Norte do país) – bem como aprender com algumas vitórias alcançadas na defesa da natureza. Por outro lado, dar passos no sentido de uma aproximação entre os movimentos ecológicos e os movimentos que pugnam por um desenvolvimento de base local e por uma revitalização do tecido social e económico das regiões do interior. Haverá ainda oportunidade, durante o almoço de confraternição, para que as entidades presentes que o desejarem possam tomar uma posição solidária para a preservação do vale agrícola do Coronado, no concelho da Trofa, cuja defesa vem sendo desde há anos combativamente assumida pela Associação de Defesa do Ambiente e Património da Trofa - ADAPTA e pela Associação para a Protecção do Vale do Coronado - APVC, sediada em São Mamede do Coronado.

[PARA MAIS INFORMAÇÕES:
http://plataformaconvergir.wordpress.com]

CONTEÚDOS
A manhã começará com uma apresentação pelo Professor José Portela, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - UTAD, intitulada «Do Contra-Desenvolvimento ao Desenvolvimento Sustentável», seguindo-se três exemplos de iniciativas locais que visam a harmonia entre ambiente e actividade económica, expostas pelo fotógrafo e gestor Pedro Alarcão (associação Veranda, Melgaço), pela bióloga Alice Gama (Associação Transumância e Natureza, de Figueira de Castelo Rodrigo) e pelo biólogo António Roleira (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, de Atenor, Miranda do Douro).
No início da tarde, o Professor Paulo Santos, do FAPAS, e o biólogo José Teixeira, da Plataforma Sabor Livre, mostrarão algumas das razões por que se não conseguiu evitar a submersão do Baixo Sabor – bem como o que apesar de tudo se ganhou em se não terem até hoje baixado os braços. O Professor Bordalo e Sá, do ICBAS - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e membro da APRIL, falará sobre «Despoluição dos Rios do Norte - Que Balanço?». Em seguida serão apresentados três casos de sucesso e o que é possível aprender com eles: o Eng. Pedro Macedo, do Movimento Promindelo, falará do êxito com a criação da reserva de paisagem protegida do Mindelo; o biólogo e mestre em ecologia humana Dr. Nuno Gomes Oliveira, Director do Parque Biológico de Gaia, referirá os processos relativos às reservas de âmbito regional do Estuário do Douro e Serra de Valongo; Bernardino Guimarães, da Campo Aberto, e Soares da Luz, do Movimento de Defesa dos Jardins do Palácio de Cristal, finalmente, analisarão os resultados, em ambiente urbano, de uma luta pelos espaços verdes, concretamente o caso do Parque da Cidade do Porto, a que ambos estão fortemente ligados. OUTRAS ENTIDADES PRESENTES Além das entidades já referidas anteriormente, estarão presentes no Encontro representantes de: Associação de Defesa do Vale do Neiva - A Mó, Associação Portuguesa de Educação Ambiental - Aveiro, Associação de Amigos do Rio Ovelha, Biorumo Consultoria em Ambiente e Sustentabilidade, Corema Associação de Defesa do Património, de Caminha, Rede de Ecoclubes, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental - GAIA, Movimento Bom Sucesso Vivo, Movimento Cívico pela Linha do Tua, Movimento pela Salvaguarda do Complexo das Sete Fontes, de Braga, Projecto Rios e Quercus Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

Fanatismo - Christian Groups: Biblical Armageddon Must Be Taught Alongside Global Warming

Vitivinicultura: 700 pessoas núas pelo clima (Greenpeace França 2009)


Partout dans le monde, les impacts des changements climatiques se font sentir. En France, les terroirs et les vignes en souffrent déjà... Si nous n'agissons pas - ici et maintenant !-, l'homme et l'ensemble de son patrimoine culturel sont à terme condamnés.
Ensemble, Greenpeace et l'artiste américain, Spencer Tunick, ont réalisé à une mobilisation artistique unique et originale pour symboliser les impacts des changements climatiques.






De Mourinho ou outros ícones do futebol Português


Tudo marketing.
Não fico encantado com Mourinho, Ronaldo, Carlos Queirós, etc...simplesmente, não. Felizmente conheço muitas pessoas low-profile muito mais autênticas.

Posso até pensar que algum dia o Mourinho até abrace alguma área do ambientalismo. Noutras áreas até temos assistido a esse fenómeno de ícones abraçar causas: já foi Bob Geldof por duas vezes um Live Aid, Sting pela Amazónia e Bono por muitas questões de Direitos Humanos e quase tudo continua na mesma, depois de uns avanços vêm logo um descalabro de recuos...o muro continua nos mercados e na política, porque a vontade pela sustentabilidade nasce de nós mesmos.

Os que chegam ao topo, infelizmente não querem correr mais riscos, nem prestarem-se a mártires. Não precisamos de alguém a abraçar causas pois que, sabendo ser gerente do seu negócio, irá encher-se de glórias e o País pouco mudou.

O que precisamos é que cada um faça a sua parte! Por exemplo somos uma das línguas mais faladas no universo...essa é que é a glória da lusofonia! Esse exemplo de um Portugal sustentável, produtor de conhecimento e sabedoria exportadora, qual DNA da sustentabilidade, virado para o Mundo, recuperávamos a História e produziríamos Exemplo e Globalização.

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