Terça-feira, 30 de Junho de 2009

O tema do Dia Mundial da Paz este ano é o desarmamento nuclear



Síntese dos 11 Pontos por um Mundo Livre do Nuclear,após Conferência no Japão, 27 de Abril 2009: tradução [fonte de imagem e informação]

1. liderança de e coordenação entre os Estados Unidos e Rússia avançando desarmamento nuclear global.

2. desarmamento nuclear, inclusive redução de armas nucleares, pela China e outros estados com armamento nuclear.

3. transparência de informação por todos os países nucleares.

4. desarmamento nuclear irreversível por todos os países que possuem armas nucleares.

5. estudos que façam a verificação futura de desmantelamento de arma nuclear.
6. proibição de testes nucleares e ratificação pelos Estados Unidos do Tratado de Proibição de Testes Nucleares.

7. proibição de produção de materiais nucleares para armas.

8. imposição de restrições globais efectivas no desenvolvimento do míssil balístico da Coreia do Norte.

9. cooperação internacional em promover energia nuclear civil com três princípios de assegurar não-proliferação, segurança e segurança nuclear.

10. medidas de protecção pela Agência Internacional de Energia Atómica para todos os países que procuram uso pacífico do poder nuclear.

11. prevenção de terrorismo nuclear fortalecendo controle de todo os material nuclear e materiais de radiação.




Test Dept- Total State Machine


Indústria: Progresso? Ingresso? Regresso? Congresso? Abcesso? Expresso? Impresso? Excesso?



Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Documentário Beyond Treason

<a href="http://www.joost.com/0359tiy/t/Beyond-Treason">Beyond Treason</a>



A longa História de Experiências Militares: envenenamento radioactivo; projectos de controlo da mente;exposição a agentes biológicos e armas químicas; vacinas em experimentação; urânio empobrecido.





Domingo, 28 de Junho de 2009

Campo Aberto rejeita a política de densificação construtiva indiscriminada nas escolas


as %25c3%25a1rvores aurelia de sousa Pictures, Images and Photos

(Abate de Árvores na Esc. Sec. Aurélia Sousa, Porto- clica na imagem para melhor visualização)


Campo Aberto elogia o esforço na recuperação das escolas mas rejeita a política de densificação construtiva indiscriminada

Preocupada com as notícias que têm vindo a público (em especial no blogue A Baixa do Porto) sobre um iminente abate de árvores na Escola Secundária Filipa de Vilhena, no Porto, ocasionado por obras de remodelação e ampliação dos edifícios escolares, a Campo Aberto solicitou à Parque Escolar, EPE, uma reunião sobre o assunto. Essa reunião teve lugar na terça-feira, 23 de Junho, na sede da delegação Norte da empresa. A Campo Aberto foi representada pelo seu presidente, Nuno Quental, e por Paulo Araújo.

A intervenção nas escolas é de aplaudir porque representa uma melhoria nas condições de ensino, factor essencial ao desenvolvimento do país. É ainda de elogiar o esforço na recuperação de escolas existentes, grande parte das quais em zonas populosas, ao invés de se optar pela construção de novos equipamentos. Infelizmente, este grande conjunto de obras públicas não está isento de problemas.

Serão abatidas 45 árvores, transplantadas 9, mantidas 85 e plantadas 32. No final da intervenção, e se o projecto for cumprido (assinale-se que, na Escola Aurélia de Sousa, onde a Parque Escolar também interveio, houve mais abates de árvores do que os que estavam previstos), haverá 126 árvores, em vez das 139 iniciais.

De notar, no entanto, que uma árvore jovem não tem, antes de passarem muitos anos, valor ambiental comparável ao de uma árvore adulta. Esta perda de árvores representa um prejuízo indiscutível para a cidade e, em especial, para os alunos e moradores da vizinhança, privados de uma aprazível cortina verde que muito valoriza o local. O saldo negativo poderia ser mitigado (sugestão da Campo Aberto) se a Parque Escolar ou a Câmara do Porto plantassem mais árvores nos arruamentos envolventes da escola.

Segundo a Parque Escolar, a expansão dos edifícios escolares, motivo maior para os abates, é indispensável para que a escola cumpra o seu projecto educativo: doravante será possível as aulas funcionarem num único turno, em vez de, como agora, haver turmas a funcionarem de manhã e outras de tarde. Registamos que, tirando o abate de árvores, a intervenção tem aspectos ambientais positivos, como sejam a diminuição da área impermeabilizada (por arranque do asfalto) e a criação de canteiros com plantas arbustivas e herbáceas. Parece haver uma preocupação genuína quanto à eficiência energética dos edifícios (através de aspectos como o da orientação dos novos edifícios, da criação de ensombramentos, de isolamento adequado, etc.) e, futuramente, com a produção de energia eléctrica fotovoltaica.

Mas é fundamental, por uma questão de rigor e de transparência, que as razões genericamente invocadas pela Parque Escolar para realizar uma determinada intervenção sejam devidamente quantificadas. Por exemplo: que projectos foram analisados e que projectos foram preteridos e porquê? qual o nível de eficiência energética que se espera atingir? quantas árvores serão abatidas em cada escola e quantas serão replantadas?

A Campo Aberto discorda da política de densificação construtiva indiscriminada dos recintos escolares, a qual se revela no despudor com que são arrasados os belos jardins que algumas escolas ainda conservam. Cremos que seria necessário definir patamares de densidade máximos de modo a garantir o acesso dos alunos a recreios com o espaço e a qualidade de que necessitam, preservando e expandindo as áreas ajardinadas. As escolas devem ser locais arborizados, fontes de vida e de diversidade, e não espaços monótonos dominados pelo cimento. A alternativa a esta política de densificação (que se assemelha muitas vezes a meter o Rossio na Betesga), aliás absolutamente contraditória com a política simultânea de encerramento de diversos estabelecimentos de ensino, passa por reaproveitar escolas encerradas, desconcentrando os alunos por um maior número de equipamentos. Noutros casos, poderá passar pela expansão dos recintos para terrenos contíguos de modo a evitar uma concentração exagerada de área construída. É importante avaliar caso a caso as alternativas possíveis ao invés de se recorrer, como é lamentavelmente costume, à solução mais simples: construir edifícios onde antes existiam jardins.

Sugerimos ainda à DREN que, enquanto entidade promotora do recém-constituído Centro Regional de Excelência em Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto (CRE), promova um amplo debate público relativamente à recuperação do parque escolar - debate esse que, até ao momento, não existiu. É inconcebível nos dias de hoje que nenhuma informação detalhada exista na internet relativamente a um conjunto tão significativo de obras. Esta falta de transparência é uma mancha que deve ser imediatamente corrigida. A participação das entidades públicas em projectos como o CRE implica uma responsabilidade acrescida e a concretização dos princípios de desenvolvimento sustentável a que se obrigaram.

Porto, 25 de Junho de 2009

Para quaisquer informações adicionais por favor contactar Nuno Quental (93 375 39 10).

Ler Ainda no blogue Peregrino Escolas Contra as Árvores?


Arthur Rimbaud - Ville


Je suis un éphémère et point trop mécontent citoyen d'une métropole crue moderne, parce que tout goût connu a été éludé dans les ameublements et l'extérieur des maisons aussi bien que dans le plan de la ville. Ici vous ne signaleriez les traces d'aucun monument de superstition. La morale et la langue sont réduites à leur plus simple expression, enfin ! Ces millions de gens qui n'ont pas besoin de se connaître amènent si pareillement l'éducation, le métier et la vieillesse, que ce cours de vie doit être plusieurs fois moins long que ce qu'une statistique folle trouve pour les peuples du continent. Aussi comme, de ma fenêtre, je vois des spectres nouveaux roulant à travers l'épaisse et éternelle fumée de charbon, - notre ombre des bois, notre nuit d'été ! - des Erynnies nouvelles, devant mon cottage qui est ma patrie et tout mon coeur puisque tout ici ressemble à ceci, - la Mort sans pleurs, notre active fille et servante, un Amour désespéré et un joli Crime piaulant dans la boue de la rue.


Reproduzo no original, de tão belo é este texto.
Hoje conheci um sítio fabuloso na inter-rede sobre Rimbaud
aqui, com biografia, artigos do poeta, cartas e galerias. Atenção também à secção de ligações. Em francês e inglês.




Joy Division - Decades e a Clean Energy Bill


¨°º¤ø¨°º¤ø ø¤º°¨ ø¤º°¨
¨°º¤ø DECADES ø¤º°¨
ø¤º°¨ Closer¨°º¤ø

Ian Curtis falava do elevado fardo sobre os ombros que um jovem carrega mal ainda está a crescer. Nesta linha de raciocínio, a era da energia mais pobre em GEE (gases efeito de estufa), estará agora a entrar na adolescência.Contudo, as nossas boas e más práticas enquanto adultos reflectem-se nas gerações vindouras.

Da mesma forma, ao fim de décadas, ontem (sábado, 27 de Junho) a Câmara dos Representantes votou favoravelmente uma legislação (considerada desde já histórica), que, sendo um tímido avanço nas energias renováveis, trata-se do reconhecimento por parte dos EUA, que é necessário reduzir as emissões de CO2 e. Esta legislação contem ainda medidas geradoras do chamado
emprego verde.[notícia]


Sábado, 27 de Junho de 2009

Aldeia da Luz (passado) e Alqueva tóxico (presente)




No passado


Eram reproduzidos bens da natureza em muitos monumentos, símbolos de prosperidade e pedido de ajuda divina nas colheitas e na saúde. Nesta imagem detalhe da Igreja Matriz da Aldeia da Luz: a azinheira [fonte]

e no presente

um estudo realizado por investigadores da Universidade de Aveiro conclui que a água do Alqueva é tóxica [notícia, 17 Junho 2009]













Front 242/MorF - Louder Than Silence


Como prometido este fim de semana mostro mais um dos vídeos dos Front 242, num díptico de musimagens e dança plenos de bom nervo do projecto MorF, para abafar a minha dor:
1.Portugal é o que apresenta as piores condições de trabalho para os professores (estudo Talis, que é urgente divulgar), quebrando a ideia que a luta dos professores é corporativa ou partidária.

2.Farto de tanta desinformação como recentemente o texto de Don Tapscott e a
Fundação das Comunicações Móveis (a que foi acusada de fundação fantasma pelo PSD)

3. Farto de ver o desejo de governos em controlar os mídia, os blogueiros (ex: Daniel Luís), etc.

4. Farto de assistir
à pouca vontade política de mudar e fazer frente às alterações climáticas


Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Climate Chaos * Caos no Clima

Os efeitos do aquecimento global podem ser vistos em praticamente todo o planeta. David Attenborough (agora com uma página no myspace), correu o mundo para registar o que já está a acontece. O resultado está no documentário Climate Chaos, produzido pela BBC. A série foi exibida no Brasil em 2007 pela Rede Globo e aqui estão os vídeos da série completa (pois desconheço se alguma vez passou por algum dos canais televisivos em Portugal).


Vídeos do Aquecimento Global
caos no clima

Aquecimento Global
caos no clima
Vídeos Aquecimento Global
caos no clima
Vídeos
desmatamento

Vídeos
Al Gore

Aquecimento Global
devastação
Fotos do Aquecimento Global
queimadas
vídeos
caos no clima

Compilação efectuada por Carlos Hogenboom do sítio Mundo Quente





Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Descoberta de uma floresta tropical em Moçambique através do Google Earth



Chama-se Montanha Mabu.
Um admirável novo mundo. Foram descobertas novas espécies, em particular borboletas e cobras, bem como sete aves ameaçadas a nível global (notícia), após expedição (ver vídeo e uma fotoreportagem do Guardian).
Tal como muitos cientistas predizem, haverá ainda muitos novos seres vivos por descobrir.


The Genius of Charles Darwin, Uncut Interviews, por Richard Dawkins

Lançamento em Junho de 2009. Vídeos disponíveis no youtube:

Daniel Dennett

Steven Pinker

Randolph Ness

George Coyne

Dada a longa duração dos mesmos, é impraticável (re)colocá-los aqui. Entretanto, na página de Richard Dawkins avisa que mais entrevistas estarão disponíveis.


Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Documentário- The Genius of Charles Darwin, por Richard Dawkins (Parte1)

Programa divulgado pelo canal 4 em Agosto de 2008, dividido em três séries, vencedor Melhor Documentário para TV de 2008 BBC Awards em Janeiro 2009.

Pequenos vídeos no Canal 4
Toda a colecção no One Good Move






A semana em vida selvagem


Esta fotografia mostra todo o plástico encontrado no estômago da carcassa de um albatroz juvenil. Recolhido e arranjo por Dr Cynthia Vanderlip, Division of Forestry and Wildlife, Hawaii. [Fonte: Guardian, 18 Jun 2009]



Darwin 2009 - uma pequena videografia


Estou aqui a pensar no dilema inquietante deste homem, por um lado recolocando o homem na teia da vida e não uma criatura à imagem de Deus e por outro lado um duro golpe na cultura da época em que o Homem estava a iniciar verdadeiros avanços tecnológicos, que resultaram no mundo tecnológico e avanços médicos em que vivemos.Talvez o mundo permanecesse ainda mais ignorante e homocêntrico. Por isso é importante promover e divulgar Charles Darwin e a sua contemporaneidade.



Terça-feira, 23 de Junho de 2009

As minhas leituras - Calor: Como Impedir o Planeta de Arder, de George Monbiot


Em Heat*Calor, George Monbiot mostra que é possível e necessário um corte de 90 por cento na redução das emissões de carbono até 2030. De forma bem documentada vem dizer que não há fim à civilização. Unindo os seus conhecimentos de ciência ambiental única e activismo, explica como transformar a habitação, a electricidade e os transportes, e demonstra que isto só é possível através de um programa de intervenção em grande escala que, infelizmente, nenhum governo está disposto a empreender. Inspirado, original, cheio de energia, este livro pode mudar o mundo.


Video: George Monbiot no lançamento do seu livro

Dois artigos que também lhe podem interessar :


How to stop the planet burning publicado na página de George Monbiot

Review of George Monbiot's Heat, no Energy Bulletin





Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

O teu planeta precisa de ti: UNidos contra as alterações climáticas


Se ainda não sabes,o tema do Dia Mundial do Ambiente em 2009 foi O planeta precisa de si: Unidos contra as alterações climáticas, face à urgência em agir, por parte de todas as nações, fazendo frente às alterações climáticas, mitigando os seus efeitos, tais como, o uso sustentado e conservativo das suas florestas, rios, mares e outros recursos naturais e em geral, esforços para erradicar a pobreza.












A turbulência económica e financeira que varre o planeta é um verdadeiro chamado para o despertar e soa como um alarme para a necessidade de se melhorar antigos padrões de crescimento e fazer uma transição para uma nova era do desenvolvimento mais limpo e verde. O tema deste ano do Dia mundial do Meio Ambiente, seu planeta precisa de você, visa inspirar-nos a todos para fazer nossa parte

Ban Ki-Moon, secretário geral das Nações Unidas

Página Oficial da Campanha UNEP (clica na imagem)

ou aqui



Domingo, 21 de Junho de 2009

OGM: Vila Franca de Xira está na vanguarda das cantinas escolares

A Assembleia Municipal aprovou, na terça-feira, uma recomendação à câmara municipal em que se solicita que metade de todos os alimentos servidos nas cantinas das escolas básicas e pré-escolas sejam produzidos na região. Pede ainda que destes, cerca de 10 por cento sejam produzidos em regime de agricultura biológica e que nenhum alimento servido nas cantinas seja resultado da agricultura transgénica.
Toda a notícia n´ O Mirante

Entretanto, um vídeo humorístico relativo a uma gafe de um deputado australiano, (que já correu algum mundo e chega agora a Portugal): Jason Wood had multiple genetically modified orgasms (!!) in parliament



Front 242 / MorF - Prayback





Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Semana Verde 2009 * Green Week 2009: 23 a 26 de Junho - Act and Adapt

Clica nas imagens e visita e consulta as páginas!



Green Week 2008 Climate Change Creativity and Innovation European Year 2009 Blog Stavros Dimas


Alterações Climáticas: a visão de José J.Delgado Domingos

Fonte de imagem: Quercus

De acordo com os principais autores do IPCC, não há nada que possamos fazer para reduzir os efeitos das emissões antropogénicas nos próximos 20 ou 30 anos 69 (porque tais efeitos resultarão dos GEE que já se encontram na atmosfera) pelo que o mais urgente é a adaptação às alterações climáticas. Tal não significa descurar a emissão de GEE, mas sim colocar essa redução no contexto das alterações provocadas por um conjunto alargado de actividades humanas que afectam o clima, nomeadamente à escala regional e local, tanto directamente pelas alterações do uso do solo, como indirectamente através dos efeitos no ecossistema. É aí que devem concentrar-se os sempre escassos recursos disponíveis O contrário seria atacar sintomas sem cuidar das causas 70. E as causas são o uso. irracional e desregrado de energia, em particular dos combustíveis fósseis, e um ordenamento do território que ignora princípios básicos da Ecologia, das Ciências Físicas e das Ciências da Saúde. Esta ignorância paga-se com consumos evitáveis de energia e de cuidados médicos. Tornar prioritário o combate às emissões de CO2 , invocando catástrofes climáticas semfundamento científico convincente, é esquecer o contexto mais global. Uma das mais graves consequências deste reducionismo é a promoção de soluções altamente centralizadoras e perversas, de que são exemplo a captura e sequestro do carbono (CCS) 71 e a energia nuclear, qualquer delas defendida em nome das gerações vindouras mas às quais apenas poderia vir a deixar ameaças sob a forma de resíduos 72. Actualmente, nenhuma das bases de dados de referência mostra aumento global da temperatura terrestre desde 1998, ou da camada superior dos oceanos 73. Tal não significa que podemos estar tranquilos, mas sim que é urgente combater as miragens tecnológicas e os desvios perversos que originam, de modo a concentrar esforços e recursos nas tarefas urgentes que a Ciência e a racionalidade económica nos apontam e que são: a) Uma politica energética centrada nos recursos naturais renováveis e na eficiência energética, encarada como estruturante do ordenamento do território e em particular do planeamento urbano 74. b) Uma adaptação à já bem conhecida variabilidade climática, que todos os anos se manifesta sob a forma de cheias e tempestades, provocando mortos e biliões de euros em prejuízos materiais 75. Tendo em conta que (segundo os autores principais do próprio IPCC) não há nada que possamos fazer para reduzir os efeitos das emissões antropogénicas nos próximos 20 ou 30 anos, impõe-se concluir que de nada valerá o custo social e económico desse esforço de redução motivado pelos seus presumidos efeitos a mais de 50 anos de distancia se o mundo que até lá construirmos não for mais justo e habitável à escala global do que hoje o conhecemos. É por isso que se impõe: Dar prioridade aos investimentos que são simultaneamente recomendados pela política energética e pelo combate à degradação do ambiente, e prevenir as consequências da variabilidade climática. Ou seja, enfrentar desde já as certezas sem descurar a eventualidade das incertezas climáticas se virem a manifestar.[Ler todo o artigo, em pdf]


69 WMO, 2008, Future Climate Change Research and Observations: GCOS, WCRP and IGBP Learning
from the IPCC Fourth Assessment Report, Workshop and Survey Report, GCOS-117, WCRP-127, IGBP
Report No. 58, World Meteorological Organization, (WMO/TD No. 1418), January 2008, Geneva, 68pp ,
p.7
70 Os exemplos mais flagrantes desta atitude são a captura e sequestro do carbono (CCS) e a promoção da
energia nuclear.
71 A queima de carvão é uma das fontes mais importantes de gravíssimas emissões de mercúrio e outros
metais pesados, de poeiras e ainda causadora das chuvas ácidas entre muitos outros efeitos nocivos.
Todavia, o CCS apenas se preocupa com o CO2 ( que não é um poluente), consumindo de 15 a 40% da
energia produzida só para o separar e liquefazer.
72 O CCS (mesmo se fosse solução economicamente viável), exigiria que os biliões de toneladas que
ficariam armazenados nunca se libertassem para a atmosfera nas próximas centenas de anos.
73 Ver Pielke Sr., R.A., 2008: A broader view of the role of humans in the climate system. Physics Today, 61, Vol. 11,54-55., disponivel em http://climatesci.org/ .
74 Tal politica conduzirá, automaticamente, a uma redução decisiva das emissões de CO2 acompanhada de substancial melhoria da qualidade do ar, para além de contribuir significativamente para a criação de emprego qualificado e maior independência energética.
75 Tal adaptação traduz-se, em inúmeros casos, na mera racionalidade de não construir em leitos de cheia, em arribas e zonas instáveis, tanto mais que sabemos da sua enorme vulnerabilidade muito antes de se falar em alterações climáticas.

Reúnem-se neste sítio textos pedagógicos e de intervenção pública do Professor José J.Delgado Domingos


Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O estranho caso de uma lesma marinha, Elysia chlorotica


O gastrópode é verde na fase adulta, é um animal com cloroplastos, com organitos [estruturas das células] capazes de fazer a fotossíntese [processo através do qual as plantas e alguns outros organismos trans­formam a energia do Sol em energia quími­ca, produzindo oxigénio e processando dióxido de carbono, água e minerais]. Quando nasce não tem plastos, tem de se alimentar de uma alga, e o que sucede é uma coisa muito curiosa: ao alimentar-se, incorpora os cloroplastos da alga nas suas células. Isto não é vulgar, aliás, teoricamente, os cloroplastos deviam ser digeridos - veja o nosso caso, quando comemos alface não ficamos ver­des. Os cloroplastos são incorporados nas células do animal e mantêm-se funcionais, fazem a fotossíntese, produzem oxigénio, fixam dióxido de carbono... Para isso acontecer, a alga tem de passar genes para o animal, e essa passagem é feita através de vírus (isto foi provado há pouco tempo). Quando estes vírus passam genes que são capazes de possibilitar a permanên­cia dos cloroplastos nas células do animal, significa que este animal já é uma estrutura diferente daquela que era quando nasceu. (Francisco Carrapiço)
Mais informação:
O que é um eucarionte?




Gostou? Compartilhe: