Sábado, 31 de Janeiro de 2009
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Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009
Michel Onfray- Uma escola libertária e elitista para todos
Entrevista com o filósofo Michel Onfray
[texto retirado da e-revista Brasileira Escola Pública]Le Monde de L'Éducation - Na sua obra La Communauté philosophique (Galilée, 2004) você escreve que "o pedagogo libertário trabalha para o seu apagamento pessoal, e cultiva o poder interrogativo de toda a subjectividade". Por que é que este poder se encontra esgotado no aparelho escolar, quando ainda existem certos professores que conseguem despertar e responder ao desejo de saber dos alunos?
Michel Onfray - A instituição escolar é esquizofrênica: ela tem um discurso, mas leva a cabo uma prática nos antípodas daquele discurso. O discurso é este: a escola forma a inteligência, constrói indivíduos cultivados cujo saber lhes permitiria desenvolver juízos esclarecidos, ensina a ler, a escrever, a fazer contas, a pensar, ela formaria o cidadão ao educá-lo para a liberdade. Mas, a verdade, é que na prática ela negligencia a inteligência para privilegiar o exercício da memória e da repetição calibrado em função de um programa feito para isso. A educação nacional ensina, sobretudo a submissão, a docilidade, a hipocrisia, o artificial. Só assim se pode explicar que num curso de 7 anos de inglês se consiga fazer tão poucos jovens bilíngues. O que é que se aprende durante aquelas intermináveis horas de aprendizagem de línguas senão a arte de bem funcionar dentro da máquina que permita a passagem para o ensino superior, e a produção de diplomas úteis para o mundo da integração social.
Le Monde de L'Éducation - Qual é a genealogia dessa pedagogia libertária que você defende? Estaria no prosseguimento de uma linha que vai de Epicuro a Freinet?
Michel Onfray- Se o termo libertário significar "o que educa a liberdade", ou "o que faz da liberdade o bem supremo", sem dúvida, que poderíamos começar com Sócrates e a sua maiêutica, a sua arte de desenvolver as potencialidades de cada qual e torná-las em realidades tangíveis, podemos depois continuar com Diógenes e os filósofos cínicos que usam um bastão para mandar embora os que procuram um mestre e a submissão. Prosseguimos com Erasmo, o grande e imenso Erasmo, e, certamente, Montaigne, que tanto lhe deve, para falar de várias matérias, como a Educação e tantas outras. Passamos depois para Nietzsche que ensina que um bom mestre é aquele que aprende aquilo que se desprende de si. Seria preciso ainda falar, com certeza, dos autores libertários, que a história conheceu, como Max Stirner e o seu "Falso Princípio da Nossa Educação", Sébastien Faure, que aplicou o seu método em La Ruche, mas ainda A.S. Neill e os seus "Jovens livres de Summerhill" que me fizeram desejar tornar-me professor antes de me desiludir na Escola Superior de Educação. Seria ainda preciso acrescentar o excelente livro "Advertência aos estudantes e liceais" de Raoul Vaneigem.
Le Monde de L'Éducation - Uma certa concepção da pedagogia libertária - nomeadamente a que defende a espontaneidade do aluno - não fará o jogo do "novo espírito do capitalismo" que pretende apoiar a participação dos "atores"? Não contribuirá ela para o idiota útil do "neoliberalismo"?
Michel Onfray- Tem razão.Eu sou um ardente defensor de Maio de 68 e do espírito de Maio, que se definia por uma revolução metafísica antiautoritária. Os dominados punham em causa os dominantes. Os pares tradicionais - mulheres/homens, jovens/velhos, empregados/patrões, esposas/maridos - deixaram de ter um estatuto divino. E tudo isso foi uma coisa boa. Mas à negação dos velhos valores não se seguiu uma positividade. Destruir é bom se, e somente se, propusermos a seguir uma reconstrução. Os valores libertários, por exemplo, mereceriam mais que os simples elogios da indolência, da espontaneidade, do natural, do porreirismo generalizado por via da desvalorização do rigor que se mostrou tão pouco democrático quanto demagógico. Porque esta renúncia à memória, ao esforço, ao trabalho, à cronologia, e todas essas categorias consideradas reacionárias fizeram efetivamente o jogo do poder, que prefere ter um rebanho de inculto embrutecidos que indivíduos apetrechados com o saber e a cultura. A pedagogia libertária não é a pedagogia liberal pós-anos 1960 que deixa o jovem livre na turma, e que dá plenos poderes à competição entre classes sociais, e que é, ela própria, geradora de reprodução social.
Le Monde de L'Éducation - "Passamos de um ensino autoritário a um ensino clientelar", escreve Raoul Vaneigem num texto recente sob o título Modeste Propositions aux Grévistes ( Verticales,2004). "O endoutrinamento suscitava, ao menos, a revolta, a propaganda estimulava o seu oposto, o desejo de pensar de outra forma. O feiticismo do dinheiro enfraqueceu o pensamento que ruge e incomoda." Concorda com esta análise?
Michel Onfray- Vaneigem é um amigo que me estimula - ele acaba por me ultrapassar pela esquerda! - mas não partilho o seu otimismo que está, de resto, na gênese do seu radicalismo político: no meu entender, a autoridade produz uma submissão massiva, pois o medo, o temor e o desejo de servidão voluntária são grandes. A revolta não é gerada pela ditadura - se assim fosse, seria preciso desejarmos a ditadura enquanto momento dialético das revoltas lógicas - mas por temperamentos rebeldes, revoltados, insubmissos gerados por razões existenciais que só uma psicanálise à maneira sartriana - descobrir o projeto original - permitiria compreender. Conheci períodos da minha vida - nomeadamente os sete anos de pensionato, quatro dos quais no orfanato dos salesianos - que fizeram de mim aquilo que sou hoje, mas que também fizeram uma multidão de indivíduos castrados da vida e orgulhosos de o ser. Uma mesma causa não produz felizmente os mesmos efeitos em todos nós. É preciso levar em consideração o prazer de estar submetido, tal como existe com tantas pessoas.
Le Monde de L'Éducation - É procurando retomar o que há de melhor nos cafés-filosóficos e nas Universidades (a liberdade dos primeiros e a seriedade da segunda), ao mesmo tempo em que rejeita o que há de pior em cada qual (o extravasamento de um lado e a secura do outro), que você decidiu fundar a Universidade Popular de Caen. Mas também com o objetivo de retomar e prosseguir o ideal nascido no tempo da questão Dreyfus. Em que medida é ela um meio de lutar contra a situação de crise por que a França atravessa: miséria social, racismo, bloqueios nacionais-populistas etc?
Michel Onfray- O saber é um poder. Posto isto, é preciso um saber específico suscetível de permitir a libertação e não a alienação. A filosofia não é de fato um instrumento de libertação: ensinar as ideias platônicas, falar da Cidade de Deus de S. Agostinho, das teses tomistas, da aposta de Pascal, do ocasionalismo de Malebranche, da angústia de Kierkegaard e de tantas outras matérias da história da filosofia ajudam mais a manter o poder instalado e permitir o domínio do cristianismo do que a emancipar o aprendiz em filosofia. Daí o interesse em ensinar quer um saber alternativo, quer um saber clássico, mas de maneira alternativa, isto é, crítica. A subversão cínica, o hedonismo cirenaico, a libertação epicurista, a alegria gnóstica, só para ficar na Antiguidade, são ilustrações de saberes alternativos; ou então, falar dos saberes clássicos, mas de maneira alternativa: mostrar que o conceito errôneo de pré-socrático, desvalorizando os predecessores socráticos, pressupõe uma escrita platônica da história da filosofia, explicar as razões da evicção do materialismo de Demócrito (cuja obra completa Platão queria queimar em auto-de-fé). Estes saberes permitem construir uma inteligência crítica, mas também realizar um trabalho sobre outras matérias, nomeadamente as que estão associadas a essa crise que referiu.
Le Monde de L'Éducation - Você costuma recordar que intelectuais como Alain, Péguy, Bergson e tantos outros, frequentaram e animaram cursos de educação popular, lançados pelo tipógrafo anarquista Georges Deherme. Os intelectuais dos anos 2000 esqueceram o seu papel de educadores e a ideia de tornar popular, a filosofia?
Michel Onfray- A nossa época midiática produziu dois tipos de intelectuais: o primeiro, especializou-se na miséria limpa, uma miséria longínqua que permita uma postura declamatória à maneira teatral, reproduzida logo de imediato pelos mídia. Tendente a ser midiatizada, e não precisando de nenhum outro compromisso que não seja o verbo, a carta postal ou a consulta de um livro, ela permite tocar o trompete dos grandes princípios maiúsculos: Humanidade, Liberdade, Direitos do Homem etc. O segundo, ocupa-se antes da miséria suja, a que envolve os explorados, os operários, os miseráveis e os excluídos do sistema, as vítimas e outros dejetos do liberalismo, a ideologia defendida pela maior parte dos primeiros. Os intelectuais dos anos 2000 não cuidam da educação popular nem de tornar popular a filosofia: o seu saber é utilizado para fins financeiros, traduzíveis em moedas reais ou simbólicas, mas nunca com o objetivo de uma crítica social.
Le Monde de L'Éducation - Um curso magistral pode ser libertário?
Michel Onfray- Sim, se o magistério do curso magistral for aquele que indiquei ainda há pouco: um mestre libertário que cuida antes de tudo em cartografar e de identificar o conjunto das situações que estão em jogo, fornecendo depois uma bússola e o seu modo de emprego, isto é, convidar cada qual a fazer a sua própria viagem.
Le Monde de L'Éducation - A Universidade popular histórica acabou por desaparecer antes da Primeira Guerra Mundial em razão de causas e desinteligências internas. A Universidade popular tem tido um grande sucesso. Como evitar os perigos?
Michel Onfray- A Universidade popular é um organismo vivo e, como tal, mortal. Os três anos da sua existência já permitem identificar alguns vírus, erros e ataques. Tudo normal. A Universidade popular tem tido efetivamente um grande sucesso público e popular, gerou uma verdadeira energia alternativa, propõe um intelectual coletivo - para usar a fórmula de Bourdieu - eficaz, que logo perturba e incomoda. É normal que a nossa aventura atraia invejas e revele os medíocres, os invejosos, e outras figuras de ressentimento que não existem e não vivem senão por e para a destruição. Mas nós somos uma comunidade de amigos, no sentido epicurista, que vamos experimentando o verdadeiro poder da amizade epicurista. E, depois, sejamos nietzscheanos, o que não mata fortalece-nos. Para o resto, só o Deus das universidades populares poderá dizer se a experiência desaparecerá - sim, porque ela sempre desaparecerá -, seja como vítima da síndrome do recém-nascido ou do catarro dos velhos, seja por suicídio próprio na flor da idade ou por um esgotamento centenário.
Le Monde de L'Éducation - Uma educação "elitista para todos". Esta fórmula do dramaturgo Antoine Vitez adaptada à educação mantém-se atual?
Michel Onfray- Mais atual do que nunca. Gosto mesmo do oxímoro, uma figura de estilo que, associando dois termos aparentemente contraditórios, gera um sentido novo: universidade popular é realmente um oxímoro espantoso! O elitismo para todos, também. Percebe-se que, para além da pura e simples justaposição verbal, para além do simples jogo de palavras, uma nova significação emerge à luz do dia. A expressão elitismo para todos supõe uma outra definição de cada um dos termos; trata-se de dar o melhor ao maior número, porque o melhor existe, sem dúvida, mas normalmente só é dado aos melhores, pelos menos, aqueles que assim são qualificados pela máquina social. Quando é destinado a todos, ao maior número - é essa a minha definição de popular, e também a de Michelet - o elitismo brilha com outra clareza, que muitos se têm esquecido, e que é a da luz do iluminismo.
Ecogastronomia: Biodiversidade em Palavras, Imagens e Música
Missão do movimento Slow Food ou Ecogastronomia
1.Defesa da biodiversidade
2.Educação do sabor
Slow Food ajuda as pessoas a redescobrirem o prazer de alimentar-se e compreenderem a importância de entender de onde a sua comida é proveniente, quem faz e como é feita.
3.Ligação entre produtores e co-produtores
Slow Food organiza feiras, mercados e eventos locais e internacionais onde consumidores podem encontrar os produtores, além de provar alimentos de excelente qualidade.
Criticismo
Críticos da organização alegam que este é um movimento elitista, visto que desencoraja maneiras alternativas baratas de preparar os alimentos. Slow Food responde que trabalha em prol da produção e consumo locais que no final tornariam-se mais baratos por depender menos de transporte e de tecnologia e produtos químicos para conservação dos alimentos. O Slow Food discute de modo mais aprofundado qual é o real custo do alimento, questionando por exemplo, qual o custo ambiental dos alimentos produzidos em escala industrial, e defendendo que os agricultores e produtores devem ser bem remunerados pelo seu trabalho.
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
Estado da Arte sobre o ICE e Covas do Monte
Caro João Soares,
Sou um leitor atento sobre aquilo que vai publicando no seu blog.
Também sou professor, há muitos anos que trabalho no ICE e tenho uma relação de amizade com a Zé Tovar que me fez chegar o seu mail.
Queria aqui, esclarecer duas imprecisões. Uma é que o ICE continua a resistir mesmo com todoas as dificuldades que a falta de recursos lhe causam.
Outra é mais uma clarificação. Por trás da visibilidade de Covas do Monte está um trabalho desenvolvido pelo ICE.
No âmbito do Criar Raízes,projecto financiado pelo programa Progride, o ICE é responsável pela dinamização da acção Ecoaldeia onde se insere o trabalho em Covas Do Monte.
O filme Névoa no Vale foi uma oportunidade de promoção de Covas do Monte que surgiu após algumas notícias na comunicação social sobre outros acontecimentos ali efectuados.
E já agora indico-lhe este link de um projecto que envolve uma forma de turismo que penso que devidamente aproveitado poderia dar alguma sustentabilidade a espaços como Covas do Monte, que tem vindo a beneficiar disso, ou a pequenos produtores que se encontram espalhados pelo interior do país sem ter qualquer tipo de visibilidade.
Votos de muita resiliência
Um abraço
Vítor Andrade
Ainda a mentira do relatório OCDE
O dito relatório que foi elaborado por peritos internacionais e independentes, entre eles o actual presidente do CCAP (Comissão Científica para a Avaliação dos Professores ), Alexandre Ventura.Alexandre Ventura é uma personalidade muito próxima do PS. Foi subinspector geral da educação, em 2007, por proposta de Maria de Lurdes Rodrigues. E colaborou activamente com o Governo PS durante a presidência portuguesa da União Europeia (lê-se no ProfAvaliação).
Carta ao voluntário Anónimo, por Jean-Jacques Fresko
No início, lembras-te, recusaste sem contemplações: dar uma ajudinha, tudo bem, mas esta agora não era tarefa para ti. De qualquer modo, não tinhas tempo, para mais com o teu trabalho no emprego, as crianças e outros compromissos aqui ou ali. Depois, tiveste que render-te à evidência: é verdade que tinhas chegado há pouco à associação, eras principiante, mas o facto é que não havia ali ninguém mais competente do que tu no assunto. Acabaste por dizer sim
sem entusiasmo: Só por esta vez, ok?.
Passaste uns serões a ganhar familiaridade com o dossiê, a afinar os teus argumentos. No dia marcado, tiraste uma licença no emprego e lá foste, à famosa reunião de «avaliação de impacto» do processo de discussão pública. Estavam lá também dois funcionários da câmara, um representante dos trabalhadores e dois técnicos da empresa que pretendia licenciar o novo projecto industrial. Toda aquela gente, depressa o compreendeste, conhecia perfeitamente o assunto: claro, tinham tido todo o tempo para preparar o encontro durante o horário de trabalho!
Ao cabo de meia hora, atraveste-te a contestar um número, a refutar um estudo lá não muito sério, a ameaçar apresentar queixa ao tribunal administrativo (bluff teu! não tinhas qualquer
ideia de como proceder para isso...). Sentiste que o muro diante de ti começava a abrir brechas. Na associação, foste calorosamente felicitado. Isso foi... deixa cá ver... em que ano ao certo? Desde então, és o especialista incontestado do dossiê... e de mais alguns.
Para ti, as discussões públicas já não têm segredos e as acções judiciais em defesa do ambiente tornaram-se um exercício familiar.
Corres a região em todos os sentidos: uma reunião aqui, uma mobilização ali, uma contagem de aves de rapina acolá, e, desde há três anos, a festa anual da natureza que há que organizar. A
associação, carrega-la tu nos braços. Seria necessário angariar novos sócios, mas isso exige tempo e, com o teu trabalho no emprego, as crianças e outros compromissos aqui ou ali... Então, melhor ou pior, tu continuas. Tens belas vitórias no activo: o sapal salvo da drenagem, o traçado da autoestrada renegociado. Algumas derrotas, também: no caso da instalação de incineração de resíduos, não conseguiste nada...
Caro Anónimo: agora que a tua associação se aproxima do décimo aniversário da sua fundação, este texto é-te dedicado. Há, por todo o país, algumas dezenas de pequenas associações como a tua. Que seria o país, apesar de tudo, sem o vosso empenho pertinaz? Onde estariam já os flamingos? E as cegonhas? E aquela bela serra agora protegida? E que teria sido feito do parque da cidade? E aquele antigo jardim que ia ser atravessado pelo metro e afinal não foi?
É certo que a tua energia está intacta, mas por vezes chegas a duvidar. Para quê tanto esforço? Sentiste-te orgulhoso quando viste na televisão alguns dirigentes ecologistas a discutir de
igual para igual com o governo, o patronato, os sindicatos. Um princípio de reconhecimento do trabalho realizado, finalmente! Mas os resultados tardam, e o teu activismo irrita os empreiteiros do betão, os grandes projectistas, os produtivistas furiosos. Há quem te veja com maus olhos. O fardo é por vezes pesado.
Considera por favor este texto como uma homenagem. E como um incentivo a prosseguir a tua obra.
Jean-Jacques Fresko, in Terre Sauvage n.º 245, Dezembro 2008 (adaptado, Campo Aberto)
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Sobre o elogio (ou elegia?) ao fecho das Escolas de Aldeia - reflexão sobre Interior e Litoral
NÉVOA NO VALE - Filme de Vitor Salvador (excerto)
Não sei se recordam, mas em 2007 foi extinto o ICE (Instituto das Comunidades Educativas) tendo produzido intensamente vários projectos de ensino no interior do país, como comprova os articulados que seguidamente refiro:
- Projecto Nomada I e Nomada II
- Entrevista a Mirna Montenegro
- O que está em causa não é o urbano ou o rural mas a sua periferização
- Projectos do Instituto das Comunidades Educativas em Sintra apresentados em Biarritz
- Aprendizagem democrática e educação cívica na Europa num processo de aprendizagem ao longo da vida
- Aprendizagem democrática e educação cívica na Europa
- Crianças, pais, habitantes: recursos da vida local — Perspectivas de trabalho do ICE
- ICE, intervém a nível nacional (está presente em 85 concelhos de Norte a Sul do país) tendo em vista a qualificação de territórios e de grupos sociais atingidos pela exclusão e desestruturação
- Ao encontro da comunidade cigana
Pois é que a especialização da nossa sociedade é tal, que conhecemos só a realidade que a gente conhece.
Pois é, por isso que enquanto Pais, sabemos que os Professores do meu filho são excepcionais, só não conseguem dar mais porque são x as condições....agora falar de de todos os Professores, bem eles (Professores dos outros) são y e z com chavões adjectivados de cariz negativista ou típico bota-abaixismo. Isto por mais comunicados sindicais, movimentos independentes de professores, de esclarecimentos públicos, conhecimento de casos de morte de professores perfeitamente evitáveis, a violência diária (perfeitamente evitável- aliás alimentada pelos media) , os professores com depressão, etc...
Várias reformas e contra-reformas do muda a cor e muda tudo e aos saltos (4 anos em 4 anos, +/-) conduziu ou à apatia ou a um desejo de fugir do País pois caso contrário alguém tem que mostrar o peito às balas.
Pois é, temos a falta de combatividade, que é endémica e é cultural no nosso país.
Na minha perspectiva continua a falta de interconexão entre redes como os Ministérios mais importantes para gerir e fazer cumprir a LIBERDADE de ESCOLHA na Educação, nos serviços de Saúde e na área do Ambiente, etc.
O nosso País é atravessado por uma Geologia ingrata e assaz desafiadora, mas acho que estamos todos de acordo e mea culpa sobretudo por aceitarmos o abandono do Interior.
Por desculpabilizarmos e nessa crise perpetuar negócios da china à lusitana...e que perpetuam as políticas de periferização do Interior, sem envolvimento das populações, sem dinamismos (sentidos muito a custo por quem está no terreno, como a ASPEA e investigadores em Educação Ambiental e animadores comunitários).
A começar pela eliminação de muitas linhas de ferrovias, transformadas em museus- poucos, que eu saiba- e umas ecopistas e/ou ciclovias, interessantes, mas CLARAMENTE insuficientes, mesmo em centros urbanos- vemos Viena, Copenhaga, Berlim, etc perfeitamente reguladas para todo o tipo de transporte e com a LIBERDADE de escolha de mobilidade presente e em Portugal? Alguém tem que fazer uma petição porque a bicicultura mais uma vez é preterida e os ciclistas são excluídos mesmo em benefícios fiscais (sendo Portugal um excelente fabricante de bicicletas...)
Mesmo em escolas urbanas não há transportes públicos (???). É preciso dizê-lo. A lei e a ditadura do automóvel impõe-se condição única: professor=condutor!
Portanto, não é o nativismo, o que me move: é a destruição de recursos humanos, dinheiros mal gastos e oportunidades perdidas - não sei então porque serviu o Ano Internacional Contra a Desertificação (já com Sócrates no Governo!). Entre 2007 e 2008 fechou-se o ICE!
Conheço e vejo a realidade: a ideia é parola e irrita-me, pois é mais dinheiro para uns bolsitos e o resto dos outros que se amontoem nas periferias das cidades e acuso aqui os projectos turísticos (inacessíveis aos bolsos do comum português) e com uma invasão de terminologias anglófonas que me fazem questionar se sou morador em Portugal ou estou em Inglaterra...spas, garden houses, villages, cottages, e até Geopark Tejo (???). Ou as duplas e triplas habitações.Bem,...
Na verdade, na verdade, há muito tempo que já não há Portugal Profundo.
Um abraço ecourbano (porque onde está o Homem é um eterno agrossistema!)
Petição à Ministrada Educação organizada por Pais e Encarregados de Educação
Aos pais
| Petição à Ministra da Educação organizada por Pais e Encarregados de Educação A situação a que chegámos é talvez o culminar da "tomada de assalto" das escolas pela burocracia e pelas elites que fomos criando em muitos anos de políticas educativas atípicas para a própria condição humana. Ela reflecte bem o estado geral da educação em Portugal, e não augura nada de bom se não ponderarmos o rumo em que estamos lançados. Várias ameaças pairam sobre a educação nacional neste momento, sobre as quais tecemos as seguintes considerações: a) Avaliação dos professores Afirmamos a necessidade de um sistema de avaliação de desempenho, tanto para os professores como para as escolas enquanto instituições colectivas. A avaliação não é uma questão laboral mas sim uma questão educativa de fundo e uma indispensável ferramenta estratégica para a melhoria de competências e práticas pedagógicas e científicas, e para garantia da qualidade das aprendizagens.Em consciência, não podemos concordar com sistemas de avaliação "fast-food", criados à luz de critérios economicistas, sem quadros independentes, formados e especializados na problemática educativa, e sem critérios e objectivos de longo prazo devidamente estabelecidos. É imperativo saber o que queremos da escola moderna e dos novos professores para saber o que vamos avaliar. Consideramos prejudicial aos interesses dos nossos filhos e do futuro do país, um sistema de avaliação que visa pressionar o professor a facilitar a avaliação dos alunos. Os nossos filhos merecem uma preparação efectiva e não meramente estatística.As estatísticas de sucesso podem servir para abrilhantar relatórios, mas não servem os interesses dos nossos filhos nem o futuro do país. b) O estatuto do aluno - em particular o novo regime de faltas Não podemos concordar com o abandono de valores culturais essenciais para a formação do carácter individual e colectivo de uma sociedade de sucesso. Rigor, esforço, dedicação, dever, responsabilidade e disciplina estão cada vez mais longe da escola.Consideramos uma grave subversão dos valores que a escola transmite quando se trata por igual situações que são antagónicas, premiando a irresponsabilidade e prejudicando o empenho. Não há sensação de justiça quando se equipara uma falta por doença ou motivo justificativo a uma simples "balda" ou "gazeta".Acreditamos numa escola humanista, tolerante e geradora de solidariedade que seja capaz de dar todas as oportunidades a todos os alunos. Mas a escola nunca o será verdadeiramente se não for capaz de premiar a competência, reconhecer o esforço, e censurar o desleixo.Apelando à serenidade e a meios de expressão em que prevaleça o respeito pela ordem pública e pela diferença de opinião, prestamos a nossa homenagem, admiração e solidariedade ao movimento estudantil e às associações de estudantes onde, afinal, o espírito crítico ainda sobrevive. É para nós um desejo que as novas gerações possam ser mais pró-activas (e menos passivas) no uso e reivindicação do seus direitos, liberdades e garantias, numa cultura de intervenção cívica própria das sociedades mais desenvolvidas.Lamentamos profundamente e recusamos quaisquer atestados de menoridade ou de incapacidade crítica, implícitos nas insinuações de que os nossos filhos estão a ser manipulados. Aos que as fazem, lembramos as palavras de Epicleto: "Não devemos acreditar na maioria que diz que apenas as pessoas livres podem ser educadas, mas sim acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres". c) Apelamos a um debate nacional e a uma reflexão profunda Em tempo de mudança, de uma Sociedade da Informação que se quer transformar em Sociedade do Conhecimento, da velha pessoa "reactiva" para a nova pessoa "pró-activa", que seja um verdadeiro agente de transformação, capaz de construir conhecimento, que aluno é que queremos? Em tempo de mudança, dos velhos sistemas analógicos para a era digital, em que jovens teclam tão rápido num telemóvel ou num computador e em que nos habituámos a ver o mundo em mudança rápida e permanente até ficar bem diferente poucos anos depois de se ter iniciado o percurso escolar; que professor é que queremos? Em tempo de mudança, o que é mais importante: traçar um perfil novo para o professor, o educando e as aprendizagens e acompanhar com uma avaliação honesta, sensata e rigorosa, ou avaliar sem se saber o que se está a avaliar porque não se sabe o que se quer? Que escola é que queremos? Queremos a escola que Kant nos descreve, quando afirma "É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias"? Ou acreditamos em Tucídides, quando afirma "Não pensem que um ser humano possa ser muito diferente de outro. A verdade é que fica com vantagem quem tiver sido formado na escola mais rude"? d) Afinal, o que é que queremos construir?! Afinal, o que é que queremos avaliar?! Resignamo-nos à mediocridade, à falta de meios, à falta de ambição? A maior derrota é perder a capacidade de reflectir. Perder a oportunidade de parar para pensar, para dialogar. Essa perda afecta o homem e a sociedade no seu último elo: a sociabilidade. Ao longo dos últimos anos temos vindo a assistir ao desaparecimento das ciências sociais e humanas dos currículos educativos. À luz daquilo em que se transformou a política - discursos e estatísticas - esta acabou por transformar a educação em Português e Matemática. Como afirmou o reconhecido académico António Damásio, "(...) o ensino das Artes e das Humanidades é tão necessário quanto o ensino da Matemática e das Ciências,(...) Ciência e Matemática, por si, são insuficientes para formar cidadãos". Não admira pois que alguns titulares de órgãos de soberania tenham "fracos índices de cultura social". São já fruto de políticas educativas avessas à própria condição de cidadania. Não mudemos nada, e imaginem como serão aqueles que nos governarão amanhã. Resta-nos a esperança de que com o novo modelo de gestão, as escolas passem a responder perante a comunidade e não perante o sistema. Resta-nos a convicção de que com o reforço do peso dos pais e outros elementos da comunidade na gestão das escolas possamos, em conjunto com os professores e os nossos filhos, mudar um destino fatal. Assim, e pelo exposto, os Pais e Encarregados de Educação abaixo assinado, requerem a Sua Ex.a a Ministra da Educação: 1. A suspensão do Decreto-Regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro, que regulamenta o regime de avaliação de desempenho do pessoal docente do pré-escolar e dos ensinos básico e secundário; 2. A urgente abertura de um processo negocial, que promova um amplo debate nacional e uma reflexão séria sobre os objectivos nacionais a atingir através das políticas educativas; 3. A abertura de um processo de revisão da lei 3/2008 de 18 de Janeiro, que aprova o Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário, de forma a consagrar princípios de justiça e uma cultura de empenho, rigor, esforço e exigência na vida escolar dos nossos filhos e futuros pais, líderes e garantes deste país.
Os abaixo-assinados: Subscreva esta petição |
Instituto Contra o Cancro adverte sobre os riscos dos telemóveis
Imagem e artigo retirado de EcoscrapsDr. Herberman disse que a sua advertência foi baseado em dados ainda não publicado. Ele argumentou que as acções devem ser tomadas agora, especialmente no que se refere às crianças.
Na verdade, eu acho que não devemos esperar pela publicação de um estudo final, pois é pois e preferivel enganarmo-nos por excesso de seguranca do que lamentar depois (disse Herberman).
Artigo original: USA Today
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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009
Video Plenário de Professores- vozes da Resistência
VIDEO DO PLENÁRIO DE DOCENTES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTRO DAIRE DE ONDE EMANOU A MOÇÃO DE REJEIÇÃO AO ACTUAL MODELO DE AVALIAÇÃO DOCENTE E O COMPROMETIMENTO DE NINGUÉM ENTREGAR OBJECTIVOS INDIVIDUAIS
Querem abater a classe média, querem derrubar os Professores. Pretendem um Portugal de senhores e escravos. Não deixaremos que isso aconteça.
HAJA MEMÓRIA:
115 deputados acumulam funções
Jorge Neto (PSD), CAMPEÃO EM CARGOS SOCIAIS Vitalino Canas (porta-voz PS), REI NA ACTIVIDADE DE CONSULTORIA
Correio da Manhã: 02 Junho 2008
Bicicletas: os mesmos Benefícios Fiscais
Estou também a divulgar esta petição, mais que justa!
Um blogue a visitar
Cinco Dias
Feijões (animação tipográfica)
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009
A Educação não é um Outlet - há imensas razões para resistir
1. Lista actualizada de 168 escolas e agrupamentos com moções aprovadas em Janeiro
2. CONFLITO DE INTERESSES NO SIMPLEX 2 (Advogado Mário Sousa Mendes)
1. Há conflito(s) de interesses entre os professores todos de uma escola e alguém que sendo seu/sua actual avaliador/a - Presidente do Conselho Executivo - seja candidato/a a Director/a para um próximo mandato.
2. Há ainda outro conflito (da mesma natureza) entre o/a candidato/a a Director/a Executivo/a, na condição de avaliador, e os membros do Conselho Geral de Escola que terão que o/a eleger, sabendo que estão/vão ser avaliados por esse/a candidato/a.
3. Há mais um conflito que deriva do facto de o/a candidato/a a Director/a ser o/a avaliador/a dos "futuros/as escolhidos/as" da sua Equipa e dos/as Coordenadores/as, etc.
Mas, na hipótese de não se verificarem os anteriores conflitos, há este problema:
4. Em algumas escolas, no final do ano, os PCE's não serão os Directores eleitos para o próximo mandato. Nesses casos, o Director apanhará o processo de avaliação na fase final e terá de avaliar professores que ele ou ela não acompanhou ou nem sequer conhece o que torna este processo inoperacional.
3.Educação Especial- será mesmo uma reforma?
Numa nota à imprensa secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, na apresentação do projecto de avaliação e acompanhamento da reforma na educação especial disse que havia freguesias inteiras, e ainda há casos, em que todas as crianças de etnia cigana estavam no Ensino Especial. Numa escola democrática isto não se pode conceber, é uma aberração. (...)
Nesta notícia refere-se ainda mais adiante: a nova forma de sinalização de crianças com necessidades especiais, com base na Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), tem gerado polémica por reduzir o número dos que têm apoio. Para Lemos, isso não é preocupante porque "o objectivo não é ter cada vez mais crianças, mas sim respostas adequadas a cada uma". E deu o exemplo das crianças de etnia cigana.
Em 2007 o Professor CatedráticoLuís de Miranda Correia, do Instituto de Estudos da Criança,Universidade do Minhoescreve um artigo no Educare, bem fundamentado, contestando as CIF.
4. Porque é que estão a destruir a Escola Pública?
4.1. Hoje o ME vem fazer campanha nacional exibindo orgulhosamente um relatório onde aplaude o fechamento de pequenas e ineficazes escolas do primeiro ciclo
Curiosamente elementos da mesma equipa da OCDE visitou Portugal há cerca de um ano atrás, desta feita a pedido do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES)
O DL n.º 553/80 (Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo) define ensino doméstico, mas não o regulamenta. A Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei 46/86, DR 1.ª série, n.º 237, de 14.10.1986, ficha, PDF) não se refere ao ensino doméstico.
Ensino em Meio Rural - o centro de gravidade do insucesso não está na dimensão da escola mas na natureza periférica do mundo rural
Transportes permanecem a principal fonte de poluentes prejudiciais à saúde
Saber mais:
Relatório completo (pdf, 28 Jul 2008)
Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Mário Soares - uma Verdade Inconveniente
Agro-Urbanismo

Sábado, 24 de Janeiro de 2009
Bilderberg e Portugueses Bilderberg- novo Dossiê Bioterra
e levar a sociedade a uma forte situação de insegurança, angústia e terror, de maneira que as pessoas cheguem a sentir-se tão exaltadas que peçam, aos gritos, uma solução, qualquer que seja. Essa técnica tem sido aplicada aos gangues de rua, às crises financeiras, às drogas e ao actual sistema educacional e prisional. Em relação ao sistema educacional é necessário dar a conhecer que os estudos realizados pelo Clube Bilderberg demonstram que conseguiram diminuir o coeficiente intelectual médio da população. Para conseguir isso não só manipulam as escolas e as empresas, mas também têm se apoiado na arma mais letal que possuem: a televisão e seus programas de baixo nível, para afastar a população de situações estimulantes e conseguir assim entorpecê-la. (in livro Clube Bilderberg, Os Senhores do Mundo. Edição Brasileira )Página oficial do autor
Página Oficial de Daniel Estulin
Excelente página da American Free Express, onde saltam nomes de Portugueses, além de Pinto Balsemão (presente desde 1988)
Leonor Beleza, em 2007
António Costa e Rui Rio, em 2008
Manuela Ferreira Leite e Manuel Pinho em 2009
Vídeos
Bilderberg Group Google Videos Secret Rulers of the World; The Bilderberg Group a BBC Docummentary
Bilderberg Org
Bilderberg Book
Bilderberg Group (wiki)
Trilateral Commission
Prision Planet
Infowars
The Truth Seeker
Livros
Daniel Estulin (2008). Toda a Verdade sobre o Clube Bilderberg
e uma tentativa de não publicação do Livro em Portugal, em 2006
Teorias da Conspiração (atenção: são menos credíveis)
Conspiracy Archive
Free Masonry Watch
NOGW
A ouvir Tom Waits- Lullaby
Num vídeo de Harry Chaskin, onde o autor aumenta a densidade dramática e intensa de Tom Waits, perpsectivando a música num cenário pós-apocalíptico, onde os cuidados das crianças são feitos por autómatos.
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009
Do Freeport, da perseguição aos Professores...são ataques graves à Democracia... como agir? Desmascarando quem são os corruptos e os corruptores!
O âmbito desta postagem é transversal, mas pode ajudar os Colegas a compreender melhor o nosso mundo e em que medida a actual luta dos Professores é engrandecedora e auto-elogiosa.
1. Um outro mundo é possível:
Quem estiver atento aos blogues, em particular alguns da vertente ambiental, também são fonte inesgotável de perspectivas recriadoras:
Um dos exemplos:
Em 2006 o Bioterra postou o seguinte (entre muitas redes de pensamento ecológico)
The Venus Project O Projeto Vênus apresenta uma nova e ousada direção para a humanidade que impõe nada menos que a total reconstrução de nossa sociedade. Através do uso inovador da tecnologia e a cibernética, consciência da qualidade social e incentivos educacionais, o Projeto Vênus, oferece um amplo plano por uma reinvidicação social na qual seres humanos, tecnologia e meio-ambiente, serão capazes de conviver em um estado sustentável e duradouro de equilíbrio dinâmico. E muito recentemente Jacque Fresco e as Cidades do Futuro
2. Já ouviram falar do Codex Alimentarius?
A associação norte-americana Natural Solution Foundation, na voz da neurobióloga Rima Laibow, produziu este vídeo Nutricide:Criminalizing Natural Health, Vitamins, and Herbs, de 40 minutos.
Segundo o vídeo o Codex Alimentarius é uma ameaça para a liberdade de escolha das pessoas singulares por uma medicina e nutrição alternativas, comprovadamente éticas, locais e mais amigas do ambiente.
3. Aquilo que não devemos deixar andar e continuar a lutar contra ou a denunciar: por exemplo o Clube de Bilderberg
A economia monetária e do poder tem que ser realmente supervisionada e respeitar ou digamos internalizar razões éticas e morais.
Convém ler o livro de Daniel Estulin Clube Bilderberg, os Senhores do Mundo (que já vai na 3ª ed.)
Pergunta ao autor: Quais os portugueses que participaram na reunião de Bilderberg de Stresa, em 2004?
Resposta: Francisco Pinto Balsemão, Pedro Santana Lopes, José Sócrates. A lista de participantes portugueses ao longo dos anos é bastante extensa, se considerarmos o tamanho do País.
Ler mais, numa entrevista ao autor, no Semanário em 2006
E ainda a lista completa de todos os Portugueses Bilderberg
Para Lamento *: António Inseguro, duas faces de João Vergado, SS e o actor Alberto Tristins
Porque sou uma pessoa do Norte.Do frio, do granito, do mineral, do orvalho, da frescura agreste, sadia e homem novo, aberto, franco, directo. Vertical como as araucárias dos jardins do Palácio de Cristal ou suportando firme todos os ventos e Luz e sou as Palmeiras do Passeio Alegre.
Amo a Liberdade, ensino a Liberdade e respeito todos os amantes da Liberdade antes e depois de Abril!
Como avançar com carta de Atenas, Agenda 21 e outras matérias de interessa para a Educação Ambiental com representantes na AR que não amam a Liberdade e não amam os Docentes. Para já luto por dentro. Não sei o futuro. Mas enquanto dentro do sistema e enquanto Professor digo Não SS, NãoAntónio Inseguro, Não João Vergado e Não e Não Alberto Tristins!
*Para Lamento (autoria do Porque me Dizem)
Prezo o respeito da propriedade intelectual. Quem souber da autoria do SS, por favor informem-me , de ameira a corrigir e actualizar a postagem.Obrigado.
Bioterra apud Reflexões dixit

Retirado do blogue Reflexões
Objectivos Individuais ou de como não ter noção do ridículo
A insistência na auto-fixação de objectivos individuais por parte dos professores avaliados, é um dos aspectos mais ridículos de todo o processo desenhado por umas mentes não brilhantes (eventualmente obnubiladas por substâncias pouco recomendáveis).
Já noutra entrada classifiquei como ridícula a ideia de os professores preencheram uma ficha com OI’s, porque os textos que aí serão registados serão necessariamente ridículos.
Perdoar-me-ão os leitores habituais, mas para poder demonstrar o ridículo a que se submeterão os colaboradores na farsa terei que me alongar um pouco neste post. Vejamos então de que falo, quando acuso de ridícula a ideia de preencher uma ficha de OI’s com frases ridículas e que apenas servem para fingir que se coopera com o poder:
- O DR 1-A/2009, no art. 3º n.º 2 determina que a intervenção dos coordenadores avaliadores está limitada ao pedido expresso do avaliado, e apenas se este quiser ter aulas assistidas;
- No art. 5º n.º 2 determina que a proposta dos OI’s seja exclusivamente entregue ao órgão de gestão, eliminando do processo os restantes avaliadores;
- No art. 8º n.º 2 esclarece que quando o avaliado não requeira a observação de aulas «a classificação final da sua avaliação corresponde apenas à classificação obtida na ficha de avaliação preenchida pela direcção executiva, expressa nos termos do n.º 2 do artigo 21.º do DR 2/2008»;
- Quando se cruza a ficha de avaliação a preencher pelo órgão executivo com a ficha de OI’s que terá que ser preenchida para dar cumprimento ao n.º 1 do art. 5º do DR 1-A/2009, sabendo que a definição dos OI’s vai ser feita a cinco meses do final do 2º ano do ciclo avaliativo (Jan-Fev/2009) e o PCE terá que preencher a ficha de avaliação reportando-se a um período de dois anos (Set/2007 a Jul/2009), a dimensão do ridículo começa a concretizar-se.
Mas vejamos, ponto por ponto, o que poderá aparecer na tal fichinha ridícula, com textos ridículos, a que pomposamente se quer chamar “Objectivos Individuais”:
Apoio à aprendizagem dos alunos
- Tenho visto de tudo. Desde pessoas que dizem «Pretendo apoiar todos os meus alunos, incluindo os que têm maiores dificuldades de aprendizagem», até outros que preferem um enunciado do tipo «Vou colaborar com o conselho de turma para promover as aprendizagens dos meus alunos, procurando obter maior sucesso».
- Em primeiro lugar, qualquer destes enunciados é absolutamente redundante e decorre do simples facto de se ser professor e aceitar um horário lectivo em que nos são atribuídas turmas com alunos que estão na escola para aprender. Não dar apoio às aprendizagens ou não colaborar com o conselho de turma seria não cumprir um dever funcional.
- Mas acontece que este item irá ser avaliado pelo PCE, que deverá pontuá-lo aferindo o “grau de cumprimento do serviço distribuído” e o respectivo “empenhamento”.
- Daqui decorre que a fixação do OI deve referir-se também ao “empenhamento” com que o professor se propõe apoiar os seus alunos e colaborar com o respectivo CT.
- Depois, como é natural, considerando que o PCE não é um ser omnipresente nem omnipotente, a atribuição de uma notação ao grau de empenhamento do professor terá que ser feita por uma de duas maneiras: i) a olhómetro, que como se sabe é um método muito eficaz e sobretudo muito justo de avaliar os desempenhos; ii) confiando no relato do próprio avaliado ou de terceiro(s) incerto(s), através do relatório de auto-avaliação que está previsto na legislação (embora não seja vinculativo), ou através de relatório(s) desse(s) terceiro(s) incerto(s), o que não está regulamentado.
Participação nas estruturas de orientação educativa
- Relativamente a este item tenho constatado a repetição de um OI que por vezes é enunciado no item anterior «Vou colaborar com o conselho de turma para promover as aprendizagens dos meus alunos, procurando obter maior sucesso».
- Não valerá a pena repetir o argumento de que esse é um dever funcional e que o seu incumprimento deveria ser punido, pelo que não me parece que possa ser enunciado como objectivo. Mas aqui também se deverá colocar a questão do grau de empenhamento, uma vez que o PCE deverá aferir em que medida o avaliado foi empenhado na sua participação nas estruturas.
- Como é natural, o processo de registo e preenchimento da ficha de avaliação por parte do PCE obedecerá aos mesmos princípios: i) olhómetro; ii) fé nos relatórios que ler.
Participação e dinamização de actividades
- Como é evidente este é um objectivo que não pode ser enunciado no final do período de avaliação. É que não basta enunciar o desejo de dinamizar ou participar em projectos e/ou actividades da escola, porque é necessário que os mesmos sejam aceites e aprovados pelos órgãos de gestão pedagógica e executiva.
- É por isso que dizer coisas como «Pretendo participar em cinco (seis, sete, n, actividades do PAA/PCT)» além de ridículo é completamente absurdo, sobretudo quando o projecto educativo e o plano anual já estão aprovados há muito.
- Claro que mais uma vez o método para avaliação do empenhamento na participação será um dos dois já anteriormente descritos para os outros itens, embora neste caso também seja relevante a quantidade de eventos em que o avaliado participa, seja como organizador/dinamizador, seja como colaborador ou assistente.
Relação com a comunidade
- No caso deste item, não estando clarificado o conceito de comunidade, o campo de intervenção pode ser alargado até ao infinito: desde um âmbito mais restrito, ao nível das relações no interior dos CT’s e respectivos alunos e pais, até à comunidade educativa em sentido mais amplo e que pode abranger o conjunto de escolas do agrupamento, mais as populações dos bairros e freguesias em que as escolas estão inseridas, ou até mesmo as relações com o município e as forças vivas do concelho, haverá objectivos para todos os gostos.
- O problema estará uma vez mais no grau de objectividade com que funcionará o olhómetro presidencial/reitoral, ou a fiabilidade dos relatos que chegam ao PCE/Director.
Formação Contínua
- Este é um objectivo necessária e obrigatoriamente enunciado no pretérito, uma vez que não é possível que alguém se proponha fazer formação para a qual não esteja previamente inscrito(a).
- A este facto acresce que o art. 6º do DR 1-A/2009 determina que «Para efeitos do disposto no presente decreto regulamentar e independentemente do ano em que tenham sido realizadas, são contabilizadas todas as acções de formação contínua acreditadas, desde que não tenham sido tomadas em consideração em anteriores avaliações.» Isto significa que em muitos casos o único enunciado possível seja: «Pretendo que me contabilizem os créditos das acções de formação que frequentei nos anos … conforme consta do meu processo individual»
Ora se isto é um Objectivo Individual, vou ali e já venho…



