domingo, 8 de Novembro de 2009
Em 1796 os Estados Unidos eram pioneiros no secularismo
Nesta semana, há exactamente 213 anos, no final da segunda administração presidencial de George Washington, foi assinado O Tratado de Paz e Amizade,em Tripoli, a 4 de Novembro de 1796 (e posteriormente na Argélia em 3 de janeiro de 1797). O também conhecido Tratado de Tripoli, contém uma declaração extraordinária,que causa incómodo às comunidades conservadoras e aos lobbies religiosos norte-americanos. O artigo 11º (de doze) do acordo diz o seguinte: Assim como o governo dos Estados Unidos da América não está de maneira alguma fundado na Religião Cristã,( não tendo em si nenhum caráter de inimizade contra as leis, religião ou tranqüilidade dos Muçulmanos) e como já foi dito, os Estados Unidos nunca entraram em guerra ou em algum acto de hostilidade contra qualquer nação maometana, fica declarado pelas partes que nenhum pretexto vindo de opiniões religiosas produzirá uma interrupção da harmonia existente entre os dois países.
Portanto eis uma declaração de elevado juízo ético e pacificador, que deveria ser reformulado em muitos países e em relações internacionais actuais.Aliás, um estudo feito por Ed Buckner (na página de Stephen Jay Gould Org), demonstra que à época, esta declaração não gerou nenhum conflito político nem entre o público em geral.
Resume: Little-Known U.S. Document (Treaty of Tripoli) Proclaims America's Government Is Secular
For Further Information:
The Government of the United States of America Is Not, in Any Sense, Founded on the Christian Religion, by Jim Walker (webpage link from the Freethinkers Home Page
Joel Barlow and the Treaty of Tripoli, by Rob Boston. Church & State, Vol. 50, No. 6 (June 1997), pp. 11-14
Little-Known U. S. Document Signed by President Adams Proclaims America's Government Is Secular, by Jim Walker. Early America Review, Vol. II, No. 1 (Summer 1997)
Quotations that Support the Separation of State and Church, Second Edition. Edited by Edward M. Buckner and Michael E. Buckner. Atlanta: Atlanta Freethought Society, 1995.
Etiquetas: Ateísmo, Educação pela Paz, EUA, Globalização, Política, Religião, Stephen Jay Gould
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