sábado, 6 de junho de 2009

Impacto da produção de etanol de milho nos recursos hídricos é 3 vezes maior do que o estimado

Produção de etanol de milho (bioetanol) nos EUA
Produção de etanol de milho (bioetanol) nos EUA
[7.08.09 Por Henrique Cortez, do EcoDebate] A cada dia são apresentadas novas pesquisas que detalham os pesados impactos ambientais da produção do etanol de milho, também chamado de bioetanol, contrariando os argumentos dos produtores e do governo em sua defesa e na manutenção de grandes subsídios.
Uma nova pesquisa [Water Embodied in Bioethanol in the United States] detalha que o impacto da produção de etanol de milho nos recursos hídricos é 3 vezes maior do que o estimado. Numa altura em que o abastecimento de água já é crítico em muitas áreas dos Estados Unidos isto pode ser um desastre ao longo prazo. É isto que demonstram cientistas demonstram no artigo publicado na revista

Environmental Science and Technology.
De acordo com os pesquisadores a produção atual de etanol de milho, nos EUA, é de 9 bilhões de galões, com tendência ao crescimento, em razão da expansão da área plantada e da manutenção dos subsídios.
A produção já impacta a disponibilidade hídrica e seu crescimento pode ser uma ameaça ainda maior. Estudos anteriores estimaram que um galão(3,78l) de bioetanol à base de milho requer a utilização de 263(995l) a 784(2967,7l) galões de água, da exploração agrícola até à bomba de combustível.
Os cientistas fizeram uma nova estimativa do impacto do bioetanol sobre o abastecimento de água usando dados mais detalhados da irrigação em 41 estados, estimando que um galão de etanol pode exigir a mais de 2.100 galões de água a partir da exploração agrícola até à bomba de combustível, dependendo da prática de irrigação regional.
No entanto, os Estados do cinturão de milho (Corn Belt) consomem menos de 100 galões de água por galão de etanol, tornando-os mais adequados para a produção de etanol.
O artigo Water Embodied in Bioethanol in the United States, de Yi-Wen Chiu, Brian Walseth, Sangwon Suh, publicado na Environmental Science & Technology 2009 43 (8), 2688-2692, está disponível para acesso integral nos formatos HTML e PDF. Para aceder ao artigo no formato HTML clique aqui.




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