A China tem desde há várias décadas praticado crimes ambientais, um genocídio humano e cultural no Tibete. Não deixe que isto continue impune, diga não a violações dos Direitos Humanos e ao desrespeito pela preservação de um património biológico únicos no mundo (o vídeo mostra a região de Mei Lei Snow Mountain, localizada na fronteira entre a China e o Tibete).
** MANIFESTAÇÃO: 19h, 31 de Março de 2008, Segunda-feira Em frente às instalações do Comité Olímpico de Portugal Travessa da Memória 36, Ajuda ** Protestos, vigílias e cerimónias de oração pelo Tibete terão lugar em todo o mundo, no 31 de Março, quando a Tocha Olímpica chegar a Pequim, de modo a focar a atenção no sofrimento do povo Tibetano, na sequência da recente repressão Chinesa. Tibetanos no exílio e apoiantes do Tibete apelam à retirada das áreas Tibetanas do percurso da Tocha Olímpica, afirmando que celebrar a Tocha Olímpica Chinesa e a sua respectiva Viagem de Harmonia no Tibete, enquanto o povo Tibetano é esmagado pelas forças militares Chinesas, é uma abominação que deve cessar.
Mais de 150 organizações de apoio ao Tibete apelaram ao Presidente do Comité Olímpico Internacional, mediante carta enviada há duas semanas, solicitando o cancelamento da passagem da Tocha Olímpica por áreas Tibetanas. As organizações enviaram também cartas aos patrocinadores do percurso da Tocha - Coca Cola, Lenovo e Samsung - apelando à retirada do patrocínio, até o Tibete deixar de constar no percurso da Tocha, e apelará agora aos Comités Olímpicos Nacionais de modo a que apoiem este apelo.
Por favor e caso possam: tragam muitas velas, flores, t-shirts alusivas, cartazes, bandeiras Tibetanas. Uma amiga lançou a sugestão de cada pessoa trazer uma braçadeira branca, à semelhança do lenço branco por Timor ! Ou mesmo de andarmos com a bandeira Tibetana, em crachá ou autocolante, visível no nosso dia-a-dia. Porque não à janela!
Caso necessitem de algum auxílio na obtenção de imagens, ou desejem adquirir bandeiras p.f. não hesitem em contactar-nos.
Destruir a natureza em nome do ambiente Por Paulo Araújo, Março de 2008 Uma flor em Portugal é tão bonita como noutro lugar qualquer: afinal, a flor mais delicada pode tirar o seu sustento dos efluentes dum esgoto. Mas, se ampliarmos a escala e olharmos em volta, não podemos ignorar nem o esgoto, nem as construções dissonantes, nem as modernas estradas que ferem de morte a paisagem. Portugal é um país cada vez mais feio, e é também por isso que neste blogue temos preferido as coisas pequenas. Nem as árvores, vítimas sistemáticas de podadores sádicos, estão a salvo neste nosso destroçado território; ficam só as flores silvestres para sobre elas nos debruçarmos, alheando-nos voluntariamente da fealdade circundante.
Há porém retalhos de Portugal onde não temos que cultivar a cegueira. Um deles fica em Trás-os-Montes: é o vale do Tua, entre a foz desse rio, na margem direita do Douro, e Mirandela, 55 quilómetros a norte. Um vale integralmente percorrido pela automotora que presta serviço diário, duas vezes em cada sentido, na linha do Tua, o mais emocionante troço ferrovário do país. Partindo do Douro, avançamos por uma garganta apertada entre escarpas quase a pique, refúgio de muitas aves, que gradualmente se suaviza e enche de vegetação arbórea: sobreiros, zambujeiros e azinheiras. Em baixo, quando o leito do rio, alargando-se, se faz menos pedregoso, há choupos, amieiros, freixos e salgueiros. Por vezes a linha corre numa estreita plataforma talhada entre dois abismos; aqui e ali esconde-se num túnel; mais adiante atravessa alguma pequena ponte. Dir-se-ia que tudo permanece inalterado desde que a linha foi inaugurada em Outubro de 1887, há mais de 120 anos. Isso, contudo, é ilusório: uma obra desta envergadura deverá ter tido, na época, impactos sérios. Mas a natureza refez-se - e a ferrovia, obra humana, é parte tão genuína desta paisagem como são o rio, as rochas, as plantas e as aves.
Uma hora depois da partida, apeamo-nos em Abreiro, ao quilómetro 29 da linha. Para trás ficou a parte mais aventurosa do percurso, e o cenário é agora de terras de cultivo estendendo-se por declives moderados; vêem-se amendoeiras em flor, vinhas, olivais e pastagens. Temos três horas para passear antes de apanharmos o comboio de volta. Já viéramos outras vezes ao Tua, a primeira há mais de 10 anos, mas nunca tínhamos andado a pé nas suas margens. Talvez nunca mais possamos voltar a fazê-lo.
Em Fevereiro de 2007, uma derrocada na linha do Tua causou três mortos e levou à interrupção do serviço ferroviário durante quase um ano, tempo que demoraram as obras de recuperação. Agora que a automotora voltou a circular, está iminente, por vontade humana, um desastre de muito maiores proporções: a construção, junto à foz do Tua, de uma barragem que irá submergir o vale e a linha férrea numa extensão de 30 a 40 quilómetros. Nada do que se vê nestas fotos sobreviverá à destruição: o rio transformar-se-á num lago morto, obeso e desmesurado, afogando tudo à sua volta.
Não sei se temos os governantes que merecemos; sei apenas que este governo e estes ministros (um deles até se intitula, caricatamente, ministro do ambiente) se empenham, com um denodo nunca antes visto, na destruição do que resta da natureza em Portugal. Além do desenvolvimento, que mesmo proclamando-se sustentável continua a justificar todos os desmandos, invoca-se agora o ambiente: é para cumprir Quioto, aumentar a quota das energias renováveis e outras tretas da mesma laia. Porque, seja qual for o pretexto, a solução é sempre a mesma: mais betão, mais asfalto, mais encomendas aos grandes grupos económicos, mais destruição desenfreada. E, no caso da construção de barragens como as do Tua ou do Sabor, a hipocrisia e a mistificação atingem níveis arrepiantes: destroem-se a paisagem e o património, e promete-se turismo; afogam-se campos, vinhas e pomares, e promete-se água para a agricultura; extinguem-se modos de vida, e prometem-se empregos e desenvolvimento.
2. Petição promovida por Joaquim Reis O recente Programa Nacional de Barragens de Elevado Potencial Hidroeléctrico, apresentado pelo governo Português, prevê a construção de uma barragem na foz do rio Tua, afluente do rio Douro em Portugal. Esta barragem irá inundar parcialmente a histórica linha de comboio do Tua, bem como uma vasta área com valores paisagísticos, culturais e naturais inestimáveis, que dão continuidade à área vizinha do Alto Douro Vinhateiro, designada como Património Mundial da Unesco em 2001. A zona afectada possui um enorme potencial turístico, actualmente apenas aproveitado de forma quase residual, maioritariamente assente na exploração da linha do Tua, no turismo rural e de natureza, na produção de vinhos, azeites e outros produtos regionais de grande qualidade, assim como na proximidade a uma região Património Mundial da Unesco. O investimento na realização deste potencial turístico diferenciado beneficiaria de forma decisiva e a longo termo quer as populações locais, quer o país, por intermédio da criação de emprego duradouro na área dos serviços e contribuindo para a reabilitação das aldeias e infra-estruturas existentes. Este investimento seria determinante para a fixação das populações e imprescindível para a conservação de um património cultural e natural de reconhecido valor internacional. No lado oposto, um investimento na construção da barragem traria apenas benefícios de curto prazo a um reduzido número de habitantes locais, traduzidos em trabalhos temporários e num aumento temporário e insustentável do volume de negócios, nomeadamente nas áreas da restauração e alojamento, limitado apenas aos anos de construção da barragem. Em termos nacionais, os benefícios para o país, particularmente ao nível da economia, limitar-se-iam também aos anos de construção. Do ponto de vista energético, os benefícios derivados da produção de energia supostamente limpa, por esta constituir uma proporção irrisória a nível nacional, são bastante discutíveis e não compensam a perda de um património cultural e natural inestimável. Uma vez construída a barragem, os benefícios cessarão quase na totalidade, restando uma oferta turistica igual à existente em tantos outros locais com barragens, em Portugal e no resto da Europa, tendo simultaneamente provocado o desaparecimento dos valores que fazem desta região um lugar único no Mundo.
No mundo de hoje, regido pela febre do consumo e pelo dinheiro, a espiritualidade do ser humano, a sua criatividade, o conhecimento acumulado ao longo de milhares de anos, o rico mosaico de culturas que conforma a espécie, estão seriamente ameaçados. Seria de estranhar que algo de tão importante escapasse à protecção das leis. E, de facto, não escapa. Mas os interesses económicos das multinacionais adulteraram todo o sentido destes conceitos. O que deveria servir a criação transformou-se em protecção ao investimento, impedindo inclusivamente o exercício efectivo dos direitos mais elementares do homem, tais como o direito à vida, ao conhecimento, à sua identidade, ao seu direito a participar activamente na vida espiritual da sociedade.
Actualmente, o regime de direito de autor não satisfaz as necessidades da sociedade nem está de acordo com as possibilidades que o desenvolvimento tecnológico coloca nas suas mãos. Este sistema transformou-se em legitimador da submissão da cultura às leis do mercado, favorecendo a dominação económica e cultural dos povos.
O direito de autor como direito humano deve ter implícito o equilíbrio entre o direito do autor à sua obra e o direito da sociedade a ter acesso a ela. Este equilíbrio foi quebrado, não a favor dos autores nem da sociedade, mas a favor dos que exercem os direitos em nome dos autores, ou seja, os cada vez maiores monopólios da indústria editorial, informática, biotecnológica e do entretenimento. O exercício dos monopólios exclusivos que a legislação de propriedade intelectual outorga entra frequentemente em contradição com o exercício de direitos humanos tão importantes como o direito à saúde, à vida, ao conhecimento e à educação. E são sempre estes que saem a perder.
Por detrás de uma aparente defesa dos direitos dos autores, os interesses empresariais juntam criadores, governos e sociedade em geral ao reforço das legislações de propriedade intelectual e à sua hegemonização internacional, tomando como referente as propostas dos países mais desenvolvidos, apoiados por muitos organismos internacionais. Desta forma, a cultura, o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento vêem-se seriamente danificados.
A inclusão de normas de propriedade intelectual nos acordos da OMC e nos tratados de comércio livre não é mais do que o fechar do círculo, ameaçando seriamente a soberania e a diversidade cultural dos povos. Ao obrigar os Estados a adoptarem conceitos de direitos de autor muito restritos ao impedi-los de exercer políticas culturais de protecção efectiva, os monopólios garantem um comércio de produtos e serviços culturais desigual e afoga-se o desenvolvimento das expressões culturais locais.
Por outro lado, o estudo dos processos criativos em todo o mundo demonstra a falta de universalidade de muitos dos conceitos e instituições criados pelo direito de autor para a protecção da criação, ao não reconhecer, entre outros aspectos, as formas colectivas de criação e apropriação dos povos originários, ou a necessidade de outras formas de regulação que não a dos monopólios exclusivos de exploração dos resultados criativos. O sistema vigente, ao ser aplicado a realidades e momentos tão diferentes, apenas tornou possível (e até motivou) as utilizações ilegítimas e o saque do património colectivo.
A criação não se defende impedindo a sua difusão. Normas mais rígidas não trarão mais criatividade. Para proteger a criação tem que se garantir os seus espaços, estimulá-la, incentivá-la, tenha ou não êxito comercial, apenas em virtude da sua condição de expressão da espiritualidade do ser humano, de cada um deles na sua infinita diversidade. Há já muitos locais em que se notou a evidência das contradições assinaladas e onde se formam posições contrárias. Surgiu um número considerável de iniciativas que têm como objectivo o uso de modelos legais mais permissivos, que fomentam a solidariedade e a cooperação em vez de a proibir. Princípios como o GPL, o Copyleft, as iniciativas Creative Commons, abriram um caminho ao qual se juntaram associações de profissionais, intelectuais, criadores e programadores que começam a transformar, a pouco e pouco, o cenário internacional.
Tendo em conta estes princípios, parece-nos importante:
1.Construir, na teoria, um pensamento anti-hegemónico integrador em matéria de direitos culturais, artísticos, intelectuais, científicos e tecnológicos. 2.Articular a resistência através da ligação entre pessoas, instituições, meios de difusão, organizações e redes sensíveis a estes problemas, que permitam desenvolver a capacidade mobilizadora necessária para dar resposta imediata, por todos os meios possíveis, às manobras do poder hegemónico tanto a nível nacional como internacional. 3.Apoiar as alternativas em marcha no âmbito da cultura livre. 4.Inventar propostas ou projectos viáveis que tenham como objectivo principal o fomento de relações culturais e fluxos de conhecimentos entre pessoas, que estimulem a criatividade da sociedade como via para o enriquecimento do património cultural, educativo e espiritual dos povos, ao mesmo tempo que favorecem o acesso de todos aos resultados que se alcancem.
É por estas e por muitas outras razões que achamos indispensável o debate e a criação de alternativas reais que, de alguma forma, protejam quem cria e que lhe permitam decidir livremente qual o rumo e quais os moldes em que pretende divulgar e fazer conhecer a sua obra. Em suma, é necessária a criação de alternativas que defendam realmente as obras e os direitos de quem as cria, e não apenas de quem cria riquezas à custa da exploração da obra e da submissão do(s) criador(es).
Porque quem realmente é o nosso inimigo não é o pessoal que gosta, copia, divulga, mostra, troca, empresta, apoia, o que se faz, mas antes quem nos impede de mostrarmos o que fazemos e que reprime quem o faz.
Por tudo isto, não queremos passar sem deixar bem claro que somos defensores da diversidade cultural. Somos pessoas, artistas, criadores e distribuidores que, a partir de modelos alternativos, criticam as cadeias tradicionais de produção e distribuição das multinacionais. Lutamos pela salvaguarda das expressões culturais dos povos, defendemos culturas e formas de expressão em perigo real de serem absorvidas pela cultura hegemónica, acreditamos no chamado património cultural imaterial, nas formas de criação e apropriação culturais colectivas, como os conhecimentos tradicionais. Somos também artistas que levam a cabo ou apoiam uma alteração nas formas de criar. Pessoas que clamam por um maior acesso à informação e ao conhecimento, em defesa dos interesses sociais, criticando aspectos como o secretismo, a competitividade e o facto de as necessidades de mercado se sobreporem às verdadeiras necessidades da sociedade, o que acaba por resultar na imposição de uma pseudo-cultura enlatada que é utilizada como meio de dominação. Queremos que o direito de autor seja reconhecido dentro dos direitos culturais nas suas duas vertentes: como direito outorgado ao criador e como direito de acesso da sociedade aos resultados e aos processos criativos.
A Reserva Ecológica Nacional (REN) tem sido considerada um instrumento fundamental no Ordenamento do Território, pelo seu papel na regulação do uso de áreas de elevada sensibilidade do ponto de vista ambiental, fundamentais para o equilíbrio do território e para a segurança de pessoas e bens.
As recentes inundações na área da Grande Lisboa fizeram mostrar, mais uma vez, que o respeito pelo espírito da REN teria evitado perdas humanas e enormes prejuízos materiais.
Ainda assim, a legislação que define o regime jurídico da REN procura contribuir de forma decisiva para a salvaguarda da paisagem natural do país e para a limitação da construção em áreas do território de grande relevância ecológica, protegendo zonas envolventes das linhas de água, orlas costeiras, estuários e zonas húmidas, áreas de recarga de aquíferos e de prevenção de riscos naturais.
Pelo seu sentido de património nacional, este instrumento da política de ordenamento do território é vital para a protecção dos valores ambientais e deve manter-se sob responsabilidade do Ministério do Ambiente ou das suas instituições desconcentradas. O diploma que o Governo já anunciou pretender aprovar para revisão do regime jurídico da REN, confere competências para a sua delimitação aos Municípios, o que proporciona incompatibilidades, por ser conhecida a dependência dos Municípios e dos orçamentos municipais da necessidade de aprovar novos empreendimentos de cariz edificado.
Os signatários da presente Petição solicitam ao Senhor Presidente da República a sua intervenção para que seja rejeitada a municipalização da REN e para que qualquer revisão do regime jurídico da REN seja feita com base num prévio e amplo debate público, incompatível com o projecto de Decreto-Lei que aguarda aprovação pelo Governo. Assine e divulgue a petição
5. 32 anos de políticas do centrão... (recebido via email)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
MÁRIO AUGUSTO SOTTOMAYOR LEAL CARDIA (23 de Julho de 1976 a 23 de Janeiro de 1978)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
MÁRIO AUGUSTO SOTTOMAYOR LEAL CARDIA (23 de Janeiro de 1978 a 29 de Agosto de 1978)
CARLOS ALBERTO LLOYD BRAGA (29 de Agosto de 1978 a 22 de Novembro de 1978)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
LUÍS FRANCISCO VALENTE DE OLIVEIRA (22 de Novembro de 1978 a 7 de Julho de 1979)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
LUÍS EUGÉNIO CALDAS VEIGA DA CUNHA (7 de Julho de 1979 a 3 de Janeiro de 1980)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA
VITOR PEREIRA CRESPO (3 de Janeiro de 1980 a 4 de Setembro de 1981)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DAS UNIVERSIDADES
VITOR PEREIRA CRESPO (4 de Setembro de 1981 a 12 de Junho de 1982)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
JOÃO JOSÉ RODILLES FRAÚSTO DA SILVA (12 de Junho de 1982 a 9 de Junho de 1983)
JOSÉ AUGUSTO SEABRA (9 de Junho de 1983 a 15 de Fevereiro de 1985)
JOÃO DE DEUS ROGADO SALVADOR PINHEIRO (15 de Fevereiro de 1985 a 12 de Julho de 1985)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
JOÃO DE DEUS ROGADO SALVADOR PINHEIRO (6 de Novembro de 1985 a 17 de Agosto de 1987)
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
ROBERTO ARTUR DA LUZ CARNEIRO (17 de Agosto de 1987 a 31 de Outubro de 1991)
DIAMANTINO FREITAS GOMES DURÃO (31 de Outubro de 1991 a 19 de Março de 1992)
ANTÓNIO FERNANDO COUTO DOS SANTOS (19 de Março de 1992 a 7 de Dezembro de 1993)
MARIA MANUELA DIAS FERREIRA LEITE (7 de Dezembro de 1993 a 28 de Outubro de 1995)
EDUARDO CARREGA MARÇAL GRILO (28 de Outubro de 1995 a 25 de Outubro de 1999)
GUILHERME PEREIRA D'OLIVEIRA MARTINS (25 de Outubro de 1999 a 14 de Setembro de 2000)
AUGUSTO ERNESTO SANTOS SILVA (14 de Setembro de 2000 a 3 de Julho de 2001)
JÚLIO DOMINGOS PEDROSA DA LUZ DE JESUS (3 de Julho de 2001 a 6 de Abril de 2002)
JOSÉ DAVID GOMES JUSTINO (6 de Abril de 2002 a 17 de Julho de 2004)
MARIA DO CARMO FÉLIX DA COSTA SEABRA (17 de Julho de 2004 a 12 de Março de 2005)
MARIA DE LURDES REIS RODRIGUES (Desde 12 de Março de 2005)
Nove nomes diferentes Dezanove ministros diferentes Ministros PSD: 20 anos, 11 meses, 18 dias Ministros PS: 10 anos, 8 meses, 27 dias
Isto não tem nada a ver com os estado actual da educação?
6. Pensando no Despacho Normativo 1 de 2005: (recebido via email)
31º. A decisão quanto à avaliação final do aluno é da competência:
a) Do professor titular da turma em articulação com o conselho de docentes, no 1º ciclo b) Do conselho de turma sob proposta do(s) professor(es) de cada disciplina/área disciplinar/área curricular não disciplinar, nos 2ºe 3ºciclos.
Ou seja: Os professores não dão notas, apenas as propõem. Quem as dá é o Conselho de Turma/Directivo Então, como é possível avaliar um professor naquilo que ele efectivamente não faz, dar notas?
OGM
1.1. O filme foi exibido pela primeira vez em ARTE TV (Alemão e Francês) a 11 de Março de 2008 (Mais informações: Greenpeace).
1.2. A Greenpeace de Espanha publicou a 4ªedição do livro Verde/Vermelho de produtos alimentares transgénicos
1.3. Membros do Greenpeace Brasil rotularam mercadorias que não informam sobre uso de produtos transgénicos num supermercado do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira.
Statistics Blog Posts, Audience Numbers, Facts Measuring an initiative like Blog Action Day is difficult. In 2007 we asked bloggers to register their blogs and a rough count of RSS subscribers. It is worth remembering that RSS subscriber numbers are only one half of the readership of a blog. Many and in some cases all of a blog's readership will simply be visitors to the site. The real reach of Blog Action Day is far greater than the number below.
20,603 Blog Participated 23,327 Blog Posts (Google Blog Search) 14,631,038 RSS Readers 19 of Technorati's Top 100 blogs
1º. Pudera que o ecologismo/ ambientalismo português tivesse a mesma indignação dos 100.000 Professores , perante uma acção continuamente sofrível anos e anos por parte dos vários Ministérios do Ambiente....oxalá...um dia ...
2º. Neste novo modelo de avaliação dos Docentes, o próprio António Vitorino na sua intervenção de dia 10 de Março no programa com Judite Sousa reconhece falhas, tendo afirmado que deveria haver uma fase experimental mais alargada de um ano e meio.
3º. O Conselho Científico, além de tardiamente nomeado (só em 29 de Fevereiro, isto é , a duas semanas do fim do 2º Período) verifica-se que, na sua composição (20, ao todo), apenas está um membro que é da Beira Interior. Os restantes são dos grandes centros urbanos a litoral.Então na UTAD, em Covilhã e Évora e noutras escolas do interior não haverá também professores e individualidades de reconhecido mérito no domínio da educação?
4º. Os Professores constituem elementos porventura mais participativos, directa ou indirectamente, no Desenvolvimento Local e Regional do País(Ciência Viva; Museus; Cidades Criativas; membros de ONG, etc...)mas na construção deste novo modelo de Avaliação, está assente num novo modelo de gestão perfeitamente anti-democrático e contrário a todo o espírito da Agenda 21, Carta de Atenas e do Tratado de Educação Ambiental.
5º.Na avaliação de desempenho dos docentes (e passo a citar *)
no artigo 8º pode ler-se 1. A avaliação do desempenho tem por referência: a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada; Os indicadores de medida previamente estabelecidos pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e a redução das taxas de abandono escolar tendo em conta o contexto socio-educativo; 2.Pode ainda o agrupamento de escolas ou escola não agrupada, por decisão fixada no respectivo regulamento interno, estabelecer que a avaliação de desempenho tenha também por referência os objectivos fixados no projecto curricular de turma. Nada disto existia antes de 10 de Janeiro e não se altera o Regulamento Interno de uma Escola nem o seu Projecto Educativo, documentos estruturantes que envolvem a participação de toda a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos, autarquia) em 20 dias! A menos que se faça com a mesma rapidez, consistência e respeito pelos envolvidos com que o Ministério da Educação despacha leis.
Hoje, 70.000 professores vêm a Lisboa protestar contra o Governo e a ministra da Educação. Não posso simpatizar mais com eles. Mas não me parece que tenham percebido bem o fundo da questão: nem eles, nem a generalidade do público. Toda a gente parte do princípio que os professores devem ser avaliados; mesmo os próprios professores, que só criticam o método proposto pela 5 de Outubro. Ninguém ainda disse que os professores, pura e simplesmente, não devem ser avaliados, nem que a avaliação demonstra a (incurável?) deformidade do sistema de ensino. Em cada manifestação aparecem professores furiosos proclamando que não temem a avaliação. Acredito que sim. Infelizmente, não se trata disso. Uma avaliação pressupõe critérios: parece que neste caso à volta de catorze (e pressupõe avaliadores, muitos dos quais sem qualquer competência científica ou pedagógica ou interesses de uma total irrelevância para a matéria em juízo). Os critérios medem, peço desculpa pelo truísmo, o que é mensurável como, por exemplo, a assiduidade ou notas de uma exactidão discutível, como perfeitamente sabe quem alguma vez deu notas. Não medem nem a moral, nem o ambiente, nem os valores da escola ou a contribuição de cada professor para a sobrevivência e a força dessa moral, desse ambiente e desses valores. Numa palavra, não medem a qualidade, de que depende, em última análise, o sucesso ou o fracasso do acto de ensinar. Criam uma trapalhada burocrática que esteriliza e que massacra e acaba sempre por promover a mediocridade, o oportunismo e a rotina. A sra. Thatcher ia matando assim a universidade inglesa. Os professores não precisam de uma vigilância vexatória e nociva por avaliações. Precisam de um ethos, que estabeleça uma noção clara e unívoca de excelência. Se o ensino superior for de facto excelente (e não o travesti que por aí vegeta) e se tiver inteira liberdade de seleccionar alunos (como agora não tem), os professores ficarão com um objectivo, o de preparar as crianças para o ensino superior, que os distinguirá entre si, sem regras de espécie alguma; e que tornará o seu trabalho pessoalmente mais compensador, interessante e útil. Desde o princípio que o Estado democrático não compreendeu esta evidência. Começou as reformas por baixo e não por cima. Aturou sem vergonha os mercenários que exploravam a universidade. E de repente quer que os professores paguem a conta do desastre. Não é admissível.
Aos amigos e leitores ofereço uma vídeocomposição da minha autoria e o poema com o mesmo nome: Somos Natureza (de António Alencar Sampaio)
*****Um Muito Obrigado*****
SOMOS NATUREZA Somos corpos do conjunto De toda essa unidade Somos os quatro elementos Somos a diversidade De vidas e minerais Nessa complexidade Somos os reinos existentes Hominal e animal Como somos igualmente Mineral e vegetal Nos colocamos isolados Por nosso racional Somos as quatro estações Sempre se manifestando Uma hora no outono Com o inverno preparando Outra hora é inverno Com a primavera chegando Somos cada estação Com suas propriedades É uma química constatante De muitas variedades Como exemplo a primavera Química da felicidade O verão dentro de nós É poço de energia É força de primavera Reconquista e alegria É a entrega ao outono Casa da sabedoria Também somos os quatro ventos Leste oeste norte e sul Somos trovões, calmaria Tempestade e céu azul Somos frio, quente e seco Somos húmidos, somos crús
Findo o prazo de consulta pública (porque será tudo a 30 dias??...) sobre os ensaios com milho BT pedidos pelas empresas Syngenta e Pioneer lê-se em novo comunicado da Plataforma Transgénicos Fora, que são numerosas as razões pelas quais tal pedido deve ser recusado, nomeadamente:
1. A consulta pública foi irregular: até ao dia 25 de Fevereiro, em Ferreira do Alentejo, nenhuma documentação esteve disponível na Câmara Municipal. Este facto é suficiente para levar à anulação liminar de todo o processo. 2. Em Monforte a parcela prevista para testes está inserida na zona protegida que faz parte da Rede Natura 2000: trata-se da Zona de Protecção Especial de Monforte, criada especificamente para a protecção de aves estepárias, aves essas que usam as culturas de cereais para se alimentarem e nidificarem. O milho geneticamente modificado que vai ser testado não pode entrar na alimentação humana, mas nada vai poder impedi-lo de entrar na alimentação das aves que deviam estar a ser protegidas. 3. Ainda no caso de Monforte a parcela de testes encontra-se a escassas dezenas de metros da Ribeira Grande, uma das maiores linhas de água do distrito de Portalegre, e ainda de várias represas. O facto de o cultivo de OGM representar um perigo para os cursos de água nas suas proximidades levou recentemente o Comissário Europeu Stavros Dimas (vídeo-entrevista Euronews) a propor o chumbo de duas variedades de milho transgénico. O ambiente português tem de usufruir do mesmo padrão de protecção que é aplicado na União Europeia.
Sítio Recomendado O último relatório da GM Contamination Register detectou 216 actos de contaminação em 57 países desde 1996 em que as colheitas do GM se transformaram comercialmente em grande escala.Eis toda a informação e o terceiro relatório, disponibilizado no formato pdf pela Greenpeace em 29 de Fevereiro de 2008.