quinta-feira, 27 de abril de 2006

BLÁTELEBLÁ (como diz António Tabuchi) ou Semana da TV Desligada propõe nova ecologia mental

Segue-se o mais importante Manifesto referente ao movimento TV-Turnoff Network. Um documento de LIBERDADE.
E FELIZES DIAS DE ABRIL!!!

Carta à Mídia
Conheça a mídia. Mude a mídia. Seja a mídia.

Nós, os signatários, estamos preocupados com a maneira pela qual a informação flui e pela forma em que os significados são produzidos em nossa sociedade.

NÓS PERDEMOS CONFIANÇA no que estamos vendo, ouvindo e lendo: muito entretenimento e pouca informação; muitos veículos dizendo as mesmas histórias; muito mercantilismo e muito marketing. Todo dia, esse sistema comercial de informação distorce nossa visão de mundo.

NÓS PERDEMOS A FÉ nas instituições da mídia de massa. Um punhado de corporações hoje controlam mais da metade das redes de informação ao redor do planeta. Em uma era em que pessoas pelo mundo encaram a fome, os distúrbios sociais, a guerra e os colapsos ecológicos, apenas aqueles que impõem as regras do jogo ou estão dispostos a pagar milhões de dólares estão conseguindo difundir suas mensagens.

NÓS PERDEMOS A ESPERANÇA que as agências nacionais reguladoras de mídia vão agir pelo interesse público. Regulamentações essenciais limitando propriedade e concentração das mídias estão sendo abandonadas, enquanto regras protegendo acesso e conteúdos locais são diluídos.

NÓS PERDEMOS A PACIÊNCIA esperando por reforma.

NÓS IMAGINAMOS UM SISTEMA DIFERENTE — uma democracia midiática. Nós vemos grandes promessas nas comunicações abertas da Internet e queremos que essa abertura seja expandida para todas as formas de mídia. Nós vislumbramos um sistema global de comunicações que tem em seus fundamentos a participação direta e democrática dos cidadãos. Para este fim, nós exigimos a gradual transferência de recursos chaves da mídia de volta ao povo.

Para começar, nós exigimos o direito de comprar tempo publicitário em rádios e televisões sob as mesmas regras e condições das agências publicitárias. Nós sugerimos às agências reguladoras da mídia que estabeleçam dois minutos para cada hora de programação para a veiculação de mensagens voltadas à cidadania. Nós queremos que as seis maiores corporações de mídia no planeta sejam desmembradas em unidades menores.

O que afinal buscamos é um novo direito humano para a nossa era da informação, um direito que intercale a liberdade de expressão com o direito de acesso às mídias. Este novo direito humano é: O Direito de Comunicar-se.

PELA PRESENTE LANÇAMOS UM MOVIMENTO para sacralizar o Direito de Comunicar-se nas constituições de todas as nações livres e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Tradução:
André Azevedo da Fonseca

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Mais leituras e campanha em Portugal SEMANA SEM TV 2006 - SSTV 2006 , consultar a Associação GAIA

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