quarta-feira, 12 de maio de 2004

Manifesto "Pela História"

To: Presidente da República; Presidente da Assembleia da República; Primeiro Ministro; Ministro da Educação; Ministra da Ciência e do Ensino Superior; Ministro da Cultura


A HISTÓRIA preserva a memória, contribuindo para o desenvolvimento da consciência social;
A HISTÓRIA alia permanências e mudanças, perenidade e relatividade, fundamentando a construção de uma identidade inclusiva (local, nacional e global);
A HISTÓRIA recorda o passado colectivo e, como diz José Mattoso, recordar o passado colectivo é uma forma de lutar contra a morte.

Esta consciência cidadã, aliada às potencialidades formativas das metodologias da educação histórica, torna manifesta a importância essencial da disciplina de História nos currículos escolares, como o reconheceu a Conferência Permanente dos Ministros Europeus da Educação, reunida na Noruega em 1997. As conclusões da Conferência, subscritas pelo governo português, consideram que:

O ensino da História pode e deve ter uma importante contribuição para a educação em geral e, em particular, para a educação de uma cidadania democrática permitindo aos jovens: 
i. Aprenderem acerca da sua herança histórica, bem como a de outras pessoas e nações; 
ii. Adquirirem e praticarem técnicas fundamentais, tais como a capacidade de pensarem por eles próprios, a capacidade para tratarem e analisarem de forma crítica diferentes formas de informação e a capacidade de não se deixarem influenciar por informação preconceituosa e por argumentos irracionais; 
iii. Desenvolverem atitudes básicas tais como a honestidade intelectual e rigor, um julgamento independente, uma abertura de espírito, a curiosidade, a coragem civil e a tolerância.

Desde a sua formação, a Associação de Professores de História tem procurado contribuir activamente para a promoção da História e a consecução dos objectivos do seu ensino. É, assim, incompreensível e preocupante o espaço cada vez menor atribuído à História nos actuais 2º e 3º ciclos do ensino básico, (reduzida em muitas escolas a escassos 90 minutos semanais) e o seu eventual futuro desaparecimento do currículo como área autónoma de saber.

A APH reafirma a importância da consagração do lugar da História no currículo da escolaridade obrigatória, dotada de tempos lectivos adequados e com o relevo que o seu papel na formação da cidadania democrática lhe exige.

Associação de Professores de História

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